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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

055. GANGUES DE NOVA YORK, de Martin Scorsese

Em um de seus maiores filmes, o maior diretor da história do cinema revela as mãos, o sangue e a corrupção que construíram a América e todo o resto do mundo.
Nota: DEZ


Título Original: Gangs Of New York
Direção: Martin Scorsese
Elenco: Leonardo DiCaprio, Daniel Day Lewis, Carmeron Diaz, Jim Broadbent, John c. Reilly, Henry Thomas, Leam Neeson, Brendan Gleeson, Gary Lewis, Stephen Graham, Eddie Marsan, Alec McCowen, David Hemming, Mychael Byrne
Produção: Alberto Grimaldi, Harvey Weisntein, Bob Weinstein,
Roteiro: Jay Cocks, Steven Zaillian, Kenneth Lonergan e Herbert Asbury (romance)
Ano: 2002
Duração: 167 min.
Gênero: Drama / Crima / História

Em 1847, irlandeses e nativos americanos brigavam pela região dos Cinco Pontos em Nova York. Durante a rápida batalha, o líder dos irlandeses, Padre Vallon, é assassinado brutalmente pelo líder dos nativos, Bill “O Açogueiro” Cutting. Após 16 anos, em plena Guerra da Secessão nos Estados Unidos, o filho de Vallon, Amsterdam, infiltra-se na gangue de Bill com o intuito de esperar a hora perfeita para matá-lo em frente a todos os seus seguidores. Entretanto, muito mais que apenas uma vingança está em jogo: a cidade de Nova York passa por mudanças que afetarão a todos seus habitantes.


Martin Scorsese já tem uma marca bem conhecida na sétima arte: seu amor e louvor por sua cidade natal, Nova York. Aqui, o diretor nos revela o passado sujo, nada glamoroso e totalmente desonesto dessa que se tornou a cidade mais importante do mundo. Para começar, temos a revelação de que a cidade era controlada por gangues terríveis que mandavam e desmandavam da forma que achavam melhor – posteriormente, isso seria papel das grandes famílias italianas, mafiosos vistos em longas como “O Poderoso Chefão” e “Os Bons Companheiros”. Além disso, os lados no início da trama dividem-se entre católicos (irlandeses) e protestantes (americanos), denotando como a América foi construída por tantas pessoas diferentes. Após passarem os 16 anos, não mudou muita coisa, todavia, é Bill quem comanda todo o local, sob o comando do político Tweed William ‘Boss’, outro homem sem honra ou dignidade alguma. Durante o longa, conferimos os defeitos do sistema criado na “Nova Inglaterra”, vemos as guerrilhas dentro da própria Nova York que pedem por melhoria no país e clamam pelo fim da Guerra da Secessão que deixou algumas famílias do país desoladas. Ainda podemos refletir um pouco sobre como toda a cidade de Nova York estava confusa, como tudo era uma bagunça ao passo que, enquanto imigrantes chegavam vindos da Itália, por exemplo, os “filhos da América” eram obrigados a pegar em armas e lutar por seu país. Por fim, nada que mude com o sistema corrupto e vigente da época pareça ser bem vindo, deixando com que a lei do mais forte e do mais esperto se sobreponha ao justo e honesto. Curiosamente, vale lembrar que Tweed ‘Boss’, um personagem real da história americana (assim como muitos outros personagens dessa história, incluindo Bill, que foi baseado em personagem real da época), bem como sempre aconteceu com os grandes políticos da história, não suja suas mãos com sangue, deixa isso para seus “milhares de açougueiros”, reservando-se ao direito de utilizar suas mãos apenas para contar seus dólares.


Algumas pessoas gostam de apontar os defeitos desse filme falando sobre a falta de realidade de algumas batalhas durante a trama, dizer que esse ou aquele ator parece estar no filme para debochar de uma produção tão ridícula e que todo o enredo não possui nexo algum. Defeitos existem nesse filme, mas são poucos comparados com a beleza estética e com a grandiosidade das interpretações de atores muito bem selecionados que passam desapercebidos. Não digo isso apenas por ser um admirador e defensor inquestionável do estilo e do trabalho de Martin Scorsese, digo isso por que acredito que um trabalho tão minucioso como esse deve ser valorizado como merece. Portanto, aponto como o elenco é bom escolhido, aponto como o figurino está belo (principalmente por ser tão característico com os costumes de cada povo), aponto a falta de pudor de Martin ao mostrar Nova York como ela realmente era, sem fazer rodeios ou enrolar o espectador, aponto como o diretor tem a facilidade de alternar cenas de lugares sombrios para lugares claros, de lugares abertos para lugares fechados. Nesse contexto, também sou obrigado a apontar que poucos filmes possuem mais de 160 minutos, como esse, e conseguem fazer com que o assistamos sem monotonia, sem querer que tudo acabe logo. O fim demora a chegar, mas ele vem de forma tão agradável que nos divertimos do começo ao fim (e acredito que um dos maiores trunfos seja trazer personagens reais e eventos reais que acorreram nos EUA). Por fim, aponto a genialidade da trilha sonora composta por Howard Shore, que mistura gêneros e ritmos típicos de todas as culturas que colonizaram os EUA, comprovando, mais uma vez, a miscigenação da América, destaque para a canção do U2 “The Hands That Built America”.


Essa é a primeira parceria entre Leonardo DiCapio e Martin Scorsese, o ator vive Amsterdam, um jovem sedento por vingança que está disposto a tudo para fazer justiça com as próprias mãos. Mesmo que o ator já estivesse perto de completar 30 anos na época em que o longa foi filmado, ele consegue trazer um pouco da infantilidade do personagem por ser jovem, o que se contrasta com a maturidade do rapaz por ter sido criado sozinho no mundo. Daniel Day-Lewis vive Bill Cutting de forma realmente debochada, mas não é que o ator deboche do filme, ele satiriza a forma absurda como funcionava o sistema na época; como de costume, Day-Lewis está excelente no papel, conseguindo a façanha de nos confundir se ele é o vilão da história, ou se apenas está fazendo o que deve ser feito, afinal, é a lei da selva e da guerra: ou você mata, ou você morre. Cameron Diaz é a mocinha da vez (por que nenhum filme pode ser composto apenas por homens), Jenny, uma mulher sedutora que tem como mania roubar os outros; mesmo que eu tenha o costume de não gostar de nenhuma mocinha de qualquer filme americano, essa não é uma garota comum, Diaz dá à personagem um caráter forte de uma mulher que já passou por poucas e boas e não é nenhuma santa. Jim Broadbent, um dos melhores atores ingleses de sua época, é William Tweed, como disse, um homem que não suja suas mãos e a atuação de Broadbent fica ainda mais bela quando vemos a despreocupação dele em relação ao bem estar da população, dando prioridade às eleições em qualquer circunstância.



“Gangues de Nova York”, semelhante a “Taxi Driver”, também de Scorsese, mostra o lado escuro de Nova York, diferentemente de “Taxi”, que aborda os problemas e a escória da cidade no Século XX, “Guangues” traz um panorama de NY quando a cidade ainda estava se formando. Sendo assim, um filme acaba completando o outro – como a maioria dos longas do diretor que retratam a cidade -, pois um fala sobre a criação de todo o sistema governamental e da chegada de diversos povos até a América, e o outro nos mostra como a cidade se tornou suja e nos apresenta a escória que começou a ser formada séculos atrás, por uma marginalização provocada pelos poderosos da época. Mesmo que esse tenha sido o momento de Martin mostrar, da forma mais nua e crua possível, como Nova York não foi criada baseada em pilares democráticos e politicamente corretos, a beleza do filme não se perde, afinal, é mais um momento na carreira desse diretor brilhante em que ele satiriza e critica a forma tosca como o ser humano deixa que outras pessoas o controlem. E mais: mostra como todas as cidades do mundo, sejam pequenas, sejam as mais importantes do planeta, possuem seu passado negro de obscuridade e vermelho de sangue.


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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

184. A JOVEM RAINHA VITÓRIA, de Jean-Marc Vallée


Emily Blut supera as expectativas ao enfrentar seu trabalho mais difícil até hoje como a Rainha Vitória.
Nota: 8,8


Título Original: The Young Victoria
Direção: Jean-Mark Vallée
Elenco: Emily Blunt, Rupert Friend, Paul Bettany, Miranda Richardson, Jim Broadbent, Thomas Kretschman, Mark Strong, Jesper Chrostensen
Produção: Sarah Ferguson, Tim Headington, Graha, King, Martin Scorsese
Roteiro: Jullian Fellows
Ano: 2009
Duração: 105 min.
Gênerp: Biografia / Drama

Em 1837, Vitória da Casa Hanôver, viu a morte de seu tio e tornou a soberana do Reino Unido, seu pai havia sido o quarto filho do rei, com a morte dele e dos três irmãos (nenhum teve filho legítimo e ela foi a única filha de seu pai), foi sua vez de assumir o trono. Apesar de ter sido criada por sua mãe alemã, Vitória tornou-se independente rapidamente, casou-se com seu primo Albert, teve nove filhos e quarenta e dois netos (a maioria casou com nobres e herdeiros de títulos da Europa, conferindo uma das maiores uniões por matrimônio da história da Inglaterra). A Rainha e o marido foram grandes admiradores e difundidores da cultura britânica e o período em que reinou, a “Era Vitoriana”, foi marcada pelo reconhecimento à classe trabalhadora, pela abolição da escravidão no Império Britânico, pela ascensão industrial e pela paz em seus territórios. Vitória reinou por 63 anos, foi a última Hanôver a governar e tataravô da atual Rainha do Reino Unido, Elizabeth II.
BLUNT COMO VITÓRIA E UMA PINTURA DA RAINHA.
No filme, somos apresentados rapidamente a situação em que a protagonista se encontrava: órfã de pai e com uma mãe submissa a um conselheiro pra lá de suspeito, Vitória estava fadada ao fato de ter milhares de pessoas tentando controlá-la. Vemos ainda a afeição do tio de Vitória, Guilherme IV, que insistia em viver até a sobrinha completar 18 anos. Chega então o momento confuso de Vitória subir ao trono inglês e assumir suas responsabilidades, que não são poucas. A partir daqui nos é mostrado seu relacionamento com o primeiro-ministro da época, Lord Melbourne, sua estima e respeito por Albert, o casamento de ambos, a difícil relação que manteve com sua mãe, o nascimento de sua primeira filha e as dificuldades em conciliar sua vida privada e “profissional”.


Jean-Marc Vallée é um canadense pouco conhecido por sua carreira, e é bem isso que impressiona ao conferirmos no filme algo além do esperado. Provavelmente pelo fato de que os canadenses vêem a família real britânica como sendo tão sua quanto da Inglaterra ou pelo diretor simplesmente admirar a Rainha Vitória, o fato é que ele não decepciona e nos expõe várias realidades da vida da monarca sem julgá-la demais ou fazê-la de vítima. O diretor ainda nos presenteia com uma fotografia e uma edição maravilhosas – os cenários tipicamente ingleses são uma singularidade. Outra particularidade do filme é figurino vencedor do Oscar de Sandy Powell, a figurinista é mais conhecida pelos seus trabalhos com Martin Scorsese e pela sua competência em filmes de época, é comumente compara com Edith Head (favorita de Hitchcock e vencedora de oito estatuetas do Academy Awards). O roteiro impecável é do egípcio Julian Fellows, conhecido por “Assassinato em Gosford Park” (2001) e, recentemente, pela minissérie fantástica “Downton Abbey” (2010-2012), que por sinal estreou sua terceira temporada nesse mês e vem mostrando cada vez mais sua perfeição. Destaco, por fim, a trilha sonora composta pelo também desconhecido Ilan Eshkeri, que conta com famosas peças de Schubert e Bellini.


O elenco desse filme, tanto o principal quanto o coadjuvante, é mais um presente nos dado pela produção. Comecemos com a própria Vitória, papel entregue a Emily Blunt. Devo confessar que cada vez que assinto Blunt, em qualquer um de seus filmes, me apaixono cada vez mais pela atriz, não apenas por sua beleza, mas por seu talento indiscutível. Como Vitória, ela define bem as etapas da personagem: antes de ser rainha a mulher que permanece na infância, depois que assume o trono a mulher altamente influenciada que deseja se desgarrar das influências, por fim, a verdadeira Rainha, firme, decidida e inexpugnável ao lado do marido que ama. Albert, por sua vez, é interpretado por Rupert Friend, apesar de poucos trabalhos no currículo, o ator não decepciona ao mostrar o típico consorte de uma rainha: determinado a ajudá-la, mas um pouco confuso por ser “inferior” a própria esposa. Completando o elenco: Paul Bettany é o primeiro-ministro Melbourne, como sempre o ator está ótimo e, bem como, a personagem de Friend, deve aceitar o fato de que deve respeitar uma mulher acima de tudo pelo bem do país; o sempre perfeito Jim Broadbent é o rei Guilherme IV, um homem velho que luta para sobreviver e garantir que a sobrinha se torne rainha e não deixe que ninguém tente usurpar os direitos da jovem; Miranda Richardson fica com o papel mais inescrupuloso e odiado da trama, é a Duquesa de Kent, mãe de Vitória, uma mulher que já não tem mais o juízo perfeito e se deixa controlar pelo suposto amante, a genialidade da atuação de Richardson está justamente em jamais termos certeza de que lado ela está, ou seja, se realmente ama sua filha e quer o bem dela, ou se apenas está tentando se dar bem o tempo todo.


“A Jovem Rainha Vitória” era a crítica que faltava para completar as adaptações cinematográficas das quatro mulheres mais importantes para a história da Inglaterra, ao lado de “Elizabeth” (1998), com Cate Blanchett interpretando a Rainha Virgem, “A Rainha” (2006), com Helen Mirren no papel de Elizabeth II e “A Dama de Ferro” (2012), onde Meryl Streep da vida a premiê britânica Margareth Thatcher. Sendo assim, esse filme completa uma das coleções mais importantes no quesito cinebiografias, e deve-se deixar claro que cada um desses filmes não nos trás apenas a história de sua respectiva personagem central, mas o faz com qualidade e muita competência, sendo primordial destacar a firmeza de cada atriz ao dar vida a mulheres tão fascinantes.


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domingo, 15 de abril de 2012

333. HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE I, de David Yates


O começo do fim é sempre mais difícil, apesar de mais entediante que a segunda parte, seguramente elas duas juntas formariam um filme perfeito para os fãns.
Nota: 9,3




Título Original: Harry Potter and the Deathly Hallows – Part I
Direção: David Yates.
Elenco:Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Alan Rickman, Bonnie Wright, Tom Felton, Maggie Smith, Jim Broadbent, Michael Gambon, John Hurt, Matthew Lewis, Julie Walters, James e Oliver Phelps,Robbie Coltrane, Emma Thompson, Gary Oldman,
Produção: David Barron, David Heyman, J. K. Rowling
Roteiro: Steve Kloves, J.K. Rowling
Duração: 146 min.
Ano: 2010
Gênero: Aventura

As primeiras cenas já nos emocionam e chocam ao mesmo tempo: o ministério enfraquecido diz estar forte; Harry vê sua única referência de família deixá-lo; Rony observa a obscuridade que o mundo vive; e Hermione, em uma cena super emocionante, faz seus pais esquecerem que ela existiu e os deixa, quem sabe, para sempre, isso tudo ao som de “The Obliviation” (referência ao feitiço usado pela menina) música composta maestrialmente por Alexander Desplat. Depois aparece o título, a música é trocada por “Snape to Malfoy Manor” e essa é a deixa para começar uma cena completa com aquele show de interpretações, entre elas Alan Rickman (Severus Snape), Ralph Fiennes (Voldemort), Helena Bohan Carter (Belatrix Lestrange), Helen McCrory (Narcisa Malfoy), Timoty Spall (Rabicho) e Jason Isaacs (Lucius Malfoy). Logo depois a música muda para “Polyjuice Potion/Hedwige’s Theme” e temos mais uma cena tão boa quanto essa, mas sem a obscuridade da Mansão Malfoy: o que restou da Ordem da Fênix buscar Harry em sua casa. Dentre os interpretes temos Robbie Coltrane (Rubeus Hagrid), Rupert Grint (Rony), Emma Watson (Hermione), Brendan Gleeson (Alastor Moody), Natalia Tena (Nynphadora Tonks), David Thewlis (Remus Lupin) e Daniel Radcliffe, e é aí que o filme realmente começa: com a fuga de Harry Potter. Agora Harry, Rony e Hermione finalmente cresceram de vez e deixam de lado a escola para correr atrás do prejuízo e ir onde for necessário para encontrar os objetos escolhidos por Voldemort para depositar partes de sua alma, as Horcrux, e destruí-las. Mas dessa vez eles terão que seguir essa jornada sozinhos.

              Para alguns,  dividir  em  dois filmes  o último livro  foi  apenas para  ganhar dois bilhões de dólares ao invés de um; se era esse o objetivo eles  conseguiram, mas se o objetivo  era deixar a  história mais  clara e   fazer  ao  menos   uma   adaptação   decente  eles  também   conseguiram.   Aqui   o   diretor  começa  a  superar  suas  expectativas, apesar de usar câmera  de  mão  em  cenas  totalmente  inapropriadas para esse  tipo de recurso, os efeitos são mais uma vez  insuperáveis e a edição é linda. Temos ainda a trilha sonora de da promessa  da  década, Alexander  Desplat, apesar  desse  filme  ser  bem  mais  tedioso  que o segundo, a melhor de todas as oito trilhas criadas para a série é essa. O filme foi indicado ao Oscar nas categorias de direção de arte e e efeitos visuais. Citar apenas algumas  cenas é praticamente  impossível, mas aqui  vão 15 delas em ordem de acontecimento que quase resumem o filme:

1.                 Hermione faz seus pais esquecerem sua existência;
2.                 Os sete Potters;
3.                 Leitura do testamento de Dumbledore (importantíssima para se entender o restante da história);

4.                 Chegada no Largo Grimaldo (casa dos Black);


5.                 Reencontro com Dobby;
6.                 Ida de Harry, Rony e Hermione ao Ministério da Magia;
7.                 Hermione descobre como destruir as Horcrux;
8.                 Harry e Hermione dançando, seguida da descoberta do Pomo de Ouro;
9.                 Passada de Harry e Hermione por Godric’s Hallow;
10.             Harry acha a espada de Godric Gryffindor e reencontra Rony;
11.             O trio visita a Xenophilius Lovegood (Hermione conta “O Conto dos Três Irmãos);
12.             Perseguição dos Comensais da Morte após visita a Lovegood (uma das mais bem gravadas de toda a série, simplesmente maravilhosa);

13.             Os três passam pela Mansão Malfoy;

14.             Mais uma importante morte para o mundo bruxo;

15.             Voldemort encontra a Varinha das Varinhas.


As grandes atuações desse filme ficam por conta dos citados nas cenas da Mansão Malfoy e na fuga de Harry, são impressionantes as melhoras de Radcliffe, Grint e, principalmente, Watson (a melhor dos três). Acompanhar uma série durante dez anos de sua vida quando você tem apenas dezesseis é algo inexplicável, “Harry Potter” faz parte de mais da metade de minha vida, e por isso fará parte dela para sempre, durante esses anos li todos os livros da série e aqueles sobre a série, assisti a todos os filmes (apenas o primeiro não foi no cinema), fiz amigos que também gostavam da história e, hoje posso dizer, escrevi sobre todos eles. Ver o fim de uma saga tão importante é ótimo e terrível ao mesmo tempo, quando os livros terminaram nos apegamos aos filmes, e agora nos resta reler e rever, no entanto podemos ficar felizes e satisfeitos vendo que ao menos o desfecho dessa série foi feito com tanta dedicação para se tornar indiscutivelmente épico, afinal, como já disse, assim como o amor de Snape por Lily, essa série é permanecerá em nossas mentes e corações para sempre.


Para finalizar as críticas de todos os filmes da série, um momento de nostalgia para todos os fãs dessa Saga inesquecível. As críticas dos oito filmes podem ser conferidas aqui no blog...
Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte II

NOX...

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334. HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE, de David Yates


O mais romântico dos filmes era para ter sido o mais obscuro por contar a vida de Lord Voldemort e mostrar a morte de uma das personagens mais queridas e importantes da saga.
Nota: 8,5 



Título Original: Harry Potter and the Half-Blood Prince
Direção: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Michael Gambon, Ralph Fiennes, Maggie Smith
Produção: David Heyman, David Barron e John Trehy
Roteiro: Steve Kloves
Ano: 2007
Duração: 153 min.
Gênero: Fantasia / Aventura

O mundo trouxa está cada vez mais propenso às maldades de Voldemort; Dumbledore mostra a Harry algumas de suas lembranças para que o passado do Lorde das Trevas seja revelado; Harry se aproxima de seu novo professor de poções; os corações de todos os jovens em Hogwarts estão enlouquecidos e é chegada a hora de Severus Snape provar sua lealdade ao seu verdadeiro mestre. Em uma dessas lembranças desvendada por Harry e Dumbledore será revelada a forma que Voldemort encontrou para viver tanto tempo, e é somente aqui que poderemos compreender um pouco do que está por vir e de tudo o que Harry deverá se sujeitar a fazer.


A direção ficou a cargo do mesmo diretor do filme anterior, David Yates, no entanto a adaptação desse sexto livro consegue ser pior do que a do quinto. Bem como o quinto filme, esse é repleto de qualidade técnica, tanto visual quanto sonora, a trilha ainda é de Nicholas Hooper, que nos traz um trabalho mediano. Portanto, bem como no quinto filme, o roteiro é fraco e o que salva esse filme da catástrofe são as excelentes cenas compostas pelos excepcionais intérpretes. As poucas lembranças mostradas acabam por nos revelar muito menos do que necessário, dessa forma o filme acaba, de certa forma, se perdendo não agregando absolutamente nada à trama da série como um todo, a pouca fidelidade fica para as últimas cenas onde vemos um dos maiores ídolos da série morrer.


O novo professor de poções, Horácio Slughorn, é vivido pelo sempre ótimo Jim Broadbent que, até então, possuía em seu currículo nomes fortes como “A Jovem Rainha Victoria” (2009); “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008); “As Crônicas de Nárnia” (2005); “Robôs” (2005); “Bridget Jones: No Limite da Razão” (2004); “O Segredo de Vera Drake” (2004); “Gangues de Nova York” (2002); “Iris” (2001); Moulin Rouge – Amor em Vermelho” (2001) e “O Diário de Bridget Jones” (2001), isso tudo apenas na primeira década desse século; em 2002 ele venceu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante por “Iris”. Além dele temos a entrada da nada decepcionante Helen McCrory, atriz há apenas vinte anos já possui em seu currículo cinquenta trabalhos, dentre eles “O Conde de Monte Cristo” (2002); a série “Dickens” (2002); “Casanova” (2005); “A Rainha” (2006); “O Fantástico Senhor Raposo” (2009) e, mais recentemente, o incrível “A Invenção de Hugo Cabret” (2011), na série do menino bruxo ela interpreta a mãe do inimigo de escola de Harry, Narcisa Malfoy.


O penúltimo livro da série é um dos melhores por nos revelar um pouco sobre o deprimente passado do Lorde das Trevas, no entanto o filme se perde mostrando apenas os problemas da juventude dos alunos de Hogwarts, não que o filme seja ruim, aliás nenhum dessa série o é, mas poderia ser melhor, muito melhor devido ao enredo criado pela autora dos livros.


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quinta-feira, 12 de abril de 2012

336. AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA, de Andrew Adamson

Uma bela adaptação para a história épica de C. S. Lewis
Nota: 8,0



Título Original: The Crhonicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrebe
Direção: Andrew Adamson
Elenco: William Moseley, Anna Popplewell, Skandar Keynes, Georgie Henley, Tilda Swinton, James McAvoy, Jim Broadbent
Produção: Mark Johnson, Philip Steuer, Andrew Adamson
Roteiro: Ann Peacock, Andrew Adamson, Christopher, Stephen McFeely, C. S. Lewis (romance)
Duração: 143 min.
Ano: 2005
Gênero: Aventura

Pedro, Susana, Edmund e Lúcia Pevensie são obrigados a viver com um homem que eles nem conhecem durante a Segunda Guerra Mundial. Lá Lúcia encontrará um guarda-roupa mágico que os levará a um mundo totalmente diferente do nosso, e é aí que eles vão parar no território conhecido como Nárnia. Governado há décadas por uma terrível feiticeira o povo do país vive um inverno infinito, mas a chegada “dos filhos de Adão e das filhas de Eva” mudará o destino de todos, e com a volta do Leão Aslan as crianças terão que decidir se salvam toda uma nação ou se voltam para casa. A história é, muitas vezes, comparada com a Bíblia, pois nela acabam entrando assuntos religiosos como a criação do mundo, Aslan, por exemplo, pode ser visto como Deus ou Jesus Cristo.
William Moseley, Anna Popplewell, Skandar Keynes e Georgie Henley são, respectivamente, Pedro, Susana, Edmund e Lúcia, dentre eles o único que tem uma considerável boa atuação (até porque sua personagem é a única mais interessante entre os quatro) é Keynes; Tilda Swinton decepciona como a Feiticeira Branca; James McAvoy esteve poucas vezes tão bom quanto o Sr. Tumnus, o fauno amigo de Lúcia, confesso que é uma de suas poucas atuações que eu adoro; Jim Broadbent fala por si só, é fantástico mesmo aparecendo pouquíssimas vezes como o Professor Digory Kirke, dono da casa onde as crianças se abrigam.
Diretor da ótima animação “Shrek” e de sua continuação não tão boa, Adamson adapta a história de C. S. Lewis de forma maravilhosa, o enredo do livro e do filme são praticamente os mesmos, as locações escolhidas são excelentes, as adaptações do castelo de feiticeira e da guerra final são perfeitas. O roteiro não é nada ruim, sendo completamente fiel a obra literária. O filme venceu o Oscar de maquiagem e foi indicado pelos efeitos visuais e pela mixagem sonora. O problema desse filme, e de todas as suas sequencias, se concentra em a produção não ter seguido as histórias adequadamente. O livros hojes é vendido em sete histórias diferentes:
1.                  “O Sobrinho do Mago”, onde vemos a história do homem que descobriu uma forma de se viajar pelos diferentes “mundos”; a aparição do velho que acolhe as crianças no segundo livro; o despertar da Feiticeira Branca; e a criação de Nárnia por Aslan.
2.                  “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, a história dos quatro irmão que vão para Nárnia salvá-la do domínio da Feiticeira Branca.
3.                  “O Cavalo e seu Menino”, a história sobre Shasta, Aravis e seus cavalos falantes de Nárnia que estão na Calormânia e desejam ir para a terra dos irmãos reis, mas para isso precisarão enfrentar dezenas de aventuras.
4.                  “Princípe Caspian”, o enredo dá enfoque ao fato de os quatro reis de Nárnia terem voltado para nosso mundo e em Nárnia terem se passado 1300 anos (aqui apenas um), nesse meio tempo o país foi dominado por Telmarinos e o verdadeiro herdeiro do reino corre perigo, mas com a ajuda dos irmãos ele tentará tomar seu trono de volta.
5.                  “A viagem do Peregrino da Alvorada”, quando Edmundo, Lúcia e o primo Eustáquio chegam em Nárnia eles precisam ajudar Caspian a encontrar os Sete Fidalgos que foram emviados para explorar  Oceano Oriental.
6.                  “A Cadeira de Prana, narra os acontecimentos quando Caspian já está muito velho e procura por seu filho, Eustáquio volta com sua amiga Jill para Nárnia e eles terão de desvendar o mistério acerca do garoto.
7.                  “A Última Batalha”, quando os Calormanos tem a chance de conquistar as terras de Nárnia, todos os amigos do país são chamados para ajudar; aqui vemos Aslan cria a “Verdadeira Nárnia”, e aí que se dá o fim da aventura épica envolvendo Nárnia, os irmãos Pevensie, Aslan e toda essa criação magnífica.

Como podem ver, a história no cinema foi contada apenas adaptando , nessa ordem, os livros 2, 4 e 5; como Nárnia foi criada, por que o professor Kirke (dono da casa onde ficam os Pevensive) compreende tanto as crianças, como Aslan se comunica com ele quando eles estão em nosso mundo, e dezenas de questionamentos não são respondidos. Para pessoas que nunca leram os livro, meu caso da primeira vez que assisti, não podem haver filmes  mais agradáveis desse gênero, por ele ser tranqüilo e divertido, não tem nenhuma semelhança com “O Senhor dos Aneis” (obra criada para adultos), e por ter uma história muito diferente da de “Harry Potter” eles acabam não tendo nenhuma semelhança também. Por fim, poderia ser uma adaptação melhor? Sim, poderia. Existem grande motivos para esse primeiro filme não ser agradável a qualquer um? Não, ele acaba por ser esplêndido, cheio de energia, amor e, claro, fantasia.


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