Mostrando postagens com marcador Ficção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ficção. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de março de 2014

008. (ESPECIAL OSCAR 2014) GRAVIDADE, de Alfonso Cuarón

Uma obra prima.
Nota: 9,8


Título Original: Gravity
Direção: Alfonso Cuarón
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Ed harris, Orto Ignatiussen, Phaldut Sharma, Amy Warren, Basher Savage e Janes Ahern
Produção: Alfonso Cuarón, David Heyman, Christopher DeFaria, Stephen Jones, Nikki Penny e Gabriela Rodriguez
Roteiro: Alfonso Cuarón, Jonás Cuarón e George Clooney
Ano: 2013
Duração: 91 min.
Gênero: Drama / Ficção / Ação


Ryan Stone é uma engenheira que foi chamada para trabalhar um tempo no espaço. Ao lado do experiente astronauta Matt Kowalski, ela deixa o interior seguro de uma nave espacial para realizar um conserto. Enquanto Stone finaliza o trabalho, Kowalski é alertado quanto a destroços de um aparelho destruído por russos. Sem conseguir chegar até a nave, Stone e Kowalski são atingidos pelos destroços e ficam afastados da nave. Agora, a dupla está à deriva, com pouco oxigênio, chances remotas de conseguir ajuda, e chances menores ainda de permanecerem vivos.


“A 600km acima do planeta Terra a temperatura oscila entre 120º e -100º Celsius. Não há nenhuma transmissão de som, nenhum oxigênio, e nenhuma pressão atmosférica. Vida aqui é impossível.” São essas palavras que fizeram parte de qualquer comercial de “Gravidade”. São elas, ainda, as primeiras palavras apresentadas ao espectador. Com isso, esperamos um filme longo, demorado e chato, pois imaginamos que tipo de longa pode ser realizado tendo como ambiente um local sem som, sem oxigênio, sem pressão atmosférica, sem vida. Antes de assistir a esse longa, inúmeras pessoas perguntavam se eu já havia ouvido falar sobre ele. Minha resposta sempre foi: sim, mas ainda não tive coragem suficiente para assisti-lo.  Certa noite, resolvi encarar o longa como uma forma de relaxar. Qual foi minha surpresa quando comecei a assistir ao filme e em momento algum visualizei cenas enfadonhas. Desmitificando tudo o que dezenas de pessoas falam acerca do filme, afirmo que o longa é excitante e curioso do começo ao fim. Não que cenas de ação sejam necessárias, até acho que algumas delas poderiam ter sido mais monótonas, mas o roteiro e as interpretações são tão intensas que nos levam diretamente para o que os personagens estão vivendo (ainda mais se o filme for assistido em 3D) e passamos o longa desesperados.


Alfonso Cuarón é conhecido por três grandes trabalhos: “E Sua Mãe Também” (2001), “Harry Potter e o Prisioneira de Azkaban” (2004) e “Filhos da Esperança” (2006). Com “Gravidade”, o diretor entra para o grupo dos grande nomes indicados ao Sindicato dos Diretores e ao Oscar, a maior premiação do cinema. E não há uma alma que diga que Cuarón não merece tais indicações e, ainda, ser o vencedor desses prêmios. Inclusive, Cuarón e Mark Sanger, editores do longa, criaram novas tecnologias para realizar as filmagens, uma delas, por exemplo, faz a câmera rodar, acompanhando os movimentos dos personagens que estão girando pelo espaço. O filme possui algumas singularidades que devem ser mencionadas. Não posso deixar de citar, e o faço logo no começo, o fato de os russos causarem tantos estragos por detonarem um aparelho no espaço, o que torna o filme ainda mais americano, apesar de o diretor ser mexicano e o produtor David Heyman ser inglês. Ainda cito algumas cenas que esperava encontrar e não encontrei: muitas pessoas observaram que o filme tinha momentos de extremo silêncio, mas eles não existem. Acredito que algumas cenas poderiam ser completamente mudas, sem alterar sua grandiosidade ou seu impacto (provavelmente elas não existam pois podriam quebrar o clímax eterno do longa. A escolha de existirem poucos personagens é muito arriscada, mas é um dos grandes pontos do longa.


O roteiro de Alfonso Cuarón, Jonás Cuarón, filho do diretor, e George Clooney, que despensa apresentações, é rico e não deixa o espectador se perder ou de distrair com outra coisa. É interessante a forma como toda a trama se desenvolve em um possível tempo real, ou seja, a história, provavelmente, ocorre no mesmo tempo do filme, em uma hora e meia. Os diálogos dos personagens e a forma como é feita a construção de Stone (uma mulher inexperiente no espaço e, por isso, temerosa) e Kovalski (um homem com experiência em problemas no espaço e, por isso, mas tranquilo) é maravilhosa e nos cativamos por ambos desde o início do longa. A trilha sonora do filme é do iniciante compositor Steven Price (e estará a disposição aqui no blog durante mais uma semana). Apesar de ter apenas dois filmes em seu currículo como compositor, o inglês trabalhou como programador musical em “A Liga Extraordinária” (2003)  e em “Resgate Sem Limites” (2003) e editor musical em “O Senhor dos Aneis: As Duas Torres” (2002), “O Senhor dos Aneis: O Retorno do Rei” (2003), “Batman Begins” (2005), “Criatura Perfeita” (2006), “A Última Legião” (2007) e “Terra” (2007). “Gravidade” portanto, é seu primeiro grande trabalho na composição. Price, nesse contexto, excede expectativas, pois a trilha do longa, como já citei, se torna essencial devido ao número reduzido de personagens e ao fsto de tudo ocorrer no espaço, onde não há possibilidade de propagação sonora. Músicas dramáticas que protagonizam as cenas melancólicas de Bullock se misturam às músicas agitadas que permeiam as cenas em que Stone é atingida pelos destroços do aparelho russo. A música da cena final do longa é uma das mais belas do ano e, sem dúvida, uma das que mais causa emoção dos últimos anos.


Em termos de atuação, temos apenas duas: Sandra Bullock, como Stone, e George Clooney, como Kowalski. Assim como muitos outros críticos, até hoje não engoli o Oscar de Bullock em 2009 por “Um Sonho Possível” (2008), o filme é chato e a personagem da atriz é cômica demais, exigindo pouco dela. Dali por diante confesso ter pegado um implicância por Bullock, que parecia artificial demais em cada um de seus filmes. Entretanto, “Gravidade” quebrou qualquer problema do passado existente em relação a ela. Finalmente incumbiram à atriz uma personagem realmente dramática, e mais, uma personagem que carrega o filme nas costas. Enquanto Stone está no espaço – o que ocorre na maior parte do filme – Bullock está coberta por aquela roupa típica de astronautas, por isso, o único artifício que pode ser usado são suas feições. O desespero de uma mulher à beira da morte que não sabe como agir, o medo de uma leiga ao ligar uma nave espacial, a culpa de uma profissional ao ver seu colega e sacrificar por ela, a angústia de uma mãe ao contar sobre a morte prematura da filha e o alívio de um ser humano ao constatar que ainda existe possibilidade de vida são intensos e poucas vezes atingiram um grau tão alto em uma interpretação quanto Sandra Bullock atingiu aqui. Não estamos acostumados a ver George Clooney ser pouco considerado em premiações, não sei se foi o teor subjetivo do longa, mas sua interpretação me comoveu e me conquistou como poucas conseguem fazer. O Kowalski criado pelo ator é um homem vivo, disciplinado, calmo e extremamente espirituoso. É um ser humano como outro qualquer, as feições de Clooney e a voz do ator são essenciais para que o longa seja tão absurdamente pavoroso e acho uma lástima o ator ter sido esnobado por inúmeras premiações.


“Gravidade” é uma das grandes promessas para o Oscar esse ano. Ao todo, são 10 indicações à premiação. A mais importante, sem dúvidas é como melhor filme. Tendo em vista a indicação a melhor direção, é um dos cinco favoritos e concorre penas com “12 Anos de Escravidão”, com quem dividiu o prêmio do Sindicato dos Produtores e grande favorito do ano. Melhor direção para Alfonso Cuarón, que concorre com Martin Scorsese (sempre um favorito), por “O Lobo de Wall Street” e com Steve McQueen, por “12 Anos de Escravidão”, lembrando que David O. Russell pode ser a grande surpresa com seu “Trapaça”, Cuarón é o favorito do ano, tendo vencido 26 prêmios ao longo da temporada (incluindo do Sindicato de Diretores) e, provavelmente, deverá vencer o prêmio. Melhor atriz, para Sandra Bullock, apesar de ser a melhor interpretação da carreira da atriz, a disputa está entre Cate Blanchett e Amy Adams, mas que a vitória de Bullock seria uma surpresa muito agradável, isso seria. Melhor fotografia, tendo em vista a qualidade e o fato de o filme ter vencido vários outros prêmios na categoria, provavelmente a vitória é dele. Melhor edição, a exclusão de “O Lobo de Wall Street” e a qualidade técnica de “Gravidade” praticamente garantem a vitória do longa, que acaba tendo como ameaça “Trapaça”, vencedor do prêmio do Sindicato dos Editores. Melhor trilha sonora, para Steve Price, apesar dos concorrentes de peso (John Williams e Alexander Desplat) é, sem dúvida, a trilha mais marcante do ano, devendo levar o prêmio. Melhores efeitos visuais, talvez seja o grade prêmio do longa, devido às pesquisas, ao melhoramentos e aos avanços que o filme traz ao cinema. Melhor edição de som, outra categoria em que o longa arranca como favorito, é impossível não se impressionar com a beleza sonora e visual do filme, “Capitão Phillips” pode ser o azarão na categoria. Melhor mixagem de som, com “Capitão Phillips” em seu encalço novamente, é uma categoria um pouco incerta, mas “Gravidade” ainda é o favorito”. Melhor direção de arte, outro ponto forte do longa, sua única ameaça é “O Grande Gatsby”, filme com direção de arte impecável.



É inegável que o conjunto técnico de “Gravidade” torna esse filme um dos melhores do ano, senão o melhor. Poucos longas possuem tal qualidade sonora (incluindo mixagem, edição de som e trilha sonora), visual (incluindo figurino, fotografia, edição), de direção e de roteiro, entretanto, são as interpretações de Bullock e Clooney que seguram o longa de forma inexplicável. São os sentimentos expressos pela voz do ator que dão o tom experançoso e forte vindos da segurança e experiência de um astronauta vivido. São os sentimentos de desepsero e alívio que vemos nos olhos e no corpo de Bullock que humanizam o longa e o tornam ainda mais comovente e belo. O espaço, por sua vez, é um vilão real que não tem pena de nossos personagens e não pretende se redimir. Sem as grandes interpretações de Bullock e Clooney o longa não seria nada. Dessa vez, se Sandra Bullock vencesse o Oscar, jamais me ouviriam contestar, pois dessa vez, sem sombra de dúvidas, seria mais que merecido. Mas também não podemos deixar o trabalho de Cuarón de lado. Se não fosse sua maestria, todos os sentimentos de Bullock jamais teriam sido capturados. E mais: foi Cuarón quem criou a história desse filme, foi ele quem planejou cada segundo, foi Cuarón quem idealizou e materializou toda essa obra da sétima arte. E se Cuarón não o tivesse feito com tanta originalidade, qualidade e perfeição, ninguém mais o faria.

TOP 10 FILMES INDICADOS AO OSCAR
Essa é a minha lista dos filmes que eu considero os 10 melhores do ano (dentre aqueles que foram indicados ao Oscar em qualquer categoria):
10. Nebraska
09. Inside Llewyn Davis
08. Capitão Phillips
07. Alabama Monroe
06. A Grande Beleza
05. Frozen: Uma Aventura Congelante
04. Ela
03. O Lobo de Wall Street
02. A Caça
01. Gravidade

ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

019. (ESPECIAL OSCAR 2014) O CAVALEIRO SOLITÁRIO, de Gore Verbinski

            Um filme sem nexo, sem propósito e com todos os erros possíveis.
Nota: 7,5



Título Original: The Lone Ranger
Direção: Gore Verbinski
Elenco: Armie Hammer, Johnny Depp, William Fichtner, Tom Wilkinson, Ruth Wilson, Helena Boham Carter, James Badge Dale, Bryant Prince, Barry Papper, Manson Cook, JD Cullum, Saginaw Grant, Harry Treadway, James Frain, Joaquín Cosio
Produção: Jerry Bruckheimer, Gore Verbinski
Roteiro: Justin Haythe, Ted Elliott e Tery Rossio
Ano: 2013
Duração: 149 min.
Gênero: Ação / Aventura / Faroeste

No meio de uma pequena cidade no velho oeste, uma grande empresa constrói, sobre a supervisão de Lathan Cole, uma estrada de ferro. Para inaugurar essa construção em grande estilo, Cole promete o enforcamento do fora da lei Butch Cavendish. Entretanto, o trem que leva o criminoso é atacado no meio do percurso. John Reid, que está indo para a mesma cidade se tornar promotor, acaba deixando Cavendish escapar por insistir em usar apenas a justiça legal como arma. Ao lado de Cavendish, está preso o índio Tonto, o qual John se certifica de deixar na cadeia assim que chega na cidade. Quando John reencontra se irmão, Dan, o xerife do local, parte em busca de Cavendish, todavia, a trupe toda é assassinada, sobrando apenas John, o futuro Caveleiro Solitário.


Quando o grupo que busca Cavendish sofre a emboscada que mata quase todos, Tonto, que conseguiu fugir da cadeia, salva a vida de John, e é aí que os dois iniciam sua aventura juntos. Além desses homens todos, o filme conta com algumas mulheres. Rebecca Reid é a mais importante. Esposa de Dan e mãe de seu único filho, ela e John tiveram um romance no passado e o reencontro fará reviver antigas chamas do passado. Outra mulher importante é Red Harrington, a dona do bordel da cidade que perdeu a perna por culpa de Cavendish. Tonto e o Cavaleiro Solitário são dois personagens que fizeram muito sucesso há anos, principalmente em rádios. Claro que uma adaptação da história seria esperada por todos que se interessam pela série e pelo velho oeste americano. A junção de Verbinski, Depp, Hans Zimmer (compositor da trilha sonora) e Bruckheimer, após os sucessos da franquia “Piratas do Caribe” só fez aumentar as expectativas e o orçamento do filme (quase 400 milhões de dólares) fez todos enlouquecerem. E o problema está justamente aí: o público enlouqueceu ao saber dessa produção imensa, mas, pare realizar esse filme, o diretor também enlouqueceu, o produtor enlouqueceu, os atores enlouqueceram. A história possui um ótimo enredo, com personagens bem escritos e um desenvolvimento divertido e nada monótono. Todavia, nada supera a loucura a que estamos expostos quando assistimos a esse longa. O ambiente de velho oeste visto em grandes filmes de ficção se mistura com as batalhas horríveis que foram travadas contra índios que foram dizimados no norte da América. Cenas e lutas em cima de trens (onde até os cavalos são capazes de correr) se misturam a cenas muito reais onde homens fazem justiça com sangue. Os costumes e crenças indígenas se opõe aos atos cruéis dos vilões. A realidade sobre a busca do ouro naquela região e naquele tempo são confrontadas com as impossibilidades que rondam a trama. Algumas cenas muito improváveis até são interessantes, mas o conjunto da produção é uma verdadeira catástrofe.


Armie Hammer caiu no gosto do público e da crítica. Johnny Depp sempre foi amado por todos, mesmo sendo excêntrico desde que iniciou sua carreira. Helena Boham Carter chegou a interpretar a diva Elizabeth Taylor para um filme de televisão no último ano. Tom Wilkinson é um dos atores mais respeitados de sua geração. Alguém, qualquer um que seja, explique-me por que esses astros, que podem conseguir papeis em qualquer filme e não precisam de dinheiro urgentemente, toparam realizar “O Cavaleiro Solitário”? Não, ninguém será capaz de responder a esse questionamento. Depp alegou ser grande fã de Tonto, e, talvez, tenha sido essa sua paixão pelo personagem que o afundou mais do que qualquer pessoa podia esperar. Ele está chato, sem graça e idiota demais. O Tonto construído por Depp é um homem fraco sem qualquer perspectiva. Hammer se deu tão bem fazendo o drama “A Rede Social” (2010) em que viveu irmãos gêmeos (ele representava os dois de formas totalmente diferente), chegou a ser indicado ao Sindicato dos Atores pelo drama “J Edgar” (2011). Então, como se não tivesse mais nenhuma proposta, decidiu enfiar sua cabeça em filmes que vão de mau a pior, como “Espelho, Espelho Meu” e “O Cavaleiro Solitário”. Qual o motivo para interpretar John Reid agora? E Boham Carter que possui duas cenas relevantes. Duas cenas ridículas em que, resumindo, Red Harrington levanta sua perna de marfim para atirar em coisas com uma arma imbecil que sai do salto do sapato. E, o pior de todos, Tom Wilkinson. Um dos maiores atores de sua geração acaba de perder o respeito de muitas, mas muitas pessoas. E não falo apenas do público, falo de produtores, atores, diretores, falo de pessoas importantes para o cinema.



“O Cavaleiro Solitário” surpreendeu a todos recebendo duas indicações ao Oscar: melhores efeitos visuais e melhor maquiagem e cabelo. Ambas as indicações são merecidas, claro que filmes como “O Homem de Aço” mereciam mais a indicação na categoria visual, e “Trapaça” também é um filme superior que possui maquiagem e cabelo como grandes componentes. O consolo é saber que as chances de o longa sair vencedor são tão remotas quanto as chances de o pássaro ridículo na cabeça de Tonto soltar um granido. Se, nessa corrida para o Oscar, assistir a “Meu Malvado Favorito 2” foi a maior tortura que meu bom senso pôde aguentar, escrever sobre “O Cavaleiro Solitário” é meu maior teste de paciência, pois fica difícil saber por onde começar a falar dessa confusão que o longa faz acerca dele mesmo. A diferença entre esse e a animação, é que “O Cavaleiro Solitário” ao menos diverte. Apesar de possuir uma beleza estética inquestionável, ter qualidade sonora e ser uma boa diversão, o longa se afunde cada vez mais em uma trama que enrola a cada momento. O filme não cansa por ser monótono, pois ele não é, cansa por ser repetitivo e enrolado. Dessa vez, essa grande produção não acertou o ponto. Talvez, do quarteto composto por Verbinsk, Depp, Zimmer e Bruckheimer, apenas o compositor se salva ao nos presentear com uma trilha muito apropriada e divertida. Entretanto, uma andorinha só não faz verão. E um compositor, apenas, não faz um filme. 

SINDICATO DOS EDITORES DE SOM DE FILME:
Melhor Edição de Som – Efeitos Sonoros: Gravidade
Melhor Edição de Som – Diálogos: Capitão Phillips
Melhor Edição de Som em Animação: Epic
Melhor Edição de Som em Filme Estrangeiro: O grande Mestre
Melhor Edição de Som – Música em Filme Musical: Frozen
Melhor Edição de Som – Música em Filme: O Grande Gatsby
Melhor Edição de Som em Documentário: Dirty Wars

SOCIEDADE DE ÁUDIO DE CINEMA
Melhor Mixagem de Som em Filme Live Action: Gravidade
Melhor Mixagem de Som em Filme Animação: Frozen
ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

021. (ESPECIAL OSCAR 2014) ALÉM DA ESCURIDÃO: STAR TRAK, de J. J. Abrams

Uma excelente distração de sci-fi.
Nota: 8,5



Título Original: Star Trek Into Darkness
Direção: J. J. Abrams
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana, Karl Urban, Simon Pegg, John Cho, Benedict Cumberbatch, Anton Yelchin, Bruce Greenwood, Peter Weller, Alice Eve, Noel Clarke, Nazneen Contractor, Amanda Foreman, Jay Scully, Jonathan Dixon, Aisha Hinds, Joseph Gatt, Jeremy Raymond, Tony Guma, Kimberley Arland, Sean Blakemore
Produção: J. J. Abrams, Bryan Burk, Alex Kurtzman, Damon Lindelof, Roberto Rci
Roteiro: Roberto Orci, Alex Kurtzman, Damon Lindelof e Gene Roddenberry (série para televisão)
Ano: 2013
Duração: 132 min.
Gênero: Ação / Aventura / Ficção

Para salvar a vida de seu melhor amigo, Spock, o Capitão Kirk acaba expondo sua nave, a Enterprise, a uma sociedade que mal descobriu a roda. Com isso, ao voltar para a Terra, ele perde seu posto como Capitão. Entretanto, a Frota Estrelar é atacada por John Harrison, um renegado, e muitos líderes acabam morrendo. Com a fuga de Harrison, Kirk é reconduzido ao posto de Capitão da Enterprise para capturar o criminoso em um planetoide dentro do Império Klingon sem que haja nenhuma menção de Guerra. Todavia, Kirk descobrirá que coisas muito mais complexas e perigosas aconteceram no passado e que a história de John Harrison está longe de ser apenas sobre um renegado revoltado com a Frota Estrelar.


Decididamente, filmes de ficção científica estão longe de ser os meus favoritos. Também não sou um grande fã de filmes de super-heróis. “Star Trek” é uma mistura de sci-fi com heróis. O Capitão James Kirk, o Comandante Spock, o dr. Leornard McCoy (Bones), a Tenente Nyota Uhura, o Tenente Scott e, até mesmo, John Harrison, cada um deles, à sua maneira, representa um tipo de herói. Seja para sua raça, seja para seus amigos, seja para a sociedade, ou para o público. Como todo filme do gênero, existe um vilão também. Aquele que deseja destruir alguma raça, ou humanidade, aquele homem  ou aquela mulher que passa por cima de tudo e todos por seus ideias ou desejos. Aqui, não é diferente. Não é uma grande revelação dizer que o vilão da vez, na realidade, é o Almirante Marcus, que descobriu, anos atrás, que Harrison vinha de uma raça extremamente forte e inteligente e resolveu usá-lo para adaptar o armamento da Frota Estrelar. Claro que o plano fugiu do controle do Almirante e, antes de fugir, Harrison deixou toda sua população à salvo no lugar mais inimaginável da terra. Revelar mais, aí sim, seria desagradável. Mas é sobre isso que o longa se sustenta e se torna um filme de ficção científica com “super-heróis” extremamente inteligente e agradável. Desde o princípio, já conferimos a amizade incomum ente Kirk e Spock, dois parceiros que não se intimidam em demostrar o que sentem um pelo outro – na realidade, Spock parece não possuir muitos sentimentos, mas chegará o momento em que até ele compreenderá a necessidade e beleza deles. Ainda relacionando-se a Spock, vemos o amor entre ele e a Tenente Uhura, claro que, um casal muito incomum, mas que prova que mesmo com as diferenças, o amor é possível. Temos, também, o exemplo de lealdade e humanismo encontrado em Harrison, uma criatura que arrisca a sua vida para salvar aqueles que ama: sua família, sua tripulação, sua raça. O Almirante Marcus, nesse contexto, é o retrato da ganância, da soberba, da luxúria, um homem que não respeita os limites nem a decência para conseguir o que quer. E, mais que tudo isso, temos a prova dada por Spock e Kirk, de que existem pessoas que permanecem dignas e inexpugnáveis frente às chantagens e ameaças.


Chris Pine é um daqueles tipos de atores potencial, ou seja, sempre vejo nele alguém que está prestes a nos trazer uma interpretação inacreditável. Aqui, ainda não temos essa atuação, mas ele sustenta com muita competência um dos personagens mais importantes da ficção científica da atualidade. Como o Capitão James Kirk, Pine mostra que o personagem é mais que um rostinho bonito: é um amigo leal, um Capitão justo, um profissional destemido e um homem digno. Aquele Kirk bon vivant dá espaço a um verdadeiro Capitão que tem por objetivo completar suas tarefas e fazer o melhor possível pela humanidade. Spock, é interpretado por Zachary Quinto na melhor atuação do longa. Quinto não expressa muitos sentimentos enquanto seu persongem passa por seu momento frio e inexpressivo, entretanto, Quinto muda de feição e muda Spock por completo quando passa por provações que colocam seus ideias em jogo. Zoe Saldana e Alice Eve são as mulheres da vez. Saldana é uma Uhura que conhece os defeitos e as qualidades de quem ela ama e está disposta a fazer os sacrifícios necessários por seu mundo. Eve vive Carol, a filha do Almirante Marcus, uma mulher muito mais digna que o pai, que prova, entre tantas boas mesagens, que quem sai aos seus, com a graça de Deus, pode degenerar. Por fim, Benedict Cumberbatch, que participa de quatro filmes indicados ao Oscar esse ano, vive Khan, um ser emblemático e misterioso como somente Cumberbatch pode ser. É curioso traçar um paralelo entre essa e outras interpretações do ator esse ano: aqui, ele vive um ser superior, que não se abala com nada, em “12 Anos de Escravidão”, ele é um bom fazendeiro que não se importa em ajudar os negros, em ‘Álbum de Família”, é um rapaz oprimido pelas louras da mãe, e, em “O Hobbit: A Desolação de Smaug” faz a voz de um dragão que está trancado há anos em uma caverna, onde repousa coberto por objetos de ouro.



Muitos cientistas acreditam que muito antes do final do século, o homem encontrará outros planetas com vida. Alguns supõe que pelo menos 12 planetas com condições semelhantes às do nosso podem ser descobertos pelo homem. E os números podem subir  a qualquer momentos. Essas suposições se tornam ainda mais animadoras para os homens e mulheres quando filmes de ficção científica são conferidos. “Star Trek” é um desses. Apesar de seres muito diferentes, o filme foca em seres humanos em um futuro próximo, onde galáxias estão em guerra, onde mundos são descobertos a todos os momentos. Indicado ao Oscar como melhores efeitos visuais – perderá para “Gravidade” -, o filme é um belo exemplo do que acredita-se ser possível no futuro. Apesar de não ser fã de longas que fazem tantas suposições acerca do amanhã e do que o Espaço reserva ao homem, confesso que “Além da Escuridão: Star Trek” vai além de um filme sobre o futuro, é um filme sobre a aceitação e convivência com diferenças, não importando de que planeta se venha.

VENCEDORES DO PRÊMIO DA SOCIEDADE INTERNACIONAL DE CINÉFILOS
Melhor Filme: Inside Llewyn Davis
Melhor Direção: Alfonso Cuarón, por Gravidade
Melhor Ator: Leonardo DiCaprio, por O Lobo de Wall Street, e Osacar Isaac, por Inside Llewyn Davis
Melhor Atriz: Adèle Exarchopoulos, por Azul é a Cor Mais Quente
Melhor Ator Coadjuvante: James Franco, por Spring Breakers
Melhor Atriz Coadjuvante: Léa Seydoux, por Azul é a Cor Mais Quente
Melhor Roteiro: Joel e Ethan Coel, por Inside Llewyn Davis
Melhor Filme Estrangeiro: Azul é a Cor Mais Quente
Melhor Cocumentário: Stories We Tell
Melhor Filme de Animação: Ernest e Celestine
Melhor Elenco: Inside Llewyn Davis
Melhor Fotografia: Emmanuel Lubezki, por Gravidade
Melhor Edição: Alfonso Cuarón e Mark Sanger, por Gravidade
Melhor Direção de Arte: K. K. Barrett, por Ela
Melhor Trilha Sonora: Win Butler e owen Pallett, por Ela
VENCEDORES DO PRÊMIO SATELLITE
Melhor Filme: 12 Anos de Escravidão
Melhor Direção: Steve McQueen, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Ator: Matthew McConaughey, por Clube de Compras Dallas
Melhor Atriz: Cate Blanchett, por Blue Jasmine
Melhor Ator Coadjuvante: Jared Leto, por Clube de Compras Dallas
Melhor Atriz Coadjuvante: June Squibe, por Nebraska
Melhor Roteiro Adaptado: Steve Coogan e Jeff Pope, por Philomena
Melhor Roteiro Original: Eric Warren Singer e David O. Russel, por Trapaça
Melhor Filme Estrangeiro: Alabama Monroe
Melhor Filme de Animação: O Vento Está Soprando
Melhor Documentário: Blackfish – Fúria Animal
Melhor Trilha Sonora: Steven Price, por Gravidade
Melhor Canção Original: Young and Beautiful, de O Grande Gatsby
Melhor Fotografia: Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum
Melhores Efeitos Especiais: Gravidade
Melhore Direção de Arte: O Grande Gatsby
Melhor Figurino: The Invisible Woman
Melhor Edição: Trapaça
Melhor Som: Gravidade
ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

037. O HOMEM DE AÇO, de Zack Snyder

Uma boa e grande surpresa entre as novas adaptações dos heróis.
Nota: 9,0



Título Original: Man of Steel
Direção: Zack Snyder
Elenco: Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon, Diane Lane, Russel Crowe, Kevin Costner, Antje Traue, Harry Lenixx, Richard Schiff, Christopher Meloni, Aylet Zurer, Laurence Fishburne, Dylan Sprayberry, Cooper Timberline, Richard Cetrone
Produção: Christopher Nolan, Charles Roven, Deborah Snyder, Emma Thomas
Roteiro: David S. Goyer, Christopher Nolan
Ano: 2013
Duração: 143 min.
Gênero: Ação / Aventura / Fantasia

Quando Jor-El percebe que Krypton, o mundo onde vive com a mulher e o filho recém-nascido, está à beira de ser destruído, o cientista resolve enviar Kal-El, seu filho, para o planeta Terra afim de salvar sua vida. Entretanto, o General Zod, que estava levantando o povo de Krypton contra seus governantes, percebe que Jor enviou com Kal importantes informações sobre as futuras gerações de seu povo. Ao chegar a Terra, o garoto passa a ser chamado de Clark Kent e passa a ser criado por Jonathan e Martha. 33 anos depois, Clark vive isolado em seu próprio eu, com medo de que descubram que detém forças e poderes inimagináveis. No entanto, Zod encontra Clark e decide ir a Terra, encontrar as informações e reconstruir Krypton, custe o que custar.



Uma de minhas maiores críticas acerca de longas que envolvem super-heróis é a falta de seriedade com a qual os filmes acabam sendo tratados. Todavia, algumas histórias necessitam de mais coerência. Superman e Capitão-Amperica são dois dos personagens de quadrinhos que mais me interessam. São os únicos criados e popularizados com algum propósito maior que o de trazer diversão ao público. Clark Kent e Steve Rogers foram popularizados com a finalidade de trazer alguma esperança à América em tempos difíceis. Enquanto o Superman salvava os EUA durante a Grande Depressão que assolou os americanos em 1929, o Capitão América chegou a ter uma revista onde matava Hitler, trazendo confiança e esperança ao povo norte-americano em meio a Segunda Guerra Mundial. Talvez seja por terem atingido propósitos tão louváveis que os longas que trouxeram os personagens para o cinema atualmente, sejam tão interessantes. O enredo de “O Homem de Aço”, é claro, não permitiria que houvesse qualquer menção à crise, todavia, quando Zod chega a Terra ordenando que o Super-Homem seja entregue e o herói mostra que pode fazer muito mais que se entregar, o povo deposita toda sua confiança em Clark. Em uma cena perfeita para o filme, um dos comandantes, após ser salvo pelo herói, declara que Clark não é um inimigo, e é aí que o filme se torna ainda mais belo. Piadas existem, afinal, sem elas os heróis não seriam tão amigáveis, mas elas são raras e não acorrem em momentos de tensão e violência.



Zack Snyder já estava acostumado com filmes de ação e fantasia, que exigem atenção em cenas de batalhas e destruições. É ele o realizador de “300” (2006), “Watchmen: O Filme” (2009), “A Lenda dos Guardiões” (2010) e “Sucker Punch: Mundo Surreal” (2011). Confesso que, ao conferir que Snyder era diretor dos títulos citados anteriormente, não tive muitas esperanças acerca desse longa. Depois da notícia de que Cavill seria o protagonista tudo me pareceu mais possível. O fato é que o trabalho de Snyder até aqui parece ter sido uma espécie de experimento para que atingisse a qualidade de “O Homem de Aço”. Enquanto verificamos vários defeitos visuais e sonoros em seus outros longas, os defeitos aqui são quase imperceptíveis, e não são suficientes para deixar a qualidade do filme defasada. As cenas em que o Super-Homem luta contra os vilões são inteligentes e, apesar de confundir um pouco, são excelentes. Os efeitos visuais e sonoros se mostram, a cada cena, dignos de prêmios. A trilha sonora de Hans Zimmer, que já tinha experiência com heróis por seu trabalho com a trilogia “Batman” de Christopher Nolan, é pontual e tão grandiosa quanto o personagem. Por fim, o roteiro, também escrito pelo roteirista de “Batman”, David S. Goyer, é conciso e a história não se perde em momento algum. O prefácio onde é contada a história do fim de Krypton e do envio de Kal a Terra é esclarecedor, e a forma como foi escolhida a contação da infância de Clark – em flash-backs durante a trama – explica as razões que levaram o jovem a agir da forma que agiu toda a vida.



Henry Cavill, como muitos esperavam, foi a grande escolha para o papel principal. O próprio ator afirmou ser a realização de um sonho que tinha há anos. Apesar de possuir menos de 20 títulos em seu currículo, Cavill demonstra experiência e uma competência poucas vezes vistas em filmes de heróis. Ao lado de Christian Bale, intérprete de Batman, Cavill foi a melhor escolha em anos para viver um herói. Como Clark, ele transparece os problemas sofridos pelo personagem por uma infância cheia de preconceito e uma adolescência reprimida pelo perigo de descobrirem a realidade. Como o Super-Homem, ele é humano, corajoso e forte, não apenas fisicamente, mas mentalmente. Não lembro de nenhuma mocinha de filmes do gênero ser tão boa quanto a Lois de Amy Adams. Como sempre, a atriz está ótima em um papel favorável por ser uma jornalista inteligente e destemida, que não se apaixona por Clark desde o primeiro olhar, mas se apaixona pela ideia do furo de descobrir quem é essa aberração. Os pais terráqueos de Clark são vividos com maestria pelos excelentes Kevin Costner e Diane Lane, ambos apresentando verdadeiros pais que amam e se preocupam com seu filho acima de tudo, não importando o que ele possa ser. O pai biológico é vivido por Russell Crowe em um papel que, de forma inimaginável, coube como uma luva. Por fim, o vilão Zod é interpretado por Michael Shannon, apesar da construção do personagem ser um pouco desagradável, ele representa a ideia absurda de Krypton ao pré-determinar o que cada feto será após nascer. O personagem é duro consigo e com sua espécie, é determinado em reconstruir seu planeta. Ainda assim, Zod está longe de ser um grande personagem. Destaco, por fim, os atores Cooper Timberline e Dyan Sprayberry vivendo Clark aos 9 e 13 anos, respectivamente.


“O Homem de Aço” nos remete à infância ao trazer um super-herói capaz de salvar o mundo sem restrição alguma. Seria injustiça com Henry Cavill alegar que ele está surpreendente no papel, portanto, reservo-me ao direito de afirmar que ele está tão competente quanto o esperado. Snyder, esse sim, surpreende com uma direção mais que inesperada. O roteiro e a trilha sonora deviam ser, no mínimo, impecáveis levando-se em consideração seus realizadores, e, mais uma vez, excederam às expectativas. O restante do elenco é forte e todos parecem ter uma sincronia maravilhosa (sorte de Snyder). Com a seriedade da qual falei antes, “O Homem de Aço” é um blockbuster de qualidade que foge ao esperado, que foge da mesmice encontrada na maior parte dos filmes do gênero. Assim como a trilogia de Nolan e o “Capitão América”, temos aqui um filme feito para adultos. Não há mensagens de superação ou de compaixão, mesmo que Clark se arrisque pelos homens, mesmo sofrendo preconceito por nossa raça. “O Homem de Aço” apenas nos lembra que, não importa o que aconteça, o Super Homem sempre estará ao lado dos homens, ajudando-nos a realizar maravilhas.



VENCEDORES GLOBO DE OURO 2014
CINEMA
Melhor Filme Drama: 12 Anos de Escravidão
Melhor Ator Drama: Matthew McConaughey, por Dallas Buyers Club
Melhor Atriz Drama: Cate Blanchett, por Blue Jasmine
Melhor Filme Comédia ou Musical: Trapaça
Melhor Ator Comédia ou Musical: Leonardo DiCaprio, por O Lobo de Wall Street
Melhor Atriz Comédia ou Musical: Amy Adams, por Trapaça
Melhor Ator Coadjuvante: Jared Leto, por Dallas Buyers Club
Melhor Atriz Coadjuvante: Jennifer Lawrence, por Trapaça
Melhor Direção: Alfonso Cuarón, por Gravidade
Melhor Roteiro: Spike Jonze, por Ela
Melhor Filme de Animação: Frozen: Uma Aventura Congelante
Melhor Filme Estrangeiro: A Grande Beleza (Itália)
Melhor Trilha Sonora: Alex Ebert, por All is Lost
Melhor Canção Original: "Ordinary Love", de U2 ("Mandela: Long Walk to Freedom")
TELEVISÃO
Melhor Série Drama: Breaking Bad
Melhor Ator Série Drama: Bryan Cranston
Melhor Atriz Série Drama: Robin Wright, por House of Cards
Melhor Série Comédia ou Musical: Brooklyn Nine-Nine
Melhor Ator Série Comédia ou Musical: Andy Samberg, por Brooklyn Nine Nine
Melhor Atriz Série Comédia ou Musical: Amy Poehler, por Parks and Recreation
Melhor Minissérie ou Telefilme: Behind the Candelabra
Melhor Ator Minissérie ou Telefilme: Michael Douglas, por Behind the Candelabra
Melhor Atriz Minissérie ou Telefilme: Elisabeth Moss, por Top of the Lake
Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Jon Voigh, por Ray Donovan
Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme: Jaqueline Bisset, por Dancing on the Age
VENCEDORES DO PRÊMIO DA SOCIEDADE DE CRÍTICOS DE FILME ONLINE
Melhor Filmes: 12 Anos de Escravidão
Melhor Filme de Animação: The Wind Rises
Melhor Filme estrangeiro: Azul é a Cor Mais Quente
Melhor Documetário: The Act of Killing
Melhor Direção: Alfonso Cuarón, por Gravidade
Melhor Ator: Chiwetel Ejiofor, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Atriz: Cate Blanchett, por Blue Jasmine
Melhor Ator Coadjuvante: Michael Fassbender, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Atriz Coadjuvante: Lupita Nyong’o, por 12 Anos de Escravidão
Melhor Roteiro Original: Her
Melhor Roteiro Adaptado: 12 Anos de Escravidão
Melhor Edição: Gravidade
Melhor Fotografia: Gravidade 
ACESSE NOSSA PÁGINA NO YOUTUBE:
 http://www.youtube.com/user/projeto399filmes
E CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK:

Poderá gostar também de: