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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

209. THE BIG BAD WOLF, de Bert Gillett

A pouco fiel adaptação da história de Chapeuzinho Vermelho é divertida e fará todos lembrarem a infância.
Nota: 8,9


Direção: Bert Gillett
Elenco (vozes): Mary Moder, Dorothy Compton, Pinto Colving e Billy Bletcher
Produção: Walt Disney
Roteiro: Ted Sears
Ano: 1934
Duração: 9 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


Enquanto dois dos três porquinhos cantam, dançam e continuam se divertindo, claramente, sem terem aprendido a lição quanto ao Lobo Mau, e o outro melhora sua casa de tijolos e cimento, a jovem Chapeuzinho Vermelho os encontra em sua passagem para a casa da Vovozinha. Ela decide, então, seguir o conselho dos irmãos idiotas e acaba encontrando o Lobo na floresta, se livra dele, mas terá de enfrentá-lo na casa de sua avó em um momento épico para a literatura.


Bert Gillett volta na direção de um dos filmes da coletânea “Silly Symphony” (para saber mais sobre essa série incrível, que traz 75 curtas maravilhosos e inesquecíveis, acesse as últimas postagens do blog). Na história, mais uma vez, vemos parte do que poderia ser uma realidade e parte é escondida pelo diretor. O Lobo Mau querer comer as personagens é algo nítido, formando uma das personagens que causa maior medo nas crianças, mas, ao tratá-lo, no desfecho de cada história, como uma personagem estúpida, é quase impossível enxergá-lo como alguém realmente perigoso, como um violador de crianças na vida real, por exemplo. Entretanto, a beleza desse curta se centra mesmo em vermos mais uma história que ouvimos quando crianças e conferirmos uma adaptação tão rica e bem feita quanto qualquer uma realizada pela produtora.


“O Grande Lobo Mau”, como sugere o título, é, primeiramente, um deboche completo às atitudes feitas pela personagem, em segundo plano é, simplesmente, a principal estrofe escutada e cantada por crianças há anos. Aqui a canção “Quem Tem Medo do Lobo Mal”, bem como na adaptação dos “Três Porquinhos”, ganha uma cara realmente agradável e faz com que fiquemos com a música na cabeça durante um bom tempo. Além disso, quem se esquecerá do cena em que a curiosa Chapeuzinho Vermelho indaga o Lobo Mau, travestido de Vovozinha, sobre a dimensão de seu olhos, nariz e boca?



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212.THREE LITTLE PIGS, de Bert Gillett

Divertido, inteligente, maravilhoso, como todos nos lembramos do original.
Nota: 9,7


Direção e Roteiro: Bert Gillett
Produção: Walt Disney
Elenco (vozes): Mary Moder, Dorothy Compton, Pinto Colvig e Bill Bletcher
Ano: 1933
Duração: 8 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


Enquanto o temido Lobo Mal assola as redondezas, os três porquinhos constroem suas casa para suas proteções. O primeiro faz seu abrigo de palha, o segundo de madeira e o terceiro de tijolos. Enquanto os dois primeiros finalizam rapidamente seu trabalho e correm para a brincadeira, o terceiro continua a construir sua casa, entretanto, o Lobo está chegando e será difícil segurá-lo com palha e madeira.


Bert Gillett possui noventa títulos em toda sua carreira, a maioria dos filmes são curta metragens e destaca-se o trabalho impecável que realizou em cada produção da coletânea “Silly Symphony”. Em cada um de seus filme vemos originalidade e semelhanças para com o estilo clássico da produtora Disney, sendo assim, é clara a contribuição do diretor para o cinema, afinal, seus filmes foram base para inúmeros estudos para que se primorasse a sétima arte voltada para a animação. Vale destacar o time fantástico de animadores do filme: Fred Moore, Norm Ferguson, Art Babbitt, Dick Lundy e Jack King. Eles foram responsáveis pelo departamento de animação de clássicos como “A Branca de Neve e os Sete Anões” (1937), “Pinóquio” (1940), “Fantasia” (1940), “Dumbo” (1941), “Cinderela” (1950) e “Alice no País das Maravilhas” (1951).


Provavelmente “Os Três Porquinhos” foi uma das primeiras histórias que lembro ter escutado, e tenho certeza que foi uma das primeiras de outras centenas de crianças. Devemos isso, sem sombra de dúvida, ao fato de o conto nos proporcionar as mais inúmeras lições de vida, dentre elas a importância de se deixar a diversão para depois do trabalho, de se fazer tudo da melhor forma possível, do companheirismo e amor entre irmãos e de que nunca é muito agradável ser o vilão da história, como se não bastasse, ainda sobra espaço para muitas risadas, diversão e para jais esquecermos do verso “Quem tem medo do Lobo Mal, Lobo Mal, Lobo Mal?



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sábado, 25 de agosto de 2012

215. BABES IN THE WOOD, de Bert Gillett


Uma adaptação singela do conto “João e Maria” que inova trazendo a cor e a fala para o cinema.
Nota: 8,8


Direção e Roteiro: Bert Gillett
Produção: Walt Disney
Ano: 1932
Duração: 7 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


Essa é mais uma adaptação de um clássico da literatura infantil. Aqui temos a conhecida história dos irmãos João e Maria que, ao se perderam na floresta, acabam encontrando vários anões e, num descuido dos pequenos, são atraídos pela bruxa má e se envolvem em sua casa feita de doces. Lá eles terão de enfrentar os maiores perigos para se verem livres dela e libertarem as outras crianças que ela aprisionou.


Bert Gillett é, mais uma vez, diretor de um curta da “Silly Symphony”. Bem como em seus outros filmes, nesse ele se torna o enredo algo bem mais divertido e interessante do que se espera após o início do filme. A história é bem diferente da conhecida pela maioria das pessoas, mas, mesmo assim, o filme não perde sua qualidade e, finalmente, as falas se tornam algo essencial para a trama, agora, além de coloridos, os filmes deixaram de ser mudos! Quem realmente devemos destacar na produção é o animador Les Clark, ele foi o responsável por grandes títulos como “A Branca de Neve e os Sete Anões” (1937), o primeiro longa metragem de animação do cinema, “Pinóquio” (1940), “Fantasia” (1940) um dos maiores clássicos da Disney, “Dumbo” (1941), “Você Já Foi à Bahia?” (1944), protagonizado pela personagem genuinamente brasileira Zé Carioca, “Cinderela” (1950), “A Dama e o Vagabundo” (1955) e “101 Dálmatas” (1961). A trilha sonora volta a ser do sempre ótimo Bert Lewis.


“Bebês na Floresta”, como poderia ser traduzido, livremente, o título, nos traz uma fantasia extremamente real. A bruxa nos revela representar aquelas pessoas terríveis que fazem mal às crianças, os irmãos são os jovens iludidos com o que as pessoas más tem a oferecer, os anões, as pessoas boas e preocupadas com as crianças e, por fim, a casa de doces é todo o mundo que as bruxas da vida real oferecem às crianças para iludi-las e enredá-las em suas teias de mentiras, trapaças e obscenidades. A história “João e Maria” acompanha gerações há muitos anos, essa adaptação deixa o enredo um pouco menos tenebroso e acessível para as crianças de hoje tentarem ver que o mundo não é, e não pode ser, esse conto de fadas repleto de alegrias e doces.


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sábado, 18 de agosto de 2012

216. FLOWERS AND TREES, de Bert Gillett


A natureza em cores nunca foi tão real e crítica.
Nota: 9,5


Direção e Roteiro: Bert Gillett
Produção: Walt Disney
Ano: 1932
Duração: 7 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Drama / Comédia

CONFIRA O CURTA:


O sol raiou e o pássaro cantou, é mais que hora de toda a floresta despertar de seu descanso para um novo dia. Em meio a tanta alegria pelo dia que nasceu, “um” árvore se apaixona por “uma” árvore e os dois ficam felizes juntos até “um velho” árvore decidir por fim com a alegria de todos e provoca um incêndio na floresta.


Bert Gillett já havia dirigido ótimos curtas metragens, dentre eles “Cannibal Capers” (1930) e “Monkey Melodies” (1930), ambos pertencentes a coletânea “Silly Symphony”, nos dois casos ele possuía a ironia e o sarcasmo semelhantes ao próprio Wlt Disney, que deixavam a história ainda mais divertida, aqui o que mais surpreende é a forma como o diretor inova ao nos trazer o primeiro filme animação colorido da história do cinema. Claro que, para tal tarefa, nenhum tema poderia ser melhor que a natureza, Gillett a trata como algo realmente fantástico e faz o que qualquer criança imagina que realmente aconteça nas florestas, dá vida a flores e árvores de forma ora pura, ora maléfica, trazendo várias comparações com o mundo real. Nesse filme vemos, ainda, a continuidade do que vimos anteriormente na série, cada vez mais as personagens dão sinal de que, dentro em breve, a fala será inserida no contexto da coletânea. A trilha sonora ficou a cargo dos também experientes Bert Lewis e Frank Churchill, o primeiro também já havia participado da “Silly Symphony”.


Mais que apenas a primeira animação colorida da história do cinema, “Flores e Árvores” é um filme que reflete um problema que todos teríamos de enfrentar no futuro, que, por sinal, é agora: o desmatamento e o incêndio causado pelo homem. No filme, as árvores apaixonadas fazem o papel daqueles homens e mulheres que vivem em harmonia com a natureza, ocorrendo um natural respeito mútuo, já a árvore velha representa os homens que destroem a natureza em prol do capitalismo. Ao contrário de muitos filmes, esse é um alerta que deveria ser apresentado a todas as crianças para mostrar a cada uma delas o que acontecerá com nosso planeta se não cuidarmos dele, em tempos que todos se mobilizam por um futuro sustentável, nada mais propício que assistir a esse filme fantástico e histórico.



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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

218. MONKEY MELODIES, de Bert Gillett


Macacos nunca foram tão semelhantes aos humanos como nesse filme.
Nota: 9,7


Direção, Roteiro e Produção: Bert Gillet
Ano: 1930
Duração: 7 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

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Se os duendes estão no topo das listas das criaturas ficcionais mais fascinantes da história, os macacos ocupam posição semelhante entre os animais mais curiosos e fantásticos da história da humanidade. Aqui eles estão em seu lugar natural, nas matas, e são obrigados a convier com jacarés, cobras, onças e todos os animais típicos desses lugares, e pior: são obrigados a conviver com o amor e suas consequências.


Novamente Bert Gillett e Bert Lewis estão juntos em um curta animado da coletânea “Silly Symphony” (para saber mais sobre a série criada por Walt Disney, leia as postagens mais recentes do blog), o primeiro como diretor e o segundo como o responsável pela trilha sonora. Dessa vez eles repetem a excelência de seus trabalhos anteriores, mas superam todas as expectativas ao mostrar a vida dos macacos bem como a vida do ser humano pode ser. Gillett explora cada canto da selva como se ele fosse uma das personagens e, mesmo sem nenhuma cor, possibilita uma infinidade de belezas. Outro ponto forte, referente ao trabalho da dupla como um todo, é a aparição de “espécies” de falas no filme, a princípio elas são apenas ruídos vindos das personagens, mas podem ser vistas como a forma de comunicação mais eficiente para eles, além disso, vemos “referências” a nomes como Fred Astaire e Gene Kelly na composição das personagens e de suas coreografias (o engraçado é que até agora nenhum dos dois havia entrado para o cinema, o que nos faz ver mais uma prévia do que o cinema viria a se tornar, algo bem típico da coletânea)


Como disse, os macacos são fascinantes, talvez devamos isso ao fato de eles serem parecidos com os seres humanos em diversos sentidos, e é aí que o filme acerta em todos os ângulos: ele mostra, após muito contexto no início do filme, dois macaquinhos apaixonados que enfrentam as mais perigosas aventuras até poderem ficar juntos. Se isso não é uma alusão ao amor que acontece entre os seres humanos, ou seja, a dificuldade em se relacionar sendo comparada com a vida na sela, realmente não sei o que o filme significa.



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219. CANNIBAL CAPERS, de Bert Gillett


Uma representação cômica e debochada do canibalismo
Nota: 8,7


Direção, Roteiro e Produção: Burt Gillett
Ano: 1930
Duração: 6 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

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O canibalismo é algo presente em nosso mundo desde sempre. No filme, vemos uma tribo, aparentemente indígena, que está prestes a cozinhar um de seus componentes. Além da típica fogueira e do caldeirão, temos dezenas de crânios espalhados pelo chão, o que sugere que eles vem fazendo isso há muito tempo. Claro que, em meio a tudo isso, as personagens dançam e cometem dezenas de graças, até que um leão parece e muda todo o destino do futuro jantar.


Burt Gillett dirigiu cerca de 90 trabalhos durante sua carreira, que durou entre os anos de 1920 e 1957. Nesse filme sua responsabilidade é continuar a excelência de tudo o que já havia sido feito por Walt Disney e Ub Iwerks nos demais filmes da “Silly Symphony” (para saber mais sobre a maravilhosa coletânea desses curtas da Disney leia as postagens mais recentes do blog). Gillett nos expõe com certa exatidão o que todos costumam acreditar sobre a realidade de tribos canibais. Após esse filme, dezenas de outras representações da mesma prática foram feitas de forma muito semelhante. O diretor ainda possui o auxilio do compositor Bert Lewis, afinal, em filmes mudos, independente de serem curtas ou longas, a trilha deve ser tão excelente quanto qualquer outra coisa.


“Cannibal Capers” nos propõe, de um lado, a analisar o canibalismo como uma forma cultural, mas de outro, trata essa cultura da forma mais cômica possível. Além do tema, vemos várias atitudes que viriam a se tornar clichês em filmes de diferentes gêneros e destinados para os mais diversos públicos, como a sal e a pimenta serem os únicos temperos presentes, a briga entre a personagem principal e o leão e o culto a membros de tribos que destruíssem os seres que tanto assolavam a mesma. 



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terça-feira, 10 de julho de 2012

253. CINDERELA, de Clyde Geronimi, Wilfred Jackson e Hamilton Luske


Um clássico Disney que não foge às regras dos demais filmes da produtora.
Nota: 8,3


Título Original: Cinderella
Direção: de Clyde Geronimi, Wilfred Jackson e Hamilton Luske
Elenco: Ilene Woods, Eleanor Audley, Verna Felton, Rhoda Williams, James MacDonald, Luis Van Rooten, Don Barclay, Lucille Bliss, Marion Darlington, Mike Douglas, June Egray, Marni Nixon
Produção: Amy J. Bailey e Walt Disney
Roteiro: Bill Peet, Erdman Penner, Ted Sears, Winston Hilbler, Homer Brightman, Harry Reeves, Ken Anderson, Joe Rinaldi e Charles Perrault (conto)
Ano: 1950
Duração: 75 min.
Gênero: Amimação / Romance

Bem como a maior parte das histórias das princesas da Disney, essa possui várias versões, mas todas bem semelhantes. Aqui temos Cinderela como uma jovem órfã que fica aos cuidados da madrasta, essa a escraviza e gasta toda a fortuna da família com as filhas que teve antes de casar com o falecido pai de Cinderela. Em um belo dia, porém, todas as jovens do reino são convidadas para o baile onde o Príncipe escolherá sua futura esposa. Apesar de tudo, Cinderela não consegue ir ao baile, no entanto, sua Fada Madrinha aparece e lhe dá belas roupas, uma carruagem, cavalos e tudo o que a moça precisa para chegar dignamente no palácio. Cinderela realiza seu sonho, e se apaixona, mas ela jamais imaginaria como sua vida viria a mudar.


O trio que dirigi o filme começou a trabalhar junto nessa animação, mas a parceria rendeu mais quatro notáveis trabalhos: “Alice no País das Maravilhas” (1951), “As Aventuras de Peter Pan” (1953), “A Dama e o Vagabundo” (1955) e “Abertura Disneylândia” (1954-1964). Jackson ainda dirigiu “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937), “Pinóquio” (1940) e “Fantasia” (1940), nesses dois últimos a parceria entre ele e Hamilton Luske já se iniciava. Apesar de o enredo enrolar muito na história dos camundongos que vivem na casa de Cinderela e são ajudados por ela, a história é boa e todo o enredo que foca a personagem principal demonstra as aflições e sonhos da menina. Os diretores trabalham com excelência o fato de a animação ser desenhada, e não de computação, o que agrega beleza e originalidade à trama. O compositor Oliver Wallace trabalhou com o trio nos quatro trabalhos que caracterizaram os diretores, ainda compôs, ao lado de Paul J. Smith, o outro compositor do filme, para os clássicos “A Branca de Neve e os Sete Anões” e “Pinóquio”. A trilha sonora foi indicada a dois Oscars: melhor trilha e melhor canção original para “Bibbidi-Bobbidi-Boo”.


Todos os filmes de princesa da Disney seguem um padrão pré-estabelecido, Ciderela canta com os animais, brinca com eles, ama a natureza, não se importa com o mal, pois sabe que o bem sempre vence, e perdoa todos a sua volta que podem fazer ou já fizeram mal a ela. Não que isso torne o filme algo repetitivo e chato, apenas deixa claro que a mensagem que o filme tem a passar é a mesma de sempre: o bem sempre vence e um final perfeitamente feliz é sempre possível. Em certo ponto discordo dessa política ilusória que ínsita as crianças a acreditarem em um mundo perfeito e sem problemas, mas não se pode julgar Walt Disney por tentar mostrar um mundo melhor aos jovens, afinal, deixe que eles aproveitem a infância e descubram por si mesmos o quanto o mundo pode ser tedioso, perverso e malicioso.


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segunda-feira, 16 de abril de 2012

331. A BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES, de William Cotrel, David Hand, Wilfred Jackson, Lorry, Perce Pearce, Bem Sharpsteen

Se fosse perguntado ao espelho se existe filme de animação mais belo que esse, sua resposta seria bem contrária a dada para a Rainha.
Nota: 9,8

(Uma das mais belas artes de pôsteres de animação)
Título Original: Snow White and the Seven Dwarfs
Direção: William Cotrel, David Hand, Wilfred Jackson, Lorry, Perce Pearce, Bem Sharpsteen
Elenco (dublagem): Roy Atwell, Scotty Mattraw, Eddie Collins, Otis Harlan, Pinto Colvig, Billy Gilbert, Lucille La Verne e Adriana Caselotti
Produção: Walt Disney
Roteiro: Ted Sears, Richard Creedon, Otto Englander, Dick Rickard, Earl Hurd, Merrill De Maris, Dorothy Ann Blank, Webb Smith, Wilhelm Grimm (romance – conto) e Jacob Grimm (romance – conto)
Ano: 1938
Duração: 83 min.
Gênero: Animação / Fantasia / Romance

Branca de Neve é a princesa de um dos infinitos reinos da Disney, no entanto sua beleza a tornou alvo de inveja da Rainha, sua madrasta. Em uma cena épica a madrasta indaga seu espelho mágico quanto a sua beleza e ele deixa claro que a mais bela é Branca de Neve. Com raiva, ciúmes e ódio a mulher manda matar a menina, no entanto o Caçador fracassa e a menina foge, encontrando a casa do Sete Anões. O maior erro do enredo dessa história está em, aparentemente a história acontecer em menos de uma semana, mais isso não tira sua graça e magnificência.



Para realizar a primeira grande animação da história do cinema foi necessária uma equipe mais que de peso para dirigi-lo: William Cotrel esteve envolvido em filmes como “Alice no País das maravilhas” (1951) e Pinóquio (1940); David Hand, foi diretor de Bambi (1942) e de dezenas de curtas metragens sobre os personagens clássicos da Disney, como Mickey e Pluto; Wilfred Jackson foi o responsável por “A Dama e o Vagabundo” (1955), “As Aventuras de Peter Pan” (1953), “Alice no País das Maravilhas”, “Cinderela” (1950), “Dumbo” (1941), “Fantasia” (1940) e “Pinóquio” (1940); Lorry Morey participou de filmes como “Dumbo II” (2006), “Bambi” e outros grandes filmes da produtora; Perce Pearce participou de poucos, alguns foram “O Grande Rebelde” (1953), “A Ilha do Tesouro” (1950), “Fantasia 2000” (1999), “Bambi” e “Fantasia”; por último temos Bem Sharpsteen, diretor de vários filmes de Mickey e seus parceiros, “Dumbo”, “Pinóquio”, “Fantasia” e “Cinderela”. Não preciso dizer que aqui eles fazem magia ao adaptar a ótima história dos irmãos Grimms, a total originalidade começa e acaba aqui para as Princesas Disney.



 É dispensável dizer que o grupo de roteiristas também é esplendido e realiza outro trabalho impecável na trama. Eles adaptam a história nebulosa dos Grimm para um conto bonito e cheio de vida, na adaptação cada um dos sete anões nos encantam, e com a ajuda de seus dubladores ficam perfeitos: Roy Atwell (Mestre), Scotty Mattraw (Dengoso), Eddie Collins (Dunga), Otis Harlan (Feliz), Pinto Colvig (Soneca e Zangado) e Billy Gilbert (Atchim). Além desses, Lucille La Verne ficou responsável pela Madrasta e Adriana Caselotti foi uma Branca de Neve pura, sofisticada e linda. Outro grande forte do filme é a incrível trilha sonora composta pela dupla Leigh Harline e Paul J. Smith, as músicas cantadas enquanto os anões voltam para casa, quando a menina limpa a casa dos anões, eles lavando seus rostos e ela conhecendo o príncipe são encantadoras e inesquecíveis.



Em meio a um ano de comemoração dos 200 anos da publicação do conto, e o lançamento de filmes e séries sobre a história, nada melhor que assistir ao primeiro que, apesar de não ser tão fiel quanto o conto original (nele Branca de Neve tem três aparentes mortes, pela maçã, uma fita amarrada a sua cintura e um pente envenenado e a rainha morre de tanto dançar em botas enfeitiçadas) é maravilhoso. Vale lembrar do fato que no Oscar de 1939 o filme foi agraciado com um prêmio de agradecimento por inovar o gênero de animação, o prêmio era composto por uma estatueta normal e outras sete menores representando os anões. O legado cultural e técnico que essa obra prima deixou para humanidade é indescritível, tornando possível todos os sonhos das mentes mais utópicas e nos fazendo esquecer de que nesse mundo pessoas más vencem, nos proporcionando quase uma hora e meia de puro amor, carinho, magia e ilusões das mais incríveis possíveis.



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