Mostrando postagens com marcador Brendan Gleeson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brendan Gleeson. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

055. GANGUES DE NOVA YORK, de Martin Scorsese

Em um de seus maiores filmes, o maior diretor da história do cinema revela as mãos, o sangue e a corrupção que construíram a América e todo o resto do mundo.
Nota: DEZ


Título Original: Gangs Of New York
Direção: Martin Scorsese
Elenco: Leonardo DiCaprio, Daniel Day Lewis, Carmeron Diaz, Jim Broadbent, John c. Reilly, Henry Thomas, Leam Neeson, Brendan Gleeson, Gary Lewis, Stephen Graham, Eddie Marsan, Alec McCowen, David Hemming, Mychael Byrne
Produção: Alberto Grimaldi, Harvey Weisntein, Bob Weinstein,
Roteiro: Jay Cocks, Steven Zaillian, Kenneth Lonergan e Herbert Asbury (romance)
Ano: 2002
Duração: 167 min.
Gênero: Drama / Crima / História

Em 1847, irlandeses e nativos americanos brigavam pela região dos Cinco Pontos em Nova York. Durante a rápida batalha, o líder dos irlandeses, Padre Vallon, é assassinado brutalmente pelo líder dos nativos, Bill “O Açogueiro” Cutting. Após 16 anos, em plena Guerra da Secessão nos Estados Unidos, o filho de Vallon, Amsterdam, infiltra-se na gangue de Bill com o intuito de esperar a hora perfeita para matá-lo em frente a todos os seus seguidores. Entretanto, muito mais que apenas uma vingança está em jogo: a cidade de Nova York passa por mudanças que afetarão a todos seus habitantes.


Martin Scorsese já tem uma marca bem conhecida na sétima arte: seu amor e louvor por sua cidade natal, Nova York. Aqui, o diretor nos revela o passado sujo, nada glamoroso e totalmente desonesto dessa que se tornou a cidade mais importante do mundo. Para começar, temos a revelação de que a cidade era controlada por gangues terríveis que mandavam e desmandavam da forma que achavam melhor – posteriormente, isso seria papel das grandes famílias italianas, mafiosos vistos em longas como “O Poderoso Chefão” e “Os Bons Companheiros”. Além disso, os lados no início da trama dividem-se entre católicos (irlandeses) e protestantes (americanos), denotando como a América foi construída por tantas pessoas diferentes. Após passarem os 16 anos, não mudou muita coisa, todavia, é Bill quem comanda todo o local, sob o comando do político Tweed William ‘Boss’, outro homem sem honra ou dignidade alguma. Durante o longa, conferimos os defeitos do sistema criado na “Nova Inglaterra”, vemos as guerrilhas dentro da própria Nova York que pedem por melhoria no país e clamam pelo fim da Guerra da Secessão que deixou algumas famílias do país desoladas. Ainda podemos refletir um pouco sobre como toda a cidade de Nova York estava confusa, como tudo era uma bagunça ao passo que, enquanto imigrantes chegavam vindos da Itália, por exemplo, os “filhos da América” eram obrigados a pegar em armas e lutar por seu país. Por fim, nada que mude com o sistema corrupto e vigente da época pareça ser bem vindo, deixando com que a lei do mais forte e do mais esperto se sobreponha ao justo e honesto. Curiosamente, vale lembrar que Tweed ‘Boss’, um personagem real da história americana (assim como muitos outros personagens dessa história, incluindo Bill, que foi baseado em personagem real da época), bem como sempre aconteceu com os grandes políticos da história, não suja suas mãos com sangue, deixa isso para seus “milhares de açougueiros”, reservando-se ao direito de utilizar suas mãos apenas para contar seus dólares.


Algumas pessoas gostam de apontar os defeitos desse filme falando sobre a falta de realidade de algumas batalhas durante a trama, dizer que esse ou aquele ator parece estar no filme para debochar de uma produção tão ridícula e que todo o enredo não possui nexo algum. Defeitos existem nesse filme, mas são poucos comparados com a beleza estética e com a grandiosidade das interpretações de atores muito bem selecionados que passam desapercebidos. Não digo isso apenas por ser um admirador e defensor inquestionável do estilo e do trabalho de Martin Scorsese, digo isso por que acredito que um trabalho tão minucioso como esse deve ser valorizado como merece. Portanto, aponto como o elenco é bom escolhido, aponto como o figurino está belo (principalmente por ser tão característico com os costumes de cada povo), aponto a falta de pudor de Martin ao mostrar Nova York como ela realmente era, sem fazer rodeios ou enrolar o espectador, aponto como o diretor tem a facilidade de alternar cenas de lugares sombrios para lugares claros, de lugares abertos para lugares fechados. Nesse contexto, também sou obrigado a apontar que poucos filmes possuem mais de 160 minutos, como esse, e conseguem fazer com que o assistamos sem monotonia, sem querer que tudo acabe logo. O fim demora a chegar, mas ele vem de forma tão agradável que nos divertimos do começo ao fim (e acredito que um dos maiores trunfos seja trazer personagens reais e eventos reais que acorreram nos EUA). Por fim, aponto a genialidade da trilha sonora composta por Howard Shore, que mistura gêneros e ritmos típicos de todas as culturas que colonizaram os EUA, comprovando, mais uma vez, a miscigenação da América, destaque para a canção do U2 “The Hands That Built America”.


Essa é a primeira parceria entre Leonardo DiCapio e Martin Scorsese, o ator vive Amsterdam, um jovem sedento por vingança que está disposto a tudo para fazer justiça com as próprias mãos. Mesmo que o ator já estivesse perto de completar 30 anos na época em que o longa foi filmado, ele consegue trazer um pouco da infantilidade do personagem por ser jovem, o que se contrasta com a maturidade do rapaz por ter sido criado sozinho no mundo. Daniel Day-Lewis vive Bill Cutting de forma realmente debochada, mas não é que o ator deboche do filme, ele satiriza a forma absurda como funcionava o sistema na época; como de costume, Day-Lewis está excelente no papel, conseguindo a façanha de nos confundir se ele é o vilão da história, ou se apenas está fazendo o que deve ser feito, afinal, é a lei da selva e da guerra: ou você mata, ou você morre. Cameron Diaz é a mocinha da vez (por que nenhum filme pode ser composto apenas por homens), Jenny, uma mulher sedutora que tem como mania roubar os outros; mesmo que eu tenha o costume de não gostar de nenhuma mocinha de qualquer filme americano, essa não é uma garota comum, Diaz dá à personagem um caráter forte de uma mulher que já passou por poucas e boas e não é nenhuma santa. Jim Broadbent, um dos melhores atores ingleses de sua época, é William Tweed, como disse, um homem que não suja suas mãos e a atuação de Broadbent fica ainda mais bela quando vemos a despreocupação dele em relação ao bem estar da população, dando prioridade às eleições em qualquer circunstância.



“Gangues de Nova York”, semelhante a “Taxi Driver”, também de Scorsese, mostra o lado escuro de Nova York, diferentemente de “Taxi”, que aborda os problemas e a escória da cidade no Século XX, “Guangues” traz um panorama de NY quando a cidade ainda estava se formando. Sendo assim, um filme acaba completando o outro – como a maioria dos longas do diretor que retratam a cidade -, pois um fala sobre a criação de todo o sistema governamental e da chegada de diversos povos até a América, e o outro nos mostra como a cidade se tornou suja e nos apresenta a escória que começou a ser formada séculos atrás, por uma marginalização provocada pelos poderosos da época. Mesmo que esse tenha sido o momento de Martin mostrar, da forma mais nua e crua possível, como Nova York não foi criada baseada em pilares democráticos e politicamente corretos, a beleza do filme não se perde, afinal, é mais um momento na carreira desse diretor brilhante em que ele satiriza e critica a forma tosca como o ser humano deixa que outras pessoas o controlem. E mais: mostra como todas as cidades do mundo, sejam pequenas, sejam as mais importantes do planeta, possuem seu passado negro de obscuridade e vermelho de sangue.


ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

sábado, 23 de fevereiro de 2013

104. (ESPECIAL OSCAR 2013) PIRATAS PIRADOS!, de Peter Lord e Jeff Newitt


Nenhuma novidade, apenas uma animação bem feita e divertida.
Nota: 7,5


Título Original: The Pirates! In na Adventure With Scientists!
Direção: Peter Lord e Jeff Newitt
Elenco: Hugh Grant, Salma Hayek, Jeremy Piven, Imelda Staunton, MArtin Freeman, David Tennant, Lenny Henry, Brian Blessed, Russell Tovey, Anton Yelchin, Brendan Gleeson, Ashley Jensen, Ben Whitehead, Al Roker, Mike Coper, David Schneider, Tom DOggart, Sophie Jerrold, Sophie Laughton, Peter Lord, Kayvan Novak, David Schaal e Mitchell Mullen
Produção: Julie Lockhart, Peter Lord
Roteiro: Gideon Defoe
Ano: 2012
Duração: 88 min.
Gênero: Animação / Aventura / Comédia

Enquanto a Rainha Vitória da Inglaterra tenta tomar todos os oceanos do mundo, para dar ao seu país a honra de voltar a ser a Senhora dos Mares, O Capitão Pirata está mais preocupado em vencer o cobiçado prêmio de Pirata do Ano. Tento em vista o fato de O Capitão Pirata e seus tripulantes serem uns fracassados e alvos de piadas de todos os outros concorrentes ao tal prêmio, eles decidem atacar alguns navio, após muitos fracassos encontram o famoso Beagle, navio de Charles Darwin. Quando o pesquisador vê que O Capitão Pirata pensa que o último Dodô da face da terra é um papagaio, decide levá-los até Londres para entregar a ave a Rainha. Vitória, entretanto, odeia, assumidamente, piratas, e declara guerra a qualquer um que pise em seu país.


Stop motion é um estilo de filmagem complexo que consiste em personagens feitos de matérias como massinha de modelar – podendo ser qualquer outro objeto-, claro que eles possuem muita resistência e alguns sistemas contêm juntas mecânicas. Para cada segundo de filme são necessários, em média, 24 frames (quadros) nesse tipo de filme, dessa forma, os movimentos são fotografados frame a frame e depois unidos em uma só película cinematográfica. Posteriormente inserem-se falas, músicas e outros efeitos sonoros. Essa técnica também é muito utilizada em filmes de fantasia que necessitam de matérias especiais para compor criaturas fictícias, como feito em “Guerra nas Estrelas”, por exemplo. Esse recurso foi utilizado desde George Mélies, que usava desenhos para compor suas imagens – mais tarde, algumas pessoas fariam seus próprios trabalhos amadores, desenhando sequências em papéis e passando cada uma rapidamente, criando a ilusão proporcionada pelo cinem. Foi em 1993, com “O Estranho Mundo de Jack” criado por Tim Burton, que o Stop Motion ganhou destaque. Apesar de toda a técnica meticulosa utilizada para a produção de um filme em Stop Motion, me sinto desconfortável assistindo a qualquer filme feito dessa forma, por isso posso garantir o quanto “Piratas Pirados!” – uma péssima tradução, inclusive -, é bem feito, pois achei extremamente fácil me acostumar com ele. Entretanto, a história do filme é idiota demais e trazer grandes nomes da história – a Rainha Vitória e Charles Darwin – e transformá-los em personagens tão patéticos, foi algo desnecessário que tirou qualquer credibilidade que o filme poderia ter. Peter Lord, um dos criadores do filme, foi, também, diretor da excelente animação “A Fuga das Galinhas”.


Mesmo que o filme seja uma completa idiotice, devo destacar que possa ter sido a sua bela mensagem de preservar o meio ambiente e jamais deixar os amigos e a família de lado por dinheiro, que o colocou entre os cinco indicados a melhor filme de animação do Oscar de 2013. Todavia, devo admitir que não considero esse filme algo tão bem feito ou bem pensado para ser um dos melhor filmes do ano, aliás, parece-me que não nos restam animações que mereçam muito uma indicação ao Oscar desse ano. Mais uma pena.

ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
E CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK:
http://www.facebook.com/pages/Projeto-399-filmes/323029741111157?fref=ts

domingo, 15 de abril de 2012

333. HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE I, de David Yates


O começo do fim é sempre mais difícil, apesar de mais entediante que a segunda parte, seguramente elas duas juntas formariam um filme perfeito para os fãns.
Nota: 9,3




Título Original: Harry Potter and the Deathly Hallows – Part I
Direção: David Yates.
Elenco:Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Alan Rickman, Bonnie Wright, Tom Felton, Maggie Smith, Jim Broadbent, Michael Gambon, John Hurt, Matthew Lewis, Julie Walters, James e Oliver Phelps,Robbie Coltrane, Emma Thompson, Gary Oldman,
Produção: David Barron, David Heyman, J. K. Rowling
Roteiro: Steve Kloves, J.K. Rowling
Duração: 146 min.
Ano: 2010
Gênero: Aventura

As primeiras cenas já nos emocionam e chocam ao mesmo tempo: o ministério enfraquecido diz estar forte; Harry vê sua única referência de família deixá-lo; Rony observa a obscuridade que o mundo vive; e Hermione, em uma cena super emocionante, faz seus pais esquecerem que ela existiu e os deixa, quem sabe, para sempre, isso tudo ao som de “The Obliviation” (referência ao feitiço usado pela menina) música composta maestrialmente por Alexander Desplat. Depois aparece o título, a música é trocada por “Snape to Malfoy Manor” e essa é a deixa para começar uma cena completa com aquele show de interpretações, entre elas Alan Rickman (Severus Snape), Ralph Fiennes (Voldemort), Helena Bohan Carter (Belatrix Lestrange), Helen McCrory (Narcisa Malfoy), Timoty Spall (Rabicho) e Jason Isaacs (Lucius Malfoy). Logo depois a música muda para “Polyjuice Potion/Hedwige’s Theme” e temos mais uma cena tão boa quanto essa, mas sem a obscuridade da Mansão Malfoy: o que restou da Ordem da Fênix buscar Harry em sua casa. Dentre os interpretes temos Robbie Coltrane (Rubeus Hagrid), Rupert Grint (Rony), Emma Watson (Hermione), Brendan Gleeson (Alastor Moody), Natalia Tena (Nynphadora Tonks), David Thewlis (Remus Lupin) e Daniel Radcliffe, e é aí que o filme realmente começa: com a fuga de Harry Potter. Agora Harry, Rony e Hermione finalmente cresceram de vez e deixam de lado a escola para correr atrás do prejuízo e ir onde for necessário para encontrar os objetos escolhidos por Voldemort para depositar partes de sua alma, as Horcrux, e destruí-las. Mas dessa vez eles terão que seguir essa jornada sozinhos.

              Para alguns,  dividir  em  dois filmes  o último livro  foi  apenas para  ganhar dois bilhões de dólares ao invés de um; se era esse o objetivo eles  conseguiram, mas se o objetivo  era deixar a  história mais  clara e   fazer  ao  menos   uma   adaptação   decente  eles  também   conseguiram.   Aqui   o   diretor  começa  a  superar  suas  expectativas, apesar de usar câmera  de  mão  em  cenas  totalmente  inapropriadas para esse  tipo de recurso, os efeitos são mais uma vez  insuperáveis e a edição é linda. Temos ainda a trilha sonora de da promessa  da  década, Alexander  Desplat, apesar  desse  filme  ser  bem  mais  tedioso  que o segundo, a melhor de todas as oito trilhas criadas para a série é essa. O filme foi indicado ao Oscar nas categorias de direção de arte e e efeitos visuais. Citar apenas algumas  cenas é praticamente  impossível, mas aqui  vão 15 delas em ordem de acontecimento que quase resumem o filme:

1.                 Hermione faz seus pais esquecerem sua existência;
2.                 Os sete Potters;
3.                 Leitura do testamento de Dumbledore (importantíssima para se entender o restante da história);

4.                 Chegada no Largo Grimaldo (casa dos Black);


5.                 Reencontro com Dobby;
6.                 Ida de Harry, Rony e Hermione ao Ministério da Magia;
7.                 Hermione descobre como destruir as Horcrux;
8.                 Harry e Hermione dançando, seguida da descoberta do Pomo de Ouro;
9.                 Passada de Harry e Hermione por Godric’s Hallow;
10.             Harry acha a espada de Godric Gryffindor e reencontra Rony;
11.             O trio visita a Xenophilius Lovegood (Hermione conta “O Conto dos Três Irmãos);
12.             Perseguição dos Comensais da Morte após visita a Lovegood (uma das mais bem gravadas de toda a série, simplesmente maravilhosa);

13.             Os três passam pela Mansão Malfoy;

14.             Mais uma importante morte para o mundo bruxo;

15.             Voldemort encontra a Varinha das Varinhas.


As grandes atuações desse filme ficam por conta dos citados nas cenas da Mansão Malfoy e na fuga de Harry, são impressionantes as melhoras de Radcliffe, Grint e, principalmente, Watson (a melhor dos três). Acompanhar uma série durante dez anos de sua vida quando você tem apenas dezesseis é algo inexplicável, “Harry Potter” faz parte de mais da metade de minha vida, e por isso fará parte dela para sempre, durante esses anos li todos os livros da série e aqueles sobre a série, assisti a todos os filmes (apenas o primeiro não foi no cinema), fiz amigos que também gostavam da história e, hoje posso dizer, escrevi sobre todos eles. Ver o fim de uma saga tão importante é ótimo e terrível ao mesmo tempo, quando os livros terminaram nos apegamos aos filmes, e agora nos resta reler e rever, no entanto podemos ficar felizes e satisfeitos vendo que ao menos o desfecho dessa série foi feito com tanta dedicação para se tornar indiscutivelmente épico, afinal, como já disse, assim como o amor de Snape por Lily, essa série é permanecerá em nossas mentes e corações para sempre.


Para finalizar as críticas de todos os filmes da série, um momento de nostalgia para todos os fãs dessa Saga inesquecível. As críticas dos oito filmes podem ser conferidas aqui no blog...
Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte II

NOX...

ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

335. HARRY POTTER E A ORDEM DA FÊNIX, de David Yates.

Uma dos filmes mais eletrizantes da série poderia ser melhor se não pecasse tanto na adaptação do enredo.
Nota: 8,7



Título Original: Harry Potter and the Order of the Phoenix
Direção: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Michael Gambon, Ralph Fiennes, Imelda Stauton, Maggie Smith
Produção: David Heyman, David Barron e John Trehy
Roteiro: Michael Goldenberg
Ano: 2007
Duração: 138
Gênero: Fantasia / Aventura


Em meio a descobertas e problemas com todo o mundo bruxo, Harry se vê obrigado a continuar sua tarefa de destruir o Lorde das Trevas. O menino que sobreviveu acaba saber da existência de uma irmandade que lutava contra Voldemort quando seus pais ainda eram vivos: a Ordem da Fênix, criada por Dumbledore com o intuito de proteger a todos. Em seu quarto ano na escola Harry viu Voldemort voltar, no entanto o diretor de Hogwarts é o único que acredita no garoto. Com a chegada de uma nova professora na escola tudo tenderá a mudar, e é aí que Harry e seus colegas se vêem obrigados a agir, criando a Armada Dumbledore.

Até aqui Yates só havia feito coisas para a televisão, ele só deixará a direção da série Harry Potter com o último filme. Começar com a adaptação do maior livro da série não é nada empolgante. O filme é bom, e a técnica nos efeitos especiais e na edição é indiscutivelmente ótima, a trilha sonora de Nicholas Hooper também não decepciona. O que nesse filme realmente não presta é o roteiro, a adaptação é pobre e nada fiel. Não o digo apenas pelo fato de ter lido o livro, digo por que mesmo para aqueles que somente assistem ao filme dezenas de coisas deixaram de ser reveladas. A compensação vem mesmo com grande momentos, como Dumbledore deixando a escola e mostrando ao Primeiro Ministro quem manda, ou na batalha (a qual não tem absolutamente nenhum semelhança com a do livro, mas se torna excelente apenas pelos atores) entre Dumbledore e Voldemort, Gambon e Fiennes respectivamente, onde os dois nos proporcionam beleza pelos simples fato de serem dois grandes bruxos e dois grandes atores lutando pelo o que acreditam. Outras cenas memoráveis são as da Armada Dumbledore, as demais que ocorrem no Ministério da Magia (todas bem diferentes do livro) e uma pra lá de odiável entre Stauton e a sempre ótima Maggie Smith onde elas discutem lealdade e forma de lecionar.
E aquele nosso jovem elenco cresce enlouquecidamente sem pedir licença, cada vez mais vemos o trio principal e todos que os cercam se tornarem verdadeiros adultos. A volta de Brendan Gleeson como Moody é muito bem vinda; bem como a chegada de Natalia Tena como Tonks; Imelda Stauton, ela vive a insuportável Professora Dolores Umbridge, uma mulher que faz de tudo para ter o poder que acha que merece, a cena em que ela tenta expulsar Trelawney e é impedida por Dumbledore; aliás outro ponto fortíssimo da trama, Gambon encara um Dumbledore frio e aparentemente mudado com toda sua garra, nos fazendo acreditar que interpretar uma personagem tão enigmática seja mesmo tarefa fácil; além deles não posso deixar de falar de Ralph Fiennes e seu Voldemort perfeito que nos dará o ar da graça somente na primeira parte do sétimo filme (no sexto a personagem aparece jovem).


Em “a Ordem da Fênix” parece que Harry finalmente começa a compreender seu fardo, afinal, entender o quão pesado ele é se tornou essencial para vencer essa guerra que, com o passar do tempo, atinge não somente a população bruxa, mas todo o mundo. Aqui podemos ter uma adaptação totalmente inferior a grandiosidade do livro, um dos mais bem escritos da série, mas temos um filme de qualidade que nos prepara para a insuperável produção dos dois últimos filmes da série, portanto merece ser visto pelo menos para conferir as cenas de Gambon e Fiennes como os dois maiores bruxos vivos, e esses atores sim dão conta do recado.


ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

segunda-feira, 2 de abril de 2012

348. HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO, de Mike Newell

Com roteiro fraco, é a passagem das personagens para o amadurecimento e da série para a qualidade técnica cada vez melhor.
Nota: 8,7



Título Original: Harry Potter and the Globet of Fire
Direção: Mike Newell
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Ralph Fiennes, Michael Gambon, Brendan Gleeson, Maggie Smith
Produção: David Heyman, David Barron e Peter MacDonald
Roteiro: Steve Kloves e J. K. Rowling (romance)
Ano: 2005
Duração: 157 min.
Gênero: Aventura


CONFIRA O TRAILER DO FILME:

Agora Harry e seus amigos entram na adolescência e precisam tomar cada vez decisões mais importantes que poderão mudar tanto o mundo dos bruxos quanto dos trouxas (aquele que não é bruxo). Harry, Ronny e Hermione começam se aventurando na ida a final da Copa Mundial de Quadribol (quadribol é o jogo bruxo, e o evento equivale a Copa do Mundo de Futebol), e lá os estranhos acontecimentos já acontecem: a Marca Negra (marca do Lorde Das Trevas, Voldemort) é conjurada em meio a uma confusão de assassinatos e destruições entre as barracas no acampamento após o jogo. O perigo está claramente rondando Harry, logicamente ronda também Hogwarts e todos próximos a Potter. Eis que foi decidida que a Escola de Magias e Bruxarias sediará outro grande evento: o torneio tribruxo, três participantes das três maiores escola de bruxos competem por ouro e glória eterna, em provas pra lá de arriscadas. Misteriosamente Harry acaba ficando entre os escolhidos e se torna o quarto participante. Parece mentira, mas isso é apenas o começo.


Newell é diretor desde 1964, o que quer dizer que faz muito tempo que ele está familiarizado com a arte de dirigir (dirigiu televisão até 1994). Ele é, resumidamente, o diretor com mais qualidade de todos os oito filmes da franquia. Em seu currículo temos “Quatro Casamentos e um Funeral” (1994) com Hugh Grant; “Jogos de Ilusões” (1995), novamente com Grant e seu primeiro filme com Alan Rickman; em 1997 trabalhou com Johnny Depp e Al Pacino em “Donnie Basco” e, em 2003, fez o belíssimo filme com Julia Roberts e um elenco feminino de ponta em “O Sorriso de Monalisa”. Nesse quarto filme da franquia ele é maravilhoso, os efeitos são incríveis e nada chega a ser mal feito, exceto o roteiro, que é uma decepção por completo, não somente para quem leu o livro, mas por que não explica toda a história e acaba deixando muito a desejar. O duplamente indicado ao Oscar de melhor Trilha Sonora e homenageado pelo AFI (em 2002 por “Assassinato em Gosford Park”), Patrick Doyle compõe a trilha ora eletrizante, ora tocante, ora jovem, ora romântica, dessa sequência.


Tanto os astros que interpretam os protagonistas quanto suas personagens finalmente chegam à puberdade e começam a manifestar desejos, paixões e aflições de todo o adolescente. Vemos claramente a passagem de Hermione Granger, interpretada cada vez melhor por Emma Watson, de menina para mulher em sua tão esperada chagada para o baile de inverno. O elenco básico aqui permanece o mesmo, com o acréscimo de Frances de La Tour como a diretora de uma das escolas, Madame Maxime; Clémence Poésy como uma das três escolhidas para o torneiro, Fleur Delacour; Brendan Gleeson com sua estupenda interpretação do não mais que pirado Alastor “Olho-tonto” Moody; Miranda Richardson como a insuportável jornalista do mundo bruxo Rita Skeeter; por fim deixei o melhor dessa nova leva de ingleses para o elenco: Ralph Fiennes é indiscutivelmente um dos melhores atores de sua época, desde que fez “A Lista de Schindler” (1993), sua carreira se tornou promissora e, apesar de ter alguns problemas socialmente falando, é para mim um dos melhores atores vivos, seu trabalho em Harry Potter não é nada mais além de rápido, mas perfeito, acredito que seria impossível achar alguém tão perfeito para o papel, pelo simples fato de que Fiennes se diverte ao extremo quando se torna Voldemort e nos proporciona mais uma atuação digna de aprovação de sua parte.
Agora mais do que nunca “deve-se escolher entre o que é certo e o que é fácil”, já dizia o mestre Alvo Dumbledore, portanto é hora de Harry resolver se quer mesmo a difícil tarefa de enfrentar um dos maiores bruxos de todos os tempos, colocado sua vida e a de todos os bruxos à prova. Esse filme corre diante de nossos olhos que nem percebemos o tempo que passam em frente a tela, pode ser um dos filmes que menos gosto da série, mas é muito bem feito e que merece, sem dúvida alguma, a chance de ser visto para que se tenha mais um pouco dessa fascinante magia que é a franquia Harry Potter.


ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

Poderá gostar também de: