sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

VENCEDORES DOS PRÊMIOS DA ACADEMIA DE CINEMA EUROPEU

A criação da Academia de Cinema Europeu (EFA) foi a iniciativa de um grupo dos mais reconhecidos e importantes cineastas da Europa da época, reunidos por ocasião do primeiro Prêmio de Cinema Europeu realizado em novembro de 1988. A EFA foi finalmente fundada um ano depois, como a Sociedade de Cinema Europeu, pelo seu primeiro presidente, Ingmar Bergman – eleito como primeiro presidente tanto da Sociedade quanto da Academia de Cinema Europeu- , e outros 40 cineastas para fazer avançar os interesses da indústria cinematográfica europeia. Wim Wenders seguiu Bergman na presidência da EFA, em 1996, enquanto o produtor britânico Nik Powell foi eleito presidente do Conselho da EFA. Powell foi precedido pelo francês Humbert Balsan, que permaneceu na presidência do Conselho até sua morte. Depois, o também Frances Yves Marmion assumiu o cargo até 2013. Atualmente, a cineasta polonesa Agnieszka Holland é a presidenta do Conselho. Wenders permanece como presidente da Academia.
Durante os últimos 15 anos, a Academia de Cinema Europeu voltou a rodar a Europa com os prêmios da EFA, fazendo com que a cerimônia de premiação ganhe um gosto deferente segundo a cultura de cada país: em Londres (1998), Roberto Benigni pulou sobre as poltronas para aceitar o prêmio pelo filme “La Vita è Bella”; em Paris (2000), onde Rupert Everett (em francês) e Antoine de Caunes (em inglês) conduziram a cerimônia no Teatro Nacional de Chaillot; em Roma (2002), quando o filme de Pedro Almodóvar, “Hable com Ella”, recebeu um total de cinco prêmios; em Barcelona (2004), Juanjo Puigcorbé e Maria de Medeiros apresentaram os prêmios; mais recentemente, em Varsóvia (2006), quando Roman Polanki recebeu um prêmio por sua carreira numa cerimônia apresentada por Sophie Marcea e Maciej Stuhr. Este ano, a homenageada foi Agnès Varda, cineasta e fotógrafa belga que aborda realidade, feminismo e sociedade em seus filmes. A cada dois anos, a premiação retorna para Berlim, origem do EFA e onde permanece a Secretaria EFA, e foi lá que o jovem ator alemão (catalão) Daniel Brühl ganhou dois prÊmios por seu papel em “Adeus, Lenin!” e onde Claude Chabrol e Sean Connery receberam prêmios por suas carreiras (em 2003 e 2005, respectivamente).
Atualmente, os 10 embaixadores de alguns dos países que fazem parte do EFA são: Moritz Bleibtreu (Alemanha), Stephen Daldry (Reino Unido), Maria de Medeiros (Portugal), Mads Mikkelsen (Dinamarca), Kim Rossi Stuart (Itália), Belén Rueda (Espanha), Johanna ter Steege (Países Baixos), Maciel Stuhr (Polônia) e Danis Tanovic (Bosnia e Herzegovina). O EFA conta com 3 mil profissionais que tem em comum o propósito de promover os filmes europeus. Ao longo do ano, a EFA inicia e participa de uma série de atividades lidando com políticas fílmicas, bem como econômicas, artísticas e com aspectos de formação. A programação inclui conferências, seminários e oficinas, e um objetivo comum é construir uma ponte entre a criatividade e a indústria. Essas atividasde culminam na apresentação anual dos Prêmios de Cinema Europeu. Os vencedores dos prêmios desse ano podem ser conferidos abaixo!

VENCEDORES DOS PRÊMIOS DA ACADEMIA DE CINEMA EUROPEU

Melhor Filme: Ida
Melhor Direção: Pawel Pawlikoxski, por Ida
Melhor Comédia: La Mafia Uccide Solo d’estate
Melhor Descoberta: Plemya
Melhor Documentário: Master of the Universe
Melhor Animação: L’arte della felicitá
Melhor Curta-metragem: The Chiken
Melhor Atriz: Marion Cotillard, por Deux jours, une nuit
Melhor Ator: Timothy Spall, por Mr. Turner
Melhor Roteiro: Pawel Pawlikowski e Rebecca Lenkiewicz, por Ida
Melhor Fotografia: Lukas Zal e Ryszard Lenczewski, por Ida
Melhor Edição: Justin Wright, por Locke
Melhor Direção de Arte: Claus-Rudolf Amler, por Das Finstere Tal
Melhor Figurino: Natasha Curtius-Noss, por Das Finstere Tal
Melhor Trilha Sonora: Mica Levi, por Under the Skin
Melhor Som: Joakim Sundström, por Starred Up
Prêmio Realização na Europeia: Steve McQueen
Prêmio de Escolha do Público: Ida


*Partes do texto foram traduzidas e adaptadas do site oficial da Academia de Cinema Europeu.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

BOA SORTE, de Carolina Jabor

Um filme sutil e sensível que apresenta uma paixão intensa e real, regada a frontal, fanta laranja, muito gelo e dois dedos d’água.


João é um adolescente ignorado pela família e pelos colegas de escola. Viciado em calmantes, o garoto acaba se tornando depressivo e os pais decidem interná-lo em uma clínica psiquiátrica. Lá, João conhece Judite, uma dependente química 16 anos mais velha que ele, HIV positivo em fase terminal. Além dela, o menino conhece outras pessoas, novas histórias, diferentes realidades, futuros incertos. Apesar de estarem uma clínica psiquiátrica, João e Judite acabam se apaixonando e iniciam um romance intenso. Nesse contexto, João parece disposto a viver o momento e deixar que as coisas aconteçam naturalmente, ao passo que Judite sabe que sua morte próxima abalará o garoto.
“Boa Sorte” é baseado no conto de Jorge Futardo, “Frontal com Fanta”, e possui roteiro do próprio escritor em parceria com o filho Pedro Furtado. Apesar de o roteirista ser bem conhecido pelo público tanto por trabalhos na televisão quanto para o cinema – o que inclui filmes como “Ilha das Flores” (1989), “Caramuru – A Invenção do Brasil” (2001), “O Homem que Copiava” (2003), “Meu tio Matou um Cara” (2004), “Decamerão, a Comédia do Sexo” (2009) e “Doce de Mãe” (2012) – Carolina Jabor havia dirigido apenas um longa metragem – o documentário “O Mistério do Samba” (2008) – antes de encarar “Boa Sorte”, seu primeiro longa de ficção. Nenhum deles – tanto Furtado quanto Jabor – decepcionam. O roteiro é conciso e simples, o que facilita o entendimento para qualquer tipo de público. Não existem grandes nuances. Furado diz o que quer dizer, mostra uma realidade pouco vista no cinema brasileiro e apresenta um desfecho previsível, mas nem por isso, decepcionante. Por outro lado, Carolina tem a sensibilidade necessária para levar o argumento para a tela de forma a emocionar o espectador. Sem ser apelativa, a diretora mostra o romance de João e Judite como qualquer outro amor entre dois jovens, onde existem descobertas, medos, delírios. Além disso, a diretora opta por planos simples, o que torna tudo mais natural e cotidiano, lembrando que os próprios personagens são tão comuns quanto qualquer outra pessoa no mundo.


Apesar de toda essa simplicidade, deve-se destacar o uso de metáforas sutis usadas quase que o tempo todo. O maior prazer de João até agora é tomar frontal com fanta laranja. Segundo o jovem, quando o faz, ele se torna invisível, pode entrar onde quiser, olhar para quem quiser, fazer o que quiser – com tanto que não toque em ninguém – que jamais será notado. Uma referência clara a como os jovens são ignorados pela sociedade e pelos pais, que estão mais preocupados em ganhar dinheiro e em viver suas vidas mesquinhas. A doença de Judite, sem dúvida, também pode ser vista como uma maneira de dizer que todos estamos doentes de alguma forma. Contribuindo para essas representações apuradas, ainda há a direção de arte perspicaz de Claudio Amaral Peixoto. Cada ambiente do filme reproduz o interior dos personagens que nele vivem. A clínica, por exemplo, é um prédio velho, sujo e feio, como seus habitantes, parece doente, mal cuidado, esquecido por aquela sociedade mesquinha e egoísta. A casa da família de João é uma completa bagunça, o que mostra como as cabeças dos pais, do irmão e do próprio João vivem em um verdadeiro caos. As roupas que os personagens usam, por outro lado, evidenciam sua personalidade: Judite é alternativa, sempre usando roupas diferentes – uma eterna metamórfica -, João é mais neutro, mais esquecido, sendo visto com roupas mais cruas.
Após ler o conto de Jorge Furtado, Deborah Secco, apaixonada por Judite, procurou o escritor para comprar os direitos para torná-lo um filme. Quando a atriz descobriu que os direitos já haviam sido comprados por Carolina Jabor, implorou por um teste para que pudesse viver a personagem. Jabor aceitou e Deborah foi selecionada. E, com o perdão da piada, que sorte foi a atriz ter insistido. Como a própria Deborah apontou, essa é a personagem de sua carreira. Deborah, mas uma vez, prova que há muito vem deixando de lado qualquer estereótipo de mulher bonita e sensual, tornando-se uma das atrizes mais versáteis e inteligentes de sua geração. Como Judite ela emociona, excita e choca, vencendo o desafio de interpretar a personagem mais icônica e interessante de sua carreira. Apesar de ter feito alguns poucos trabalhos destacáveis no cinema, João Pedro Zappa não havia protagonizado nenhum filme até viver o João de “Boa Sorte”. Ainda assim, o ator mostra a que veio e, diferente de Deborah Secco que possui os momentos despojados de Judite para brincar e extravasar um pouco com a personagem, lida bem com a neutralidade de João, brincando de forma mais contida, sempre lembrando que o personagem é um jovem ignorado e nunca notado por ninguém. A química entre os atores flui naturalmente e nada na relação de João e Judite parece ser forçado, muito pelo contrário, tudo é muito intenso e inspirador.


Como todo o restante do longa, os demais atores selecionados são discretos e compõe o filme cada um à sua maneira. Cássia Kis Magro faz uma participação rápida como a médica responsável pela clínica, uma mulher que, como qualquer outro personagem alienado, não dá a mínima para os jovens, assim como os pais de João, vividos por Felipe Camargo e Gisele Fróes. Deve-se destacar, entretanto, Pablo Sanábio, como o também paciente da clínica Felipe, um rapaz expressivo, um artista que não se define como louco, afinal “louco que é artista, não é louco, é artista”, Pablo é, de certa forma, a manifestação das indignações dos jovens, é a voz que grita e escancara a forma como os jovens são tratados e ignorados. Por fim, Fernanda Montenegro é Célia, a avó de Judite. Diferente dos demais adultos do filme, ela tenta compreender a neta. Não é preciso dizer que a atriz encara essa senhora única, difícil de ser definida, com singularidade. Em certo momento, Fernanda Montenegro, no auge de seus 85 anos, na pele dessa mulher mais do que pra frente, denuncia a corrupção, os erros e pede por um Brasil melhor, depois, chega em casa e, para esquecer as frustrações, bola um baseado em uma página da bíblia, e o fuma, alegando que a maconha é a única droga que presta, pois é barata e não faz mal a ninguém.

Com delicadeza e segurança, Caroline Jabor trabalha com os atores o com o argumento que lhe foi disponibilizado para apresentar um filme singelo, porém perturbador e muito reflexivo. Segundo ela mesma, sua intenção era realizar um filme cotidiano e atual, mesmo que a história se passe antes das grandes evoluções medicinais para que a AIDS tivesse um tratamento diferenciado. Os personagens possuem diferentes personalidades e formas de ver a vida. Cada um deles, provavelmente, fará com que o espectador lembre das pessoas que o cercam em seu dia-a-dia e, por que não afirmar, que a identificação com ao menos um deles será inevitável. “Boa Sorte” é o tipo de filme que deixa dúvidas acerca da vida e da morte, todavia, não se pode dizer que deixa dúvidas sobre ele mesmo. O longa sabe a que veio e atinge seus propósitos ao denunciar uma sociedade “doente do corpo, do espírito” ao abordar com simplicidade a história de um casal que aprende um com o outro. Ele, aprendendo a viver. Ela, se preparando para a morte.


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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

TOP 10 DO INSTITUTO AMERICANO DE CINEMA (AFI)

  
O Instituto Americano de Cinema (AFI) é a promessa estadunidense para preservar a herança do cinema, para homenagear seus artistas e seus trabalhos e para educar a próxima geração de contadores de histórias. O AFI fornece a liderança do cinema, televisão e mídia digital e é dedicado a iniciativas que envolvem passado, presente e futuro das artes da imagem em movimento. Como uma organização educacional e cultural sem fins lucrativos, o AFI conta com o generoso apoio financeiro vindo de entusiastas das artes para financiar seus programas e iniciativas. O AFI preserva o legado do patrimônio cinematográfico da América para as gerações futuras, através do Arquivo AFI, composto por imagens raras de toda a história da imagem em movimento e pelo Catálogo de Filmes em Longa-metragem, um registro oficial de filmes americanos desde 1893 até os dias de hoje.
O AFI homenageia artistas e seus trabalhos através de uma variedade de programas anuais e eventos especiais, incluindo o Prêmio AFI Life Achievemente e os Prêmios AFI. O primeiro é considerado a maior honra para uma carreira cinematográfica, enquanto os Prêmios AFI são um reconhecimento dos filmes e programas de televisão marcantes do ano. O Prêmio AFI Life Achievemente, faz uma homenagem por ano a um destaque do cinema mundial desde 1973, quando homenageou John Ford por sua carreira. Depois de Ford, ainda vieram nomes como Orson Welles, Bette Davis, Alfred Hitchcock, Gene Kelly, Billy Wilder, Kirk Douglas, Elizabeth Taylor, Clint Eastwood, Martin Scorsese, Robert De Niro, Meryl Streep, Geoge Lucas, Mike Nichols e Jane Fonda, esta, em 2014. O AFI ofereceu ma variedade de eventos durante o ano todo, incluindo o Festival AFI, apresentado pela Audi, celebração anual de fim de ano do Instituto de excelência artística no cinema; AFI Docs; e programação durante o ano todo, no AFI Silver Theatre and Cultural Center em Washington, DC.
O AFI educa a próxima geração de contadores de história no seu AFI Conservatory, que tem sido consistentemente reconhecido como uma das melhores escolas de cinema do mundo, tendo formado nomes como Darren Aronofsky, Patty Jenkins, Janusz Kaminski, Heidi Levitt, Matthew Libatique, David Lynch, Terrence Malick, Wally Pfister, Robert Richardson, Ed Zwick e tantos mais. O AFI Conservatory oferece um curso de dois anos com seis disciplinas: Fotografia, Direção, Edição, Produção, Direção de Arte (ou Produção de Design) e Roteiro. Aspirantes a artistas aprendem com os mestres em um ambiente colaborativo. O AFI é guiado por um Conselho de Curadores prestigiado presidido por Howard Stringer, e um Conselho de Administração presidido por Bob Daly, e é composto por figuras chave do entretenimento, negócios e comunidade acadêmica. Ele é liderada pelo Presidente e CEO Bob Gazzale.
É chegada a época do ano em que o Instituto Americano de filmes homenageia os filmes e programas de televisão de maior destaque do ano com os Prêmios AFI. Os prêmios AFI não competitivos reconhecem a natureza colaborativa da produção de filmes e programas de TV, trazendo equipes criativas da comunidade do audiovisual e celebrando seu trabalho de forma única. A lista deste ano inclui 10 programas de televisão e, pela primeira vez, 11 filmes para cinema, considerados pelo júri do AFI como representantes da cultura e da arte.

FILMES (em ordem alfabética):
American Spiner (título no BrasilSpiner Americano), de Clint Eastwood
Birdman of (The Unexpected Virtue of Ignorance) (sem título no Brasil), de Alejandro González Iñárritu
Boyhood (Boyhood: Da Infância à Juventude), de Richard Linklater
Foxcatcher (Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo), de Bennett Miller
The Imitation Game (O Jogo da Imitação), de Morten Tyldum
Interstellar (Interestrelar), de Christopher Nolan
Into the Woods (Caminhos da Floresta), de Rob Marshall
Nightcrawler (O Abutre), de Dan Gilroy
Selma (Selma), de Ava Duvernay
Unbroken (Invencível), de Agelina Jolie
Whiplash (Wihplash: Em Busca da Perfeição), de Damien Chazelle

PROGRAMAS DE TELEVISÃO (em ordem alfabética):
The Americans
Fargo
Game of Thrones
How to Get Away with Murder
Jane The Virgin
The Knick
Mad Men
Orange is the New Black
Silicon Valley
Transparente


*Partes do texto foram traduzidas e adaptadas do site oficial do Instituto de Cinema Americano

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

VENCEDORES DO 40º PRÊMIO DA ASSOCIAÇÃO DE CRÍTICOS DE CINEMA DE LOS ANGELES



Fundada em 1975, a Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles (LAFCA) é composta por 61 críticos da cidade de Los Angeles que trabalham na mídia impressa e eletrônica. Todo mês de dezembro, os membros da LAFCA votam nos prêmios de produções do ano, honrando a excelência de quem trabalha em ambos os lados da câmera. Após a avaliação dos membros da LAFCA, placas de reconhecimento são apresentadas aos vencedores durante uma cerimônia que, este ano, foi realizada no dia sete de dezembro.
Além de honrar realizações cinematográficas notáveis de cada ano, a LAFCA também faz questão de olhar para trás e prestar homenagem aos veteranos da indústria, destacando-os com seu anual prêmio pela carreira (anunciado em outubro), bem como olhar para frente e destacar os promissores novos talentos com o prêmio anual New Generation. Ao longo dos anos, a realização LAFCA incluiu entre os vencedores cineastas como John Huston, Orson Welles e Billy Wilder, os atores Robert Mitchum, Barbara Stanwyck, Myrna Loy e Robert Preston, o produtor Roger Corman, e, mais recentemente, o diretor de fotografia Conrad L. Hall e o compositor Ennio Marricone. Enquanto isso, os vencedores no prêmio New Generation, considerados mais propensos a terem sucesso ao longo das últimas três décadas, incluem Martin Scorsese e Jodie Foster (beneficiários do ano de 1976), John Carpenter, Sean Penn, Spike Lee, Pedro Almodóvar e Leonardo DiCaprio.
Premiando as produções notáveis desde 1976, o LAFCA cresceu nos ranks e na influência para se tornar uma organização respeitada, com um olhar de confiança para a excelência. Mas LAFCA não significa apenas distribuir prêmios. Ao longo das últimas três décadas, a LAFCA patrocinou e organizou inúmeros painéis de filmes e eventos e recursos doados a várias organizações de cinema de Los Angeles, especialmente em prol da preservação de filmes. Membros da LAFCA também tem sido voz coletiva em causas que eles se sentem motivados, como a elaboração de protestos formais contra a censura, emprestando seu apoio para filmes polêmicos.

VENCEDORES DO 40º PRÊMIO DA ASSOCIAÇÃO DE CRÍTICOS DE CINEMA DE LOS ANGELES

Melhor Filme: Boyhood
                        Segundo Lugar: O Grande Hotel Budapeste
Melhor Direção: Richard Linklater, por Boyhood
                           Segundo Lugar: Wes Anderson, por O Grande Hotel Budapeste
Melhor Ator: Tom Hardy, por Locke
                      Segundo Lugar: Michael Keaton, por Birdman
Melhor Atriz: Patricia Arquette, por Boyhood
                       Segundo Lugar: Julianne Moore, por Still Alice
Melhor Ator Coadjuvante: J. K. Simmons, por Whiplash
                                           Segundo Lugar: Edward Norton, por Birdman
Melhor Atriz Coadjuvante: Agata Kulesza, por Ida
                                             Segundo Lugar: Rene Russo, por Nightcrawler
Melhor Roteiro: Wes Anderon, por O Grande Hotel Budapeste
                           Segundo Lugar: Alejandro González Iñárritu, Nicolás            Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. E Armando Bo, por Birdman
Melhor Filme Estrangeiro: Ida
               Segundo Lugar: Winter Sleep
Melhor Animação: The Tale of the Princess Kaguya
                               Segundo Lugar: Uma Aventura LEGO
Melhor Documentário: CitizenFour
                                     Segundo Lugar: Life Itself
Melhor Fotografia: Emanuel Lubezki, por Birdman
                               Segundo Lugar: Dick Pope, por Mr. Turner
Melhor Design de Produção: Adam Stockhausen, por O Grande Hotel Budapeste
                                               Segundo Lugar: Ondrej Nekvasil, por Snowpiercer
Melhor Edição: Sandra Adair, por Boyhood
                          Segundo Lugar: Barney Pilling, O Grande Hotel Budapeste
Melhor Trilha Sonora (empate): Jonny Greenwood, por Inherent Vice / Mica Levi, por Under the Skin
Prêmio New Generation: Ava Duvernay, por Selma
Prêmio Douglas Edwards Experimental/Filme Independente/Video: Walter Reuben, The David Whiting Story
Prêmio pela Carreira: Gena Rowlands


*Partes do texto foram traduzidas e adaptadas do site oficial da Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles. 

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domingo, 14 de dezembro de 2014

VENCEDORES DO PRÊMIO BRITÂNICO DE CINEMA INDEPENDENTE


Criado em 1998, por Elliot Grove, o Prêmio Britânico de Cinema Independente foi estabelecido como forma de comemorar e garantir o mérito das realizações cinematográficas britânicas financiadas de forma independente, homenageando novos talentos e promovendo o cinema e o talento britânico a um público mais vasto.
A cada ano, a Comissão de Pré-Seleção composta por 70 membros vê, em média, de 200 filmes, o que inclui longas britânicos, documentários e curtas metragem e filmes especiais para uma categoria de filmes internacionais independentes. Os membros votam, secretamente, em cada fase: primeiro, é feita a elaboração de uma longa lista, depois, vota-se novamente para determinar os indicados. Uma vez que os votos foram contados e validados, os candidatos de cada ano são informados e as nomeações são anunciadas em um comunicado para a imprensa.
Todos os filmes indicados são, então, vistos por um júri independente que é selecionado a cada ano e composto por pessoas que não estão envolvidas no processo de indicações. Este júri, formado por profissionais e líderes talentosos da indústria cinematográfica britânica, se reúne ara discutir sobre todos os filmes indicados e os vencedores são decididos por uma votação secreta. Uma vez que as cédulas contento os votos de cada membro do júri são contadas e validadas, os vencedores são anunciados no Moët British Independent Film Awards.

VENCEDORES DO PRÊMIO BRITÂNICO DE CINEMA INDEPENDENTE
Melhor Filme: Pride
Melhor Direção: Yann Demange, por ‘71
Melhor Direção Estreante: Iain Forsyth e Jane Pollard, por 20000 Dias na Terra
Melhor Ator: Brandan Gleeson, por Calvary
Melhor Atriz: Gugu Mbatha-Raw, por Belle
Melhor Ator Coadjuvante: Andrew Scott, por Pride
Melhor Atriz Coadjuvante: Imelda Staunton, por Pride
Melhor Roteiro: Jon Ronson e Peter Straughan, por Frank
Melhor Filme Estrangeiro: Boyhood
Melhor Documentário: Next Goal Wins
Melhor Curta-Metragem: The Karman Line
Melhor Realização Técnica: Stephen Rennicks (música), por Frank
Melhor Realização em Produção: The Goob
Prêmio de Recém-Chegado mais Promissor: Sameena Jabeen Ahmed, por Catch Me Daddy
Prêmio Raindance: Luna
Prêmio Especial do Júri: John Boorman
Prêmio Variety: Benedict Cumberbatch
Prêmio Richard Harris: Emma Thompson

*Partes do texto foram traduzidas e adaptadas do site oficial dos Prêmios Britânicos de Cinema Independente


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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

HOUSE OF CARDS – Parte III – TEMPORADA POR TEMPORADA


SPOILERS...
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Primeira Temporada: Frank é traído pelo presidente que havia lhe prometido a secretaria de Estado e inicia uma parceria com a jornalista Zoe ...... Frank consegue se tornar o líder de um projeto de educação, para isso, derruba o antigo idealizador. O presidente nomeia Catherine Durant, aliada de Frank, como Secretária de Estado. Frank deis Washington e vai a Carolina do Sul resolver alguns problemas. Claire recebe uma proposta de apoio financeiro suficiente para um semestre, mas aceitá-lo pode significar problemas para Frank, para que isso não aconteça, Claire recusa o dinheiro. Zoe recebe apoio da dona do jornal para o qual trabalha e é promovida. Claire acaba se reencontrando com um antigo amor, Adam, que a ajuda a ganhar dinheiro para a Organização. Professores entram em greve insatisfeitos com a reforma educacional e Frank manipula tudo para acabar com as manifestações. Frank começa a manipular Peter Russo e inicia a campanha do mesmo para governador. O projeto que ajudaria Peter a ser eleito é derrubado por culpa de Claire, o que gera instabilidade entre os Underwood. Claire passa um tempo com Adam. Frank acaba com as chances de Peter para convencer o Vice-Presidente a concorrer como governador. Peter é assassinado por Frank, que é convidado a ser o novo Vice-Presidente após passar pela aprovação de um amigo de Garrett Walker, Raymond Tusk.



Segunda Temporada: Frak mata Zoe e assume como Vice-Presidente. Lucas, jornalista e namorado de Zoe, sofre e tenta provar os envolvimentos de Frank na morte da jovem. Um segredo da morte de Claire é revelado e Frank a defende e continua lutando para se estabelecer como Vice-Presidente. Lucas se envolve em crimes para provar a culpa de Frank no assassinato. Frank luta pra resolver questões internacionais e acaba se indispondo com o presidente. Claire lida com as responsabilidade de ser esposa o V.P. e revela que foi estuprada, denunciando o estuprador e convencendo outra vítima do mesmo homem a tornar sua história pública. Lucas é preso, passa por problemas e acaba fazendo um acordo para diminuir sua pena. Frank encontra um discípulo. Claire começa a fazer a cabeça da primeira-dama contra o presidente. Raymond descobre o caso de Claire com Adam e o jogo para a imprensa. Após problemas, Frank e Claire dão a volta por cima. Francis e Walker lidam com questões envolvendo a China. Claire sobre um atentado. Frank e Claire se indispõe com Jacqueline. Frank depõe para uma promotora. Claire luta pelos direitos femininos. Claire, Frank e Edward Meechum estreitam seu relacionamento. Doug descobre que Rachel está com uma mulher. A promotoria descobre que o presidente e a esposa estavam fazendo sessões de terapia e o Garrett e Francis se desentendem. Frank e Claire planejam o impeachment do presidente. Doug é assassinado por Rachel. Garrett renuncia e Frank assume como presidente dos Estados Unidos.

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INDICADOS AO 72º GLOBO DE OURO



Confira os indicados ao Globo de Ouro 2015, prêmio da Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood. A premiação acontece no dia 11 de janeiro e terá cobertura completa na página do Facebook do blog.

CINEMA

Melhor filme – Drama
 Boyhood
 Foxcatcher
 O jogo da imitação
 Selma
 A teoria de tudo
 
Melhor filme – Comédia ou musical
 Birdman
 O grande hotel Budapeste
 Caminhos da floresta
 Pride
 Um santo vizinho

Melhor atriz – Drama
Jennifer Aniston, por Cake
Felicity Jones, por A teoria de tudo
Julianne Moore, por Still Alice
Rosamund Pike, por Garota exemplar
Reese Witherspoon, por Livre

Melhor ator – Drama
Steve Carell, por Foxcatcher
Benedict Cumberbatch, por O jogo da imitação
Jake Gyllenhaal, por O abutre
David Oyelowo, por Selma
Eddie Redmayne, por A teoria de tudo

Melhor atriz – Comédia ou musical
Amy Adams, por Big eyes
Emily Blunt, por Caminhos da floresta
Helen Mirren, por A 100 passos de um sonho
Julianne Moore, por Mapa para as estrelas
Quvenzhané Wallis, por Annie

Melhor ator – Comédia ou musical
Ralph Fiennes, por O grande hotel Budapeste
Michael Keaton, por Birdman
Bill Murray, por Um santo vizinho
Joaquin Phoenix, por Vício inerente
Christoph Waltz, por Big eyes

Melhor ator coadjuvante
Robert Duvall, por O juiz
Ethan Hawke, por Boyhood
Edward Norton, por Birdman
Mark Ruffalo, por Foxcatcher
J.K. Simmons, porWhiplash

Melhor atriz coadjuvante
Patricia Arquette, por Boyhood
Jessica Chastain, por A Most Violent Year
Keira Knightley, por O jogo da imitação
Emma Stone, por Birdman
Meryl Streep, por Caminhos da floresta

Melhor diretor
Wes Anderson, por O grande hotel Budapeste
Ava Duvernay, por Selma
David Fincher, por Garota exemplar
Alejandro González Iñárritu, por Birdman
Richard Linklater, por Boyhood

Melhor roteiro
Wes Anderson, por O grande hotel Budapeste
Gillyan Flinn, por Garota exemplar
Alejandro González Iñárritu, por Birdman
Richard Linklater, por Boyhood
Graham Moore, por O jogo da imitação

Melhor animação
 Operação Big Hero
 Festa no céu
 Os Boxtrolls
 Uma aventura Lego
 Como treinar seu dragão 2

Melhor filme estrangeiro
 Força Maior , porSuécia
 Gett: The Trial of Viviane Amsalem , porFrança
 Ida , porPolônia
 Leviatã , porRússia
 Tangerines , porEstônia

Melhor trilha original
Johann Johannsson –  A teoria de tudo
Alexandre Desplat –  O jogo da imitação
Trent Reznor & Atticus Ross –  Garota exemplar
Antonio Sanchez –  Birdman
Hans Zimmer –  Interestelar

Melhor canção original
 Big Eyes  –  Big Eyes , por Lana Del Ray
 Glory  –  Selma , por John Legend, COmmon
 Mercy Is  –  Noé , por Patty Smith, Lenny Kaye
 Opportunity  –  Annie
 Yellow Flicker Beat  –  Jogos Vorazes: A esperança – Parte 1 , por Lorde


TELEVISÃO

Melhor série de TV – Drama
 The affair
 Downton Abbey
 Game of thrones
 The good wife
 House of cards

Melhor série de TV – Musical ou comédia
 Girls
 Jane the virgin
 Orange is the new black
 Silicon valley
 Transparent

Melhor atriz em série de TV – Drama
Claire Danes, por Homeland
Viola Davis, por How to get away with murder
Julianna Margulies, por The good wife
Ruth Wilson, por The affair
Robin Wright, por House of cards

Melhor ator em série de TV – Drama
Clive Owen, por The Knick
Liev Schreiber, por Ray Donovan
Kevin Spacey, por House of cards
James Spader, por The blacklist
Dominic West, por The affair

Melhor atriz em série de TV – Comédia ou musical
Lena Dunham, por Girls
Edie Falco, por Nurse Jackie
Julia Louis-Dreyfus, por veep
Gina Rodriguez, por Jane the virgin
Taylor Schilling, por Orange is the new black

Melhor ator em série TV – Comédia ou musical
Louis C.K., por Louie
Don Cheadle, por House of lies
Ricky Gervais, por Derek
William H. Macy, por Shameless
Jeffrey Tambor, por Transparent

Melhor minissérie ou filme para TV
 Fargo
 The Missing
 The normal heart
 Olive Kitteridge
 True detective

Melhor atriz em minissérie ou filme para a TV
Maggie Gyllenhaal, por The honorable woman
Jessica Lange, por American horror story
Frances Mcdormand, por Olive Kitteridge
Frances O'Connor, por The missing
Allison Tolman, por Fargo

Melhor ator em minissérie ou filme para a TV
Martin Freeman, por Fargo
Woody Harrelson, por True detective
Matthew McConaughey, por True detective
Mark Ruffalo, por The normal heart
Bob Thornton, por Fargo

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Uzo Aduba, por Orange is the new black
Kathy Bates, por American horror story
Joanne Froggatt, por Downton Abbey
Allison Janney, por Mom
Michelle Monaghan, por True detective

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para a TV
Matt Bomer, por The normal heart
Alan Cumming, por The good wife
Colin Hanks, por Fargo
Bill Murray, por Olive Kitteridge
Jon Voight, por Ray Donovan


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