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segunda-feira, 23 de junho de 2014

007. O REI LEÃO, de Roger Allers e Rob Minkoff

Um dos filmes mais tocantes e inspiradores da história do cinema. Verdadeiras lições de vida apresentadas pelo melhor da Sétima Arte de animação.
Nota: DEZ



Título Original: The Lion King
Direção: Roger Allers e Rob Minkoff
Elenco: Jonathan Taylor Thomas, Matthew Broderick, James Earl Jones, Jeremy Irons, Moira Kelly, Niketa Calame, Ernie Sabella, Nathan Lane, Robert Guillaume, Rowan Atkinson, Madge Sinclair, Whoopi Goldberg, Cheech Marins, Jim Cummins, Jason Weaver, Frank Welker, Cathy Cavadini, Judi M. Durand, Daamen J. Krall, Zoe Leader, Dvid McCharen, Mary Linda Phillips, Phil Proctor, David Randolph, Evan Saucedo e Brian Tochi
Produção: Alice Dewey, Don Hahn, Sarah McArthur, Thomas Shumacher
Roteiro: Irene Mecchi, Jonathan Roberts, Linda Woolverton, Branda Chapman, Burny Mattinson, Barny Johnson, Lorna Cook, Thom Enriquez, Andy Gaskill, Gary Trousdale, Jim Capobianco, Kevin Harkey, Jorgen Klubien, Chris Sanders, Tom Sito, Larry Lekerm Joe Ranft, Rick Maki, Ed Gombert, Francis Glebas, Mark Kausler, J. T. Allen, George Scribner, Miguel Tejda-Flores, Jenny Trip, Bob Tzudiker, Christopher Volger, Kirk Wise e Noni White
Ano: 1994
Duração: 89 min.
Gênero: Animação / Drama / Musical / Aventura

TRILLER DO FILME (EDIÇÃO DIAMANTE EM DVD):


O grande rei leão Mufasa e sua leoa, Sarabi, recebem a graça divina de ter um filho macho. Herdeiro de uma vasta região da savana africana, Simba cresce sabendo que seu destino é se tornar o próximo rei de centenas de animais que nele depositarão sua confiança e sua adoração, bem como já fazem com seu pai. De forma trágica, porém, Mufasa morre. Seu irmão, o leão Scar, verdadeiro culpado pela morte, convence Simba que a tragédia foi ocasionada pela imprudência do pequeno, assim, ele se exila. Scar, nesse contexto, convence a todos que Simba morreu e conquista seu sonho: assume o trono do irmão. Simba cresce longe da família e de todos os animais que o viram nascer, mas o pequeno filhote se tornará um grande leão, que sabe muito bem de suas obrigações.


No horizonte um sol alaranjado nasce e chama a atenção de centenas de animais na savana africana. Juntos, todos rumam para uma mesma direção enquanto ouvimos, ao fundo, Carmem Twillie entoar uma das canções mais incríveis da história do cinema: “The Circle of Life”. O destino desses animais é a grande pedra onde Mufasa, o rei leão, espera pelo babuíno Rafiki, que “abençoará” seu filho com Sarabi, o pequeno Simba. Sobre a pedra, Rafiki quebra uma fruta, espalha areia na cabeça do pequeno príncipe, retira o jovem do colo da mãe e, finalmente, apresenta o futuro rei a todos os animais, que comemoram o nascimento daquele bichinho que olha para baixo sem nada entender, fitando os animais que se “ajoelham” para ele. As nuvens lá no céu dão lugar a um fio de luz que ilumina a grande pedra e vemos tudo por um ângulo panorâmico inspirador. Eis a primeira e eterna cena de “O Rei Leão”.


Este filme, como a maioria dos longas da Disney, possui mais mensagens direcionadas a adultos a mensagem infantis. Mas grande parte das delas pode ser absorvida por todas as idades, cada uma a sua forma. Simba, por exemplo, admira o pai mais que qualquer outro animal e Mufasa, por sua vez, ensina o filho sobre seu futuro como rei e leão. Ensina, por exemplo, ao pequeno, a arte da caça, usando Zazu (uma pequena ave que acompanha Mufasa) como “presa” em uma cena cheia de canções, amenizando o ritual felino de caça e de ensino para conseguir comida. Além disso, Mufasa é um pai protetor e preocupado com o futuro do filho. Quando Simba o desobedece, Mufasa senta ao seu lado e conversa com o garoto, provando que conversar é sempre a melhor solução. Após a conversa, pai e filho fazem as pazes pulando um sobre o outro e jurando sua amizade eterna. Simba se mostra um jovem inocente (o que o aproxima das crianças), querendo ser amigo de Scar e confiando no tio que deseja vê-lo morto. O tio, como um bom vilão (da ficção e da vida real), provoca Simba a ir à zona proibida, o que serve como alerta para as crianças cuidarem em quem confiam, ainda mais por verem a forma inteligente como as sombras o acompanham, denotando sua maldade e sua fúria. Ainda no contexto das mensagens inteligente propostas pelo longa, temos um Simba louco para se tornar rei. Como qualquer criança e adolescente, deseja se tornar um adulto o mais rápido possível. O que Simba não sabe é que poder e liberdade conferidas pela maturidade veem acompanhados pelas responsabilidades que Zazu tenta mostrar, insistentemente, que foram conferidas a Mufasa há anos, quando ele se tornou o soberano dos animais. Dessa forma, Zazu é aquele espírito inteligente e sensato pousado sobre o ombro direito de Simba. Aos poucos os instintos de caça e cópula felinos surgem na cabeça de Simba e temos mais momentos compreensíveis para adultos: cenas que denotam certo desejo sexual entre ele e Nala (filha de outra leoa) são vistas, ele se mostra pronto para lutar contra hienas para proteger sua amiga.


Com o desenrolar da trama, chegamos a uma das cenas mais expressivas e inesquecíveis da década de 90. Em uma sequência cheia de suspense e até um pouco aterrorizante, Mufasa salva Simba de uma debandada provocada por Scar, quando Mufasa tenta se salvar, o próprio irmão o empurra para a morte. Simba vê o pai ser pisoteado pelos animais e tenta, inutilmente, acordar o pai. A trilha sonora de Hans Zimmer, a inocência de Simba, o fratricídio provocado por Scar e o pensamento sobre o futuro de Simba tornam a cena uma das mais tocantes do cinema. Na sequência, Scar convence Simba de que a morte do pai foi sua culpa e o jovem príncipe foge. Scar diz a todos que ambos morreram e assume o trono. Isolado de todos, Simba crescerá com a companhia de Timão e Pumba (os quais ele conhece assim que foge da culpa pela morte do pai), aprendendo a importância e o significado da amizade, do amor e de como a vida deve ser vivida intensamente. Enquanto isso, o péssimo “reinado” de Scar, deixa o reino cada vez mais destruído, sem comida ou água. Ao mesmo tempo em que Rafiki descobre que Simba esta vivo, o príncipe e Nala se reencontram de forma inusitada, mas é Rafiki, através da memória de Mufasa, quem o convence a voltar. A partir daí, começam as cenas em que Simba voltará ao seu lugar de origem, provando que não há lugar como nosso lar. Em um momento pra lá de poético, Simba volta ao reino de seu pai: o local, outrora verde e cheio de vida, está devastado e cheio de morte. Logo depois, Scar revela que foi ele quem matou seu pai. Em um final épico, Simba, finalmente, rugi de forma madura e é acompanhado pelas leoas ao seu redor. Em sequência, o reino volta a ser vivo e os animais se postam sobre a Pedra do Rei para reverenciar o filho de Simba e Nala. O filme termina como começou, provando que a vida nada mais é que um círculo alimentado pelo amor e esperança.


A produção de “O Rei Leão” foi uma das maiores de sua época. Em 1991, a Disney havia lançado “A Bela e a Fera”, filme que conquistou o mundo de forma arrebatadora, no ano seguinte, a produtora tentou lançar “Aladdin” como a grande versão masculina de seus clássicos filmes de princesas, afinal, era um dos primeiros que tinha o homem como título do longa (mais tarde, naquela mesma década, viriam Hércules e Tarzan, antes, a Disney já havia realizado essa tentativa com Peter Pan e Mogli). Quando “O Rei Leão” chegou, portanto, esperava-se muito desse novo príncipe. E a expectativa foi atendida, ou, na melhor nas hipóteses, excedida: Simba se tornou o maior príncipe criado pela produtora. “O Rei Leão” se tornou o filme da Disney para meninos. Com quase três dezenas de roteiristas, o filme teve apenas dois diretores, 25 dubladores, quatro produtores (incluindo os executivos) e dos compositores, em compensação, teve dezenas e mais dezenas de responsáveis pelos departamentos de som e animação. Rogers Allers e Rob Minkoff, que ainda não haviam realizado nenhum grande trabalho na direção de filmes, foram os líderes dessa produção. A edição foi assinada por Ivan Bilancio, a produção de design, pelo triplamente indicado ao Oscar, Chris Sanders e a arte de direção, por Andy Gaskill, que também assinou a direção de arte de “Hércules” (1997).


O longa é uma mistura de animação e musical e, para compor as canções, foram chamados Hans Zimmer (vencedor do Oscar por seu trabalho) e Elton John. Zimmer assinou as músicas instrumentais, enquanto a John, coube as canções eternas entoadas pelos personagens. A primeira cena do filme é acompanhada por “The Circle of Life” (indicada ao Oscar). Zazu tem sua vez quando canta sobre as notícias do reino enquanto Mufasa e Simba treinam a prática da caça. Simba expressa sua vontade de se tornar rei com a canção “I Just Can’t Wait to be King”, onde é acompanhado por dezenas de animais que agem como se fossem grandes coristas circenses. Scar expressa sua raiva e sede pelo poder em uma canção que ofende as hienas e esclarece que o que espera do futuro são as mortes de Mufasa e Simba, as quais já está tramando (na sequência, Scar envergonha o sobrinho e leva Mufasa para a morte). Após se isolar, Simba encontra Timão e Pumba e os amigos entoam uma das canções mais poderosas e queridas da década de 90, “Hakuna Matata” (indicada ao Oscar) é uma música simpática que lembra a importância do não preconceito e de como deve-se levar a vida ao estilo carpe dien. Ao pé da letra, hakuna matata significa ok, tudo bem. O reencontro de Simba e Nala após anos separados é embalado pela canção de Elton John, “Can You Feel the Love Tonight” (vencedora do Oscar).



Entre 1599 e 1601, últimos anos da Era Elizabetana na Inglaterra, o romancista William Shakespeare escreveu uma de suas obras primas. “Hamlet” contava a história de um jovem príncipe que recebe a visita do pai morto revelando que seu tio o assassinou para se casar com sua esposa e tomar seu trono. Depois da descoberta, Hamlet, o protagonista, começa a planejar a deposição do tio para que ele possa recuperar o que é seu por direito. Qualquer semelhança com “O Rei Leão” é mera coincidência? Não podemos dizer com certeza, mas o fato é que as histórias possuem muitos pontos em comum e outros completamente diferentes. O fato concreto é que “O Rei Leão” se eternizou durante sua história: foi quase um bilhão de dólares em bilheterias, recebeu uma versão em 3D em 2011, venceu 2 Oscars (vale lembrar que a categoria de melhor animação foi inserida apenas em 2002) e ainda foi vencedor em 25 categorias de prêmios como o Globo de Ouro, Prêmios Annie (Oscar da animação), Grammy e inúmeros prêmios de críticos, Timão e Pumba ficaram tão populares que ganharam uma série de televisão animada só deles, o filme, por fim, conquistou e conquista fãs de todas as idade e sexo a cada ano que se consolida como uma dos maiores e mais rentáveis filmes da Disney. Ademais, se “O Rei Leão” realmente foi baseado na obra shakespeariana, tanto as crianças (e por que não, jovens, adultos e idosos?) do todo mundo, quanto a Disney podem agradecer pela colaboração do escritor inglês para que a criação da melhor animação da história do cinema fosse tão bela e inspiradora.


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domingo, 2 de março de 2014

009. (ESPECIAL OSCAR 2014) FROZEN: UMA AVENTURA CONGELANTE, de Chris Buck e Jennifer Lee

As novas princesas Disney nos trazem uma das melhores animações dos últimos anos!
Nota: DEZ


Título Original: Frozen
Direção: Chris Buck e Jennifer Lee
Elenco: Kristen Bell, Josh Gad, Idina Menzel, Jonathan Groff, Josh Gad, Santino Fontana, Alan Tudyk, Ciarán Hinds, Chris Williams, Stephen J. Anderson, Maia Wilson, Edie McClurg, Robert Pine, Maurice LaMarche
Produção: Peter Del Vecho, John Lasseter e Aimee Sribner
Roteiro: Jennifer Lee, Hans Christian Andersen (conto “A Rainha de Neve”), Chris Buck e Shane Morris
Ano: 2013
Duração: 102 min.
Gênero: Animação / Musical / Drama / Comédia / Aventura

Confira a música "Let it Go", indicada ao Oscar de Melhor Canção Original, composição de  Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez e interpretação de Idina Menzel

Anna e Elsa são as pequenas princesas de Arandel. Quando ainda eram crianças, por algum motivo que Anna não recorda, Elsa deixou de brincar com ela e passou a viver trancada em seu quarto. Três anos após a morte dos pais das garotas, chega a hora de Elsa ser coroada Rainha de Arandel. Entretanto, após uma discusão com Anna, que quer casar com o príncipe Hans, Elsa acaba revelando um dom misterioso: possui o poder de conjurar e controlar a neve! Deixando todos assustados e um inverno interminável para trás, Elsa foge para as montanhas, onde poderá viver em paz. Anna, no entanto, não se conforma com o abandono da irmã e sai em uma jornada em sua busca. No caminho, Anna conhece Kristoff e, apartir daí, ela descobrirá o significado do amor.


Jennifer Lee é a roteirista do excelente “Detona Ralph” (2012), uma das animações mais criativas que já assisti. Chris Buck foi responsável pelo departamento de animação de alguns filmes que, particularmente, simpatizo e que possuem qualidade indiscutível: “O Cão e a Raposa” (1981), “A Pequena Sereia” (1989) e “Nem Que a Vaca Tussa” (2004). No primeiro filme da dupla, vão além do esperado para dois iniciantes na direção. Sem dúvida alguma, é uma estreia que merece ser destacada por possuir qualidade técnica e um roteiro tão bons. A história, é interessante e, pela primeira vez, o grande vilão em comum da trama não é uma bruxa (ou bruxo) má, e sim o próprio medo do autoconhecimento que as princesas nutrem. O vilão de Elsa é a repressão que sofreu a vida toda por seu dom. O vilão de Anna é a exclusão que sofreu a vida toda da irmã sem saber o por quê. E existem vilões piores que o medo, a dúvida e a repressão? E é no único herói possível de salvar essas princesas que a beleza do longa se concentra: no amor. Tecnicamente falando, o filme possui cores suficientes para entreter as crianças e uma edição de som excelente para que canções ou diálogos sejam bem desenvolvidos. O departamento de desenho do longa também dá um show, criando personagens perfeitos (especialmente o querido boneco de neve Olaf), com feições próprias e personalidades definidas por tais feições e trejeitos. A trilha sonora de Christophe Beck é forte e possui a presença necessária.


“Frozen” é indicado como melhor filme de animação no Oscar 2014 e melhor canção original para “Let it Go”. Como melhor animação, o longa concorre com “Meu Malvado Favorito 2” (2013), um dos preferidos das crianças e adolescentes, com “Os Croods” (2013), filme com muitas cores e uma boa história, com “Ernest & Celestine” (2013), um filme francês simpático e inocente sobre a amizade entre uma ratinha e um urso, e com “Vidas ao Vento” (2013), longa japonês sobre persistência e amor. Em canção original, concorre com “Happy”, da animação “Meu Malvado Favorito 2”, “The Moon Song”, da surpresa do ano, “Ela”, e “Ordinary Love”, do filme “Manthela: Long Walk to Freedom”. Basta lembrar da inestimável perda recente do líder Nelson Madela e que a música é interpretada pela banda U2 para saber que “Ordinary Love” é a favorita do ano. “Let it Go”, entretanto, sai bem na disputa por ser uma canção que se enquadra com perfeição no contexto do longa e ainda consegue emocionar a quem a ouve. Além disso, tomou o gosto do público de forma inacreditável, virando um hit de inverno nos EUA. Não posso fugir do cometário de dizer uma coisa simples a respeito das indicações do longa e da qualidade técnica do filme: a Disney é a Disney. E tem mais: qualquer pessoa pode dizer o que quiser sobre as princesas da Disney, mas que todos as amam, isso é inquestionável, agora, pense em duas princesas em um filme só! E em um filme que está prestes a conquistar um bilhão de dólares em bilheterias pelo mundo todo.



“Frozen” é um dos filmes mais tocantes e belos dos últimos anos. Poucas produções, animações ou não, tocam tão fundo em nossa alma como esse filme. Começando pela beleza com que o amor entre Anna e Elsa é apresentado. Elas são irmãs que passam o tempo juntas e se divertem da melhor forma possível. Depois, sentimos pena de Anna por Elsa começar a ignorar sem motivos aparentes. A dor aumenta quando os pais das garotas morrem e, em uma cena linda, vemos o sofrimento inexplicável que ambas estão sentindo, o que mostra a união das irmãs, mesmo após tantos anos sem se falarem. A fuga de Elsa é um daqueles momentos de clímax dos filmes, mas o que mais chama a atenção é o que está por vir. Em uma cena perfeita, Elsa entoa “Let it Go”, e mostra aos pequenos que assistirão ao filme vidrados o quanto é importante ser autêntico e não se importar com o que os outros pensam a respeito de você mesmo. E aí o filme ganha mais pontos: é uma animação para crianças que consegue lutar contra o preconceito e levantar a bandeira da aceitação. Ainda existem os momentos que nos tocam pelo amor que, inevitavelmente, nascerá entre Kristoff e Anna, um casal improvável e muito bonito. Acho interessante como os filmes da Disney passaram a trazer personagens fora da realeza para deixar tudo mais real e aproximar os personagens dos espectadores. Por fim, algo mais inesperado ainda acontece no desfecho do longa: a magia do amor prova, mais uma vez, que poucos amores podem ser mais fortes e encantadores que o amor entre irmãos.
APOSTAS DO BLOG PARA O OSCAR 2014:
Melhor Filme: 12 Anos de Escravidão
Melhor Direção: Alfonso Cuarón, por Gravidade
Melhor Ator: Chiwetel Ejiofor, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Atriz: Cate Blanchett, por Blue Jasmine
Melhor Ator Coadjuvante: Jared Leto, por Clube de Compras Dallas
Melhor Atriz Coadjuvante: Lupita Nyong’o, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Roteiro Original: Spike Jonze, por Ela
Melhor Roteiro Adaptado: John Ridley, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Filme Estrangeiro: A Grande Beleza
Melhor Filme de Animação: Frozen: Uma Aventura Congelante
Melhor Documentário longa-metragem: O Ato de Matar
Melhor Trilha Sonora: Steven Price, por Gravidade
Melhor Canção original: Let it Go, de Frozen: Uma Aventura Congelante
Melhor Fotografia: Emmanuel Lubezki, por Gravidade
Melhor Edição: Jay Cassidy, Crispin Sthuthers e Alan Baumgarten, por Trapaça
Melhores Efeitos Visuais: Timothy Webber, Chris Lawrence, David Shirk e Neil Corbould, por Gravidade
Melhor Edição de Som: Glenn Freemantle, por Gravidade
Melhor Mixagem de Som: Chris Burdon, Mark Taylor, Mike Prestwood Smith e Chris Munro, por Capitão Phillips
Melhor Figurino: Patricia Norris, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Direção de Arte: Catherine Martin e Beverley Dunn, por O Grande Gatsby
Melhor Maquiagem e Cabelo: Adruitha Lee e Robin Mathews, por Clube de Compras Dallas
Melhor Curta-Metragem: The Voorman Problem
Melhor Curta Metragem em Animação: É Hora de Viajar
Melhor Documentário em Curta-Metragem: The Lady in Number 6
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sábado, 1 de março de 2014

017. (ESPECIAL OSCAR 2014) É HORA DE VIAJAR, de Lauren MacMullan

Uma boa diversão que ainda conta um pouco da realidade do cinema mundial.
Nota: 9,0


Título Original: Get a Horse
Direção: Lauren MacMullan
Elenco: Walt Disney, Marcellite Garner, Russi Taylor, Billy Bletcher, Will Ryan, Bob Bergen, Paul Briggs, Terri Douglas, Jess Harnell, Danya Joseph, Mona Marshall, Nicole Mitchell e Raymon S. Persi
Produção: John Lasseter, Michele Mazzano, Dorothy McKim
Roteiro: Paul Briggs, Nacy Kruse, Lauren MacMullan e Raymond S. Persi
Ano: 2013
Duração: 6 min.
Gênero: Curta-Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:

(EM BREVE)

Mickey sai em um divertido passeio de carroça. No meio do caminho, encontra seus amigos Minnie, Horácio e Clarabela. Os quatro viajam felizes e se divertem muito, até que Bafo de Onça apareça para tentar estragar tudo. O objetivo do vilão é jogar os amigos não apenas para fora da carroça. Para ficar com Minnie, Bafo de Onça está disposto a tudo, inclusive tirar Mickey da animação e jogá-lo para o mundo real.


Esse curta-metragem divertido e engraçado foi lançado pela Disney de forma inteligente e muito bem vinda junto com o filme “Frozen: Uma Aventura Congelante”, favorito para o Oscar de melhor animação. Antes de “Frozen” começar, portanto, “É Hora de Viajar” é exibido rapidamente para o público. Claro que, agregado a “Frozen” que está perto de faturar um bilhão de dólares no mundo todo, esse curta se tornou um sucesso. As crianças já adoram o Mickey, vê-lo assim, no cinema e em 3D, é algo esplêndido para elas. Para os pequenos, é possível rir e se divertir com as aventuras de Mickey e Minnie Mouse, para os adultos, restam algumas sacadas que somente a Disney é capaz de proporcionar. O mais interessante, entretanto, fica a cargo dos efeitos do desenho animado. Assisti-lo em 2D deve ser algo muito sem graça. A beleza desse filme está em como o 3D é explorado. Bafo de Onça e Mickey travam uma guerra para que algum dos dois fique no mundo dos desenhos animados. O vilão, nesse contexto, tenta jogar Mickey para fora da tela e é como se o protagonista estivesse sendo jogado sobre a plateia. Para completar, uma enchente “adentra” o cinema e a diversão fica ainda maior e mais interessante. Após os dois primeiros minutos de filme, começamos a nos sentir dentro da história e toda a trama nos envolve do começo ao fim.



Indicado ao Oscar como melhor curta-metragem de animação do ano de 2014, “É Hora de Viajar” traz o melhor da Disney: a turma do Mickey, e em preto e branco! E esse efeito de cores é mais uma ideia extraordinária: enquanto os personagens estão dentro do mundo dos desenhos animados, tudo é em preto e branco, quando eles pulam para o nosso mundo, o mundo real, tudo passa a ficar colorido e acabamos vendo muitas referências bonitas ao cinema. Afinal, quando o colorido chegou, alternava-se a sétima arte entre filmes coloridos  e filmes preto e branco. E assim a história do cinema se seguiu: alternando-se entre o velho e o novo. Hoje, por exemplo, o 3D e o 2D brigam pela telona. Amanhã, quem sabe quais serão as novidades. O fato é que, de seu túmulo, Walt Disney sorri e espera, anciOso, pelo Oscar.

VENCEDORES DO PRÊMIO ANNIE (SOCIEDADE INTERNACIONAL DE FLMES DE ANIMAÇÃO):
Melhor Longa-Metragem: Frozen: Uma Aventura Congelante
Melhor Curta-Metragem: Get a Horse!
Melhores Efeitos de Animação em Produção de Animação: Jeff Budsberg, Andre Le Blanc, Louis Flores, Jason Mayer, por Os Croods
Melhores Efeitos de Animação em Produção Live Action: Michael Balog, Ryan Hopkins, Patrick Conran, Florian Witzel, por Círculo de Fogo
Melhor Animação de Personagem em Longa-Metragem de Animação: Jakob Jensen, por Os Croods
Melhor Animação de Personagem em Longa-Metragem Live Action: Jeff Capogreco, Jedrzej Wojtowicz, Kevin Estey, Alessandro Bonora, Gino Acevedo, por O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Melhor Desenho de Personagem em Longa-Metragem de Animação: Carter Goodrich, Takao Noguchi, Shane Prigmore, por Os Croods 
Melhor Direção em Longa-Metragem de Animação: Chris Buck e Jennifer Lee, por Frozen: Uma Aventura Congelante 
Melhor Música em Longa-Metragem de Animação: Kristen Anderson-Lopez, Robert Lopez, Christophe Beck, por Frozen: Uma Aventura Congelante
Melhor Design de Produção em Longa-Metragem de Animação: Michael Giaimo, Lisa Keene, David Womersley, por Frozen: Uma Aventura Congelante 
Melhor Storyboarding em Longa-Metragem de Animação:Dean Kelly, por Universidade Monstros 
Melhor Dublagem em Longa-Metragem de Animação: Josh Gad, como Olaf, em Frozen: Uma Aventura Congelante
Melhor Roteiro em Longa-Metragem de Animação: Hayao Miyazaki, por Vidas ao Vento 
Melhor Edição em Longa-Metragem de Animação: Greg Snyder, Gregory Amundson, Steve Bloom, por Universidade Monstros 
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

023. (ESPECIAL OSCAR 2014) MEU MALVADO FAVORITO 2, de Pierre Coffin e Chris Renaud

Uma catástrofe do começo ao fim.
Nota: 7,0


Título Original: Despicable Me 2
Direção: Pierre Coffin e Chris Renaud
Elenco: Steve Carell, Kisten Wiig, Benjamin Bratt, Miranda Cosgrove, Russell Brand, Ken Jeong, Steve Coogan, Else Fisher, Dana Gaier, Moises Arias, Nasim Pedrad, Kristen Schaal, Pierre Coffin, Chris Renaud, Nickolai Stoilov, Vanessa Bayer
Produção: Janet Healy, Christopher Meledandri e Robert Taylor
Roteiro: Cinco Paul e Ken Daurio
Ano: 2013
Duração: 98 min.
Gênero: Animação / Aventura / Comédia

Confira a música "Happy", indicada ao Oscar de Melhor Canção Original, composição e interpretação de Pharrel Williams

Depois de ter feito suas maldades e ter causando problemas como vilão, Gru, agora, é responsável por Edith, Margo e Agnes, três garotinhas que passam por momentos muito distintos em suas vidas. O papai, também é o responsável por centenas de criaturinhas fofas, os Minions. Mesmo que Gru tenha se aposentado de seu tempo como vilão, entretanto, alguém roubou, de forma completamente inusitada, uma poção que pode causar danos irreparáveis ao mundo. Agora, Gru foi recrutado pela Liga Anti-Vilões para, ao lado da agente especial Lucy resolver o caso. A ideia é usar um “vilão” “recuperado” para pegar um vilão ativo.


Os Minios, aquelas coisinhas amarelas, conquistaram o mundo no primeiro filme em que apareceram, “Meu Malvado Favorito” (2010).  O longa se tornou febre no mundo todo e chegou a contar com Julie Andrews para o trabalho de dublagem. Não assisti ao filme, mas também nunca ouvi ninguém que assistiu dizer que não gostou. O fato é que, como de costume, essa sequência fracassa em todos os sentidos. A história pode parecer boa, e é até um pouco interessante, mas a forma como se desenvolve é ridícula. Parece que os personagens, todos, sem exceção alguma, inalaram algum tipo de gás tóxico que afetou seus neurônios e decidiram que enlouquecer completamente era algo normal. Ou melhor: isso parece ter acontecido mesmo com os criadores dessa sequência. O filme é uma produção sobre um super-heroi para crianças, ou ainda, um anti-herói, entretanto, passa-se dos limites do bom senso a respeito das piadas e das brincadeiras entre os personagens. Gru é um homem fraco, bobo que faz tudo errado. Lucy é uma mulher mais idiota ainda que age como se sua profissão fosse uma brincadeira. Nada é levado a sério, nem meso o vilão deixa de ser um completo demente. E se você acha que nada pode piorar, espere até passar uma hora de filme para ver Lucy abrindo a porta de um avião e se atirar de lá como se fosse possível. Claro que é tudo muito bem produzido: o filme é colorido, a trilha sonora do brasileiro Heitor Pereira chama a atenção (aliás, pode ser a única coisa realmente “elogiável” do filme) e os persongens são bem feitos. No entanto, não existem mensagens que se sobreponham à falta de inteligência do roteiro, não existem sátiras ou sacadas que superem a infantilidade de todos os persongens, não existe sabedoria que supere a idiotice vista nesse filme. Sem dúvida, nessa corrida ao Oscar, meu maior sacrifício até agora, foi assistir a esse longa.



“Meu Malvado Favorito 2” está indicado em duas categorias no Oscar: melhor filme de animação e melhor canção original. “Happy” é uma música bonitinha e simpática, ela se encaixa com perfeição na cena em que é tocada, porém, a cena parece perdida no filme, é como se ela tivesse sido feita apenas para que a canção pudesse ser inserida na trama. Tudo acontece mais como se fosse um clip, não uma cena. É lamentável ver boas canções como “Young and Beautiful” de “O Grande Gatsby” e “Last Mile Home” de “Álbum de Família” não terem sido indicadas, essas sim, são canções originais que se ncaixam perfeitamente à trama. Quanto à indicação de melhor animação, bom, parece que a Academia decidiu preencher espaço e indicar cinco filmes mesmo, então, deixou algo tão sem graça ou nexo estar entre os concorrentes. Para os produtores de “Frozen: Uma Aventura Congelante”, “Vidas aos Vento” e “Ernest & Celestine”, ter um filme tão ruim indicado deveria ser uma afronta. Em meio a tantos longas bons indicados ao Oscar esse ano, eis que encontramos uma catástrofe. Nem mesmo os Minios são capazes de salvar esse filme do fracasso total, pois, de forma simples, afirmo: nada aqui funciona. Ao menos, não para mim.


VENCEDORES DO PRÊMIO DA ASSOCIAÇÃO DE CRÍTICOS DE FILME DA CAROLINA DO NORTE
Melhor Filme: 12 Anos de Escravidão
Melhor Direção: Steve McQueen, por 12 Ano de Escravidão
Melhor Ator: Chiwetel Ejiofor, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Atriz: Cate Blanchett, por Blue Jasmine
Melhor Ator Coadjuvante: Michael Fassbender, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Atriz Coadjuvante: Lupita Nyong’o, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Roteiro Adaptado: John Ridley, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Roteiro Original: Joel e Ethan Coen, por Inside Llewyn Davis
Melhor Filme Estrangeiro: A Caça
Melhor Filme de Animação: Universidade Monstros
Melhor Documentário: Stories We Tell
VENCEDORES DO PRÊMIO DA ASSOCIAÇÃO DE CRÍTICOS DE FILME DA GEORGIA
Melhor Filme: Ela
Melhor Direção: Alfonso Cuarón, por Gravidade
Melhor Ator: Chiwetel Ejiofor, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Atriz: Cate Blanchett, por Blue Jasmine
Melhor Ator Coadjuvante: Michael Fasbender, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Atriz Coadjuvante: Lupita Nyong’o por 12 Anos de Escravidão
Melhor Elenco: Trapaça
Melhor Roteiro Adaptado: Destin Cretton, por Short Term 12
Melhor Roteiro Original: Spike Jonze, por Ela
Melhor Filme Estrangeiro: No
Melhor Filme de Animação: Frozen> Uma Aventura Congelante
Melhor Documentário: Storie We Tell
Melhor Trilha Sonora: Arcade Fire, por Ela
Melhor Canção Original: Please Mr. Presidente, de Inside Llewyn Davis
Melhor Fotografia: Emmanuel Lubezki, por Gravidade
Melhores Efeitos Especiais:
Melhor Direção de Arte: Andy Nichaolson, por Gravidade
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sábado, 8 de fevereiro de 2014

031. (ESPECIAL OSCAR 2014) OS CROODS, de Kirk de Micco e Chris Sanders

Divertido e original, mas longe de ser a melhor animação do ano.
Nota: 8,5



Título Original: The Croods
Direção: Kirk de Micco e Chris Sanders
Elenco: Nicolas Cage, Ryan Reymolds, Emma Stone, Catherine Keener, Cloris Leachman, Clark Duke, Chris Sanders e Randy Thom
Produção: Kistine Belson e Jane Hartwell
Roteiro: Chris Sanders, Kirk De Micco e John Cleese
Ano: 2013
Duração: 98 min.
Gênero: Animação / Aventura / Comédia

Os Croods são uma família das cavernas criada para um propósito: ter medo. Grug e Ugga são os pais da jovem Eep, do medroso Thunk e da pequena Sandy, e Gran é a mãe de Ugga. Todos vivem juntos em uma caverna, de onde saem poucas vezes, apenas para conseguir alimento. O motivo para deixar o lar tão pouco é simples: o mundo é apavorante demais, e é assim que deve ser encarado. Entretanto, todos não imaginavam que, após Eep conhecer Guy e deixar a caverna em uma noite perigosa, a vida de todos mudaria completamente.



Desde já deixo claro: não gostei do enredo do longa. A história é inteligente e agradável, mas o desenrolar é vagaroso e chato. Todavia, confesso que a criação dos personagens do longa são excelentes. São poucos os nossos heróis, mas todos são construídos de uma forma muito particular e única. Cada um deles possui suas características, seus sonhos e medos. E é esse trabalho magnífico na criação dos personagens que torna esse filme algo suportável. Até por que, será impossível não encontrar personalidades um tanto familiares nessa família que lembrará a sua com certeza. Grug é um homem que zela pelo bem da família e que faz de tudo para protegê-los. Mas também é um  homem pouco impossível, que tem a mania de planejar tudo nos mínimos detalhes, um homem que não arrisca e que acaba estragando as diversões por seu medo do desconhecido. No final das contas, apenas aquilo que não estava nos planos de Grug é que se torna algo memorável para os Croods. Ugga é a mãe, uma mulher sóbria que, como todas as mães, tenta manter as relações estáveis em sua casa, ou melhor, em sua caverna. Ela é a típica mãe que todos amamos, conhece cada um de seus três filhos, seu marido e sua mãe como ninguém e sabe como lidar com todos para tirar o melhor de cada um. Eep é uma jovem comum, ou seja, rebelde, problemática e que gosta de contrariar. Ainda é uma garota jovem que sonha com o novo e, mais importante, de sua forma torta e discreta, burlando as regras do pai, busca por novidades sempre que pode. Thunk é um garoto gordo e limitado em vários sentidos. Ele não possui a mesma fúria de Eep, muito menos a mesma coragem que a irmã. Sandy é uma criança feroz e mais parece um pequeno animal a um ser humano. Gran, por fim, é uma avó engraçada, uma mãe carinhosa e uma sogra insuportável. E, entrando para a família, temos o charmoso Guy, um rapaz que conquista Eep por trazer ao mundo dos Crood o fogo. Guy é o personagem moderno, a personificação do amanhã, do futuro, do novo.



Na direção do longa estão Kirk de Micco, em seu primeiro grande trabalho, e Chris Sanders, um experiente animador indicado ao Oscar por “Lilo & Stitch” (2002) e “Como Treinar o Seu Dragão” (2010). Além disso, Sanders tem experiência como produtor, ator, nos departamentos de arte e som e como roteirista em alguns dos principais longas animados da década de 1990: “A Bela e a Fera” (1991), “Aladdim” (1992), “O Rei Leão” (1994) e “Mulan” (1998), indicados e vencedores do Oscar. Apesar de criticar o desenvolvimento da história, devo destacar que a indicação a melhor filme de animação no Oscar desse ano é merecida por três motivos: a arte do longa é ótima, as mensagens são lindas e os personagens são excelentes. Para completar essa surpresa que é um filme com um roteiro fraco valer tanto a pena, temos os atores e atrizes que dublam os personagens de forma simpática e expressam com as vozes todas as características citadas acima: Nicolas Cage (Grug), Ryan Reynolds (Guy), Emma Stone (Eep), Catherine Keener (Ugga), Cloris Leachman (Gran), Clark Duke (Thunk), Chris Sanders (Belt) e Randy Thom (Sandy).


Apesar de ser um bom longa, “Os Croods” não possui chances no Oscar. O prêmio está entre “Vidas ao Vento” e “Frozen: Uma Aventura Congelante”, sendo este o favorito. Mesmo assim, a indicação é merecida. Aliás, diferente do ano passado, todos os cinco longas indicados na categoria merecem a indicação: “Meu Malvado Favorito 2” consegue ser uma sequência tão boa quanto o primeiro, “Ernest e Célestine” é um dos filmes mais puros e simpáticos dos últimos anos, “Vidas ao Vento” é tocante e impressionante, e “Frozen: Uma Aventura Congelante”, além de possuir uma arte impecável, possui as mensagens mais belas do ano e é um dos melhores filmes de 2014. “Os Croods” não  impressiona como “Vidas ao Vento” e não é tão perfeito quanto “Frozen”, mas possui uma mensagem bonita sobre a importância da família e sobre as esperanças em um futuro melhor, e se, ao assisti a aventura dessa família você extrair isso, então já valeu muito mais que o ingresso.


VENCEDORES DO PRÊMIO DA ASSOCIAÇÃO DOS CRÍTICOS DE FILME DE ST. LOUIS
Melhor Filme: 12 Anos de Escravidão
Melhor Direção: Steve McQueen, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Ator: Chiwetel Ejiofor, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Atriz: Cate Blanchett, por Blue Jasmine
Melhor Ator Coadjuvante: Jared Leto, por Clube de Compras Dallas
Melhor Atriz Coadjuvante: Lupita Nyong’o, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Roteiro Original: Spike Jonze, por Ela
Melhor Roteiro Adaptado: John Ridley por 12 anos de Escravidão
Melhor Fotografia: 12 Anos de Escravidão e Gravidade
Melhores Efeitos Visuais: Gravidade
Melhor “Partitura Musical”: Marie Ebbing e Ren Klyce, por Ela
Melhor Trilha Sonora: T-Bone Burnett, por Inside Llewyn Davis
Melhor Direção de Arte: O Grande Gatsby
Melhor Filme de Animação: Frozen: Uma Aventura Congelante
Melhor Filme Estrangeiro: Azul é a Cor Mais Quente
Melhor Documentário: Blackfish


VENCEDORES DO PRÊMIO DA ASSOCIAÇÃO DOS CRÍTICOS DE FILME DO SOUTHEASTERN (SUDESTE)
Melhor Filme: 12 Anos de Escravidão
Melhor Direção: Steve McQueen, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Ator: Chiwetel Ejiofor, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Atriz: Cate Blanchet, por Blue Jasmine
Melhor Ator Coadjuvante: Jared Leto, por Clube de Compras Dallas
Melhor Atriz Coadjuvante: Lupita Nyong’o, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Elenco: Trapaça
Melhor Roteiro Original: Trapaça
Melhor Roteiro Adaptado: 12 Anos de Escravidão
Melhor Documentário: The Act of Killing
Melhor Filme Estrangeiro: A Caça
Melhor Filme de Animação: Fozen: Uma Aventura Congelante
Melhor Fotografia: Gravidade
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