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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

139. AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL, de Stephen Chbosky


O verdadeiro retrato do mundo jovem em um dos melhores filmes do ano!
Nota: 9,5


Título Original: The Perks of Being a Wallflower
Direção: Stephen Chbosky
Elenco: Logan Lerman, Emma Watson, Ezra Miller, Kate Walsh, Johnny Simmons, Nina Dobrev, Melanie Lynskey, Paul Rudd
Produção: Lianne Halfon, John Malkovich, Russel Smith
Roteiro: Stephen Chbosky(roteiro e romance)
Duração: 102 min.
Ano: 2012
Gênero: Drama / Comédia

Charlie é um jovem que acaba de entrar no ensino médio, o problema – além de ele ser um adolescente – é que o garoto nunca se encaixou em turma alguma desde o colégio, seu único amigo acaba de se matar e ele ainda sente que a morte de sua tia louca foi culpa dele. Eis que, como se o destino estivesse preparando aquilo para ele desde sempre, Charlie encontra Patrick, um homossexual que namora com o líder do time de futebol (obviamente inrrustido), e sua meia irmã Sam, uma garota que teve seu primeiro ano no colégio sendo conhecia como a perfeita vadia. Entretanto, os dois são muito mais do que parece, e é neles que Charlie encontra uma razão para sobreviver na escola.


É bem simples dizer que esse é o primeiro filme de Chbosky para esperar uma catástrofe, afinal, filmes para adolescentes, ou melhor, sobre adolescentes, não costumam ser realmente algo digno de ser visto em Hollywood. No entanto, o que temos aqui é algo genial. Talvez por eu ser um jovem de apenas 18 anos a história toda tenha me parecido mais fantástica ainda, mas é óbvio que a produção é destinada a pessoas de minha idade, logo, o que Chbosky pretendia, funcionou de forma inexplicável. Nesse contexto, é bom deixar claro que não é bem o que ele faz como diretor que funciona tão bem, e sim o que ele faz como roteirista (e autor do livro que deu origem ao filme). O que quero dizer, é que tudo aqui se sustenta em uma história que pode parecer um pouco exagerada, mas que é a mais pura realidade do que enfrentamos no ensino médio. Desde a vontade de nunca estar no primeiro dia de aula – todos sabemos a tortura que será permanecer tanto tempo nessa selva que é a escola -, até as tensões pela aprovação em uma boa universidade. Mesmo que o protagonista Charlie possua alguns distúrbios, eles não passam de reflexos de tudo o que aconteceu em sua vida, além disso, mesmo que todos não soframos por grandes problemas do passado, em um momento ou outro, Charlie fará com que lembremos de nós mesmos, seja por ser difícil sua aceitação pelos colegas, seja pelas primeiras vezes usando drogas, seja por seu sonho de se tornar um escritor.


Charlie é vivido por Logan Lerman, o jovem que interpretou Percy Jackson nas aventuras do semi-Deus, como disse, a personalidade de Charlie é exatamente aquilo que vemos em um jovem que acaba de ingressar no ensino médio, acrescente a isso (o que já é um grande problema), o garoto sofre de distúrbios que o tornam ainda mais estranho; Lerman nem parece ter saído de uma história tão infantil e sem nexo como a de Percy Jackson, por nos trazer uma performance tão simples e real, mas, ao mesmo tempo, tão madura e tocante. Emma Watson dispensa apresentações para os jovens, mas pra quem não a conhece, ela é a Hermione, a melhor amiga do bruxinho da série “Harry Potter”; aqui ela sai totalmente do que vemos na saga de Potter, e se torna uma jovem madura e com muitas histórias para contar, mesmo estando penas se formando do segundo grau, Watson se torna sexy, provocante, inteligente e, apesar de se sentir inferior a todos, uma verdadeira adolescente meio perdida entre tantas decisões e pressões. Ezra Miller, de “Precisamos Falar Sobre Kevin”, vive Patrick, outra personalidade forte na trama, um rapaz bem decidido que está disposto a tudo para ser feliz, começando por viver a vida loucamente, sem perder nada de vista. Por fim, uma atuação que merece destaque entre os já formados é a de Paul Rudd, acredito que ele seja um dos atores mais naturais que Hollywood possui hoje, como o professor Anderson ele nos mostra que está pronto para qualquer gênero.


Aqui somos apresentados, realmente, ao mundo dos adolescentes: vemos os populares da escola, os loucos do ensino médio, os nerds de plantão, ainda encaramos o uso de drogas e bebida alcoólica sem muito exagero (exagero suficiente, entretanto, para enlouquecer qualquer pai), as perguntas óbvias que todos fazemos a nós mesmos quando jovens começam a ser respondidas, o prazer sexual está a flor da pele e a vontade de deixar a escola nunca esteve tão presente. E isso nos é mostrado de forma natural e tão verdadeira que é impossível pessoas que estão na mesma faixa etária que a minha não absorverem nada de plausível durante a trama. Confesso: quase me deu vontade de retornar ao ensino médio e fazer quase tudo diferente, apenas para variar um pouco. Enfim, Charlie representa tudo o que a maior parte de nós já foi um dia, e quem quiser negar isso fique a vontade, mas saiba, se você não se sentiu em nenhum momento parecido com o protagonista, é por que pertence aquele grupo imbecil e fracassado dos eternos jogadores de futebol dos filmes adolescentes americanos e suas líderes de torcida. Todavia, apesar de o filme parecer apenas o relado da vida social de jovens ele vai bem além. A produção nos indaga, realmente, o quão fantástico pode ser se tornar invisível. O quão fantástico pode ser se tornar infinito. Ambas as perguntas possuem a mesma resposta: o quão fantástico somos quando somos nós mesmos, sem rodeios, mentiras, trapaças, invenções ou tentativas frustradas de felicidade por nos diminuirmos e aceitarmos apenas aquilo que parece justo para nós. E é aí que está a vantagem de ser invisível, podemos ser nós mesmos. Podemos ser infinitos.


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quarta-feira, 16 de maio de 2012

303. SETE DIAS COM MARILYN, de Simon Curtis

Uma homenagem que tem como pretensão humanizar o furacão Marilyn Monroe
Nota: 8,7


Título Original: My Week With Marilyn
Direção: Simom Curtis
Elenco: Michelle Willims, Kenneth Branagh, Eddie Redmayne, Judi Dench, Emma Watson, Julia Ormand, Dominic Cooper, Zoë Wanamaker
Produção: David Parfitt, Boc Weinstein, Hervey Wenstein
Roteiro: Adrian Hodges e Colin Clark (romance)
Ano: 2011
Duração: 99 min.
Gênero: Biografia / Drama

Marilyn Monroe e uma das primeiras fotos
             divulgadas da caracterização de  Michelle Willims.
Norma Jeane Mortenson nasceu no primeiro dia de junho do ano 1926, depois de muitos problemas em sua juventude, foi descoberta por um fotografo e a partir daí surgiu Marylin Monroe (Marylin era o nome mais chic da época e Monroe o nome de solteira da avó). O início de sua carreira foi bem normal, papéis pequenos em filmes pequenos e depois papeis bem pequenos em filmes enormes. No entanto, sua beleza, sensualidade e carisma, aliados a sua aparente inocência e meiguice, deram à Marilyn mais que pequenos trabalhos: em 1953 trabalhou ao lado de Henry Hathaway em “Torrente de Paixão”, o que lhe rendeu a divisão da telona com Jane Russel no inesquecível “Os Homens Preferem as Loiras” (1953). Daí por diante vieram “Como Agarrar um Milionário” (1953), “O Rio das Almas Perdidas” (1954), “O Mundo da Fantasia” (1954), “O Pecado Mora ao Lado” (1955), “Nunca Fui Santa” (1956), “O Príncipe Encantado” (1957), “Quanto mais Quente Melhor” (1959), “Adorável Pecadora” (1960) e “Os Desajustados” (1961). 1959 foi provavelmente sua melhor escolha, o filme se tornou a maior comédia da história e lhe rendeu dezenas de elogios e um Globo de Ouro. Na tentativa de se livrar da fama de furacão loiro, Marilyn acabou se decepcionando com seus três casamentos e manteve relações com vários outros homens e mulheres. Dentre eles John F. Kennedy, em um dos momentos mais célebres da história popular mundial, a loira cantou “Happy Birthday” para o presidente de forma sensual e magnífica. Em 5 de agosto de 1962, 3 meses após o aniversário de Kennedy, Marilyn Monroe foi encontrada morta em seu apartamento, ela tinha apenas 36 anos.



No filme o que se relata acorreu durante o processo de gravação do filme “O Príncipe Encantado”. Narrado pelo jovem sonhador Colin Clark, veremos a difícil relação entre a atriz e o diretor do filme, Laurence Olivier; a amizade entre Marilyn e Paula Strasberg; os temores de Vivien Leigh ao ver a jovem, bela e descontrolada Monroe no papel que ela interpretou no teatro; o companheirismo da veterana Dame Sybil Thorndick, que sempre defendeu a iniciante; o estranho relacionamento com seu agente Milton Greene, o qual sempre foi apaixonado pela estrela; seu casamento com Arthur Miller e seus sete dias com Clark. Mas, especialmente, veremos a forma como Marilyn via a vida e levava cada um de seus dias, como não era fácil conviver com ela e como ela tentava a todo custo ser perfeita, reza a lenda que colavam as falas da atriz em gavetas que ela abriria durante o filme, logo, podemos concluir como Marilyn Monroe não tinha facilidade para decorar falas ou entrar na personagem.



A equipe diretor e roteirista do filme é formada por dois homens que, basicamente, trabalharam na televisão até hoje. Responsáveis por séries, miniséries e filmes para TV é claro seu amadorismo, “Sete dias com Marilyn” acaba sendo, portanto, mais um filme para televisão do que para cinema, apesar de bem conduzido e de não ser fraco para a telona, seria bem mais aceito se seu destino fosse a televisão. A adaptação do roteiro é um pouco chata, mas todo um conjunto técnico e de atores ótimos faz do filme algo excelente, mas não é uma digna homenagem à essa estrela magnífica que foi Marilyn Monroe. Simon Curtis é o responsável pela trilha sonora maravilhosa do filme, falar sobre sua carreira demoraria horas: de seus mais de 100 trabalhos no departamento de música eu citaria no mínimo uns 50 como sendo marcos dos últimos anos do cinema. Como compositor ele não é nenhuma perfeição, apesar de fazer seu trabalho direito, é simples demais e acaba sendo ofuscado pelo restante do filme.



Michelle Willians, com quem simpatizo demais, não é uma Marilyn Monroe encarnada, apesar de em algumas cenas estar perfeitas, ela é sem sal e não captura toda a sensualidade da diva. Acredito que isso se deva, em parte, a um roteiro humanizador que traz Monroe como uma mulher como outra qualquer que procura afeição e dedicação, ao invés de toda essa badalação que a acompanha aonde vá. Williams, portanto, satisfaz em sua interpretação, mas seus momentos mais fantásticos podem parecer mais uma imitação que uma atuação, apesar disso tudo, sua forma de falar e caminhar durante toda a trama é perfeitamente idêntica a de Marylin. Quando assistimos a filmes biográficos uma das melhores opções para antes ou depois do filme é corrermos para o “youtube” e procurarmos vídeos de nossas personagens, portanto, meu conselho é óbvio e bem útil: procure pelo maior número de artistas que aparecem no filme e confira se os atores foram bons ou não, dessa forma, formará uma opinião bem mais construtiva.


Marilyn Monroe representou gerações de beleza e perfeição, ainda hoje é vista como uma das pessoas mais populares, belas e sexys da história da humanidade. Aqui ela é representada como uma mulher carente de amor verdadeiro e que não sabe lidar com todos os problemas advindos de sua fama repentina, vemos uma mulher bela e talentosa, mas que jamais poderá ser entendida pela sociedade, por que era isso que fazia Marilyn ser tão perfeita: era diferente, imprevisível e maravilhosa.



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domingo, 15 de abril de 2012

333. HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE I, de David Yates


O começo do fim é sempre mais difícil, apesar de mais entediante que a segunda parte, seguramente elas duas juntas formariam um filme perfeito para os fãns.
Nota: 9,3




Título Original: Harry Potter and the Deathly Hallows – Part I
Direção: David Yates.
Elenco:Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Alan Rickman, Bonnie Wright, Tom Felton, Maggie Smith, Jim Broadbent, Michael Gambon, John Hurt, Matthew Lewis, Julie Walters, James e Oliver Phelps,Robbie Coltrane, Emma Thompson, Gary Oldman,
Produção: David Barron, David Heyman, J. K. Rowling
Roteiro: Steve Kloves, J.K. Rowling
Duração: 146 min.
Ano: 2010
Gênero: Aventura

As primeiras cenas já nos emocionam e chocam ao mesmo tempo: o ministério enfraquecido diz estar forte; Harry vê sua única referência de família deixá-lo; Rony observa a obscuridade que o mundo vive; e Hermione, em uma cena super emocionante, faz seus pais esquecerem que ela existiu e os deixa, quem sabe, para sempre, isso tudo ao som de “The Obliviation” (referência ao feitiço usado pela menina) música composta maestrialmente por Alexander Desplat. Depois aparece o título, a música é trocada por “Snape to Malfoy Manor” e essa é a deixa para começar uma cena completa com aquele show de interpretações, entre elas Alan Rickman (Severus Snape), Ralph Fiennes (Voldemort), Helena Bohan Carter (Belatrix Lestrange), Helen McCrory (Narcisa Malfoy), Timoty Spall (Rabicho) e Jason Isaacs (Lucius Malfoy). Logo depois a música muda para “Polyjuice Potion/Hedwige’s Theme” e temos mais uma cena tão boa quanto essa, mas sem a obscuridade da Mansão Malfoy: o que restou da Ordem da Fênix buscar Harry em sua casa. Dentre os interpretes temos Robbie Coltrane (Rubeus Hagrid), Rupert Grint (Rony), Emma Watson (Hermione), Brendan Gleeson (Alastor Moody), Natalia Tena (Nynphadora Tonks), David Thewlis (Remus Lupin) e Daniel Radcliffe, e é aí que o filme realmente começa: com a fuga de Harry Potter. Agora Harry, Rony e Hermione finalmente cresceram de vez e deixam de lado a escola para correr atrás do prejuízo e ir onde for necessário para encontrar os objetos escolhidos por Voldemort para depositar partes de sua alma, as Horcrux, e destruí-las. Mas dessa vez eles terão que seguir essa jornada sozinhos.

              Para alguns,  dividir  em  dois filmes  o último livro  foi  apenas para  ganhar dois bilhões de dólares ao invés de um; se era esse o objetivo eles  conseguiram, mas se o objetivo  era deixar a  história mais  clara e   fazer  ao  menos   uma   adaptação   decente  eles  também   conseguiram.   Aqui   o   diretor  começa  a  superar  suas  expectativas, apesar de usar câmera  de  mão  em  cenas  totalmente  inapropriadas para esse  tipo de recurso, os efeitos são mais uma vez  insuperáveis e a edição é linda. Temos ainda a trilha sonora de da promessa  da  década, Alexander  Desplat, apesar  desse  filme  ser  bem  mais  tedioso  que o segundo, a melhor de todas as oito trilhas criadas para a série é essa. O filme foi indicado ao Oscar nas categorias de direção de arte e e efeitos visuais. Citar apenas algumas  cenas é praticamente  impossível, mas aqui  vão 15 delas em ordem de acontecimento que quase resumem o filme:

1.                 Hermione faz seus pais esquecerem sua existência;
2.                 Os sete Potters;
3.                 Leitura do testamento de Dumbledore (importantíssima para se entender o restante da história);

4.                 Chegada no Largo Grimaldo (casa dos Black);


5.                 Reencontro com Dobby;
6.                 Ida de Harry, Rony e Hermione ao Ministério da Magia;
7.                 Hermione descobre como destruir as Horcrux;
8.                 Harry e Hermione dançando, seguida da descoberta do Pomo de Ouro;
9.                 Passada de Harry e Hermione por Godric’s Hallow;
10.             Harry acha a espada de Godric Gryffindor e reencontra Rony;
11.             O trio visita a Xenophilius Lovegood (Hermione conta “O Conto dos Três Irmãos);
12.             Perseguição dos Comensais da Morte após visita a Lovegood (uma das mais bem gravadas de toda a série, simplesmente maravilhosa);

13.             Os três passam pela Mansão Malfoy;

14.             Mais uma importante morte para o mundo bruxo;

15.             Voldemort encontra a Varinha das Varinhas.


As grandes atuações desse filme ficam por conta dos citados nas cenas da Mansão Malfoy e na fuga de Harry, são impressionantes as melhoras de Radcliffe, Grint e, principalmente, Watson (a melhor dos três). Acompanhar uma série durante dez anos de sua vida quando você tem apenas dezesseis é algo inexplicável, “Harry Potter” faz parte de mais da metade de minha vida, e por isso fará parte dela para sempre, durante esses anos li todos os livros da série e aqueles sobre a série, assisti a todos os filmes (apenas o primeiro não foi no cinema), fiz amigos que também gostavam da história e, hoje posso dizer, escrevi sobre todos eles. Ver o fim de uma saga tão importante é ótimo e terrível ao mesmo tempo, quando os livros terminaram nos apegamos aos filmes, e agora nos resta reler e rever, no entanto podemos ficar felizes e satisfeitos vendo que ao menos o desfecho dessa série foi feito com tanta dedicação para se tornar indiscutivelmente épico, afinal, como já disse, assim como o amor de Snape por Lily, essa série é permanecerá em nossas mentes e corações para sempre.


Para finalizar as críticas de todos os filmes da série, um momento de nostalgia para todos os fãs dessa Saga inesquecível. As críticas dos oito filmes podem ser conferidas aqui no blog...
Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte II

NOX...

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334. HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE, de David Yates


O mais romântico dos filmes era para ter sido o mais obscuro por contar a vida de Lord Voldemort e mostrar a morte de uma das personagens mais queridas e importantes da saga.
Nota: 8,5 



Título Original: Harry Potter and the Half-Blood Prince
Direção: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Michael Gambon, Ralph Fiennes, Maggie Smith
Produção: David Heyman, David Barron e John Trehy
Roteiro: Steve Kloves
Ano: 2007
Duração: 153 min.
Gênero: Fantasia / Aventura

O mundo trouxa está cada vez mais propenso às maldades de Voldemort; Dumbledore mostra a Harry algumas de suas lembranças para que o passado do Lorde das Trevas seja revelado; Harry se aproxima de seu novo professor de poções; os corações de todos os jovens em Hogwarts estão enlouquecidos e é chegada a hora de Severus Snape provar sua lealdade ao seu verdadeiro mestre. Em uma dessas lembranças desvendada por Harry e Dumbledore será revelada a forma que Voldemort encontrou para viver tanto tempo, e é somente aqui que poderemos compreender um pouco do que está por vir e de tudo o que Harry deverá se sujeitar a fazer.


A direção ficou a cargo do mesmo diretor do filme anterior, David Yates, no entanto a adaptação desse sexto livro consegue ser pior do que a do quinto. Bem como o quinto filme, esse é repleto de qualidade técnica, tanto visual quanto sonora, a trilha ainda é de Nicholas Hooper, que nos traz um trabalho mediano. Portanto, bem como no quinto filme, o roteiro é fraco e o que salva esse filme da catástrofe são as excelentes cenas compostas pelos excepcionais intérpretes. As poucas lembranças mostradas acabam por nos revelar muito menos do que necessário, dessa forma o filme acaba, de certa forma, se perdendo não agregando absolutamente nada à trama da série como um todo, a pouca fidelidade fica para as últimas cenas onde vemos um dos maiores ídolos da série morrer.


O novo professor de poções, Horácio Slughorn, é vivido pelo sempre ótimo Jim Broadbent que, até então, possuía em seu currículo nomes fortes como “A Jovem Rainha Victoria” (2009); “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008); “As Crônicas de Nárnia” (2005); “Robôs” (2005); “Bridget Jones: No Limite da Razão” (2004); “O Segredo de Vera Drake” (2004); “Gangues de Nova York” (2002); “Iris” (2001); Moulin Rouge – Amor em Vermelho” (2001) e “O Diário de Bridget Jones” (2001), isso tudo apenas na primeira década desse século; em 2002 ele venceu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante por “Iris”. Além dele temos a entrada da nada decepcionante Helen McCrory, atriz há apenas vinte anos já possui em seu currículo cinquenta trabalhos, dentre eles “O Conde de Monte Cristo” (2002); a série “Dickens” (2002); “Casanova” (2005); “A Rainha” (2006); “O Fantástico Senhor Raposo” (2009) e, mais recentemente, o incrível “A Invenção de Hugo Cabret” (2011), na série do menino bruxo ela interpreta a mãe do inimigo de escola de Harry, Narcisa Malfoy.


O penúltimo livro da série é um dos melhores por nos revelar um pouco sobre o deprimente passado do Lorde das Trevas, no entanto o filme se perde mostrando apenas os problemas da juventude dos alunos de Hogwarts, não que o filme seja ruim, aliás nenhum dessa série o é, mas poderia ser melhor, muito melhor devido ao enredo criado pela autora dos livros.


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335. HARRY POTTER E A ORDEM DA FÊNIX, de David Yates.

Uma dos filmes mais eletrizantes da série poderia ser melhor se não pecasse tanto na adaptação do enredo.
Nota: 8,7



Título Original: Harry Potter and the Order of the Phoenix
Direção: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Michael Gambon, Ralph Fiennes, Imelda Stauton, Maggie Smith
Produção: David Heyman, David Barron e John Trehy
Roteiro: Michael Goldenberg
Ano: 2007
Duração: 138
Gênero: Fantasia / Aventura


Em meio a descobertas e problemas com todo o mundo bruxo, Harry se vê obrigado a continuar sua tarefa de destruir o Lorde das Trevas. O menino que sobreviveu acaba saber da existência de uma irmandade que lutava contra Voldemort quando seus pais ainda eram vivos: a Ordem da Fênix, criada por Dumbledore com o intuito de proteger a todos. Em seu quarto ano na escola Harry viu Voldemort voltar, no entanto o diretor de Hogwarts é o único que acredita no garoto. Com a chegada de uma nova professora na escola tudo tenderá a mudar, e é aí que Harry e seus colegas se vêem obrigados a agir, criando a Armada Dumbledore.

Até aqui Yates só havia feito coisas para a televisão, ele só deixará a direção da série Harry Potter com o último filme. Começar com a adaptação do maior livro da série não é nada empolgante. O filme é bom, e a técnica nos efeitos especiais e na edição é indiscutivelmente ótima, a trilha sonora de Nicholas Hooper também não decepciona. O que nesse filme realmente não presta é o roteiro, a adaptação é pobre e nada fiel. Não o digo apenas pelo fato de ter lido o livro, digo por que mesmo para aqueles que somente assistem ao filme dezenas de coisas deixaram de ser reveladas. A compensação vem mesmo com grande momentos, como Dumbledore deixando a escola e mostrando ao Primeiro Ministro quem manda, ou na batalha (a qual não tem absolutamente nenhum semelhança com a do livro, mas se torna excelente apenas pelos atores) entre Dumbledore e Voldemort, Gambon e Fiennes respectivamente, onde os dois nos proporcionam beleza pelos simples fato de serem dois grandes bruxos e dois grandes atores lutando pelo o que acreditam. Outras cenas memoráveis são as da Armada Dumbledore, as demais que ocorrem no Ministério da Magia (todas bem diferentes do livro) e uma pra lá de odiável entre Stauton e a sempre ótima Maggie Smith onde elas discutem lealdade e forma de lecionar.
E aquele nosso jovem elenco cresce enlouquecidamente sem pedir licença, cada vez mais vemos o trio principal e todos que os cercam se tornarem verdadeiros adultos. A volta de Brendan Gleeson como Moody é muito bem vinda; bem como a chegada de Natalia Tena como Tonks; Imelda Stauton, ela vive a insuportável Professora Dolores Umbridge, uma mulher que faz de tudo para ter o poder que acha que merece, a cena em que ela tenta expulsar Trelawney e é impedida por Dumbledore; aliás outro ponto fortíssimo da trama, Gambon encara um Dumbledore frio e aparentemente mudado com toda sua garra, nos fazendo acreditar que interpretar uma personagem tão enigmática seja mesmo tarefa fácil; além deles não posso deixar de falar de Ralph Fiennes e seu Voldemort perfeito que nos dará o ar da graça somente na primeira parte do sétimo filme (no sexto a personagem aparece jovem).


Em “a Ordem da Fênix” parece que Harry finalmente começa a compreender seu fardo, afinal, entender o quão pesado ele é se tornou essencial para vencer essa guerra que, com o passar do tempo, atinge não somente a população bruxa, mas todo o mundo. Aqui podemos ter uma adaptação totalmente inferior a grandiosidade do livro, um dos mais bem escritos da série, mas temos um filme de qualidade que nos prepara para a insuperável produção dos dois últimos filmes da série, portanto merece ser visto pelo menos para conferir as cenas de Gambon e Fiennes como os dois maiores bruxos vivos, e esses atores sim dão conta do recado.


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