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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

024. (ESPECIAL OSCAR 2014) PHILOMENA, de Stephen Frears

Tocante, realista, sensível. O filme mais emocionante do ano.
Nota: 9,0



Título Original: Philomena
Direção: Stephen Frears
Elenco: Judi Dench, Steve Coogan, Sophie Kennedy Clark, Mare Winningham, Barbara Jefford, Ruth McCabe, Peter Hermann, Sean Mahon, Anna Maxewell Martin, Michelle Fairley, Amy McAllister, Charlie Murphy, Cathy Belton
Produção: Steve Coogan, Tracey Seaward, Gabrielle Tana
Roteiro: Steve Coogan, Jeff Pope e Martin Sixsmith (livro)
Ano: 2013
Duração: 98 min.
Gênero: Drama / Biografia

Philome Lee tinha 18 anos, encantou-se com um homem em uma feira e acabou se entregando a ele. Dessa paixão momentânea, nasceu Anthony. Entretanto, a Irlanda católica da década de 1940 jamais permitiria que uma jovem solteira tivesse seu filho e o criasse sozinha. Sendo assim, Philomenta teve de se conformar em ver seu filho levado para longe aos três anos de idade. O tempo passou e, quando Anthony completaria 50 anos, Philomena contou a filha – que teve em um casamento posteriror – sobre o irmão. Jane Libberton resolveu ajudar a mãe, contatando diversas pessoas e descobrindo sobre o paradeiro e a morte do irmão. Com a ajuda do Martin Sixsmith, Philomena encontrou pessoas que conheceram o filho e que estiveram ao seu lado. Hoje, Philomena está com 80 anos, criou uma entidade que visa facilitar  o encontro entre famílias separadas por adoções forçadas, foi recebida pelo Papa Francisco e afirma que essa história não é apenas sua, é de centenas de outras mães também.

A atriz Judi Dench e a verdadeira Philomena Lee
No filme, Philomena se emociona ao lembrar que seu filho estaria completando 50 anos ao seu lado se não tivesse sido levado à força. Relembra o parto difícil e a crueldade das freiras que não permitiam que visse Anthony com frequência e que sempre se negaram a dar informações sobre a criança. Nesse contexto, Philomena conta à filha toda a verdade. Em uma festa, Jane ouve sobre o desejo de Martin se tornar escritor e conta a história da mãe. Ele, jornalista decadente e passando por vários problemas no trabalho, após relutar um pouco, resolver ajudar Philomena. Juntos, partem em busca de Anthony, indo até o convento onde Philomena deu à luz, atravessando o Oceano Atlântico até os EUA e voltando para casa com a verdade nas mãos e uma história a ser divulgada.

O verdadeiro Martin Sixsmith e o ator Steve Coogan
Philomena, quando jovem, foi obrigada a permanecer no convento onde teve Anthony. Lá, após o parto complicado, ela trabalhou para “pagar” a dívida com as freiras por elas ter “acolhido” ela e seu filho. Claro que, assim como as outras jovens que moravam no convento, Philomena passava por momentos aterradores. As freiras alegavam que tudo aquilo era devido ao fato de elas terem se entregue aos prazeres mundanos da carne. Depois que Anthony foi levado, Philomena sanou sua dívida e foi embora. Anos mais tarde, voltou ao convento pedindo por informações. As freiras inventavam desculpas e chegaram a alegar que um incêndio destruiu todos os documentos que podiam levá-la a qualquer informação. Entretanto, na realidade, foi uma freira que contou tudo à Philomena. Jane colocou a mãe em contato com a mulher, que tinha acesso aos documentos de adoção, e a mesma revelou o que havia acontecido a Anthony, que recebeu o nome de Michael Hess. Mesmo com as atrocidades cometidas pelas freiras, é necessário lembrar que não podemos julgá-las por seus atos. O que elas fizeram foi culpa do sistema, foi culpa de uma Igreja antiquada e mercenária (no filme, chegam a acusá-las de terem vendido as crianças). E Philomena nos lembra da inocência das mulheres durante o longa. Nos Estados Unidos, Philomena foi guiada por Martin – essa informação revelada no filme é verdadeira, foi o jornalista que levou Philomena até lá, mas ela já sabia o que havia acontecido ao filho. Na América, ela conversa com uma mulher com quem o filho trabalhou; com Mary, filha da melhor amiga de Philomena na época do convento, que foi adotada junto com Anthony; e com o companheiro de Anthony, Pete Olsson, com quem Anthony viveu até morrer. Revelar informações como essas, sobre a sexualidade de Anthony, sobre a morte do rapaz ou sobre ele ter sido uma figura importante para o Partido Republicano, chegando a trabalhar diretamente com Ronald Reagan e George Bush (pai).


Stephen Frears foi indicado duas vezes ao Oscar como melhor diretor. Uma delas, foi por seu trabalho magnífico no filme “A Rainha” (2006), um dos longas baseados em fatos reais mais inspiradores, emblemáticos e bem produzidos dos últimos anos. Em termos de comparação, é bom lembrar que, além da direção, são os mesmos os responsáveis pela produção de design, pela trilha sonora e pelo figurino em ambas as produções. Sendo assim, e sabendo que ambos são baseados em fatos sobre pessoas muito inglesas (no caso de Philomena, ela se mudou cedo para a Inglaterra), é inevitável que um filme não lembre um pouco o outro. Como Frears fez no filme sobre a monarca, em “Philomena” temos cenas feitas para o filme e outras que foram coletadas em arquivos de mídia e arquivos pessoais. Outras, ainda, foram gravadas como se fossem recordações feitas em família ou coisas do tipo. Outra relação que podemos traçar sobre os dois filmes, é a forma firme como as protagonistas são mostradas pelo diretor. Mesmo assim, Frears ainda consegue humanizá-las em todos os sentidos, escolhendo ângulos e momentos que mostram, com perfeição, os sentimentos das personagens apenas por suas feições. Frears ainda sabe usar os cenários que lhe são dispostos com sabedoria impressionante, aproveitando os ambientes ingleses e irlandeses e os contrapondo com os americanos, explorando os ambientes sossegados sacros e os contrapondo com bares e restaurantes agitados. A adaptação de Coogan e Pope do livro de Sixsmith, “The Lost Child of Philomena Lee”, é algo belíssimo. Não compreendo ao certo o por que da mudança de ser Sixsmith a estar ao lado de Philomena sempre, mas admito que a construção da relação dessas pessoas tão diferentes é o que há de mais incrível no longa. O roteiro, ainda, desenvolve tudo com tanta humanidade e emoção que saber revelações como as que citei no parágrafo acima jamais será um incômodo, pois, como vemos em poucos filmes, o que interessa é a forma como a história se desenvolve, e não como termina.


Judi Dench é uma das grandes damas da Sétima Arte. Ela já foi indicada a 26 prêmios BAFTA, o Oscar inglês, pelo qual foi homenageada em 2001 por sua contribuição como atriz. A Philomena apresentada por Dench é humana, inteligente, educada, simpática, atenciosa e amável. É impossível não se apaixonar por essa mulher que procura por seu filho, e devemos isso mais à interpretação da atriz e ao contexto do filme. Judi não é indiferente demais, nem exagerada demais, sua interpretação está no meio termo, vem na medida certa, oscilando entre cenas emocionante e cenas cômicas. É sua a responsabilidade, também, de retratar como essa velha mulher está cansada de julgar ou ser julgada, mostrando que a fé em Deus é muito mais importante que acreditar ou não no que a Igreja prega. Mesmo tento sofrido com o catolicismo e suas regras loucas, a Philomena de Dench crê em Deus e sabe que somente ele poderá levá-la até seu filho. Ao lado da atriz está Steve Coogan, em uma interpretação simples, mas muito boa. Como Sixsmith, Coogan traz um homem que já teve momentos de glória como jornalista, mas que agora está por baixo. Entretanto, o mais interessante da atução é ver como o personagem se cativa por Philomena e se torna seu amigo, vivendo o drama da irlandesa e tornando a história e a busca dela seu objetivo de vida. Sophie Kennedy Clark deve ser destacada vivendo Philomena jovem, trazendo uma interpretação forte e tocante de uma mãe que perde o filho por um sistema terrível ao qual teve de se expor. Além dela, outro destaque é Barbara Jefford, que vive a Irmã Hildegarge, o destaque se deve à cena em que deixa claro por que foi cruel e manteve Philomena e Anthony afastados todos aqueles anos, mesmo podendo uní-los novamente. Ademais, o elenco é completo por Sean Mahon, o Anthony adulto, Peter Hermann, que vive Pete Olsson, Anna Maxwell como a filha de Philomena e Michelle Fairley, a nada sentimental Sally Mitchell, editora de Sixsmith.


As indicações ao Oscar são merecidas e em categorias importantes. A primeira, e a maior surpresa entre todos, é como melhor filme. Acho que foi mais a emoção e a influência de Hervey Weinstein que trouxeram essa indicação ao filme, mas é bom ver que os membros da academia se curvaram a um filmes simples, bonito, inteligente e emocionante como esse. Apesar de tudo, o filme não tem chances de levar a estatueta, que mostra-se cada vez mais dividida entre “Gravidade” e “12 Anos de Escravidão”. Judi Dench, merecidamente, está indicada como melhor atriz. Indicada pela segunda vez ao lado de Meryl Streep, ao que tudo indica, sairá perdendo para Cate Blanchett, com quem contracenou no maravilhoso “Notas Sobre um Escândalo” (2006). É lamentável, ver uma atriz como Dench ter tão poucas indicações ao Oscar (são apenas sete em toda a carreira), mas é louvável assistir a cada um de seus filmes e conferir sempre atuações ótimas. Dench não sairá como vencedora, até por que, a interpretação de Blanchett é a melhor do ano, mas isso não signifca, em nenhuma hipótese, que sua atuação não seja uma das melhores de 2013. O trabalho de Coogan e Pope é indicado como melhor roteiro adaptado. Apesar de o prêmio estar entre “12 Anos de Escravidão” e “Capitão Phillips”, é um fato que “Philomena” tem um roteiro maravilhoso, que se sustenta do começo ao fim sem se tornar chato, a melancolia e o humor (o melhor do humor inglês) se misturam e estão sempre em quatidade precisa e suficiente. Como Billy Ray e “Capitão Phillips”, Coogan e Pope não perdem a linha em nenhum momento e proporcionam o segundo melhor roteiro adaptado do ano (perdendo apenas para a história de “Phillips”). Por fim, a trilha sonora de Alexandre Desplat é indicada como melhor trilha sonora original. Apesar de ser um trabalho belíssimo que completa o filme com perfeição, não será dessa vez que o compositor será consagrado pela academia. Mas afirmo: se não fosse pelo trabalho impecável de Steven Price em “Gravidade”, “Philomena” seria melhor trilha sonora do ano.



Apesar de ser um grande filme, lamento dizer que “Philomena” terá de se contentar apenas com as indicações ao Oscar. Recebido pelo público e pela crítica de braços abertos, o filme cativa e emociona, não sentir pena da protagonista é impossével, não julgar a Igreja Católica no princípio é burrice. Todavia, deixar de entender as mensagens do filme é algo mais estúpido ainda. Como já disse, muitos dos filmes da temporada de premiações de 2013 não trazem mensagens, apenas estão aí para trazer o melhor da sétima arte. “Philomena” é um filme que ganha pontos por uma direção forte, um roteiro tocante, interpretações realistas, uma trilha sonora perfeita para o longa e uma fotografia ótima, mas se torna um dos melhores filmes do ano por outros motivos. “Philomena” trás o melhor do ser humano: gentileza, humor, sensibilidade, humanidade e persistência. Além disso, expõe a realidade sem medo, traz em questão as adoções forçadas que ocorreram até a década de 1960 na Irlanda e alertam para esse absurdo. E se mais pessoas se motivaram pela força e persistência de Philomena, então toda essa produção já terá valido a pena.
VENCEDORES DO CÍRCULO DE CRÍTICOS DE FILME DE VANCOUVER
Melhor Filme: 12 Anos de Escravidão
Melhor Direção: Alfonso Cuarón, por Gravidade
Melhor Ator: Oscar Isaac, por Inside Llewyn Davis
Melhor Atriz: Cate Blanchett, por Blue Jasmine
Melhor Ator Coadjuvante: Jared Leto, por Clube de Compras Dallas
Melhor Atriz Coadjuvante: Jennifer Lawrence, por Trapaça
Melhor Filme Estrangeiro: A Caça
Melhor Documentário: The Act of Killing
VENCEDORES DO PRÊMIO DO CÍRCULO DE CRÍTICOS DE FILME DO OKLAHOMA
Melhor Filme: Ela
Melhor Direção: Alfonso Cuarón, por Gravidade
Melhor Ator: Chiwetel Ejiofor, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Atriz: Cate Blanchett, por Blue Jasmine
Melhor Ator Coadjuvante: Jared Leto, por Clube de Compras Dallas
Melhor Atriz Coadjuvante: Jennifer Lawrence, por Trapaça
Melhor Roteiro Adaptado: Spike Jonze, por Ela
Melhor Roteiro Original: John Riley, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Filme Estrangeiro: A Caça
Melhor Filme de Animação: Frozen: Uma Aventura Congelante

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

141. CHEGADAS E PARTIDAS, de Lasse Hallström


Manchete: Filme essencial sobre superação, com Kevin Spacey, Julianne Moore e Judi Dench
Nota: 8,6



Título Original: The Shipping News
Direção: Lasse Hallström
Elenco: Kevin Spacey, Julianne Moore, Judi Dench, Cate Blanchett, Pete Postlethwaite, Scott Glenn, Rhys Ifans, Gordon Pinsent
Produção: Rob Cowan, Linda Goldstein Knowlton, Leslie Holleran, Irwin Winkler, Bob Weinstein, Harvey Weinstein
Roteiro: Robert Nelson Jacobs e Annie Proulx (romance)
Ano: 2001
Duração:  111 min.
Gênero: Drama / Comédia

Quoyle é um homem trabalhador que dá um duro na vida para conciliar a educação que deve dar à sua filha com o relacionamento terrível com sua esposa, Petal. Quando seu pai, com quem ele se dava terrivelmente mau, e sua mãe morrem, sua esposa aproveita para fugir com a filha do casal, mas logo é a vez de Petal encontrar seu fim e Quoyle fica com a garota. Em meio a toda essa confusão, surge a meia tia de Quoyle, irmã de seu pai, a qual Quoyle nem conhecia, e acaba convidando ele e a filha para voltarem para as origens da família: um vilarejo no meio do nada em Newfoundland. Uma vez lá, pai e filha descobrirão uma vida nova que os aguarda pautada no legado deixado por seus ancestrais que ali viveram.


O sueco Lasse Hallström tornou-se conhecido e respeitado no cinema pelo longa “Minha Vida de Cachorro” (1985), ainda dirigiu Johnny Depp e Leonardo Di Caprio em “Gilbert Grape – Aprendiz de um Sonhador” (1993), mas foi apenas em 2000 que se tornou popular no mundo todo com o filme “Chocolate”, que conta com Juliette Binoche, Depp e a própria Judi Dench com o qual agradou o público, a crítica e premiações mundo à fora. Apesar da simplicidade com a qual o diretor trata o filme, ele tem ao seu lado a exuberância das locações onde o longa foi feito e um roteiro maravilhoso. Aliás, a roteiro é baseado no romance de Annie Proulx ( a mesma do conto que deu origem ao filme “O Segredo de Brokeback Mountain”, 2005, dirigido por Ang Lee), e o roteirista é Robert Nelson Jacobs, o curioso acerca do roteirista é que seus trabalhos foram sempre destinados ao público infantil, mas ao lado de Hollström ele se transforma e nos presenteia com roteiros fantásticos: tanto em “Chocolate”, quanto em “Chegadas e Partidas” temos histórias que nos fazem pensar em dezenas de escolhas e costumes morais que seguimos apenas por que estamos acomodados a eles.


Kevin Spacey dá vida ao estranho Quoyle, um homem de bem com a vida, mas um tanto idiota e submisso demais para o mundo terrível em que vivemos, talvez por isso seja tão bom e gratificante para a personagem ir para um lugar totalmente novo: mostrar como pode ser útil e aprender um pouco sobre o passado de sua família para entender o presente e melhorar o futuro. Julianne Moore, como sempre excelente, é a recatada Wavey Prowse, uma mulher que ficou sozinha com o filho deficiente quando o marido morreu em um acidente de barco (aliás, essa é a única forma que o povo da nova cidade de Quoyle sabe viver, dos frutos advindos do mar), mas que parece estar esperando não pelo milagre da volta do marido, e sim pelo milagre do aparecimento de um homem verdadeiramente bom que mude tudo ao seu redor. Judi Dench dispensa apresentações ou elogios para exaltar sua capacidade em interpretar qualquer personagem que lhe for proposto, aqui ela não tem nada de muito diferente de qualquer mulher comum, a não ser por um pequeno detalhe sem relevância alguma, o fato é que sua personagem carrega dúvidas, problemas e segredos que a idade insiste em manter e é aí que está a genialidade da atriz: não deixar transparecer nada até que lhe seja imposto revelar o que ela esconde sobre o passado.


“Chegadas e Partidas” é aquele tipo de filme que reafirma a frase proposta pelos filósofos: nunca podemos entrar em um mesmo rio duas vezes, afinal, após sairmos dele uma vez a correnteza passará, levando impurezas, seres vivos e, principalmente, a água. Da mesma forma acontece com a vida: as mudanças nos proporcionam a troca de centenas de sentimentos e pessoas em nossa vida. Logo, podemos concluir que a vida é um eterno vem-e-vai, de chegadas e partidas.
CONFIRA: INDICADOS AO BAFTA 2013, o Oscar dos Britânicos:

Melhor Filme
Argo
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln
A Hora Mais Escura

Melhor Diretor
Michael Haneke - Amour
Ben Affleck - Argo
Quentin Tarantino - Django Livre
Ang Lee - As Aventuras de Pi
Kathryn Bigelow - A Hora Mais Escura

Melhor Ator
Ben Affleck - Argo
Bradley Cooper - O Lado Bom da Vida
Daniel Day-Lewis - Lincoln
Hugh Jackman - Os Miseráveis
Joaquin Phoenix - O Mestre

Melhor Atriz
Emmanuellle Riva - Amour
Helen Mirren - Hitchcock
Jennifer Lawrence - O Lado Bom da Vida
Jessica Chastain - A Hora Mais Escura
Marion Cotillard - Ferrugem e Osso

Melhor Ator Coadjuvante
Alan Arkin - Argo
Christoph Waltz - Django Livre
Javier Bardem - 007 - Operação Skyfall
Philip Seymour Hoffman - O Mestre
Tommy Lee Jones - Lincoln

Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams - O Mestre
Anne Hathaway - Os Miseráveis
Helen Hunt - As Sessões
Judi Dench - 007 - Operação Skyfall
Sally Field - Lincoln

Melhor Atriz/Ator em Ascensão
Elizabeth Olsen
Andrea Riseborough
Suraj Sharma
Juno Temple
Alicia Vikander
Melhor Filme Britânico
Anna Karenina
O Exótico Hotel Marigold
Os Miseráveis
Sete Psicopatas e um Shih Tzu
007 - Operação Skyfall

Melhor Filme Britânico de Estreia de um Roteirista, Diretor ou Produtor
The Imposter - Bart Layton (diretor), Dimitri Doganis (produtor)
McCullin - David Morris (direror), Jacqui Morris (diretor/produtor)
Wild Bill - Dexter Fletcher (diretor/ roteirista), Danny King (roteirista)
Os Muppets - James Bobin (diretor)
I am Nasrine - Tina Gharavi (diretora/ roteirista)

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Amour (Áustria)
Headhunters (Noruega)
A Caça (Dinamarca)
Ferrugem e Osso (França)
Intocáveis (França)

Melhor Longa Animado
Valente
Frankenweenie
ParaNorman

Melhor Roteiro Original
Michael Haneke - Amour
Quentin Tarantino - Django Livre
Paul Thomas Anderson - O Mestre
Wes Anderson, Roman Coppola - Moonrise Kingdom
Mark Boal - A Hora Mais Escura

Melhor Roteiro Adaptado
Chris Terrio - Argo
Lucy Alibar, Benh Zeitlin - Indomável Sonhadora
David Magee - As Aventuras de Pi
Tony Kushner - Lincoln
David O. Russell - O Lado Bom da Vida

Melhor Trilha Sonora Original
Dario Marianelli - Anna Karenina
Alexandre Desplat - Argo
Mychael Danna - As Aventuras de Pi
John Williams - Lincoln
Thomas Newman - 007 - Operação Skyfall

Melhor Fotografia
Anna Karenina
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln
007 - Operação Skyfall

Melhor Edição
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
007 - Operação Skyfall
A Hora Mais Escura

Melhor Design de Produção
Anna Karenina
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln
007 - Operação Skyfall

Melhor Figurino
Anna Karenina
Grandes Esperanças
Os Miseráveis
Lincoln
Branca de Neve e o Caçador

Melhor Som
Django Livre
O Hobbit - Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
007 - Operação Skyfall

Melhores Efeitos Visuais
Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge
O Hobbit - Uma Jornada Inesperada
As Aventuras de Pi
Os Vingadores
Prometheus

Melhor Maquiagem
Anna Karenina
Hitchcock
O Hobbit - Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis
Lincoln

Melhor Curta Animado
Here to Fall
I'm Fine Thanks
The Making of Longbird

Melhor Curta
The Curse
Good Night
Swimmer
Tumult
The Voorman Problem

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

149. J. EDGAR, de Clint Eastwood


A interpretação da vida de uma das figuras mais poderosas e enigmáticas da história do EUA não poderia ser mais neutra.
Nota: 9,0


Título Original: J. Edgar
Direção: Clint Eastwood
Elenco: Leonardo DiCaprio, Armie Hammer, Naomi Watts, Judi Dench, Josh Hamilton, Geoff Pierson, Cheryl Lawson, David A. Cooper, Ed Westwick, Kelly Lester, Jack Donner
Produção: Clint Eastwood, Brian Grazer e Robert Lorenz
Roteiro: Dustin Lance Black
Ano: 2011
Duração: 137 min.
Gênero: Biografia / Drama

John Edgar Hoover nasceu no primeiro dia do ano de 1895. Aos 22 se formou em direito e foi trabalhar no Departamento de Justiça dos Estados Unidos (já havia criado um “banco de dados” para organizar a Biblioteca do Congresso Americano). Em seu primeiro trabalho importante no departamento, foi designado para investigar e terminar com as “farras” dos arruaceiros que dominavam o início da década de 1920. Em 1924, Hoover se tornou Diretor do Departamento, mas percebeu uma deficiência em relação as investigações serem demasiadamente fracas, para melhorar isso, criou o que conhecemos como o FBI atual. Durante os 48 anos de seu mandato, Hoover viu oito presidentes assumirem os EUA, desde Calvin Coolidge, até seu amigo Richard Nixon. John Edgar Hoover morreu em 1972, aos 77 anos de idade.


No filme, vemos praticamente toda a vida de Hoover, destacando-se o tempo em que esteve no comando do FBI. Durante quase toda sua vida profissional, duas pessoas estiveram ao seu lado: Helen Gandy, sua secretária e única amiga; e Clyde Tolson, o advogado com quem, supostamente, Hoover dividiu toda sua vida – sim, o Diretor do FBI foi suspeito de ser homossexual a vida toda. Além disso, temos a relação de Hoover com sua mãe, Annie, uma mulher que amava o filho, mas, acima de tudo, queria preservar sua imagem para que ele não perdesse sua posição social. Por fim, ainda assistimos a ascensão de Hoover e do FBI, com a perseguição de grandes bandidos da época, e sua “queda”, quando se tornou um peso para o Estado e começou a ser desinteressante para o presidente.


Conseguir a proeza de realizar uma produção sobre um homem tão controverso como Edgar Hoover, e permanecer neutro, sem julgar ou apontar apenas os erros de tal personagem, é uma tarefa árdua e que só poderia ser feita com tamanha perfeição por um diretor: Clint Eastwood. Os motivos para toda essa dificuldade são claros: Hoover era homossexual (ao menos é o que o filme mostra, que fique claro; com toda a naturalidade e respeito do mundo), o que, para a época e devido a sua posição no FBI, era algo inaceitável; ele era maçom, o que já o torna suspeito de diversas coisas; ele guardou arquivos confidencias sobre todos os presidentes, pessoas relacionadas a eles e outras figuras importantes que surgiram nos EUA durante a época em que comandou o Departamento; lutou contra Martin Luther King e, como sua mãe, teve preconceito durante anos; não admitia ninguém que não fosse no mínimo perfeito para ingressar em seus grupos de investigação e permaneceu solteiro toda a vida. Escrevendo essa crítica já me sinto julgando o homem, imagine fazer um filme de aproximadamente duas horas sem cair no mesmo erro. Pois bem, Eastwood consegue, e, ainda por cima, se aventura compondo a trilha sonora do longa. Apesar da beleza da fotografia do filme, do figurino, da edição, do som e do roteiro que tinha tudo para ser mais que monótono, existe um problema terrível (literalmente) no longa, sobre o qual não posso me dar ao luxo de deixar de falar: a maquiagem de  um grupo imenso de profissionais. Não há como explicar o quanto a caracterização de Leonardo DiCaprio ficou semelhante ao próprio Hoover, mas parece que colocaram nele uma máscara que, enquanto secava, ficou toda rachada, pior ainda é quando vemos, pela primeira vez, Armie Hammer caracterizado como o Tolson idoso.


Apesar da maquiagem péssima, entretanto, a atuação de DiCaprio, tanto no Hoover jovem, quanto no idoso, ou em qualquer idade, faz com que quase esqueçamos das imperfeições da equipe técnica, não que essa seja a melhor atuação do ator, mas é, sem dúvida alguma, ótima, pois ele nos trás os trejeitos da personagem e consegue ser ora o homem forte e inexpugnável, ora o velhinho indefeso e confuso sobre tudo o que realizou em sua vida. Armie Hammer demonstrou, desde “A Rede Social”, onde viveu os gêmeos Winflevoss, que é um dos melhores atores de sua idade hoje, como Tolson ele é o único da dupla que aceita a homossexualidade e tenta lutar pelo amor das personagens, mas sem deixar com que os outros vejam sua opção de forma totalmente nítida, e é nessa tentativa e na necessidade de Tolson permanecer sempre ao lado do homem que ama, que Hammer tem, mais uma vez, um triunfo como coadjuvante – espero por um papel de nível de protagonista para ver se ele terá o mesmo desempenho. Para fechar o trio, está Naomi Watts, em uma interpretação pra lá de surpreendente da secretária Helen Gandy, uma mulher disposta a deixar a vida de lado e seguir em frente para ter o sucesso profissional que acha digno de qualquer ser do sexo feminino, em uma das melhores cenas do filme, ela recebe a notícia da morte de Hoover, tranca o escritório e, antes mesmo de fazer qualquer ligação, destrói todos os arquivos confidenciais sobre os presidentes e as personalidades (isso tudo atendendo a um pedido do amigo e chefe de uma vida). Por fim, a atuação de Judi Dench é, como qualquer outra interpretação da atriz, um assombro, ela é firme e não deixa todos os seus sentimentos transparecerem - curiosamente, essa personagem tem muito da M feita por Dench na franquia 007, o que não significa, absolutamente, que a atriz faça algo se quer parecido nesse filme, muito pelo contrário, provando, mais uma vez, sua habilidade incomparável de encarar qualquer personagem, mesmo no auge de seu 78 anos.


Mais uma vez, além da confirmação de que Judi Dench é perfeita em qualquer papel que ela aceitar, temos a confirmação de que não importa o que seja dado a ele, sendo Clint Eastwood, jamais será menos que ótimo. Além disso, como já apontei, Eastwood consegue ser imparcial de uma forma inacreditável, sem julgar ou apontar os problemas acerca de Hoover, um homem imprevisível que jamais deixou as características que formaram sua identidade se tornarem proeminentes, sendo um homem reservado e muito conservador (apesar da sexualidade). Além da maquiagem, entretanto, parece que falta alguma coisinha essencial nessa produção, aquele tipo de coisa que não conseguimos identificar, sendo assim, nos resta a conformidade de que amamos tudo o que Eastwood faz e rever o filme para tentar encontrar o problema, e, tentar, mesmo que em vão, compreender a mente de John Edgar Hoover.

NA ESQUERDA, OS VERDADEIROS HOOVER E TOLSON.
 NA DIREITA, A ESPANTOSA (NO SENTIDO LITERAL DA PALAVRA) CARACTERIZAÇÃO DOS ATORES.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

152. (ESPECIAL OSCAR 2013) 007 – OPERAÇÃO SKYFALL, de Sam Mendes

Se formos presenteados com produções tão fantásticas quanto essa, que venham mais 22 filmes, que venham mais 50 anos, que venham mais James Bonds.
Nota: 9,6


Título Original: Skyfall
Direção: Sam Mendes
Elenco: Daniel Craig, Judi Dench, Javier Bardem, Ralph Fiennes, Naomie Harris, Bérénice MarloheAlbert Finney, Ben Whishaw, Rory Kinner, Ola Rapace, Helen McCrory
Produção: Barbara Broccoli, Michael G. Wilson
Roteiro: John Logan, Neal Purvis, Robert Wade e Ian Fleming
Ano: 2012
Duração: 148 min.
Gênero: Ação / Thriller / Aventura

O agente 007 é dado como morto em uma missão, sua pretensão é a mais óbvia: sumir sem deixar rastros e viver seus dias em algum lugar paradisíaco. Todavia, ataques misteriosos colocam a vida de todos os seus colegas em risco, dessa forma, Bond se sente pressionado  a voltar e fazer seu papel de forma rápida e eficiente. O problema é que quem está por trás de tudo é um ex-agente do comando MI6, disposto a tudo pelo enrugado pescoço de ninguém mais, ninguém menos que a enigmática M.
Sam Mendes é, sem dúvida, um dos diretores mais surpreendentes e geniais em atividade. Apesar de possuir apenas seis títulos no cinema, desde seu primeiro filme, Beleza Americana (1999), até aqui, nenhum deles decepciona. Comentar seu estupendo trabalho nessa crítica talvez seja o mais difícil de ser realizado hoje, pois bem, vamos por partes. A abertura é, sem mais delongas, perfeita, além de imagens que fazem referências a vários outros filmes do agente, somos presenteados com a interpretação de Adele na música “Skyfall”, que, por sua letra já indica despedidas emocionantes. O restante da trilha sonora é composta por Thomas Newman, autor de dezena de trilhas conhecidas e apreciadas pela crítica e pelo público, dentre elas, acredito que se destaque “Procurando Nemo” (2003), para “007”, ele nos apresenta um trabalho magnífico e quase impecável, trazendo diversas referências ao conhecido tema do agente e aos demais filmes da franquia. Além disso, é impossível deixar de citar a beleza da fotografia do filme, os figurinos exuberantes e a maquiagem impecável responsável pela caracterização, sobretudo, de Javier Bardem. Dessa forma, digam o que quiserem de Craig (que subiu muito no meu conceito), digam o que quiserem de Adele cantando no filme (para mim, a melhor aquisição de Mendes), digam o que quiserem a respeito das indiretas homossexuais (que não foram nada absurdas), e digam o que quiserem sobre as mortes do filme (a única coisa que não gostei, mas ainda tenho minhas dúvidas quanto suas veracidades), o fato é que, 007 só tem a melhorar, e está melhorando a cada filme.


Com esse longa, confirmo: o problema de Daniel Craig é, justamente, o diretor com quem ele trabalha. O ator demonstra, como o fez em “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2011, dirigido pelo mestre David Fincher) e contra todas as expectativas, que pode ser um excelente intérprete na pele de James Bond, apesar das feições ora engraçadas, ora grotescas, Craig se torna um 007 quase perfeito, sendo firme, decidido e emocionante quando necessário; nesse contexto, verificamos o crescimento tanto de Craig, quanto o amadurecimento de James Bond, e junto disso, obviamente, somos expostos a dezenas de dúvidas e problemas relacionado a idade. Javier Bardem, assim como Adele, é um presente de valor inestimável oferecido pela trama, sarcástico, imprudente e desinteressado nas consequências de seus atos, é um vilão que lembra muito o Coringa de Heath Ledger, o que significa um elogio pra lá de bem vindo, sem perder sua originalidade. Não posso deixar de comentar a tão falada cena em que Barden insinua uma atividade homossexual com Craig alegando que tudo tem uma primeira vez na vida, ao passo que este responde: “O que o faz pensar que essa é minha primeira vez?”, a ambiguidade da fala de Craig (primeira vez no sexo homo ou como agente em missão), gerou um dos maiores comentários do ano, especialmente ente os conservadores. Ralph Fiennes é uma agradável surpresa no elenco, como uma personagem que parece ser meio definitiva, ele é o chefe de Segurança Internacional da Inglaterra, e é ele que tem de lidar com os problemas advindos dos assassinatos e atentados causados pelo vilão, para mim, a personagem é muito mais do que parece, fica a dica. Apesar da excelência desses três atores e das belas “bondgirls” da vez (Naomie Harris e Bérénice Malohe), é a matriarca que realmente interessa nessa sequência. Judi Dench é a insuperável M, que sofre ao saber dos planos do antigo agente, mas que permanece fria e convicta quando ordena que a arma seja disparada mesmo que a vida de Bond esteja em jogo, sendo assim, mesmo que a atuação de Bardem se sobre saia a dezenas de outras personagens coadjuvantes do ano, é inegável: Dench jamais será superada enquanto M viver.
Após 22 filmes, seis diferentes James Bond (e põe diferentes nisso), mais de uma dezena de diretores e inúmeros roteiristas, finalmente as aventuras do agente 007 completam 50 anos, e como era de se esperar, em grande estilo temos uma das produções mais bem realizadas da história. Pode até ser que Craig não seja o melhor James Bond entre todos, mas sem dúvida, a genialidade de Sam Mendes torna o filme uma obra quase impecável. A missão de Bond, portanto, fica bem além de divertir, o propósito de todo o filme – e isso inclui cada personagem e cada cena- é, justamente, o de indagar ao espectador o quanto podemos nos sentir seguros, afinal, até mesmo grandes personagens de nossa história atual – aqui representados por M, que, aliás, não é humanizada em momento algum como algumas pessoas vem apontando – correm perigo o tempo todo. Portanto, o quanto você está protegido? E o que você acha que deve ser feito para que essa situação seja melhorada? Enquanto pensa em tudo o que esse filme nos faz refletir, corre até a locadora mais próxima – e bem equipada- e divirta-se, e pense com James Bond e seus 22 filmes, até que uma próxima produção seja lançada, afinal, somos lembrados no final do filme que esse não é o fim, afinal, “James Bond will be back”.

A SEGUIR, PARA FECHAR O ESPECIAL "50 ANOS DE JAMES BOND NO CINEMA" A RELAÇÃO DOS FILMES E DOS ATORES QUE INTERPRETARAM O AGENTE 007:













COMO ÚLTIMA HOMENAGEM, O PRIMEIRO JAMES BOND DA HISTÓRIA (SEAN CONNERY) AO LADO DO CRIADOR DO PERSONAGEM (IAN FLEMING):


ESPECIAL TEMPORADA DE PREMIAÇÕES 2013
INDICADOS AO GLOBO DE OURO


Melhor Filme (Drama)
Argo
Lincoln

A Hora Mais Escura

Django Livre

As Aventuras de Pi


Melhor Filme (Comédia/Musical)

Os Miseráveis

O Exótico Hotel Marigold

Moonrise Kingdom

O Lado Bom da Vida

Amor Impossível


Melhor Diretor

Ben Affleck (Argo)

Kathryn Bigelow (A Hora Mais Escura)

Steven Spielberg (Lincoln)

Quentin Tarantino (Django Livre)

Ang Lee (As Aventuras de Pi)


Melhor Ator (Drama)

Daniel Day-Lewis (Lincoln)

Joaquin Phoenix (O Mestre)

Denzel Washington (O Voo)

Richard Gere (A Negociação)

John Hawkes (As Sessões)


Melhor Ator (Comédia/Musical)
Bradley Cooper (O Lado Bom da Vida)
Bill Murray(Um Fim de Semana em Hyde Park)
Hugh Jackman (Os Miseráveis)
Jack Black(Bernie)
Ewan McGregor (Amor Impossível)
Melhor Atriz (Drama)
Marion Cotillard (Ferrugem e Osso)
Jessica Chastain (A Hora Mais Escura)
Helen Mirren (Hitchcock)
Naomi Watts (O Impossível)
Rachel Weisz (The Deep Blue Sea)


Melhor Atriz (Comédia/Musical)

Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)

Judi Dench (O Exótico Hotel Marigold)

Maggie Smith (Quartet)

Emile Blunt (Amor Impossível)

Meryl Streep (Um Divã Para Dois)


Melhor Ator Coadjuvante

Robert De Niro (O Lado Bom da Vida)

Christoph Waltz (Django Livre)

Tommy Lee Jones (Lincoln)

Leonardo DiCaprio (Django Livre)

Alan Arkin (Argo)



Melhor Atriz Coadjuvante

Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Amy Adams (O Mestre)
Sally Field (Lincoln)
Helen Hunt (As Sessões)
Nicole Kidman (The Paperboy)


Melhor Roteiro

Argo

Django Livre

A Hora Mais Escura

O Lado Bom da Vida

Lincoln



Melhor Filme em Língua Estrangeira

Intocavéis (França)
Amor (Áustria)
Ferrugem e Osso (França)
O Amante da Rainha (Dinamarca)
Kon-Tiki (Reino Unido, Dinamarca e Noruega)


Melhor Animação

Frankenweenie

Detona Ralph

Hotel Transilvânia

A Origem dos Guardiões

Valente


Melhor Trilha Sonora Original

Anna Karenina

Lincoln

As Aventuras de Pi

Argo

A Viagem


Melhor Canção Original

Skyfall (007 - Operação Skyfall)

Safe and Sound (Jogos Vorazes)

Suddenly (Os Miseráveis)

Not Running Anymore (Amigos Inseparáveis)

For You (Ato de Coragem) 


Prêmios para Televisão


Melhor Série (Comédia/Musical)

The Big Bang Theory

Episodes

Girls

Modern Family

Smash


Melhor Ator em Série (Comédia/Musical)

Alec Baldwin (30 Rock)

Don Cheadle (House of Lies)

Louis C.K. (Louis)

Matt LeBlanc (Episodes)J

Jim Parsons (The Big Bang Theory)

Melhor Atriz em Série (Musical/Comédia)

Zooey Deschanel (New Girl)

Julia-Louis Dreyfus (Veep)

Lena Dunham (Girls)

Tina Fey (30 Rock)

Amy Poehler (Parks & Rec)

Melhor Série (Drama)

Breaking Bad

Boardwalk 

EmpireDownton 

AbbeyHomeland

The Newsroom

Melhor Ator em Série (Drama)

Steve Buscemi (Boardwalk Empire)

Bryan Cranston (Breaking Bad)

Jeff Daniels (The Newsroom)

Jon Hamm (Mad Men)

Daniel Lewis (Homeland)


Melhor Atriz em Série (Drama)

Connie Britton (Nashville)

Glenn Close (Damages)

Claire Danes (Homeland)

Julianne Margalies (The Good Wif)
Michelle Dockery (Downton Abbey)


Melhor Minissérie ou Filme para Televisão

Game Change

The Girl

Hatfields

The Hour

Political Animals

Melhor Ator em Minisséries

Kevin Costner (Hatfields & McCoys)

Benedict Cumberbatch (Sherlock)

Woody Harrelson (Game Change)

Toby Jones (The Girl)

Clive Owen (Hemingway & Gelhorn)



Melhor Atriz em Minisséries

Nicole Kidman (Hemingway & Gelhorn)
Jessica Lange (American Horror Story: Asylum)
Sienna Miller (The Girl)
Julianne Moore (Game Change)
Sigourney Weaver (Political Animals)


Melhor Ator Coadjuvante em Minisséries

Hayden Panettiere (Nashville)

Archie Panjabi (The Good Wife)

Sarah Paulson (American Horror Story)

Maggie Smith (Downton Abbey)

Sofia Vergara (Modern Family)


Melhor Atriz Coadjuvante em Minisséries

Max Greenfield (New Girl)

Ed Harris (Game Change)

Danny Huston (Magic City)

Mandy Patinkin (Homeland)

Eric Stonestreet (Modern Family)


DANIEL DAY LEWIS, no filme Lincoln, um dos mais indicados do ano.

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