Mostrando postagens com marcador A Saga Crepúsculo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Saga Crepúsculo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

143. A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER – PARTE 2, de Bill Condon


O último filme de uma das séries mais adoradas dos últimos anos merecia mais.
Nota: 6,0



Título Original: The Twilinght Saga: Breaking Dawn – Part 2
Direção: Bill Condon
Elenco: Kristen Stewart, Robert Patinson, Taylor Lautner, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser, Ashley Greene, Jackson Rathbone, Kellan Lutz, Nikki Reed, Billy Burke, Mackenzie Foy, Michael Sheen, Dakota Fanning, Jamie Campbell Bower, Christopher Heyerdahl, Cameron Bright
Produção: Stephenie Meyer, Wyck Godfrey e Karen Rosenfelt
Roteiro: Melissa Rosenberg e Stephenie Meyer (romance)
Ano: 2012
Duração: 117 min.
Gênero: Fantasia / Romance


Bella acaba de passar pela difícil e tenebrosa transformação e é, finalmente, uma vampira. Quando a jovem acorda imortal, entretanto, precisa lidar com problemas básicos de sua nova vida: contar ao pai o que se tornou e portar-se tal qual um ser humano; mas também, será o momento pra viver problemas mais difíceis e até desastrosos: sua filha cresce anormalmente, Jacob teve um chamado “imprinting” pela criança e o poderoso clã dos Volturi está se aproximando para tirar satisfações da garota que acaba de nascer.  Para enfrentar os vampiros vindos da Itália, todavia, Bella e Edward contarão com o apoio de todos os Cullen e de mais alguns amigos que vieram de vários lugares, para, dessa forma, realizaram a maior luta que qualquer vampiro já viu se for preciso para manter Renesmee – a filha - viva e a salvo.


Intrigantemente, há vários trabalhos de Bill Condon que podem ser apontados durante sua carreira: “Segredo em Família” (1987) e “Deuses e Monstros” (1998), os quais escreveu e dirigiu (chegado a vencer o Oscar pelo roteiro em 1999), os roteiros de “Chicago” (2002), “O Julgamento do Diabo” (2004) e “Dreamgirls – em Busca de um Sonho” (2006). Digo que é estranho ter bons títulos para destacar em sua carreira por um motivo bem simples: “Amanhecer - Parte 2" ultrapassa todos os limites do catastrófico ou do bom senso. A abertura me passou a idéia de que me decepcionaria com minhas expectativas, em outras palavras, a abertura é o que temos de melhor aqui, a ponto de me fazer acreditar que o filme poderia ser bom. Mas daí a história começa de verdade, pois Bella levanta de seu “leito” e a coisa começa a ficar feia: por começar pelos diálogos sem sentido, a revolta de Bella por Jacob ter tido um “imprinting” por Renesmee (para esclarecer de uma vez por todas, para os quileutes – a tribo do Jacob- esse tal “imprinting” é mais ou menos a idealização de se encontrar sua alma gêmea, pois, apenas com um olhar os dois se tornam basicamente um só e servirão um para o outro para sempre, haja o que houver, em suma, só falta o garoto urinar na criança para deixar claro que ela é dele), a própria Renesmee quando bebe (ela é digital) e a aceitação imediata do pai de Bella pelo fato de ela ser uma vampira e de Jacob ser um transformista, os treinos de Bella para ela se adaptar a sua nova vida (ou melhor, morte), incluindo uma queda de braço mais do que desnecessária. Mas o pior mesmo chega lá pelo começo do fim do longa, quando os Volturi chegam e nos apresentam a melhor cena de toda a série, uma luta inesquecível onde vemos mortes inesperadas e sobreviventes chegam a ser raros, mas não é bom se iludir que tudo aquilo é o que parece.


Simpatizo muito com Kristen Stewart e Robert Patinson, não só como o novo casalzinho de Hollywood, mas como seres humanos e até como pessoas que vivem na mídia, mas isso não significa que acredito que qualquer um dos dois seja bom no que resolveu fazer, muito pelo contrário, apesar de ambos tentarem, eles conseguem pouca coisa. Dentre o casal, dessa vez acredito que Patinson tenha sido o mais bem sucedido, apenas por ele conseguir parecer mais natural, mas é apenas isso. Taylor Lautner, entretanto, consegue super os dois em vários sentidos, pois, ora ele é melhor que o casal “Robsten”, ora ele consegue a proeza de ser pior. Como disse em críticas anteriores, para mim, apenas Peter Facinelli e Elizabeth Reaser, os “pais” de Edward ficaram realmente bons em seus papeis e, ao contrário do que aconteceu no filme anterior, ambos, ao lado de Billy Burke (o pai de Bella), voltam a ser algo satisfatório no elenco. Me nego a acreditar que Dakota Fanning está se tornando tão ruim, portanto, me reservo ao direito de torcer para que a história e a personagem a tenham desfavorecido, mas fico feliz em destacar um momento que chega a ser hilário, quando Jane repara que está encurralada e não tem para onde ir, as feições e a reação de Fanning nos fazem lembrar da grande atriz que achamos que ela se tornaria (ou que ainda pode se tornar). Até mesmo Michael Sheen está péssimo no papel (acredite, se eu odiei Sheen, é por que não deu certo mesmo), a própria personagem, o poderoso Aro, se torna ridícula na pele de um dos melhores atores ingleses da contemporaneidade, para não dizer que ele é de todo terrível, bem como Fanning, existe apenas um olhar e uma fala rápidos e dramáticos realizados por ele antes de se despedir do público em que ele é perfeito, mas não é suficiente para camuflar o restante.


Não há como falar sobre o filme e me ater apenas em dizer como a produção como um todo é mal feita e parece ser realizada por “semiamadores” e esquecer da história criada por Meyer, nesse contexto, preciso destacar que nada aqui funciona, atores, diretor, roteiro, efeitos ou trilha sonora, e que, aliando isso ao problema do brilho dos vampiros e de “coisas” como o tal “imprenting”, não há mais de dois ou três momentos que funcionem de verdade nesse filme. Mesmo que eu não goste da série, acredito que todos esperavam mais de um longa que representa o desfecho de umas das séries mais adoradas dos últimos anos, e não é justo, nem com os fãs da série, muito menos com a crítica e o restante do público, fazer pouco caso desse sucesso e achar que qualquer coisa vai convencer os espectadores. Bem, essa “coisa” que nos é apresentada pode até satisfazer os fãs agora, mas não durará muito tempo. Infelizmente, ou felizmente, ao contrário do que vemos no desfecho, sinto muito em dizer: a “Saga” Crepúsculo jamais será para sempre (outro fator que me incomodou: em minha opinião, os próprios produtores fizeram uma referência clara a série “Harry Potter”). Apesar de tudo, acho importante deixar claro que a história escrita por Stephanie Meyer possui um enredo bom e é bem escrita, o problema está em como ela é conduzida, em como a escritora desmistifica mitos, mistificando-os de formas exageradamente diferentes, em como torna o romance algo chato e sem graça, e depois, sem mais nem menos, quer deixá-lo sexy e sensual, e principalmente, na forma como tenta inventar desculpas e novidades para acabar com a monotonia. Dessa forma, garanto que a intenção de Meyer ao escrever essa sua “obra”, era, sem dúvidas, uma das melhores possíveis, mas de boas intenções o inferno está cheio, e ao julgar pela índole de seus “vampiros” e “lobisomens” protagonistas, acredito que a escritora não considera uma opção a ida para o inferno.


ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:

144. A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER – PARTE 1, de Bill Condon


Se o inicio do fim do mundo iniciar com alguma beleza, não se iludam, tudo vai pior.
Nota: 6,2


Título Original: The Twilinght Saga: Breaking Dawn – Part 1
Direção: Bill Condon
Elenco: Kristen Stewart, Robert Patinson, Taylor Lautner, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser, Ashley Greene, Jackson Rathbone, Kellan Lutz, Nikki Reed, Billy Burke, Mackenzie Foy, Michael Sheen, Dakota Fanning, Jamie Campbell Bower, Christopher Heyerdahl, Cameron Bright
Produção: Stephenie Meyer, Wyck Godfrey e Karen Rosenfelt
Roteiro: Melissa Rosenberg e Stephenie Meyer (romance)
Ano: 2011
Duração:
Gênero: Fantasia / Romance

Bella e Edward preparam-se para o tão esperado casamento, esperado unicamente pelo fato de que é posterior a essa realização que está planejada a transformação de Bella em vampira. Logo após a cerimônia, ela e seu esposo perfeito rumam para o Brasil onde passam sua lua de mel, e, incrível e inesperadamente, Bella engravida. Agora, os lobisomens decidem que é mais plausível matar Bella e o bebê, mas Jacob está determinado a não permitir isso, e uma guerra entre lobos e vampiros começará.


Resumir esse filme seria mais simples dizendo que meia hora dele é destinada ao tal casamento (tudo muito bonito, tudo muito bem feito e uma cerimônia dos sonhos com direito a vestido By Carolina Herrera); depois mais meia hora em que Bella e Edward passam sua lua de mel no Brasil e ela descobre que está grávida, simultaneamente, Jacob deseja ter um imprinting por alguém para esquecer Bella; a outra uma hora de filme é destinada a vermos Jacob e mais dois amigos tentando convencer o restante dos lobos a deixar Bella e a criança em paz e em na estranha gravidez de Bella – a criança cresce de forma descontrolada e Bella sofre como jamais ninguém sofreu antes, o desfecho é o mais óbvio: Bella é transformada. Já me reservo ao direito de deixar de falar sobre os problemas do enredo da trama, mas é impossível deixar de apontar o absurdo que é ver Bella sofrendo como uma doente terminal no momento que deveria ser o mais feliz possível para toda mulher, como homem, apenas posso imaginar o quanto as mulheres que são mães devem ter achado isso tudo uma loucura desnecessária. Em contraponto a isso, temos as primeiras cenas de sexo do casal e parece que o filme toma, em poucos momentos, um ar mais maduro e sério, o que faz com que os fãs que crescem paralelamente à série sejam acompanhados pela série e continuem se identificando com a trama. O problema fica acerca da aparente forma amadora com a qual todos os efeitos e interpretações são tratados, não restando uma cena se quer em que vemos a real aplicação do dinheiro gasto com essa produção na busca de qualidade e perfeição artística.


Como já apontei, simpatizo com o casal de atores que forma os protagonistas da série, mas isso não significa, em hipótese alguma, que eles são talentosos. Stewart já trabalhou com nomes importantes e com os quais ela poderia ter aprendido muito, é difícil compreender porque, ao interpretar Bella, ela se torna tão decepcionante, acredito que a interpretação dela, como de todo o restante do filme, deixou Bella desvalorizada demais e fez sua interpretação ficar chata e repetitiva, digo, Bella não muda nunca. Pattinson, por sua vez, parecia estar melhorando, tornando-se mais natural – até mesmo a primeira noite deles no filme é natural – mas, com o desenrolar da trama, ele vai se esquartejando e, antes de tudo terminar, ele se queima por completo. Lautner talvez não seja o maior problema – nesse filme ele fala pouco e age menos ainda – pois ele deixou de ficar tanto atrás da Bella, mas parece que o lobo vai morar na casa dos Cullen para ajudar na gravidez da jovem.


Após assistirmos a uma melhorada no terceiro filme da franquia, imaginamos que tudo melhorará, afinal, esse é o início do desfecho da série. Mas tudo consegue piorar, e fica mais nítido ainda no desfecho da trama: a reação de Pattinson e Lautner no momento em que Bella morre é, sem dúvida, deprimente, mas não por eles estarem sofrendo, e sim por ela ser quase engraçada, e quando dois atores tornam a morte da amada de seus personagens engraçada, é por que a coisa está séria. Por fim, após um belo casamento o filme começa a se degringolar a cada cena, a gravidez de Bella é o cúmulo e sua morte poderia ter significado o final da série, se isso tivesse acontecido tudo seria mais glorioso, ou ao menos, um pouco menos estúpido.


ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:

145. A SAGA CREPÚSCULO: ECLIPSE, de David Slade


O menos pior dentre os cinco filmes da franquia.
Nota: 6,5


Título Original: The Twilight Saga: Eclipse
Direção: David Slade
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautmer, Billy Burke, Xavier Samuel, Jackson Rathbone, Ashley Greene, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser, Kellan Lutz, Nikki Reed, Sarah Clrke, Bryce Dallas Howard, Kiowa Gordon, Tyson Houseman, Bronson Pelletier, Alex Meraz, Julia Jones, Tinsel Korey, Chaske Spencer, Gil Birmingham, Alex Rice, Booboo Stewart
Produção: Wyck Godfrey, Greg Mooradian e Karen Rosenfelt
Roteiro: Melisa Rosenberg e Stephenie Meyer (romance)
Ano: 2010
Duração: 124 min.
Gênero: Romance / Fantasia

Finalmente, após aquele susto que Edward deu em sua família de vampiros e em sua amada Bella, o casal está junto novamente, desse forma, eles começam os preparativos para  o casamento e para a transformação de Bella em vampira – a condição imposta pelos Volturi para que todos ficassem ilesos foi a de que a garota viraria um deles. Entretanto, o coração de Bella ainda pulsa em seu peito e está dividido entre o amor carnal e eterno que sente por Edward e o amor fraternal que sente por Jacob. Como se não bastasse, a louca Victoria – sim, aquela do primeiro filme que teve o amante “assassinado” pelos Cullen” – deseja matar Bella, vingar seu amor e provocar a mesma dor que sentiu em Edward, para isso cria um a legião de vampiros que já está matando inocentes.


Apesar de a série ser, como um todo, péssima, esse filme foge um pouco a regra: o enredo é o mais interessante entre todos, afinal, veremos uma guerra e tanto entre aquilo que aqui chamamos de vampiros – com a participação de seres que acreditamos serem lobisomens. Além disso, os efeitos visuais, finalmente, parecem estar melhorando e nos sentimos um pouco menos estúpidos indo até o cinema assistir ao longa (isso não será algo permanente, garanto), não que os filmes não mereçam ser vistos, eles merecem – nem que para ver que chegar ao fundo do poço não é o limite, afinal, pode-se cavar – mas essa série não chega a ser o tipo que seja necessário ir até o cinema, vale mais a pena esperar chegar na locadora, juntar uns dez amigos e locar todos de uma vez para passar por uma tortura em grupo. Enfim, se uma maratona da “A Saga Crepúsculo” for feita, esse terceiro longa dará um gás após os dois primeiros tediosos filmes da franquia. É claro que o desfecho da trama é previsível, mas de, qualquer forma, como um todo é interessante, apesar de cenas estranhas e desnecessárias, não posso me furtar de lembrar a cena na barraca na qual mais nos sentimos em Brokback Moutain que em qualquer lugar próximo a Forks, pois, enquanto Jacob abraça Bella para esquentá-la (está nevando muito lá fora) e Edward fica olhando, ela acaba adormecendo nos braços nus do lobo e Edward agradece, feliz, por Jacob estar ali, enfim, sem preconceito algum, ficou ridícula. Há mais uma coisa aqui que tenho o dever de contar, acreditem ou não, a interessante trilha sonora é composta por ninguém mais, ninguém menos que Howard Shore, sim o gênio da Trilogia “O Senhor dos Aneis” e o compositor favorito de Martin Scorsese – eles já trabalharam no vencedor do Oscar “Os Infiltrados” e no recente “A Invenção de Hugo Cabret”, por exemplo. Além dele, temos a canção “Neutron Star Collision (Love is Forever)” da excelente banda inglesa Muse.


Para falar sobre as atuações do drama sem me tornar muito repetitivo em relação às críticas anteriores e por serem muitas personagens nesse filme, vou analisá-los por vários ângulos: O triângulo amoroso: Stewart pode até estar um pouco mais adulta, mas continua apática, sem graça e não se vê motivo para tantos homens apaixonados por ela, Pattinson ainda consegue ser um pouco mais natural, mas ele camufla seus bons momentos com as insistências em não transformar Bella, alguns apontam Lautner como o mais talentoso a partir desse filme, não vejo grande coisa, além disso, a personagem continua insuportável querendo separar os outros dois,. A família Cullen é composta por Robert Facinelli (Carlisle Cullen), o único ator da série toda que chama mais a atenção por estar sempre neutro, Elizabeth Reaser (Esme Cullen), absolutamente todos gostariam de ter uma mãe como essa, e aí vem os filhos, e, como de costume, os problemas: Ashley Greene (Alice Cullen) consegue deixar uma das poucas personagens divertidas da série, chata (e ela dá uma deslizada apenas nesse filme), Jackson Rathbone (Jasper Cullen) compete com Bella para ver quem é o mais apático e chega no subsolo do poço quando a personagem recorda seu passado, Nikki Reed e Kellan Lutz são, respectivamente Rosalie Hale e Emmett Cullen, o casal era para ser o mais sexy e belo do mundo, não chegam nem perto disso, Billy Burke (Charlie Swan) é simpático, mas não atua tão bem quanto o esperado. A tribo Quileute (tribo onde Jacob vive) é composta pelo líder do bando, Chaske Spencer (Sam Uley), pela noiva de Sam Tinsel Korey (Emily Young), pelo melhor amigo de Jacob Tyson Houseman (Quil Ateara), o membron instável do bando, Alez Meraz (Paul), e pelos irmãos Clearwater, Julia Jones (Leah) e Booboo Stewart (Seth), aqui todos são muito simpáticos e gentis uns com os outros, mas a irmandade deles é algo sem nexo e a história do tal imprinting  faz com que eles se tornem seres ridículos. Outros vampiros: Bryce Dallas Howard (Victória), jamais veremos um ser vingativo com as mesmas feições idiotas que as dela, Xavier Samuel (Riley Biers) um garoto que foi transformado por Victória, outra decepção, mas que em um pequeno momento ou outro parece que vai se revelar um ator satisfatório e Jodelle Ferland (Bree Tanner) a vampira que transformou Jasper, adivinhem, outra decepção completa. Por fim, mas não menos importante, Os Volturi: Dakota Fanning (Jane) a causadora de dor e representante dos mais poderosos, jamais, em toda minha vida, vou entender porque Fanning está tão medíocre na personagem, Cameron Bright (Alec) o irmão gêmeo de Jane, Charlie Bewley (Demetri), o vampiro que encontra outros seres e Daniel Cudmore (Felix) violento, forte e revoltado.


Após dois filmes decepcionantes da série, esperamos assistir a algo catastrófico nessa sequência, mas o que vemos aqui é menos que isso – o fim do mundo realmente chegaria apenas em 2012 com o último longa – “Eclipse” acaba sendo apenas mais um filme sem nexo, chato mesmo, daqueles que vale a pena assistir uma só vez, por um simples motivo, tanto o segundo quanto o terceiro filmes da série são apenas uma longa e árdua ponte entre o começo da história de amor entre Bella e Edward e o seu desfecho épico. E realmente, essa série é épica, até porque, nem tudo o que é épico precisa ser maravilhoso ou fantástico, afinal, até mesmo os filmes de Ed Wood tornaram-se épicos.


ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:

146. A SAGA CREPÚSCULO: LUA NOVA, Chris Weitz


O segundo consegue ser ainda pior que o imaginável.
Nota: 6,0


Título Original: The Twilight Saga: New Moon
Direção: Chris Weitz
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Billy Burke, Anna Kendrick, Peter Facinelli, Michael Sheen, Dakota Fanning, Jackson Rathbone, Ashley Greene, Justin Chon
Produção: Wyck Godfrey e Karen Rosenfelt
Roteiro: Melissa Rosenberg e Stephenie Meyer (romance)
Ano: 2009
Duração: 130 min.
Gênero: Romance / Fantasia

Ao perceber o quanto é perigoso permanecer ao lado de sua amada mortal Bella Swan, o vampiro Edward Cullen resolve simplesmente deixá-la e desaparecer no mundo. É claro que a jovem apaixonada entra em uma profunda depressão e tenta, por várias vezes e formas mais idiotas e ridículas possíveis, ficar em perigo para ver se o grande amor de sua vida vem ajudá-la, entretanto, parece que Edward está disposta a viver sua imortalidade bem longe de Bella. Nesse contexto, o amiguinho de Bella, Jacob, acaba voltando para a vida da garota, mas agora mais belo, forte e másculo, fazendo com que os sentimentos da garota sejam confundidos.


Para que se situe melhor, caro leitor, sou obrigado a lhe aconselhar que assista a adaptação do primeiro livro da série, “Crepúsculo” (2008), dessa forma, não será tão deprimente e algumas coisas poderão ser um pouco mais claras durante a história e o desenrolar do filme. É inacreditável, mas dois trabalhos dirigidos por Chris Weitz, dentre seus sete títulos, são, simplesmente, ótimos, são eles: “Um Grande Garoto” (2002) e “Uma Vida Melhor” (2011). Talvez, para compensar esses filmes – que, aliás, são extremamente reflexivos e trazem problemas e aspectos reais da vida -, Weitz dirigiu dois longas que são, sem mais delongas, o retrato do fracasso, “A Bússola de Ouro” (2007) e, obviamente, “Lua Nova”, e talvez seja exatamente por isso que ele não permaneceu na série, afinal, ele é um bom diretor, mas que aceitou trabalhos errados: uma adaptação péssima e uma história sem sentido algum. Inacreditavelmente, Melissa Rosenberg, indicada três vezes aos prêmios Emmy, é a roteirista desse filme – e de todos os outros da série -, digo isso, pelo fato de ela conseguir a façanha de deixar a adaptação dos livros ainda piores, confesso que li até a metade do terceiro livro e não fui capaz de seguir em frente.


Kristen Stewart e Robert Patinson são um casal com o qual, particularmente, simpatizo, mas isso está longe de significar que eles sejam bons atores. Stewart tenta ser diferente, e só por isso ela já merece algum crédito, por menor que seja, mas ainda sim, é impossível dizer que ela se supera ou que sua atuação é boa, por que simplesmente, não é, pleo contrário, sua Bella possui a mesma aparência sendo triste, feliz, sensual ou do forma que seja. Apesar da eminente química entre os atores – eles se tornaram namorados na época e, apesar de tudo, continuam juntos até hoje -, Patinson não passa por um vampiro em lugar nenhum do mundo, tudo bem, se ele precisa brilhar por que isso é um pré requisito para ser um morto vivo nessa história, não tem problema nenhum, mas um vampiro ficar com aquela cara de imbecil que não sabe o que quer da vida, com os olhos baixos e a boca entreaberta, é um exagero desnecessário e triste. Até entendo Dakota Fanning na série – ela é jovem e precisa de um pouco de notícias em sua vida profissional, que anda bem sem graça, mas, por Deus, se alguém nesse mundo souber por que um ator de nível tão elevado como Michael Sheen resolveu aceitar um papel nesse filme, me avisem, pois, apesar de ele ser cômico e quase conseguir chegar naquele tipo de vampiro clássico, sem pena de ninguém e exalando luxúria, tudo a sua volta acaba deixando até ele cansativo. Dentre todos no elenco, acredito que os únicos que se salvam da catástrofe sejam Peter Facinelli, Carlisle Cullen, e Elizabeth Reaser, Esme Cullen, que tem a sorte de terem personagens serenas e de bem com a vida, mesmo sendo vampiros do bem, eles são os menos irritantes.


Acho bom deixar claro que não desprezo a história como um todo, até por que, quando me disseram que o filme se tratava, basicamente, de uma jovem que se apaixonava por um vampiro, mas acabava tendo dúvidas em relação aos seus reais desejos quando era confrontada pelo calor de um lobisomem, fiquei empolgado e tratei logo de comprar o primeiro livro e ir ao cinema assistir ao filme. Todavia, cresci assistindo a nomes como Drácula, Buffy, Van Helsing e até mesmo na juventude já assisti a algumas séries interessantes acerca do mesmo tema como “True Blood” (2008-2012) e “The Vampires Diaries” (2009-2012), mas não posso me dar ao luxo de deixar de citar as genialidades que vemos em filmes como “Drácula de Bram Stocker” (1992) ou “Entrevista com o Vampiro” (1994). Enfim, apesar de ter uma enredo interessante, Meyer se afunda em sua tentativa de reconstruir a imagem de uma criatura fantasiosa que já está presente na mente de muitas pessoas como um ser maldoso e que transborda luxúria, talvez falte um pouco de escuridão no desenrolar da trama e sobre muito brilho.

terça-feira, 3 de abril de 2012

343. CREPÚSCULO, de Catherine Hardwicke

O filme sobre vampiros-fadas que conquistou as adolescentes enlouquecidas e iludidas por um amor perfeito.
Nota: 5,7



Título Original: Twilight
Direção: Catherine Hardwicke
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Tautner, Billy Burke, Anna Kendrick, Peter Facinelli, Nikki Reed
Produção: Wyck Godfrey, Gref Mooradian e Mark Morgan
Roteiro: Melissa Rosenberg e Stephenie Meyer (romance)
Ano: 2008
Duração: 122 min.
Gênero: Fantasia / Romance

CONFIRA O TRAILER DO FILME:

Bella é uma garotinha sem graça que vai morar com pai em uma cidade que ela odeia, lá ela reencontra seu amigo de infância, Jacob. Mas não é Jacob que centra as atenções da moça, e sim o belo e misterioso Edward. Mais tarde Bella e Edward se apaixonam e ela revela a ele (em uma cena pra lá de ridícula) que sabe que ele é um vampiro. O fato é que Edward e sua família, que na realidade é um clã e não uma família, mudam-se de um lugar para o outro para fugir das perguntas do por que eles serem tão jovens, fortes, sábios e bonitos e tempo todo. Pode parecer uma história bem interessante se eu apenas lhe dissesse que é um romance entre um vampiro e uma mortal, mas não é nada interessante para quem gosta dos verdadeiros vampiros.


Quando Stephenie Meyer publicou seu livro logo foi dito que ela seria a nova J. K. Rowling e que seus livros fariam mais sucesso que a Saga (aqui esse termo se aplica) do menino bruxo Harry Potter, nada disso aconteceu, apesar de muitos adoradores a crítica acabou com os livros e filmes. Essa série divide muitas opiniões, apesar de pouquíssimos homens não gostarem dela por ser um romance meloso (esse não é meu caso, simplesmente não gostei por que não gostei, para provar que o fator romance não tem nada a ver com a minha opinião eu sou apaixonado por obras como “Orgulho e Preconceito” e “O Morro dos Ventos Uivantes”, ambos citados no livro desse filme), as idades que curtem essa história variam de crianças de sete ou oito anos até vovós de setenta. Hardwicke dirigiu três filmes antes desse, entre eles o aclamado “Aos Treze” que mostra o uso de drogas na adolescência de garotas muito jovens, o que ainda não havia sido feito antes de 2003. Em “Crepúsculo” não dá pra entender muito bem seus propósitos, sua direção é pobre e os efeitos são ridículos, quando o belo Edward pula de seu quarto para uma árvore dá até pra “ver” os cabos de aço que o jogam na árvore (não que dê para ver que eles estão ali, mas são perceptíveis), o roteiro não difere muito do livro, a forma como Meyer escreveu é bem feita, o problema está no enredo, ela resolveu mudar toda uma crença em criaturas supostamente existentes.


Mas aqui o pior não está na direção, nos efeitos, ou na criação da série, está nas atuações, todos, sim eu disse todos, são péssimos. Até mesmo bons intérpretes, como Anna Kendrick, parecem se esforçar para serem ruins. Comecemos pela frívola Bella, Kristen Stewart não é a beleza em pessoa, mas não passaria despercebida em minha frente (sua personagem é dita sempre como sem graça), Stewart é sempre a mesma coisa, quando está triste, feliz, amando, odiando, desejando, e imagina-se que a coitada tendo um orgasmo teria a mesma expressão. Pattinson não me parecia tão ruim em sua rápida aparição em “Harry Potter e o Cálice de Fogo” (2005), mas como Edward Cullen ele é um saco, sem graça e nada sexy como deveria ser um vampiro.


O problema, generalizando o filme e o livro, está mesmo é em os vampiros não serem vampiros: eles não têm medo de cruzes, não dormem em caixões, suas casas são lindíssimas sem indício algum de sangue (nem que seja na geladeira, eles nem são viciados em vinho para disfarçar), não tem asgo de alho, muito menos morrem com a luz do sol, pior, muito pior, eles brilham com a luz do som, BRILHAM! Além de toda essa acabada que a série dá com o tradicional vampiro (aqueles criados a partir do Drácula de Bram Stocker) Edward, um vampiro que deveria chamar as mulheres bonitas só pelo cheiro e charme se apaixona pela dita feia e sem graça da Bella, nem mesmo Jane Austen e Emily Brontë fizeram suas personagens principais terem esse perfil “Bella Swan”. Em suma, não gosto muito de falar sobre esse filme pois sei que muitos irão discordar de minha posição acerca dele, mas verdade seja dita, vale a pena assistir a “Crepúsculo” sim, ou para amá-lo, ou para odiá-lo, ou simplesmente para ter idéia do que é um filme mal feito.


ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

Poderá gostar também de: