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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

HOUSE OF CARDS – Parte III – TEMPORADA POR TEMPORADA


SPOILERS...
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Primeira Temporada: Frank é traído pelo presidente que havia lhe prometido a secretaria de Estado e inicia uma parceria com a jornalista Zoe ...... Frank consegue se tornar o líder de um projeto de educação, para isso, derruba o antigo idealizador. O presidente nomeia Catherine Durant, aliada de Frank, como Secretária de Estado. Frank deis Washington e vai a Carolina do Sul resolver alguns problemas. Claire recebe uma proposta de apoio financeiro suficiente para um semestre, mas aceitá-lo pode significar problemas para Frank, para que isso não aconteça, Claire recusa o dinheiro. Zoe recebe apoio da dona do jornal para o qual trabalha e é promovida. Claire acaba se reencontrando com um antigo amor, Adam, que a ajuda a ganhar dinheiro para a Organização. Professores entram em greve insatisfeitos com a reforma educacional e Frank manipula tudo para acabar com as manifestações. Frank começa a manipular Peter Russo e inicia a campanha do mesmo para governador. O projeto que ajudaria Peter a ser eleito é derrubado por culpa de Claire, o que gera instabilidade entre os Underwood. Claire passa um tempo com Adam. Frank acaba com as chances de Peter para convencer o Vice-Presidente a concorrer como governador. Peter é assassinado por Frank, que é convidado a ser o novo Vice-Presidente após passar pela aprovação de um amigo de Garrett Walker, Raymond Tusk.



Segunda Temporada: Frak mata Zoe e assume como Vice-Presidente. Lucas, jornalista e namorado de Zoe, sofre e tenta provar os envolvimentos de Frank na morte da jovem. Um segredo da morte de Claire é revelado e Frank a defende e continua lutando para se estabelecer como Vice-Presidente. Lucas se envolve em crimes para provar a culpa de Frank no assassinato. Frank luta pra resolver questões internacionais e acaba se indispondo com o presidente. Claire lida com as responsabilidade de ser esposa o V.P. e revela que foi estuprada, denunciando o estuprador e convencendo outra vítima do mesmo homem a tornar sua história pública. Lucas é preso, passa por problemas e acaba fazendo um acordo para diminuir sua pena. Frank encontra um discípulo. Claire começa a fazer a cabeça da primeira-dama contra o presidente. Raymond descobre o caso de Claire com Adam e o jogo para a imprensa. Após problemas, Frank e Claire dão a volta por cima. Francis e Walker lidam com questões envolvendo a China. Claire sobre um atentado. Frank e Claire se indispõe com Jacqueline. Frank depõe para uma promotora. Claire luta pelos direitos femininos. Claire, Frank e Edward Meechum estreitam seu relacionamento. Doug descobre que Rachel está com uma mulher. A promotoria descobre que o presidente e a esposa estavam fazendo sessões de terapia e o Garrett e Francis se desentendem. Frank e Claire planejam o impeachment do presidente. Doug é assassinado por Rachel. Garrett renuncia e Frank assume como presidente dos Estados Unidos.

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domingo, 23 de novembro de 2014

HOUSE OF CARDS – Parte II - PERSONAGENS

Em House of Cards, um elenco composto por estrelas e atores com pouco experiência compõe uma turma inteligente, sutil, natural e muito bem vinda para essa produção Netflix, tornando uma realização feita para a internet uma série tão imponente quanto qualquer outra grande produção para a televisão.


CONFIRA A PARTE I: ANÁLISE AQUI
CONFIRA A PARTE III: TEMPORADA POR TEMPORADA AQUI


Francis Underwood (Kevin Spacey): Francis, como já foi dito, é um homem sedento pelo poder. Nada no mundo parece mais importante que conquistar o poder. Para isso, Francis não mede esforços, não traça limites. A construção do personagem feita por Spacey resulta em um dos melhores trabalhos de interpretação dos últimos anos (seja na televisão, na internet, no cinema). Spacey se entrega totalmente a Francis e nos conquista como um clássico anti-herói. As expressões corporais e faciais do ator e sua naturalidade são o ponto forte da interpretação.


Claire Underwood (Robin Wright) Claire é uma mulher serena, comedida e sempre muito sutil. Aparentemente, a personagem representa aquelas esposas de homens ricos e poderosos que se submetem a tudo o que o marido exige. Por trás do rosto bonito e calmo, entretanto, Claire, de uma forma ou outra, tem Francis nas mãos. Ao lado dele, Claire compõe uma dupla imbatível que há muito já deixou o convencional de lado para se entregar a uma vida muito específica. A interpretação de Wright é sublime, brilhante. Assim como Spacey, a atriz construiu uma personagem memorável, com características muito próprias e uma personalidade muito forte. Diferente daquele personagem, entretanto, Wright criou uma mulher rígida e com poucas expressões (o que é proposital e positivo, levando em conta o machismo estadunidense).


Doug Stamper (Michael Kelly): Doug, o fiel escudeiro de Francis, faz parte desse jogo de interesses do patrão. Ex-alcoólatra, Doug está sempre ao lado de Francis, fazendo tudo o que é preciso para que este, e, por consequência, ele mesmo, sempre esteja por cima da carne seca. Talvez Doug seja o personagem mais enigmático de toda a série. E todo esse enigma só é construído graças a uma interpretação sutil e muito discreta de Michael Kelly, que chega a fazer o espectador esquecer da existência de seu personagem em alguns momentos da trama – uma referência a discrição que, obviamente, Francis exige do subalterno.


Presidente Garrett (Walker Michael Gill): Garrett é um presidente um tanto inseguro e bastante inexperiente. Cabe aos homens e mulheres que o líder escolheu para estarem ao seu lado ajudá-lo em suas tarefas. Apesar de uma interpretação ótima de Gill, a forma estúpida como o personagem é mostrado descaracteriza um pouco a figura de um presidente. Por outro lado, Garrett é, também, um deboche aos chefes de estado do mundo todo, sempre demonstrando ao povo que estão muito bem em sua sala presidencial, mas possuindo uma vida prestes a ruir por trás das cortinas da Casa Branca.


Zoe Barnes (Kate Mara): Rachel, a jornalista, é o tipo de pessoa que confunde coragem com imprudência. O tipo de jornalista que acha que possuir uma ou outra informação sobre essa ou aquela pessoa significa tê-la nas mãos. Rachel é o tipo de jornalista inexperiente. Francis, obviamente, consegue manipular essa personagem o tempo todo. Não sei dizer se é a falta de bom senso de Zoe ou a atuação sem graça de Kate Mara (não sabemos distinguir quando a personagem está cansada ou excitada), mas não vemos a hora de Francis, finalmente, dar um basta em sua relação com ela.


Peter Russo (Corey Stoll): Peter Russo é um alcoólatra que tenta se regenerar, mas fracassa o tempo todo. Apesar disso, Russo é um homem íntegro e que deseja fazer o bem para seu país. Francis, entretanto, sabe usar os homens e suas fraquezas e resove testar essa habilidade em Russo, promovendo-o como governador. Corey Stoll é mais um presente maravilhoso da série, representando, com perfeição, o homem que luta contra seus vícios, luta para ter o amor de seus filhos, luta pelo apoio de seu país, mas que fracassa em tudo por fazer escolhas erradas (ou fáceis).


Edward Meechum (Nathan Darrow): Meechum é o segurança oficial de Francis antes de ele se tornar Presidente dos Estados Unidos e depois disso. Em uma das cenas mais interessantes da série, Claire atrai Meechum para a teia dos Underwood e ela e Francis tem uma noite um tanto carnal com o segurança. Darrow apresenta a mesma característica de Michael Kelly: a transparência. E isso ainda pode ser visto em outros vários personagens da série, trabalhadores, homens e mulheres que sabem que é melhor não serem muito notados pelos demais para cultivarem sempre a confiança dos mais fortes.


Linda Vasquez (Sakina Jaffrey): Linda está tão envolvida nesse jogo sujo de Francis quanto qualquer outro ser humano que pisou e resolveu trabalhar na Casa Branca. É ela quem se torna Chefe de Estado no lugar de Francis, o que faz o protagonista se aproximar ainda mais dela. Linda tem origens cubanas e, por isso, acaba representando a diversidade na Casa Branca. Jaffrey é filha dos também atores indianos Madhur e Saeed Jaffrey, e faz jus ao nome da família com uma interpretação muito natural e que evidencia ora a força de sua personagem, ora o desespero da mesma.


              Outros personagens (e seus respectivos intérpretes): Christina Gallagher (Kristen Connolly), Rachel Posner (Rachel Brosnahan), Remy Danton (Mahershala Ali), Lucas Goodwin (Sebastian Arcelus), Raymond Tusk (Gerald McRaney), Jacqueline Sharp (Molly Parker), Nancy Kaufberger (Elizabeth Norment), Janine Skorsky (Constance Zimmer), Bob Birch (Larry Pine), Gillian Cole (Sandrine Holt), Cathrine Durant (Jayne Atkinson), Seth Grayson (Dereck Cecil), Ayla Sayyad (Mozham Marnò), Terry Womack (Curtiss Cook), Gavin Orsay (Jimm Simpson), Freddy (Reg E. Carthey).




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domingo, 26 de outubro de 2014

HOUSE OF CARDS – Parte I – Análise

“Ele escolheu o dinheiro em vez de poder. Um erro que quase todos cometem nessa cidade (Washington). Dinheiro é a mansão do bairro errado, que começa a desmoronar em 10 anos. Poder é o velho edifício de pedra, que se mantém por séculos. Não respeito quem não sabe distinguir os dois”
Francis Underwood


CONFIRA A PARTE II: PERSONAGENS AQUI
CONFIRA A PARTE III: TEMPORADA POR TEMPORADA AQUI



Criação:Deau Williomon
Elenco Principal: Kevin Spacey, Robin Wright, Michael Kelly, Michael Gill, Kate Mara, Nathan Darrow, Sakina Jaffrey, Kristen Connolly, Mahershala Ali, Rachel Brosnahn, Sebastian Arcelus, Elizabeth Norment, Gerald McRaney, Constance Zimmer, Corey Stoll, Molly Parker, Reg E. Cathey, Larry Pine, Sandrine holt, Jayne Atkinson
Roteiro: Diversos
Temporadas (anos): 1 (2013), 2 (2014)
Duração (cada episódio): 50 min.
Gênero: Drama / Thriller

Francis Underwood é um membro do Congresso dos Estados Unidos. Líder do partido Democrata, Frank é casado com a bela Claire, diretora de uma Organização Não Governamental que luta pela preservação e distribuição igualitária da água potável. Frank e Claire vivem sozinhos em uma mansão em Washington. O casal não possui amigos. Não teve filhos. Não têm uma vida social além do necessário. Mas Frank e Claire possuem inteligência, astúcia e, o mais importante, sede pelo poder. Quando Frank apoiou Garrett Walker para presidente dos Estados Unidos, Walker prometeu que se consquistasse o cargo, lhe nomearia como Secretário de Estado. Garrett foi eleito, mas Francis não recebeu a nomeação que esperava. Assim, os planos de Frank foram por água-abaixo e ele teve de repensar em sua vida. Simples: aniquilar todos os que entrassem em seu caminho na busca do poder. Assessorado por Douglas Stamper, Frank começa a articular para conquistar um cargo ao lado do presidente. Para tornar isso mais fácil, o congressista faz uma aliança com Zoe Barnes, uma jornalista. Frank consegue colocar sua amiga de longa data, Catherine Durant, como Secretária de Estado e começa a promover um alcoólatra, Peter Russo, para governador. Mas será que Frank ajudou Cathy e está ajudando Peter por ser um homem de visão e por esperar que essas pessoas possam ajudá-lo no futuro? As atitudes de Francis Underwood vão além de meros favores. Francis é corrosivo, interesseiro e individualista, esperando, sempre, o momento certo para puxar a carta que sustenta o castelo de cada ser humano do qual se aproxima, e é claro que os destroços não demoronarão sobre ele.
“House of Cards” é uma produção americana que trata dos jogos de poder dentro da política nos Estados Unidos. Entretanto, a série é baseada em uma minissérie britânica que relatava a busca de um tal Francis Urquhart, interpretado por Ian Richardson, que manipulava a tudo e todos para poder chegar ao cargo máximo da política inglesa: primeiro-ministro. Não obstante, a minissérie é baseada no livro homônimo de Michael Dobbs que também trata da vida do governista do Parlamento Britânico. “House of Cards” é uma produção da Netflix, site que se torna cada vez mais popular justamente por trazer produções imensas para a internet. Elenco, produção, direção, roteiro, trilha sonora, fotografia e edição, tudo o que compõe “House of Cards”, todavia, é típico das grandes produções televisivas de canais como BBC e HBO. Melhor, a produção possui características nas interpretações e no enredo que lembram os grandes filmes políticos da Era de Ouro de Hollywood com as características técnicas vistas nas grandes produções de hoje.


A história, que gira em torno de Francis, é extremamente bem articulada e desenvolvida. A relação do congressista com a jornalista, por exemplo, inicia como uma relação de interesse mútuo: ela quer desvendar o sistema corrupto do Congresso, ele precisa de alguém que publique em primeira mão os problemas de seus desafetos dentro da política. Claro que a relação dos dois passará para uma segunda etapa quando começam a se envolver sexualmente. Apesar disso, Francis deixa muito claro que não possui interesses em desenvolver qualquer sentimento pela moça, apenas a está usando como objeto sexual e como forma de atingir interesses. E, devido a uma troca de palavras entre ele e Claire, compreendemos que Frank não é nenhum iniciante nessa prática de dormir com alguém para atingir seus objetos, ao passo que, Zoe ainda se sente mal por, pela primeira vez, estar dormindo com um homem para conseguir uma matéria decente. Frank é o retrato da experiência, enquanto Zoe é a representação da inocência.
Mas não é apenas Frank que tem seus momentos de infidelidade. Claire, aparentemente, também já teve seus romances. E Frank, como Claire sabe sobre Zoe, sabe sobre o envolvimento da esposa com um fotógrafo. Adam e Claire se conheceram e começaram a se relacionar graças à ONG que ela administra, tiveram alguns dias de romance e se separaram. Ao longo da série, Claire precisará da ajuda de Adam novamente e os dois voltarão a ter algumas noites de prazer. E se não podemos ter certeza se a protagonista já traiu o marido com mais alguém, podemos afirmar que ela não se sentiria nem um pouco enojada de ter de usar o sexo para atingir os objetivos que almeja, como Francis faz com Zoe. E se os dois tiverem de usar tudo isso juntos, o farão. Mas tudo isso, todas essas suposições, essas loucuras e essas atitudes são apresentadas por um roteiro muito sutil, simples, delicado. Os ambientes em “House of Cards” são clássicos e minimalistas. As roupas de Claire são muito escuras ou muito claras, pretas e brancas, azuis marinho e tons pasteis. A casa dos Underwood possui as mesmas características e os móveis são dispostos de forma muito perfeita. Vê-se, sem muito esforço, que quem habita aquela casa é meticuloso e muito organizado.


E por que não dizer que o roteiro da produção possui um teor implícito inigualável? Os assassinatos como forma de chegar ao poder, por exemplo, são raros, mas existem. O apelo sexual é dispensado, mas sabemos o quanto os personagens se sentem tentados a cometer o pecado da luxúria. Aliás, tonar o sexo implícito o deixa ainda mias sensual que mostrar cenas de sexo a todo momento. Além das palavras ditas por Francis para o espectador (o protagonista, em momentos oportunos e mantendo a tradição de Ian Richardson, olha para a câmera e conversa com o público de maneira intimista e até graciosa), ele se reserva ao direito de, em momentos em que a palavra é desnecessária ou impossível de ser dita, apenas usar os olhos para expressar sua ironia, seu deboche ou sua indignação pelo fato de algumas pessoas parecerem estar pedindo para serem presas em sua teia. Isso tudo, sem falar nas trocas de olhares do protagonista com sua esposa.
Claire e Francis não precisam de palavras, para o casal, bastam gestos e expressões que digam o que pensam e o que desejam. Claire e Frank se conhecem e se compreendem como poucos. Ela chega a exigir, após Frank prometer que tudo ficaria bem, que ele tome providências para que os dois possam, no mínimo, continuar levando a vida que levam (e se Francis puder elevar o patamar de vida, tanto melhor). E mais interessante: Frank obedece a ordem da esposa. Inesperadamente, ainda no início da série, Claire não dá a mínima para o caso do marido e de Zoe. Ele, por sua vez, releva o romance de Claire com Adam. Em dado momento, Claire, sabendo que tanto Francis quanto ela precisam relaxar, chega a planejar uma noite na companhia de outra pessoa. A Sra. Underwood provoca um acidente doméstico para que esse indivíduo se machuque, cuida dele, embebeda-o e espera Frank chegar para que, juntos, os três protagonizem uma das cenas mais surpreendentes da série. E se Francis precisa que Claire deixe toda sua vida de lado em prol de seus interesses profissionais, ela o faz, sempre recebendo uma recompensa aqui e outra ali, para que, em um futuro próximo, volte a fazer favores para o marido. Se Frank e Claire se amam é uma pergunta praticamente impossível de responder, e é por esse mistério, que esse casal (ou dupla, ou comparsas, ou seja lá como preferir rotulá-los) se torna tão contraditoriamente admirado e odiado pelo público. Esse casal, ganhando ou perdendo, sempre tem uma carta na manga para substituir qualquer peça que cair do castelo de carta deles.
Com roteiro e direção inteligentes, trilha sonora (de Jeff Beal) arrebatadora, fotografia estonteante, edição ágil, cenários e figurinos minimalistas, interpretações assombrosas e uma apresentação que conquista de cara, “House of Cards” é uma das mais importantes e melhores produções dos últimos anos. Importante, por que eleva as produções feitas para internet a um patamar nunca antes visto. E uma das melhores por um conjunto de fatores que a torna uma produção séria e de qualidade técnica inquestionável. Ainda assim, não podemos fugir do fato de que o que mais contribui para o sucesso dessa série é a história criada por Michael Dobbs. As intrigas, a manipulação, o desejo pelo poder e as dúvidas apresentadas pelo autor são o complemento para a criação de personagens incríveis. Frank é o retrato de um político existente desde os tempos mais remotos. Claire é o retrato de uma mulher que sabe se impor e se fazer necessária em um relacionamento, não importa de que natureza. Juntos, Francis e Clair Underwood são o retrato de um casal perfeito para a política mais medieval imaginável. Francis e Claire Underwood não se arrependem do que fazer. Até, por que, sempre planejam suas atitudes e sempre estão prontos para que elas se revertam em coisas positivas ou negativas. Nada surpreende esse casal por muito tempo, nada faz com que Francis ou Claire repensem em suas atitudes. No final de contas, como o próprio Francis Underwood afirma secretamente para os espectadores na segunda temporada: “A estrada pelo poder é cheia de hipocrisia e vítimas. Remorso, nunca.” E nada melhor que “House of Cards” para enfatizar essa afirmação.


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