Mostrando postagens com marcador Helena Boham Carter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Helena Boham Carter. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de maio de 2013

076. CLUBE DA LUTA, de David Fincher


David Fincher é uma das mais agradáveis surpresas criadas por Hollywood.
Nota: 9,8

Título Original: Fight Club
Direção: David Fincher
Elenco: Edward Norton, Brad Pitt, Helena Bonham Carter, Meat Laf, Zach Greiner, Richmond Arquette, David Andrews, Geroge Maguire, Eugine Bondurant, Chritina Cabot, Sydney ‘Big Dawg’ Colston, Rachel Singer
Produção: Ross Grayson Bell, Ceán Chaffin, John s. Dorsey, Art Linson, Arnon Milchan
Roteiro: Jim Uhls e Chuck Palahniuk (romance)
Ano: 1999
Duração: 139 min.
Gênero: Drama / Thriller

Jack é um típico homem que vive trabalhando em um escritório, insatisfeito com a vida, não dorme há seis meses. Sentindo-se muito mal, procura um médico que, basicamente, manda ele tomar vergonha na cara e procurar grupos de apoio para os mais diversos problemas – pessoas com câncer em mais variados locais do corpo, dependentes químicos -, para ver o que são problemas reais. Uma vez interagindo com esses grupos, Jack torna-se viciado em ir aos grupos e fingir ser um doente. Em uma das diversas viagens que ele faz a negócio, conhece o excêntrico Tyler Durden. Ao chegar em casa, seu apartamento explodiu e ele fica sem casa. Jack liga para Durden, eles se encontram em um bar, Durden convida Jack para ficar em sua casa, mas antes deles irem até a casa de Durden, o homem pede que Jack lhe dê um soco, e ali inicia-se o “Clube da Luta”.


Precisamos deixar claro uma coisa antes de continuar a falar sobre esse filme: David Fincher não possui nem dez trabalho no cinema, mas me nego a vê-lo como algo inferior ao menos a um semi-Deus da Sétima Arte. Martin Scorsese, Alfred Hitchcok, Steven Spielberg, Charles Chaplin, Francis Ford Coppola, entre outros, são Deuses do cinema; já, Sam Mendes, Christopher Nolan, Tim Burton, Ang Lee, Ethan Coen, Joel Coen e David Fincher são semi-Deuses do cinema americano. É claro que essa lista seria mais longa se me estendesse para filmes Europeus – o que traria nomes como Federico Fellini e Ingmar Bergman -, mas me refiro às grandes produções realizadas na tão sonhada Hollywood. Levando em conta minha admiração por Fincher e o fato desse ser considerado, por muitos cineastas, seu verdadeiro passaporte para ser eternizado na Sétima Arte e seu melhor filme, não posso deixar de expressar o quanto ele me surpreendeu e me deixou maravilhado. Seu primeiro filme que assisti no cinema e, obviamente, me lembro como se fosse ontem, foi “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008), a partir daí procurei seus filmes e tentei assistí-los quantas vezes possível. O que temos aqui é algo bem simples de ser explicado em uma divisão ainda mais simples: no primeiro momento do longa temos um filme sobre homens cansados do dia-a-dia e da rotina triste de seus trabalhos, que encontram no Clube da Luta um local para se divertir e extravasar suas energias; depois temos um filme sobre um espécie de seita que se forma através do Clube, seita, essa, que deseja eliminar todo tipo de materialismo existente na terra. Para compreender um pouco melhor um parecer bem rápido cobre o Clube: é um local frequentado apenas por homens, que querem da forma mais amadora possível, não são homens incrivelmente belos ou fortes, são homens normais que, como disse, precisam encontrar uma válvula de escape para toda a tristeza e frustração que encontram durante seu cotidiano. Para participar do clube da Luta é preciso seguir as oito regras estabelecidas por Tyler e Jack: 1. Nunca fale sobre o Clube da Luta; 2. Nunca fale sobre o Clube da Lua; 3. Somente duas pessoas por luta; 4. Uma luta de cada vez; 5. Sem camisa, sem sapatos; 6. As lutas duram o tempo que for necessário; 7. Quando alguém gritar “pára!”, sinalizar ou desmaiar, a luta acaba; 8. Se for a sua primeira noite no Clube da Luta, você tem que lutar. Percebam que eu disse que as regras foram criadas por Tyler e Jack, entretanto, é preciso deixar claro que há um líder aqui, e obviamente, não é frustrado Jack, e sim o hilário Tyler, um homem misterioso que vive cada dia de sua vida como se fosse o último, ou o primeiro, tanto faz, o que interessa é sua personalidade forte e aterradora, que faz com que Jack se torne cada vez mais submisso e queira ser cada vez mais parecido com Tyler.


Jack, portanto, é vivido por um dos melhores atores vivos da geração dos protagonistas, Edward Norton, um dos primeiros filmes que assisti com Norton foi “Cruzada” (2005), aquele tipo de filme que a agente assiste para fazer trabalho da escola sobre as missões Católicas, nele, o ator interpreta o Rei com lebre, Baldwin, e foi ali que me interessei pelo trabalho do ator, e se vários atores me interessam por sua seriedade ao encarar qualquer personagem, Norton desperta a mesma sensação que tenho quando assisto a grande maioria dos filmes de Johnny Depp: não é a seriedade ou a comicidade deles que me atinge, e sim o sarcasmo, a forma debochada como conseguem criticar parcelas da sociedade e fazer, ao mesmo tempo, essas parcelas rirem e concordarem com eles, pelo simples motivo de que eles são tão fantásticos que a sociedade não compreende muito bem o que suas personagens querem dizer, apenas acham digno entrar na onda de seres tão complexos e fingir que compreenderam. E é isso que faz o Jack de Norton algo tão incrível, ele critica, emociona e nos faz rir como poucos atores poderiam fazer. Brad Pitt eu conheci indo ao cinema assistir ao hilário “Doze Homens e Outro Segredo” (2004), o primeiro filme legendado que eu, então com dez anos, assisti – uma verdadeira catástrofe da qual prefiro não me lembrar -, poucos meses depois, com o mesmo intuito educacional com o qual assisti “Cruzada”, conferi a grande produção “Tróia” (2004), apesar de não me pegar muito, gostei do longa, mas foi assistido “Entrevista Com o Vampiro” (1994) e “Seven – Os sete Crimes Capitais” (1995) – o melhor filme de Fincher – que compreendi por que Pitt foi tão aclamado durante a década de 1990: foram no mínimo cinco filmes ótimos que exigiram o seu melhor, em papeis totalmente distintos. Enfim, como Tyler, Pitt não decepciona em momento algum, ao contrário, ele impressiona e nos traz mais uma atuação digna de menção honrosa, pois nos faz odiar e amar o personagem, nos faz vê-lo como heroi e como vilão, nos faz questionar seus atos, sua existência, e nos faz agradecer por suas idéias e seu temperamento e personalidade tão sutis. Lembro-me de assistir a “Planeta dos Macacos” (2001) incansavelmente quando criança, durante minha infância e adolescência conferi vários trabalhos loucos de Helena Bohan Carter, mas foi apenas em 2010 que passei a admirá-la de forma inexplicável ao vê-la interpretando alguém relativamente normal em “O Discurso do Rei”, onde viveu a Rainha Elizabeth (casada com o último rei da Inglaterra antes da Rainha Elizabeth II e mãe da mesma), aqui sua participação é pequena, ela vive Marla Singer, uma mulher totalmente louca que fica no meio da amizade de Tyler e Jack, não é uma personagem totalmente normal nem anormal, e sim uma pessoa comum engolida pelo mundo louco em que vivemos, mais uma grande interpretação da atriz.


Segundo o próprio Edward Norton, quando Fincher, ele e Pitt começaram a se preparar para o filme foi feito com combinado: Norton passaria fome durante as filmagens, já Pitt levantaria pessos e faria bronzeamento, assim, Norton viveria o declínio que sua personagem vive, e Pitt ficaria cada vez mais forte e poderoso, fazendo sua presença ser notada por todos, assim como Tyler faz durante o longa. Obviamente, esse tipo de medida pode parecer loucura, mas não deixa de ser louvável ver o quanto os atores, que funcionam muito bem juntos na telona, resolveram se entregar aos seus personagens e dar o melhor deles mesmos. No começo do filme, acreditei que tudo não passava de uma história sobre luta amadora. Grande ilusão a minha, afinal, estamos falando de um filme de David Fincher, que, convenhamos, não é qualquer diretor. Além disso, voltando ao fato de parecer uma loucura essa tal entrega dos atores, após se assistir a esse longa, nada parecerá loucura por um bom tempo na vida do espectador, por motivos bem simples: o final é mais que surpreendente e esse é um daqueles filmes pirados que não saem de nossa cabeça durante um bom tempo, e fico muito satisfeito em dizer isso!

sábado, 26 de janeiro de 2013

119. (ESPECIAL OSCAR 2013) OS MISERÁVEIS, de Tom Hopper


Um retrato fantástico de uma sociedade preconceituosa que ganharia muito mais se deixasse a intolerância de lado. Seu único defeito: exageradamente longo para um musical.
Nota: 9,5


Título Original: Les Misérables
Direção: Tom Hooper
Elenco: Hugh Jackman, Russell Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Sacha Baron Cohen, Helena Boham Carter, Eddie Redmaine, Aaron Tveit, Samantha Barks
Produção: Tim Bevan, Eric Fellner, Debra Hayward, Cameron Mackintosh
Roteiro: William Nicholson, James Fenton, Alain Boublil (história), Jean-Mark Natek, Herbet Kretzmer (músicas), Victor Hugo (romance) e Claude-Michael Schönberg
Ano: 2012
Duração: 157 min.
Gênero: Musical / Drama

Jean Valjean, após 19 anos, é um criminoso recém liberto que será obrigado a passar a vida apresentando-se uma vez por ano para a justiça francesa. Seu hediondo crime? Roubar um pão para o seu sobrinho que estava quase morrendo. Após ser acolhido e beneficiado por um bom padre, Jean decide mudar sua vida. Anos depois ele acaba conhecendo Fantine, uma bela mulher que trabalha duro para ajudar sua filhinha que mora com o pai e a madrasta. Por motivos que apenas o destino compreende, Fantine morre, mas Jean se vê obrigado a encontrar Cosette, a filha, e criá-la como sua. Para isso, eles fogem a vida toda da polícia. Nove anos depois, porém, os rebeldes se revelam contra o governo autoritário da França e a vida de todos os envolvidos mudará para sempre.


O filme é um musical que se passa na França pós Revolução Francesa, época em que o país se tornou um lugar terrível para se morar, afinal, toda a forma de governo era incerta e deixava a população a mercê da fome, do desemprego, das doenças, da sujeira e da falta de organização social e, assim sendo, a miséria corroia todo o país como um tumor em um homem. E é bem isso que Victor Hugo, autor da maravilhosa obra literária na qual o longa foi baseado, deseja criticar: não havia maneira de deixar que tudo o que seus olhos franceses viam permanecesse como estava. Na história temos representações perfeitas de todos os tipo de pessoas que habitavam o país – destacando-se os pobres -, são elas: Jean Valjean, o ex-presidiário que foi preso por 19 anos por roubar pão para o sobrinho (uma crítica clara de como não havia nada do mais básico para a população, pergunto-me, será que nem brioches mais eram distribuídos ao povo?); Inspetor Javert, o retrato da polícia falha que se importava com pequenos casos ao invés de olhar para todos os grandes problemas em volta; Fantine, uma jovem que teve de deixar a filha com o pai – um malandro da pior espécie – e ainda é obrigada a enviar todo o pouco dinheiro que ganha para o canalha “sustentar” a menina; Cosette, a parte inocente e sem culpa da história, mal tratada pelo pai e pela madrasta que a tratam como uma empregada, mas vê sua vida melhorar ao ser acolhida por Valjean; Thénardier, o pai de Cosette, um canastrão proprietário de uma estalagem, ele e a esposa, Madame Thénardier, roubam seus clientes a torto e direito, no entanto, não são punidos por ninguém; Marius, o jovem de origem rica que deseja a igualdade entre as classes; Enjolras, jovem de origem humilde que se junta a Marius por uma França melhor e mais justa; o avô de Marius e seus amigos e conhecidos ricos, pessoas favorecidas por nascimento ou sorte, pouco vistas no filme, mas as mais criticadas. O filme, como disse, é um musical, mas não um musical simples, daqueles em que há diálogo e músicas, mas onde os diálogos são transformados em música. Confesso que esse gênero “musical sem falas” não me conquista com qualquer enredo ou rima barata, nesse contexto, qual foi minha surpresa ao ver um filme equilibrado onde a música é o que mais importa para deixá-lo interessante. O único problema fica a cargo da duração, apesar de um ótimo musical, filmes do gênero que tem mais de duas horas são um risco tremendo.


O longa é indicado em oito categorias no Oscar: melhor filme, apesar de poucas chances, é um dos cinco favoritos na disputa; melhor ator, para Hugh Jackaman, mesmo que atuação seja tocante e tenha cantado – o que a Academia adora -, o prêmio já é de Daniel Day-Lewis por “Lincoln” (2012); melhor atriz coadjuvante para Anne Hathaway, ela dançou, fez a vez da prostituta que não queria tal emprego, cortou os cabelos no próprio filme, cantou chorando e morreu como uma literal miserável, tudo o que a academia quer; melhor direção de arte, o filme é escuro em alguns momentos e tem a luz perfeita em outros, seu maior concorrente é “As Aventuras de Pi”; melhor figurino, apesar de ser muito bonito e diferenciado, o favorito é “Anna Karenina”, um filme mais de época e com roupas mais extravagantes; melhor maquiagem, acredito que o prêmio esteja entre “Hitchcock” e “O Hobbit”, sem chances para “Os Miseráveis”, que roubou o lugar de “Lincoln” na categoria; melhor mixagem de som, seria o prêmio mais merecido, pois as músicas não foram dubladas, estão, portanto, em seu áudio original, algo muito difícil para qualquer filme; melhor canção, para “Suddenly” de Hebert Kretzman, Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil, interpretada por Hugh Jackman, seu único concorrente de peso é “Skyfall”, a música que Adele compôs para o novo 007. Ainda é indicado em nove categorias no BAFTA, o Oscar inglês, onde deve se firmar como favorito; também é indicado em quatro categorias do Sindicato dos Atores; e venceu três Globos de Ouro: melhor filme comédia ou musical, melhor ator em comédia ou musica (Jackman) e melhor atriz coadjuvante (Hathaway).


Hugh Jackman vive Valjean, obviamente, em teoria a voz do protagonista de um musical deveria ser a mais perfeita possível, é um fato que Jackman não possui a voz mais perfeita do elenco masculino, em teoria, mas para o filme sua voz, rouca e triste caiu como uma luva para o personagem, além disso, nos momentos iniciais, Jackman aparece como um homem com medo e apavorado, depois, quando Jean começa a criar Cosette e até sua morte, ele se torna um homem bom, gentil e feliz. Russell Crowe, a melhor voz masculina do elenco, é o Inspetor Javert, um homem misterioso que parece esconder inúmeros segredos acerca de sua vida passada, ainda sim, parece que ela não foi fácil, pois é rancoroso e as feições do ator denotam a criação de um personagem com poucos sentimentos, ainda sim, não devemos esquecer que, durante a trama, o inspetor apenas está realizando seu trabalho. Anne Hathayway é Fantine, com disse, ela canta chorando, dança, sofre, corta os cabelos, vive longe da filha, se sacrifica por amor e acaba morrendo como mais uma das tantas miseráveis, apesar de aparecer pouco, confesso que poucas vezes assisti a uma interpretação tão bela de uma música como a sua principal canção no longa, e a maior canção da história: "I Dreamed a Dream". Amanda Seyfried e Isabelle Allen são Cosette adulta e criança, respectivamente, o pouco que Allen canta é quase inacreditável, e parece que a pequena de dez anos já compreende tudo o que se passa na vida da personagem, Seyfried, por sua vez, acaba sendo menos tocante, pois suas cenas são mais felizes, mas, ainda sim, sua voz continua linda e sua atuação também é ótima. Sacha Baron Cohen e Helena Boham Carter são os reais vilões da história, os Thénardier, sempre digo – e quando digo que faço isso sempre, é porque faço isso sempre – que os vilões atingem seu auge quando nos apaixonamos por eles, ou os compreendemos por completo, ou os odiamos a ponto de sentirmos asco deles, esse dois estão na terceira categoria, são rancorosos, perversos e só pensam em seu bem e no de mais ninguém, portanto, perfeitos vilões.


Toda a arte do filme e sua criação em si é uma obra tão bela a arriscada que é triste não ver Tom Hooper indicado ao Oscar por sua direção brilhante – lembrando que ele venceu a premiação na mesma categoria, além de melhor filme, com “O Discurso do Rei (2010) -, ainda mais lembrando de sua indicação no Sindicato dos Diretores, entretanto, tal fato não faz com que “Os Miseráveis” se torne digno de pena ou não mereça ser visto, muito pelo contrário, o filme é de uma beleza única, tanto o é que se torna impossível achar muitos defeitos, que não o fato de ser demasiadamente longo. Apesar de parecer uma adaptação da Broadway que apenas deseja ganhar dinheiro, “Os Miseráveis” vai muito além disso, ele retoma tudo o que a obra literária desejou repassar ao mundo. No final das contas, esse filme nada mais é que uma apelação positiva sobre como devemos aceitar as diferenças, pois, não importa se somos homens ou mulheres, pretos ou brancos, heterossexuais ou homossexuais, pobres ou ricos, americanos ou europeus, feios ou belos, somos todos iguais, viemos todos de lugares semelhantes, iremos todos para o mesmo lugar, afinal, mesmo com todas as evoluções e utópicas transformações ocorridas durante a história de nossa humanidade, somos todos eternos incorrigíveis miseráveis, aos resta, apenas, lutar, sonhar, esperar e amar.




ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:

terça-feira, 3 de julho de 2012

263. SOMBRAS DA NOITE, de Tim Burton

De longe não é o melhor filme da dupla Burton-Depp, muito menos resultou em tudo aquilo o que eles esperavam, mas ninguém explora a comédia negra de forma tão divertida como eles.
Nota: 8,4

TODA FAMÍLIA TEM SEUS DEMÔNIOS
         SOMBRAS DA NOITE
Título Original: Dark Shadows
Direção: Tim Burton
Elenco: Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter, Jackie Earle Haley, Johnny Lee Miller, Bella Heathcote, Chloë Grace Maretz, Christopher Lee, Alice Cooper
Produção: Johnny Depp, Christi Dembrowski, David Kennedy, Graham King, Richard D. Zanuck
Roteiro: Seth Grahame-Smith, John August, Dan Curtis (roteiro da série para televisão)
Ano: 2012
Duração: 113 min.
Gênero: Comédia


Em 1752 os Collins deixam Liverpool e se mudam para os Estados Unidos afim de fugir de uma maldição que assola a família. Vinte anos depois eles se encontram na cidade de Collinsport e são a família mais importante do local, Barnabás, o filho do casal é amado por todos e tem a cidade aos seus pés. No entanto, quando o rapaz parte o coração da bruxa Angelique, é transformado em um vampiro, ela mata seus pais e o enterra para todo o sempre. Dois séculos depois, a família Collins está reduzida a apenas quatro pessoas que vivem na mansão Collinswood, mas estão falidos e não sabem o que fazer, já Angelique conquistou a cidade e é uma mulher poderosa e rica. Entretanto, Barnabás Collins está de volta, e tudo na vida de cada uma dessas pessoas mudará drasticamente.



Tim Burton iniciou sua carreira no cinema com curtas metragens em 1971, mas foi apenas em 1988 que começou a registrar sua marca em filmes de comedia negra com “Os Fantasmas se Divertem”, segunda parceria entre o diretor e o compositor Danny Elfman. Dois anos depois, Burton iniciou sua mais famosa parceria, e uma das mais rentáveis da história do cinema, “Edwards Mãos de Tesoura” não é apenas o princípio da amizade do diretor com o ator Johnny Depp, mas sim o filme que firmou ambos no cinema. Contando com a adaptação da épica série sobre a família Collins, vieram mais sete filmes: “Ed Wood” (1994); “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” (1999); “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005); “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (2007); “Alice no País das Maravilhas” (2010) e, finalmente, “Sombras da Noite”. A direção de Burton, a edição do filme, o figurino e a arte inigualáveis, são marcas típicas do diretor, aqui não é diferente, apesar de escuro, é tudo muito lindo e detalhado, o problema, portanto, centra-se na construção desse roteiro que não tem nada de pobre, mas é muito mal conduzido ao ser adaptado por Seth Grahame-Smith. Outro ponto forte aqui está na trilha sonora, mais uma vez de Danny Elfman, vemos músicas típicas e bem clichês de cenas vampirescas de filmes clássicos, mas também temos a oportunidade de conferir a beleza de canções muito populares da década de 1970, dentre elas “Top of The World” e “No More Mr. Nice Guy”.



Não é novidade que Johnny Depp está incrível em sua interpretação, apesar de me lembrar seu ótimo Jack Sparrow uma vez ou outra, seu Barnabás é original e possui vários resquícios do vivido por Jonathan Frid na série da década de 60. Depp, apesar de um vampiro, é vivo e nos proporciona momentos incríveis ao demonstrar o quanto um ser que perdeu duzentos anos de sua existência pode se impressionar com os avanços na terra. Michelle Pfeiffer está linda e faz seu trabalho com muita competência como a matriarca da família Collins, apesar de ambiciosa ela é uma mãe que ama sua filha e não deixará absolutamente nada de mal acontecer com ela ou com seu sobrinho. Aliás, esses dois, a filha e o sobrinho, vividos, respectivamente por Chloë Grace Moretz (a Isabelle de “A Invenção de Hugo Cabret” [2011]) e Gulliver McGrath (que fez uma pequena participação em “A Invenção de Hugo Cabret”), são pontos fortes da trama, ela a típica menina revoltada que não sabe o que quer da vida, ele, um garoto depressivo e problemático que perdeu a mãe e sofre pela ausência da mesma. Helena Bonham Carter é a Dra. Hoffman, uma psicóloga que cuida dos problemas do menino, apesar de aparecer pouco ela é ótima em sua personagem, particularmente acho ela genial. O problema mesmo ficou em Eva Green, ela é a bruxa Angelique, que deveria ser indestrutívelmente sexy e má, mas a atriz não consegue extrair nem o mínimo dessa personagem ótima, Evan Rachel Wood (da aclamada minissérie “Mildred Pierce” [2011]), indicada ao Emmy e ao Globo de Ouro, seria perfeita no papel.



Uma comédia negra tão boa quanto qualquer outra já feita por Burton, esse filme não tem nada de fantástico como o esperado. Mas é divertido, criativo, original e muito sarcástico, características sempre presentes nos filmes da dupla Burton-Depp. Com um roteiro super perdido e uma direção satisfatória, o ponto alto do filme está nas sacadas propostas pela trama e nas ótimas atuações, sobretudo de Depp e Pfeiffer. Com certeza não serão todas as pessoas que aplaudirão esse filme, mas garanto que a metade delas não compreenderá sua genialidade. Admitir que Tim Burton, um dos diretores com quem mais simpatizo, errou em seu projeto dos sonhos é impossível, apesar de o filme não ser tão bom quando imaginava, é mais uma película no estilo próprio do diretor, e convenhamos que se tratando de filmes loucos, Burton não decepciona. Portanto, é um filme que vale muito a pena, sem sombras de dúvida.



ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

domingo, 6 de maio de 2012

314. A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE, de Tim Burton

Um filme que fala sobre mudanças e generosidade de forma divertida e espirituosa.
Nota: 8,4


Título Original: Charlie and the Chocolate Factory
Direção: Tim Burton
Elenco: Johnny Depp, Freddie Highmore, Helena Bonham Carter, David Kelly, Noah Taylor, Deep Roy, Annasophia Robb, Julia Winter, Joardan Fry, Philip Wiegratz
Produção: Brad Grey, Richard D. Zanuck
Roteiro: John August e Roald Dahl (romance)
Ano: 2005
Duração: 115 min.
Gênero: Fantasia / Comédia

Por algum motivo desconhecido Willy Wonka demetiu todos os seus funcionários de sua fábrica de chocolates, mas, misteriosamente, ela continuou funcionando a todo vapor. Agora o empresário propôs ao mundo que quem achar os cinco cartões dourados escondidos em cinco barras de seus chocolates, terá o direito de conhecer a fábrica por dentro, com um acompanhante. No mundo todo milhares de pessoas compram enlouquecidamente os chocolates Wonka, Charlie, no entanto, não tem dinheiro para tal regalia, eis que ele encontra o último cartão e tem a chance ir à fábrica. Agora os cinco escolhidos, todos com personalidades totalmente distintas, irão conhecer o excêntrico Willy Wonka e passarão por testes de aprovação para ver quem ganhará uma grande surpresa no final dessa visita inesquecível pelas entranhas da Fabrica de chocolates Wonka.


Na realidade só existe um gênero em que esse filme se encaixa: gênero “Tim Burton”. Um dos diretores mais conceituados da modernidade, ele é famosos por ser um homem excêntrico e nunca decepcionar em seus filmes, ainda mais quando o filme conta com a presença de Johnny Depp. Como já mencionei em críticas anteriores eis seus filmes juntos: “Edward Mãos de Tesoura” (1990); “Ed Wood” (1994); “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” (1999); “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005); “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (2007); “Alice no País das Maravilhas” (2010) e “Sombras da Noite” (que estréia esse semana). Aqui Burton muda totalmente o que se viu em 1971 no filme homônimo com Gene Wilder, Wonka é bem mais estranho, as crianças mais insuportáveis e a fábrica muito mais mágica do que se poderia esperar. As cores são, a cada tomada, mais lindas e chamativas, as edições de som e de imagem são perfeitas, o figurino “Revolução Industrial” é ótimo, e a trilha faz jus a fama de Danny Elfman, outro homem muito excêntrico, mas muito talentoso, ele e Burton também já fizeram vários filmes juntos.


Highmore, na época, era o menino prodígio do cinema, como acaba acontecendo com todos os prodígios (como Drew Berrymore e Dakota Fanning), ele não tem feito mais filmes de tanta qualidade, aqui ele é o menino Charlie, um pobre, mas gentil e generoso rapaz, o ator não precisa fazer muita coisa tendo Depp como colega de cena, mas não é nada ruim no papel. Helena Bonham Carter, esposa de Burton, é a mãe de Charlie, apesar de não aparecer muito ela faz a típica mãe: preocupada com o filho, deseja que ele seja feliz e encontre um bom caminho para seguir a vida. Willy Wonka é vivido, portanto, pelo sempre ótimo Johnny Depp, um ator que dispensa apresentações, é excelente como Willy e consegue dar vida à sua personagem como ninguém mais teria feito, arrisco dizer que esse papel foi feito exclusivamente para ele, ver as várias faces de Wonka em Depp (empresário, filho, amigo, bom moço, interesseiro) é como se o ator já tivesse tido essas experiências em sua própria vida e estivesse passando-as para a personagem.


Divertido, engraçado, espirituoso, reflexivo, historicamente importante é um filme que merece ser visto por vários motivos: conta uma bela história de amizade e conquistas pela generosidade e nos relata como era a Inglaterra na era Segunda Revolução Industrial e suas consequências para toda a população. Apesar de um roteiro um pouco fraco, e poucas atuações que merecem destaque, é um filme bem feito, criativo e muito bonito.

ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

terça-feira, 24 de abril de 2012

325. ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, de Tim Burton


Pode não ser a melhor adaptação da história, mas sem dúvida é a mais bela e tecnicamente bem feita.
Nota: 8,8


Título Original: Alice in Wonderland
Direção: Tim Burton
Elenco: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Mia Wasikowska, Anne Hathaway, Michael Sheen, Alan Rickman, Barbara Windsor, Timoty Spall, Frances de la Tour, Imelda Sataunton
Produção: Joe Roth, Jennifer Todd, Suzanne Todd, Richard D. Zanuck
Roteiro: Linda Woolverton, Lewis Carroll (romance)
Ano: 2010
Duração: 108 min.
Gênero: Fantasia

Após muitos anos Alice, agora adolescente, volta ao País das Maravilhas, o qual julgava ser um sonho. Lá ela encontra um mundo totalmente devastado pela loucura da Rainha Vermelha que insiste em ficar no trono o qual o povo acredita ser de direito de sua irmã, a Rainha Branca, o Chapeleiro Maluco a espera na companhia da Lebre de Março e Dormidongo para o chá, Absolem continua a achar uma menina estúpida, TWeedledee e Tweedledum permanecem inseparáveis e o Gato Risonho ainda ri insolentemente para tudo e todos. Mas agora Alice não é mais uma criança e tem de lidar com tarefas destinadas para uma verdadeira heroína a fim salvar toda sua utopia.


Tim Burton é um dos diretores mais loucos de todos os tempos no cinema. Além de uma lista maravilhosa de oito filmes com Johnny Depp: “Edward Mão de Tesoura” (1990); “Ed Wood” (1994); “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” (1999); “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005); “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (2007); “Alice no País das Maravilhas” (2010) e “Sombras da Noite” (previsto para 2012) ele ainda tem dois filmes com Helena Bonham Carter “Peixe Grandes E Suas Histórias Maravilhosas” (2004) e “O Planeta dos Macacos” (2001), nos filmes com Depp após 2005 ela participou de todos. Não tem como Burton ser ruim, mas aqui ele parece se perder ao tentar inovar uma história tão cultuada, a arte do filme, a edição, o som, a trilha sonora (apesar de caricata), os efeitos especiais (incluindo o 3D), o figurino e tudo o mais que compõe a estética do filme são perfeitas, mas há alguma coisa em seu enredo e na forma que ele é levado por todos que faz parecer o filme um tanto vazio e nos deixa a leve impressão de que essa adaptação era algo totalmente desnecessário.


Mas é nessa má impressão que o filme nos trás um elenco maravilhoso para deixá-lo tão agradável de ver: Mia Wasikowska é a eterna Alice, uma menina sonhadora que, como qualquer outra heroína infantil, deseja ser feliz com quem ama; Johnny Depp é o lendário Chapeleiro Maluco, mais louco do que nunca, mas também triste e desiludido com a vida; Helena Bonham Carter é a maléfica Rainha Vermelha, má e totalmente engraçada; Anne Hathway dá vida a uma Rainha Branca bela, gentil e humilde (para mim uma completa chapada); Michael Sheen é o Coelho Branco, sempre preocupado com tudo à sua volta; Stephen Fry dá “vida” a uma das criaturas mais adoradas da literatura inglesa, o Gato Risonho; Alan Rickman a Lagarta mais reflexiva da história, Absolem; Barbara Windsor empresta a voz a preguiçosa Dormidongo; Paul Whitehouse a Lebre de Março; Timoty Spall o fiel e amável cão Bayard; Imelda Staunton surge como as flores do País das Maravilhas; Frances de La Tour a iludida tia Imogene. Todos aqui parecem brincar com suas personagens de forma simples e divertida, tornando cada uma delas muito bem-vinda.


A história da menina Alice já foi vista no cinema, no teatro, na televisão e, originalmente, na literatura. Em todas as versões vemos Alice em seu suposto mundo dos sonhos, nessa representação ele é ainda mais real que em qualquer outra, e é isso que torna esse filme imperdível: quem nunca quis estar em mundo diferente do que vivemos ou qual criança passou pela mágica fase da infância sem imaginar a utopia de um mundo colorido repleto de criaturas mágicas e cheias de vida dispostas a nos proporcionar os mais diversos tipos de sentimentos? Portanto é essa toda a magia do filme, nos reportar para nossos desejos mais infantis perdidos em nossas memórias.


ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

domingo, 15 de abril de 2012

333. HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE I, de David Yates


O começo do fim é sempre mais difícil, apesar de mais entediante que a segunda parte, seguramente elas duas juntas formariam um filme perfeito para os fãns.
Nota: 9,3




Título Original: Harry Potter and the Deathly Hallows – Part I
Direção: David Yates.
Elenco:Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Alan Rickman, Bonnie Wright, Tom Felton, Maggie Smith, Jim Broadbent, Michael Gambon, John Hurt, Matthew Lewis, Julie Walters, James e Oliver Phelps,Robbie Coltrane, Emma Thompson, Gary Oldman,
Produção: David Barron, David Heyman, J. K. Rowling
Roteiro: Steve Kloves, J.K. Rowling
Duração: 146 min.
Ano: 2010
Gênero: Aventura

As primeiras cenas já nos emocionam e chocam ao mesmo tempo: o ministério enfraquecido diz estar forte; Harry vê sua única referência de família deixá-lo; Rony observa a obscuridade que o mundo vive; e Hermione, em uma cena super emocionante, faz seus pais esquecerem que ela existiu e os deixa, quem sabe, para sempre, isso tudo ao som de “The Obliviation” (referência ao feitiço usado pela menina) música composta maestrialmente por Alexander Desplat. Depois aparece o título, a música é trocada por “Snape to Malfoy Manor” e essa é a deixa para começar uma cena completa com aquele show de interpretações, entre elas Alan Rickman (Severus Snape), Ralph Fiennes (Voldemort), Helena Bohan Carter (Belatrix Lestrange), Helen McCrory (Narcisa Malfoy), Timoty Spall (Rabicho) e Jason Isaacs (Lucius Malfoy). Logo depois a música muda para “Polyjuice Potion/Hedwige’s Theme” e temos mais uma cena tão boa quanto essa, mas sem a obscuridade da Mansão Malfoy: o que restou da Ordem da Fênix buscar Harry em sua casa. Dentre os interpretes temos Robbie Coltrane (Rubeus Hagrid), Rupert Grint (Rony), Emma Watson (Hermione), Brendan Gleeson (Alastor Moody), Natalia Tena (Nynphadora Tonks), David Thewlis (Remus Lupin) e Daniel Radcliffe, e é aí que o filme realmente começa: com a fuga de Harry Potter. Agora Harry, Rony e Hermione finalmente cresceram de vez e deixam de lado a escola para correr atrás do prejuízo e ir onde for necessário para encontrar os objetos escolhidos por Voldemort para depositar partes de sua alma, as Horcrux, e destruí-las. Mas dessa vez eles terão que seguir essa jornada sozinhos.

              Para alguns,  dividir  em  dois filmes  o último livro  foi  apenas para  ganhar dois bilhões de dólares ao invés de um; se era esse o objetivo eles  conseguiram, mas se o objetivo  era deixar a  história mais  clara e   fazer  ao  menos   uma   adaptação   decente  eles  também   conseguiram.   Aqui   o   diretor  começa  a  superar  suas  expectativas, apesar de usar câmera  de  mão  em  cenas  totalmente  inapropriadas para esse  tipo de recurso, os efeitos são mais uma vez  insuperáveis e a edição é linda. Temos ainda a trilha sonora de da promessa  da  década, Alexander  Desplat, apesar  desse  filme  ser  bem  mais  tedioso  que o segundo, a melhor de todas as oito trilhas criadas para a série é essa. O filme foi indicado ao Oscar nas categorias de direção de arte e e efeitos visuais. Citar apenas algumas  cenas é praticamente  impossível, mas aqui  vão 15 delas em ordem de acontecimento que quase resumem o filme:

1.                 Hermione faz seus pais esquecerem sua existência;
2.                 Os sete Potters;
3.                 Leitura do testamento de Dumbledore (importantíssima para se entender o restante da história);

4.                 Chegada no Largo Grimaldo (casa dos Black);


5.                 Reencontro com Dobby;
6.                 Ida de Harry, Rony e Hermione ao Ministério da Magia;
7.                 Hermione descobre como destruir as Horcrux;
8.                 Harry e Hermione dançando, seguida da descoberta do Pomo de Ouro;
9.                 Passada de Harry e Hermione por Godric’s Hallow;
10.             Harry acha a espada de Godric Gryffindor e reencontra Rony;
11.             O trio visita a Xenophilius Lovegood (Hermione conta “O Conto dos Três Irmãos);
12.             Perseguição dos Comensais da Morte após visita a Lovegood (uma das mais bem gravadas de toda a série, simplesmente maravilhosa);

13.             Os três passam pela Mansão Malfoy;

14.             Mais uma importante morte para o mundo bruxo;

15.             Voldemort encontra a Varinha das Varinhas.


As grandes atuações desse filme ficam por conta dos citados nas cenas da Mansão Malfoy e na fuga de Harry, são impressionantes as melhoras de Radcliffe, Grint e, principalmente, Watson (a melhor dos três). Acompanhar uma série durante dez anos de sua vida quando você tem apenas dezesseis é algo inexplicável, “Harry Potter” faz parte de mais da metade de minha vida, e por isso fará parte dela para sempre, durante esses anos li todos os livros da série e aqueles sobre a série, assisti a todos os filmes (apenas o primeiro não foi no cinema), fiz amigos que também gostavam da história e, hoje posso dizer, escrevi sobre todos eles. Ver o fim de uma saga tão importante é ótimo e terrível ao mesmo tempo, quando os livros terminaram nos apegamos aos filmes, e agora nos resta reler e rever, no entanto podemos ficar felizes e satisfeitos vendo que ao menos o desfecho dessa série foi feito com tanta dedicação para se tornar indiscutivelmente épico, afinal, como já disse, assim como o amor de Snape por Lily, essa série é permanecerá em nossas mentes e corações para sempre.


Para finalizar as críticas de todos os filmes da série, um momento de nostalgia para todos os fãs dessa Saga inesquecível. As críticas dos oito filmes podem ser conferidas aqui no blog...
Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte II

NOX...

ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

Poderá gostar também de: