Mostrando postagens com marcador Wilfred Jackson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wilfred Jackson. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de setembro de 2012

195. THE OLD MILL, de Wilfred Jackson e Graham Heid


Uma das melhores produções já realizadas pela Disney.
Nota: DEZ


Direção: Wilfred Jackson e Grahm Heid
Elenco (vozes): Louise Myers, Jean MacMurray, Jerry Phillips, Marie Arbuckle, Marie ?Nielsen e Barbara Whitson
Produção: Walt Disney
Roteiro: Dick Rickard
Ano: 1937
Duração: 9 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Drama

CONFIRA O CURTA:


Um velho moinho e suas redondezas têm, por finalidade, abrigar as mais variadas espécies de animais, cada um sobrevivendo da forma como pode: vacas, patos, passarinhos, ratos, corujas, pombos, morcegos, sapos, grilos e vaga-lumes. Entretanto, em uma noite chuvosa e com muito vento, parece que tudo estará perdido para esses animais. E realmente, estaria, se não fosse pela segurança que o moinho lhes oferece.


Em um ano épico para a “Silly Symphony” (para saber mais sobre a coletânea de filmes curtas metragem idealizada por Walt Disney para testar as técnicas em filme de animação, acesse as últimas postagens do blog, que, nesse mês, homenageia a série que está completando 83 anos), Wilfred Jackson e Graham Heid, realizam esse filme simplesmente perfeito. A importância do ano não se deve, na realidade, a realização de qualquer um dos curtas da coletânea, e sim pelo fato de que, finalmente, todos esses testes realizados nos mais de sessenta filmes já produzidos terem sido colocados em prática e mostrados ao público no primeiro longa metragem da história do cinema: “Branca de Neve e os Sete Anões”. Mas voltando ao moinho, o que Jackson e Heid fazem aqui é simplesmente magnífico, afinal, vemos a vida, as aflições e as preocupações de todas as personagens acerca da tempestade que assola a região em que vivem, em contraponto temos o moinho, que protege todos a sua volta. Vale destacar que a produção é muda, coisa que já se tornava rara na época. Outro aspecto a ser levado em conta é que a trilha sonora do filme que é composta por Leigh Harline, responsável por filmes como “Branca de Neve e os Sete Anões”, “Pinóquio” (1940), “Ídolo, Amante e Heroi” (1942), “Original Pecado” (1943), “O Solteirão Cobiçado” (1947), “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), “A Raposa do Mar” (1957), além de outros vários títulos da “Silly Symphony”.


A semelhança que “O Velho Moinho” possuí com o naturalismo brasileiro vai bem além de o título do livro ser um lugar da história. O moinho é, simplesmente, a personagem principal do enredo, sendo de extrema importância não só para os animais que ali vivem por ser um abrigo, mas por oferecer a oportunidade de convivência entre seres de espécies totalmente diferentes. É daí que sai a genialidade desse filme, tornando-o, sem sombra de dúvida alguma, o melhor curta metragem já realizado pela Disney, e uma de suas melhores realizações em todos os sentidos.



ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

197. TOBY TORTOISE RETURNS, de Wilfred Jackson


Sem muitas diferenças do primeiro filme, é convincente.
Nota: 8,0


Direção: Wilfred Jackson
Elenco: Ned Norton, Eddie Holden, Martha Wentworth, Alice Ardell, Leone Ledoux e Marcellite Garner
Produção: Walt Disney
Roteiro: Bill Cottrell, Joe Grant, Bob Kuwahara e Ward Kimball
Ano: 1936
Duração: 9 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


Um ano atrás a Lebre Max perdeu a histórica corrida contra a tartaruga Toby, agora, ambas voltam em mais uma disputa épica. Max e Toby irão se enfrentar no ringue e ver qual dos dois é mesmo o melhor. O problema para Max, e a solução para Toby, é que a lebre jamais deixará seu narcisismo de lado, e a sorte jamais abandonará a tartaruga.


A partir de agora, estamos em uma contagem regressiva para o término dos 75 filmes que compõe a “Silly Symphony” (para saber mais sobre a coletânea idealizada por Walt Disney, acesse as postagens anteriores do blog, que, esse mês, homenageia essa série inesquecível), dessa forma, além desse filme, Wilfred Jackson, que acompanhou tudo desde o início, dirigiu apenas mais cinco filmes da série. Em “O Retorno da Tartaruga Toby”, ele nos traz praticamente a mesma coisa que vimos no filme anterior, que abordava a corrida dos animais, mas agora, vemos algumas personagens de outras histórias (como os três porquinhos e o elefante Elmer) e o clima é um pouco mais tenso pela disputa estar centrada em uma luta.


Da mesma forma que vemos Max, a lebre, como um ser repugnante no outro filme, e temos pena e torcemos por Toby, a tartaruga, acontece nesse filme, mais uma vez tudo ocorre de forma bem boba e utópica, mas a união de várias personagens conhecidas por todas e a qualidade em animação que somente da Disney possuí, fazem esse filme valer cada minuto.



ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

200. THE COUNTRY COUSIN, de Dave Hand e Wilfred Jackson


Nada poderia dar errado com a união de Hand e Jackson
Nota: 9,7


Direção: Dave Hand e Wilfred Jackson
Produção: Walt Disney
Roteiro: Bill Cottrell e Dick Rickard
Ano: 1936
Duração: 9 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


O primo do campo é convidado pelo primo da cidade para conhecer o mundo urbano, é claro que o rato do campo fica extremamente animado e aceita do convite. Ele chega feliz, entusiasmado e muito contente e é recebido maravilhosamente bem pelo primo. Entretanto, é óbvio que ao chegar na cidade ele descobrirá que nenhum lugar pode ser realmente perfeito.


Dessa vez a “Silly Symphony” (para saber mais sobre a coletânea que reúne 75 curtas de animação, acesse as últimas postagens do blog) tem a oportunidade de ter um filme dirigido por dois mestres do cinema de animação: Dave Hand e Wilfred Jackson. Em primeiro lugar, devo chamar a atenção para o fato de esse filme ser mudo, digo, a coletânea não fazia um filme assim há um bom tempo, no entanto, com dois diretores como esses, nada se perde durante a trama apenas por não termos falas. O tema abordado no filme pela dupla é bem claro: as dificuldades e diferenças encontradas por alguém que vem do campo para a cidade. As semelhanças com a fábula escrita por Esopo não param por aí. Na fábula, o rato do campo percebe que a fartura é uma característica fundamental na vida do rato da cidade, entretanto, é necessário que sempre se esteja atento para tudo e todos, enquanto no campo pode-se comer a vontade sem ser perturbado. No filme, vemos a diferença das vestimentas de ambos os animais, além disso, a inocência do rato do campo, que jamais vira uma ratoeira ou bebera espumante. O desfecho do filme não se distancia muito da fábula: desesperado com a loucura da cidade, o rato do campo corre de volta para sua terra a fim de voltar à sua vida tranquila.


“O Primo do Campo” vem como uma forma de criticar ambas as sociedades: por um lado o rato do campo, mal trapilho, desajeitado e nada acostumado à vida luxuosa da cidade; por outro lado, o rato da cidade, que precisa sempre driblar várias dificuldades para poder viver, ou seja, a representação da vida urbana corrida e perigosa. Não posso deixar de apontar o número da casa em que o rato da cidade vive: 66, para os críticos de Walt Disney que acreditam que o produtor tinha pactos com o demônio e que seu objetivo na terra era influenciar as crianças, essa é só uma dica. Para aqueles que, como eu, admiram o trabalho feito pela Disney, nada nesse filme poderá ser ruim, tedioso ou decepcionante.


ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

201. ELMER ELEPHANT, de Wilfred Jackson


Uma lição de vida complete e compreensível.
Nota: 9,7


Direção: Wilfred Jackson
Elenco (vozes): Alice Ardell
Produção: Walt Disney
Roteiro: Bianca Marjolie, Ted Sears e Earl Hurd
Ano: 1936
Duração:
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


Elmer é um elefantinho excluído de todos os outros jovens pela sua proeminente tromba. No dia do aniversário da “garota” mais linda da mata, os outros animais o humilham, imitam sua tromba e o expulsam da festa. Perdido e inconformado, Elmer encontrará amigos que possuem problemas semelhantes ao seu e acabará mostrando, em um super clichê de enredos do estilo, que ele é o super-heroi, salvando a jovem de um incêndio, o que só foi possível graças a maldita tromba.


Dessa vez Wilfred Jackson explora o lado selvagem da coletânea “Silly Symphony” (para saber mais sobre a série homenageada pelo blog, leio as críticas anteriores). Entretanto, quando digo selvagem, não me refiro apenas a selva onde ocorre toda a história, mas também pela forma brutal, ridícula e desprezível com que Elmer é tratado, aposto que mostrar esse filme às crianças nas escolas geraria muito mais conscientização dos jovens do que forçá-los a assistir propagandas que, para eles, não possuem praticamente nenhum nexo. No filme, todo esse preconceito e a forma como os outros animais satirizam o elefante acaba se transformando em diversão, e, no perfeito desfecho do filme, Elmer chega a usar sua tromba para facilitar um beijo inesperado para um filme dirigido a crianças. Logo vi que estava tudo belo e inocente demais para um filme de Wilfred Jackson, mas esse beijo, ao invés de trazer um ar indecente ao filme, apenas o deixa mais inteligente e atinge ainda mais seu propósito. Esse foi o curta que testou as técnicas que viriam a tornar o filme “Dumbo” (1941), algo tão inesquecível.


Falar sobre diferenças e as aceitações das mesmas jamais foi fácil em nossa sociedade, ainda mais se tratando de passar valores como esses para crianças e jovens. Sendo assim, “O Elefante Elmer” vem como uma mensagem de amor, carinho, fraternidade e deixa claro que jamais devemos subestimar os outros, afinal, eles podem fazer muito mais para a sociedade do que um dia poderemos imaginar.


ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

205. THE TORTOISE AND THE HARE, de Wilfred Jackson


Apesar de convincente e bem feito, o enredo poderia se melhor.
Nota: 8,2

Direção: Wilfred Jackson
Elenco (vozes): Ned Norton, Eddie Holden, Pinto Colvig, Alice Ardell e Marcellite Garner
Produção: Walt Disney
Roteiro: Bill Cottrell
Ano: 1935
Duração: 8 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


Em um momento épico para a ordem dos quelônios, a Tartaruga Toby, aceita participar de uma corrida contra a Lebre Max, a vergonha dos lagomorfos. Apesar de, decididamente, Max ser mais rápida que Toby, durante a corrida o mamífero resolve contar vantagem e gozar com seu rival: ele finge estar dormindo e depois perde seu tempo fazendo graças para pequenas coelhas que acham ele o máximo. O desfecho dessa história é óbvio: Toby vence de Max por uma cabeça.


Wilfred Jackson adaptou essa, que é uma das maiores histórias contadas para crianças, para a “Silly Symphony” (para saber mais sobre a coletânea, acesse as últimas postagens do blog, que está fazendo uma homenagem a essa série fantástica que completa 83 anos esse ano) de forma extremamente inteligente: a princípio nos irritamos com a Tartaruga, não por ela ser lenta, mas por ser uma completa imbecil, posteriormente, entretanto, o Lebre se torna um ser tão asqueroso que chega a enojar com todo seu narcisismo. Esse é um dos primeiros filmes da coletânea que a música e a fala possuem praticamente o mesmo espaço na trama, como de costume, os movimentos das personagens são acompanhados pela música, mas quando a fala é inserida não há musicalidade nenhum. Sendo assim, conferimos, cada vez mais, as passagens, mudanças e evoluções da “Silly Symphony”, o que significa que seu propósito de melhor a animação está sendo alcançado.


“A Tartaruga e a Lebre” é uma das histórias que mais acompanham nossa infância, seu propósito é lógico: jamais devemos contar vantagem antes da hora, bem como, nunca devemos subestimar as capacidades dos outros, mesmo que esses outros não se esforcem minimamente para demonstrá-las. Tecnicamente, o filme é excelente, minimalista e extremamente bem feito, os movimentos das personagens são perfeitos e elas se aproximam, cada vez mais, do real, o problema está mesmo na enrolação feita durante a trama.



ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

206. THE GODDESS OF SPRING, de Wilfred Jackson

As adaptações da Mitologia Grega se mostram, a partir desse filme, tão interessantes quando as clássicas histórias de ninar.
Nota: 9,7


Direção e Roteiro: Wilfred Jackson
Elenco (vozes): Kenny Baker e Tudor Williams
Produção: Walt Disney
Ano: 1934
Duração: 9 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Drama / Musical

CONFIRA O CURTA:


Persephone vive em seu mundo perfeito: é a Deusa da Primavera e está sempre acompanhada de incontáveis animais e plantas. Eis que, em mais um belo dia, Hades, o Deus do Mundo dos Mortos, conhecido como o Satan, a rapta e a leva para seu mundo para ser sua esposa. Apesar dele fazer de tudo para que ela seja feliz, a moça só deseja voltar para seu mundo. Sendo assim, como na própria mitologia grega, Hades faz um acordo com Persephone e permite que ela volte para seu mundo, com a condição de que ela volte para o Mundo dos Mortos.


A coletânea homenageada esse mês pelo blog, conhecida com “Silly Symphony”, foi criada pelo mestre Walt Disney, com o intuito de testar algumas técnicas para se criar grandes longas de animação. Nesse filme, o que vemos é exatamente o principal teste para o melhoramento dos movimentos humanos em animações, movimentos esses que seriam aplicados no primeiro longa metragem de animação da história do cinema, o inesquecível “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937), também dirigido por Wilfred Jackson. Em “A Deusa da Primavera”, Jackson continua surpreendendo e inovando de todas as formas possíveis, além de o filme ser uma prévia para os grandes clássicos infantis que envolveriam humanos, ele também consegue adaptar uma das histórias mais fantásticas de mitologia grega para o cinema, em um dos primeiros filmes que, realmente, envolve humanos na trama. Apesar de vermos claramente alguns defeitos acerca dos efeitos, eles acabam, em meio a tanta beleza e inovação, sendo ignorados enquanto aproveitamos a excelência de um dos maiores mestres do cinema de animação.


Na mitologia original grega, Persephone é raptada pelo tio, Hades, mas se recusa a se alimentar, sendo assim, ela começa a definhar. Zeus, por sua vez, faz o acordo com o irmão para que a jovem possa passar metade do ano com ele e Deméter, mãe da moça, e na outra metade ela seria a Deusa do Mundo dos Mortos. Segundo os gregos, é dessa forma que se explica as colheitas anuais, em outras palavras, enquanto a Deusa da Primavera estava em nosso mundo, era a época das vacas gordas, quando estava com seu marido, a das magras. Além de o filme ser, portanto, uma adaptação excelente da história (é bom lembrar que a exclusão de algumas personagens é óbvia: quando, em “King Neptune” (1932), existiam muitas personagens com feições humanas, a estética do filme foi um fiasco), é um marco no cinema e, sem sombra de dúvida, o será para todas as crianças que o assistirem.



ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

207. PECULIAR PENGUINS, de Wilfred Jackson

Um romance entre pinguins com direito a vilão e final feliz.
Nota: 8,5


Direção e Roteiro: Wilfred Jackson
Produção: Walt Disney
Ano: 1934
Duração: 8 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia Romântica

CONFIRA O CURTA:


Os pinguins vivem entre o oceano e a neve, felizes, eles cantam, brincam, se alimentam e se divertem. Em meio a isso, uma bela pinguim fêmea come um peixe e acaba chamando a atenção de um jovem pinguim macho, entretanto ela se revolta com o pretendente e pula no oceano, ignorando-o. Todavia, um perigoso tubarão irá persegui-la, e o jovem pinguim apaixonado terá de fazer de tudo para livrar sua amada dos dentes do vilão.


Desde o curta “Flores e Árvores” (1937), também da coletânea “Silly Symphony” (para saber mais sobre a série criada por Walt Disney, leia as postagens anteriores), não escrevia sobre um curta que envolvesse o clichê romance com o casal protagonista e um vilão para atrapalhar toda a história de amor dos dois. Aqui temos exatamente isso: os pinguins apaixonados são obrigados a enfrentar um vilão que irá separá-los, entretanto, a diferença é que o tubarão não está nem um pouco interessado em interferir na vida amorosa das personagens, seu único objetivo é o mais natural possível, alimentar-se de pinguins e peixes para sobreviver. Aliás, a sobrevivência entre os animais é um tema recorrente nesses filmes pertencentes a “Silly Symphony”, dessa forma, eles demonstram para as crianças, de forma simples e compreensível como a vida na terra precisa ser levada.


“Pinguins Peculiares” mostra, exatamente, a peculiaridade com a qual essas aves extremamente curiosas levam sua vida naturalmente. O filme propõe ainda a reflexão sobre como a vida não pode ser levada a sério o tempo todo, sendo necessário dividir os momentos de obrigação com os de diversão. Dessa forma, a harmonia em nossas vidas sempre será uma certeza e poderemos alcançar a felicidade de forma simples e digna.



ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

208. THE GRASSHOPPER AND THE ANTS, de Wilfred Jackson

Pouco fiel com o propósito do original, mas igualmente divertida.
Nota:8,6


Direção: Wilfred Jackson
Produção: Walt Disney
Roteiro: Wilfred Jackson e Esopo (Fábula)
Ano: 1934
Duração: 7 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


Enquanto o Gafanhoto canta, toca violino e dança, as formigas trabalham incessantemente guardando alimento para o inverno que está para chegar. Em meio ao trabalho esforçado das pequenas, o Gafanhoto chega para atrapalhá-las e fazê-las acompanhá-lo em sua diversão, entretanto, a Rainha dá um basta na folia e manda o fanfarrão embora. Todavia, o tempo passa, o inverno chega e o Gafanhoto se vê sozinho no mundo, com frio e fome. Não é difícil imaginar para quem ele pedirá ajuda.


Mais uma vez, o genial Wilfred Jackson é o diretor desse curta da coletânea “Silly Symhpony” (para saber mais sobre a série, leia as postagens anteriores do blog). Jackson foi o responsável por grandes clássicos como “A Branca de Neve e os Sete Anões” (1937), “Cinderela” (1950) e “A Dama e o Vagabundo” (1955). Aqui ele dá continuidade ao seu trabalho fantástico ao adaptar mais uma clássica história conhecida no mundo todo. Em aspecto geral é tudo bem parecido, a não ser por duas diferenças mínimas, uma delas, a troca da Cigarra pelo Gafanhoto, passa quase despercebida e não influência em nada o enredo da trama, a outra, entretanto, é algo que me inquieta um pouco, no desfecho do filme, a Rainha acolhe o Gafanhoto e permite que ele coma em sua casa se ele cantar e dançar para animar suas formigas, dessa forma, para mim, toda a moral da história vai pelo ralo e torna essa adaptação algo totalmente diferente da imparidade oferecida por Esopo.


Apesar de todas as diferenças, não posso negar que o filme deve passar como uma história divertida e rica para as crianças que a assistirem. Entretanto, continuo preferindo, ou invés de ouvir a Rainha dizer alegremente que para o Gafanhoto ficar ele deverá pegar seu violino, tocar, cantar e dançar, ouvir a Formiga dizer gelidamente, antes de fechar a porta da cara da Cigarra que morreria congelada do lado de fora: “No verão você cantava? Pois bem, então, agora dance!”



ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

210. FUNNY LITTLE BUNNIES, de Wilfred Jackson

A Páscoa não podia ser mais divertida!
Nota: 9,2


Direção e Roteiro: Wilfred Jackson
Elenco (vozes): Florence Gill e The Rhythmettes
Produção: Walt Disney
Ano: 1934
Duração: 8 min.
Gênero: Curta Metragem / Animação / Comédia

CONFIRA O CURTA:


Tendo no chocolate um vício, um prazer ou não, o fato é, que, de uma forma ou outra, todos adoram a Páscoa, nem que seja pelo simples fato de ela nos lembrar criaturas das mais amadas da terras: os coelhos. E são eles o centro dessa história, animais que, como contamos às crianças, fabricam todos os ovos de chocolate e fazem a alegria de nossa infância. Estamos em um paraíso repleto de cores, felicidade e claro, muito chocolate, e vemos a alegria de cada animalzinho enquanto eles fabricam todos os doces que serão enviados pelo mundo a fora.


Wilfred Jackson, o célebre diretor de “A Branca de Neve e o Sete Anões” (1937) é diretor de mais um curta da “Silly Symphony” (a coletânea criada por Walt Disney está sendo homenageada no blog pelos seus 83 anos, para saber mais sobre ela, acesse as últimas postagens e veja alguns dos melhores filmes, que tinham como objetivo testar as mais variadas formas de se fazer animação no cinema). O destaque, entretanto, desse filme, vai para os dois excelentes animadores: Dick Huemer foi animador de vários curtas da própria “Silly Symphony”, como “Lullaby Land” (1933), “The Pied Piper” (1933), “The China shop” (1934), “The Goddness of Spring” (1934), “The Tortoise and the Hare” (1935) e “Little Hiawathha” (1937); Wolfgang Reithrman, apesar de ter feito grandes clássicos em longa metragem, pode ser visto como  um excelente aprendiz de Huemer, afinal “Funny Little Bunnies” foi seu primeiro filme como aniamador, dentre os demais, os mais conhecidos foram, “A Branca de Neve e os Sete Anões”, “Pinóquio” (1940), “Cinderela” (1950), “Alice no País das Maravilhas” (1951), “As Aventuras de Peter Pan” (1953), “A Dama e o Vagabundo” (1955) e a série de televisão “Abertura Disneylândia” (1955-1979).


A Páscoa é uma das datas mais aproveitadas por todas as idades no mundo todo. Finalmente, após um longo ano fazendo dieta, algumas pessoas se acabam comendo chocolates, dessa vez sem culpa algumas, outras, apenas aumentam a quantidade do produto em seu consumo diário durante uma ou duas semanas, ainda existem aqueles que deixam o chocolate para o próximo ano e algum primo abusado o come. O que o filme propõe é algo bem simples: trazer para as crianças mais uma grande mentira sobre fadas, papai Noel e coelhinho da Páscoa, mas isso é feito com tanta beleza e carinho que é perdoável enganarem os pequenos.



ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

Poderá gostar também de: