sábado, 9 de novembro de 2013

058. GILDA, de Charles Vidor

Rita Hayworth em seu maior papel.
Nota: 9,0


Título Original: Gilda
Direção: Charles Vidos
Elenco: Rita Hayworth, Glenn Ford, Geroge Macready, Joseph Calleia, Steven Geray, Joe Sawyer, Gerald Mohr, Mark Roberts, Ludwing Donath, Donald Douglas
Produção: Birginia Van Upp
Roteiro: E. A. Ellington, Jo Eisinger, Marion Parsonnet e Bem Hecht
Ano: 1946
Duração: 110 min.
Gênero: Romance / Comédia

Johnny é um jovem que acaba de chegar na Argentina e, de forma inusitada, ganha a confiança do rico Ballin Mundson, a ponto de se tornar seu braço direito em seu principal negócio: um cassino. Algum tempo depois de se conhecerem, Ballin faz uma viagem e volta apaixonado e casado pela mulher que acredita ser perfeita: Gilda. O problema é que Johnny e Gilda tiveram um romance nos Estados Unidos que acabou de forma desagradável para os dois. Agora Johnny e Gilda terão de lidar com o convívio e com o fato de que Ballin jamais admitiria qualquer novo relacionamento entre os dois.


A beleza da década de 1940 é alo indiscutível: homens e mulheres viviam como se a vida fosse uma festa e o glamour era lei na vida de todos. Após o término da Segunda Guerra Mundial todo o mundo resolveu comemorar a vitória e viver mais intensamente. Para isso, os cassinos enchiam de gente bem vestida que gastava loucamente, dançava, bebia e festejava a vida. Ritmos mais felizes e divertidos eram a música da vez e as danças acompanhavam esse ritmo alegre. Vidor Charles era um simpático diretor que dedicou sua vida a fazer comédias de qualidade, e, por que não, inovadoras. Seus filmes possuíam atrizes belas – mais de uma vez trabalhou com Rita Hayworth – e roteiros inteligentes, não sendo necessárias todas as indecências e besteiras vistas nos longas atuais. Apesar disso, é impossível não falar sobre uma das cenas mais importantes da produção, a qual tomou amplitude mundial, tornando o longa proibido em muitos países: o “strip-tease” que Rita faz ao cantar a clássica “Put the Blame on Mame”, consistindo na tirada de duas luvas pretas – tudo bem, o pensamento deve ser “ela tira uma luva e proibiram o filme?”, levemos apenas uma coisa em cosideração: era Rita Hayworth tirando uma luva, e ninguém o faria com mais sensualidade e indecência que Rita Hayworth. Além dessa música, ainda temos “Amado Mio” e uma trilha sonora totalmente perfeita composta por Hugo Friedhofer, vencedor do Oscar e autor ou regente de mais de 250 trilhas sonoras ao longo dos seus 40 anos de carreira.


Rita Hayworth não era nenhuma grande atriz no cinema, mas era bonita, sexy e tinha um sorriso e uma voz inconfundíveis. Mesmo assim, nesse filme, a atriz está explêndida, fazendo jus a todo o momento de estar vivendo a personagem que dá nome a esse longa. Rita, como de costume, está sensual e canta maravilhosamente bem, além disso, tem uma desenvoltura simpática e as músicas que entoa durante o filme ficam em nossa cabeça durante dias, simplesmente pelo fato de terem sido cantadas por ela. Clenn Ford, bem como Rita, não era um ator de muitos talentos, mas, mais uma vez asemelhando-se à atriz, está muito bem e parece se adaptar bem ao papel de um homem esforçado e ambvicioso, que mostra a cada momento que não está disposto a aceitar Gilda em sua vida novamente. O melhor do ator no longa é a narração da história durante o filme, ele não aparece narrando nada, mas a entonação de sua voz diz mais do que suas palavras  ou ações poderiam denotar. George Macready vive Ballin, um vilão que foge totalmente ao que vemos todos os dias, um homem de verdade, um típico ricaço que acha que todos a sua volta devem satisfações a ele. A feição de Macready durante o filme divide-se em séria e cômica. Finalmente, não posso deixar de lembrar de Steven Geray, o garçom do cassino, Tio Pio, que nos proporciona lições de vida e ótimas risadas.


“Gilda” não é aquele tipo de longa americano da década de 40 que nos traziam morais e mais morais acerca dos mais variados momentos da vida, é uma comédia decente que tem por objetivo nos divertir, fazer rir e aproveitar a beleza e sensualiade de uma atriz como Rita Hayworth, além de fazê-la cantar e dançar para enlouquecer a todo o mundo. Além disso, esse filme foi uma novidade muito grande na época, afinal, trazia todos esses “dotes” de que tanto falo da atriz sem ser indecente ao extremo – é claro que, para a época, a dança com a tirada da luva foi escândalo, mas hoje, não há nada demais em ver a cena, mesmo que Rita a faça com mais sensualidade e provoque mais que muitas mulheres de hoje que despem-se por inteiro. Por fim, “Gilda” é um filme divertido, uma verdadeira comédia, que não precisa apelar para a indecência ou para a sexualidade para atingir qualidade a ponto de se tornar um clássico para o cinema.


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059. EU QUERIA TER A SUA VIDA, de David Dobkin

Engraçada, porém repetitiva e sem nenhuma novidade.
Nota: 7,0


Título Original: The Chance-Up
Direção: David Dobkin
Elenco: Ryan Reynolds, Jason Bateman, Leslie Mann, Olivia Wilde, Alen Arkin, Mircea Monroe, Gregory Itzin, Ned Schmidtke, Ming Lo, Sydney Rouviere
Produção: David Dobkin, Neal H. Moritz
Roteiro: Jon Lucas e Scott Moore
Ano: 2011
Duração: 112 min.
Gênero: Comédia

Mitch Planko e Dave Lockwood são amigos de longa data. Enquanto Mitch trabalha como ator e passa a vida fazendo festas – mesmo não tendo fama alguma -, Dave é casado, tem dois filhos, trabalha de terno e gravata, vive em uma casa bonita e está com a cabeça cheia de preocupações em uma vida onde rotina é uma regra. Em uma noite, os dois decidem sair e, ao urinarem em uma fonte, reclamam como gostariam de ter a vida um do outro. Agora Mitch é Dave, e Dave é Mitch, e eles terão de conviver com esse fato.


Quando reflito sobre alguns sucessos do cinema e concluo: “Ok. Acabou, não há mais meios de serem criados filmes onde pessoas trocam de corpos para aprenderem da pior forma possível a dar valor à vida que têm”, eis que surge mais um longa que tem isso como centro da história. “Eu Queria Ter a Sua Vida”, entretanto, pode não ser o primeiro que trata da troca de corpos de dois homens – não sei se é ou não -, mas é o primeiro do estilo que vejo. Outros que tratam do tema e que podemos citar são: troca de casal, “Se Eu Fosse Você” (2006) e “Flertando com o Inimigo” (1996); troca de mães e filhas, “Se Eu Fosse Minha Mãe” (1976) e “Sexta Feira Muito Louca” (2003); entre garotos e garotas, “Coisas de Meninos e Meninas” (2006) e “Garota Veneno” (2002); entre pais e filhos, “Tal Pai, Tal Filho” (1087) e “Vice Versa” (1988); entre avô e neto, “De Volta aos 18” (1988). Mesmo que o tema seja tão recorrente a ponto de aparecer em mais de uma dezena de longas, não acho que seja um tema ruim ou chato. É claro que não cair na mesmice e fugir por completo dos clichês é impossível, mas esse filme é bem menos entediante do que se pode pensar. Como a maioria dos filmes da atualidade, visualmente falando, se visto em uma televisão decente, a produção é ótima e não decepciona em nada – até por que não há nada de novo, tudo ocorre em uma cidade e não há nenhum efeito especial. O diretor, David Dobkin, leva o longa muito bem e tem ótimas tomadas amplas que abrangem todo o espaço em que os personagens estão. Dobkin é o realizador do bom “Penetras Bons de Bico” (2005). Um bom trunfo do longa é a trilha sonora do versátil John Debney, compositor dos mais variados gêneros de filmes para cinema e indicado ao Oscar de melhor trilha sonora por “A Paixão de Cristo” (2004).


Jason Bateman atua há mais de 30 anos no mercado de televisão e seu primeiro filme para cinema foi “O Garoto do Futuro” (1987), mesmo tendo trabalhado em filmes com pouco destaque qualitativo, acho que Bateman é um dos melhores comediantes de sua geração – referindo-me a sua geração de profissional, ou seja, comediantes, de qualquer idade, que se destacaram na última década -, dento feito todo tipo de comédia, desde “Tudo Para Ficar com Ele” (2002) até “Amor Sem Escalas” (2009), dramas como “Intrigas de Estado” (2009), ação como “A Última Cartada” (2006) e até um filme de herói, “Hancock” (2008). Na pele de Dave, Bateman está ótimo, sério e um verdadeiro pai de família, mas é quando ele precisa enfrentar o problema de “ser” Mitch que o ator se torna hilário e realmente imperdível. Não acho que Ryan Reynolds seja tão bom comediante como querem nos passar, gosto dele em dramas ou filmes de outros gêneros, como ação ou suspense, mas o resultado aqui, como em todo o filme é surpreendente, Reynolds está bem quando deixa de ser Mitch e se torna o preocupado e aflito Dave.



O que nesse filme me deixa realmente incomodado é o roteiro que, mesmo tendo um enredo razoavelmente bom, possui diálogos péssimos e cai em um clichê muito sem graça em alguns momentos. Não que o filme seja um completo desastre, e também não é nenhuma obra de arte da comédia, mas acredito que isso se deva, especialmente ao fato de não ser o primeiro filme com essa história básica de troca de corpos. O fato é que o longa passa a mensagem de que devemos nos contentar com nossas vidas e de que nada é tão ruim que não possa pior, afinal, você pode ficar igual ao seu melhor amigo, e, diga o que quiser, pense o que pensar, nossos amigos nunca são perfeitos.


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060. A RAINHA TIRANA, de Henry Koster

A beleza visual e caras e bocas de Bette Davis são o ponto alto do longa.
Nota: 8,5


Título Original: The Virgin Queen
Direção: Henry Koster
Elenco: Bette Davis, Richard Todd, Joan Collins, Jay Robinson, Herbert Marshall, Dan O’Herlihy, Robert Douglas, Romney Brent, Leslie Parrish
Produção: Charles Brackett
Roteiro: Harry Brown e Mindret Lord
Ano: 1955
Duração: 92 min.
Gênero: Biografia / Drama

Elizabeth I reinou entre 1558 até 1603. Tal período ficou conhecido como a Era do Ouro da Inglaterra. Durante esses 45 anos, a Rainha Virgem promoveu o cercamento de terras, o aumento das áreas urbanas, estimulou as atividades corsárias (pirataria), incentivou a produção de tecido e o êxodo rural, entregou terras à burguesia e à classe média e venceu a Guerra da Invencível Armada contra a Espanha. Sir Walter Raleigh, por sua vez, foi um homem simples que conquistou a monarca a ponto de ser seu protegido e estando ao lado da Rainha durante alguns anos como chefe de sua guarda pessoal. Alguns dizem que Elizabeth era apaixonada por Raileigh, outros que eram apenas amigos.


No filme, Elizabeth I está perto dos 55 anos de idade (quando ocorreu a Guerra da Invencível Armada), a idade ainda lhe trazia pretendentes, que desejavam, acima de tudo, o poder, mas também trouxe o firmamento de toda sua realeza. Aqui, Elizabeth alterna momentos simpáticos e graciosos com momentos de ira – especialmente quando fala sobre assuntos de estado. A relação da Rainha com Raileigh inicia logo no começo do longa, estendendo-se durante a trama, passando pelo romance dele com uma das amas da Rainha e terminando com sua viagem para a Nova Inglaterra com a autorização de Elizabeth.


Henry Koster foi um diretor alemão que se radicou nos EUA e, entre 1936 e 1966, dirigiu 40 filmes para a Universal e para a MGM. Koster dirigiu algumas das maiores estrelas da era de Ouro de Hollywood, como: Marlon Brando, Bette Davis, Ava Gardner, James Stewart, Richard Burton, Celeste Holm e Betty Grable. O diretor foi indicado ao Oscar apenas uma vez, ao Sindicato dos Diretores da América 3 vezes e ganhou uma estrela na calçada da fama em 1960. Dentre os roteiristas, vale destacar Harry Brown, que escreveu, também, os roteiros de “Um Lugar ao Sol” (1951), “Iwo Jima – O Portal da Glória (1949) e “Onze Homens e Um Segredo” (1960). Em “A Rainha Tirana”, o real e o fictício se unem formando um filme interessante que não se perde em nenhuma enrolação, começa, diz o que tem para dizer, mostra a vida de uma das maiores monarcas da história da humanidade – e, provavelmente, a mulher que mais teve sua vida abordada no cinema – e termina, sem perder tempo falando disso ou daquilo. Entretanto, acho que, ao menos lembrar da Guerra da Invencível Armada era necessário para não deixar Elizabeth apenas como uma mulher entrando na velhice, e sim como a grande monarca que foi, comandando seu país sozinha, sem ninguém para controlá-la. Todavia, nem mesmo isso faz o filme perder sua grandiosidade, isso, por que, filmes como esse não eram comuns na década de 50 e, mesmo que a preocupação em realizar grandes produções – com grandes cenários e uma beleza visual perto do impecável – estivesse na moda, esse longa tem efeitos ótimos e uma fotografia excelente. A composição dos cenários internos, na sua maioria dentro do castelo oficial da realeza em Londres, é muito bonita e é mais um trunfo para a produção.


Bette Davis é, simplesmente, uma das maiores atrizes da história do cinema. Como admirador incondicional de Meryl Streep, chego a dizer que estão lado a lado como as melhores atrizes que o cinema possuiu. Fazendo uma pequena referência ao próprio escrito do DVD do filme, temos aqui, sem dúvida alguma, a “rainha das telas interpretando a rainha da Inglaterra”. Davis ficou conhecida por todo seu talento, mas também por sua dureza em levar a vida, principalmente a profissional, não há como não ver semelhanças entre essas duas Elizabeth’s, ambas mulheres além de seus tempos, que nunca deixaram que homem nenhum as fizessem se curvar e tomaram as rédeas de suas vidas desde o começo. Como disse, a personagem alterna momentos descontraídos de bondade com momentos mais carrancudos, e Davis faz isso com perfeição, sem deixar esquecer que a monarca está ficando velha e, por isso, já não pode mais fazer tantas coisas quanto antes. Richard Todd é Sir Walter Raileigh, um homem decidido que acaba, como todos os outros se curvando a Elizabeth (o que me faz lembrar uma das cenas mais sacadas do longa “A Rainha” [2006], onde, distraído com a Rainha Elizabeth II na televisão, o primeiro ministro Tony Blair nem dá atenção a sua esposa quando ela diz que sabia que aconteceria com ele também, assim como aconteceu com todos os outros: ele se apaixonaria pela monarca), respeitando-a e amando-a como sua rainha. Todd está longe de ser apenas um rosto bonito nesse filme, consegue ser, ao mesmo tempo, um homem determinado em conseguir seus navios para ir para a América e um homem submisso que acaba fazendo todas as vontades da Rainha, e é aí que está a beleza da atuação de Todd: ele é um homem comum, um homem como qualquer outro, que quer ser o senhor de seu destino, mas quantos homens resistiriam a uma Rainha de verdade? Para completar o elenco, e o triângulo amoroso formado diante dessa trama, está Joan Collins, uma das mulheres de beleza mais presente do cinema, apesar de aparecer pouco, as cenas de Collins são de uma delicadeza e uma sensualidade ímpar, contrastando com toda a seriedade da corte inglesa.



Em 1997, Cate Blanchett encarou viver a Rainha Elizabeth I em um filme que falava sobre a chegada da monarca ao trono e o problemas que enfrentou em seus primeiros anos de reinado. Dez anos depois, Blanchett voltou ao cinema para viver a mesma rainha no longa “Elizabeth – A Era do Ouro”, filme que narra o mesmo período narrado em “A Rainha Tirana”. As diferenças dos filmes começam pelas atuações: Bette Davis e Blanchett tem intepretações muito diferentes uma da outra, mas ambas levam a carga de viver uma mulher tão poderosa e importante com tranquilidade, mesmo que Davis pareça menos utópica e mais série que Blanchett, os momentos de fúria no filme de 2007 são bem mais construídos. Clive Owen vive Walter Raileigh no filme de 2007, e a atuação de Todd nem se compara a de Owen, Todd é menos glamuroso e interpreta com mais simplicidade, sem ter nenhum momento de grandiosidade extrema e chata, deixando tais momentos apenas para a verdadeira estrela do longa. Para substituir Joan Collins no papel de Beth/Bess Throckmorton, foi escolhida Abbie Cornish, tão bela quanto Collins, mas, da mesma forma como em 1955, a personagem aparece pouco, portanto, tem pouco a fazer e dizer. Vale a pena lembrar que o nome original desse filme, traduzido livremente, seria “A Rinha Virgem”, e não “A Rainha Tirana”, até por que, Elizabeth nunca foi uma mulher tirana, apenas fez o que devia ter feito e por ser uma mulher foi criticada por algumas atitudes. Quanto a castidade da monarca, bem, ninguém provou o contrário até hoje.


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061. A ERA DE GELO 3, de Carlos Saldanha e Mike Thurmeier

Apesar de a série começar a se tornar repetitiva, é um bom filme.
Nota: 8,5


Título Original: Ice Age: Dawn of the Dinosurs
Direção: Carlos Saldanha e Mike Thurmeier
Elenco (vozes): Queen Latifah, Denis Leary, John Leguizamo, Josh Peck, Simon Pegg, Ray Romano, Joey King, Clea Lewis, Jane Lynch,Chirs Wedge, Seann William Scott
Produção: John C. Donkin, Lori Forte e Chris Wedge
Roteiro: Peter Ackerman, Michael Berg, Yoni Brenner, Jason Carter Eaton, Mike Reiss
Ano: 2009
Duração:  94 min.
Gênero: Animação / Comédia

Ellie está grávida. Manny está desesperado com o mundo que espera seu novo bebê. Diego está ficando velho e cansado. Sid, enciumado e sem saber o que fazer, resolve arrumar uma família nova: terá seus próprios filhotes. O problema, é que a preguiça resolve “chocar” ovos de um dinossauro e criar os monstrinhos que nascerão. Quando a mãe dos pequenos dá falta de seus ovos ela vai atrás de Sid e acaba levando o novo papai para o subsolo do mundo. Agora toda a turma partirá atrás do amigo.


O diretor Carlos Saldanha é um dos brasileiros mais conceituados no cinema mundial, e isso já é motivo suficiente para assistir a esse filme. Sua carreira começou em 2002 como co-diretor do primeiro filme dessa franquia, “A Era do Gelo”, depois foi responsável por um curta a respeito do tão adorado Scratt, co-dirigiu o agradável e inteligentíssimo “Robôs” (2005) – para mim o filme é uma adaptação para os jovens do ótimo “Eu Robô”, filme que mostra como a sociedade não pode deixar as máquinas tomarem conta do mundo todo, claro que é tudo muito mais ameno -, em 2006 foi a vez de estrear como diretor com “A Era do Gelo 2”. Depois, veio o terceiro filme e em 2011 “Rio”, longa de animação que fala sobre a cidade natal do diretor e que recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de melhor canção original. Apesar de a qualidade desse filme ser ótima e termos o prazer de conferirmos que brasileiros estão capacitados para realizarem um trabalho tão belo tecnicamente falando, o que realmente interessa, como na maioria das animações, é o roteiro e suas sacadas excelentes. O popular Scratt, durante a trama, encontra uma parceira, uma fêmea com quem dividir a vida, entretanto, ele acaba descobrindo que o que ela mais deseja na vida é tal noz que ele tenta guardar há um bom tempo, nesse contexto, os dois acabam casando e vemos como a rotina deixa tal instituição tão insuportável. Em contraponto, temos a bela relação de Ellie e Manny: ela tranquila com a gravidez, ele desesperado, sem saber o que fazer, o típico pai. Diego é a representação de um quarentão que está perdendo suas forças e compreende que precisa voltar a ativa se quer ser um caçador como antes. Sid está desesperado por continuar a ter uma família e não deixar que nada o separe de seus grandes amigos. Para completar, os amigos encontrarão Buck, uma doninha que vive no subsolo da terra e luta contra um mostro há anos, o perfeito retrato do heroi que não consegue ficar longe do que o desafia, ou seja, Buck não é nada sem o tal monstro.



Animações sempre são motivantes e muito agradáveis de se assitir, por motivos bem simples: elas são engraçadas, pois não são reais como filmes feito com pessoas de verdade. No entanto, conquistam a proeza de serem sarcásticas e debochadas de forma mais branda, atingindo as crianças pelo subconsciente e fazendo com que jovens e adultos se divirtam e reflitam sobre a vida. “A Era do Gelo 3”, assim como os outros filmes, alerta sobre os problemas ambientais que já vem ocorrendo em nosso planeta há milênios. Sendo assim, é preciso lembrar, que se os dinossauros foram extintos por problemas ambientais quando seres humanos nem influenciavam em nada, o que será de nossa espécie quando os anos avançarem um pouco mais?


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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

062. O QUE TERIA ACONTECIDO COM BABY JANE?, de Robert Aldrich

Bette Davis e Joan Crawford nos apresentam um dos maiores duelos cinematográficos da história do cinema!
Nota: 9,5


Título Original: What Ever Happened to Baby Jane
Direção: Robert Aldrich
Elenco: Bette Davis, Jan Crawford, Victor Buono, Wesley Addy, Anne barton, Anna Lee, Maidie Norman, Bert Freed, Robert Cornthwaite, Julie Allred
Produção: Albert Aldrich e Kenneth Hyman
Roteiro: Lukas Heller e Henry Farrell (romance)
Ano: 1962
Duração: 134 min.
Gênero: Drama / Suspense / Thriller

Baby Jane Hudson era uma pequena americana loirinha que cantava e dançava em apresentações ministradas pelo pai. Enquanto isso, sua irmã Blanche era humilhada e assistia ao sucesso de Jane nos bastidores. Todavia, após alguns anos, Jane e Blanche cresceram e foi Blanche quem se tornou uma atriz famosa e respeitada, carregando Jane como prova de que era melhor que a irmã, inclusive espiritualmente. Certa noite, após uma festa, um acidente deixa Blanche paraplégica, e a culpa de tal acidente recai toda sobre Jane.


O longa nos apresenta uma breve contextualização a respeito dos acontecimentos nas vidas das irmãs Hudson, depois já vemos a duas mais velhas: Blanche velha, paraplégica e assistindo a um de seus filmes pela televisão, e Jane uma velha recalcada que passa os dias atormentando a vida da irmã. Enquanto Blanche relembra o passado glorioso com felicidade e sabe que pessoas ainda assistem ao seus filmes e a dmiram, Jane dança e canta algumas das músicas que apresentava com seu pai como uma pobre louca. Quando Robert Aldrich resolveu realizar esse filme, não havia uma alma em Hollywood que acreditasse no trabalho, afinal, duas velhas ultrapassadas fazendo um filme sobre duas atrizes fracassadas e esquecidas pela maior parte do mundo não era o ideal de produção da época. Porém, o filme foi um grande sucesso, chegando a ser indicado a 4 prêmios Oscar (incluindo melhor atriz para Davis) e vencendo em mais uma categoria, 2 indicações ao BAFTA e 2 ao Globo de Ouro. O longa em si não possui muitas grandiosidades, até por que não possui grandes efeitos ou algo do gênero, mas é um filme perturbador que se preocupa com cada detalhe em tornar tudo algo mais debochado ou assustador, desde a trilha sonora que pode parecer ridícula em alguns momentos, até os closes desesperadores de Blanche ou os closes malucos de Jane. Mas o mais importante está em como o roteiro nos traz a crítica de como se torna a vida de pessoas que um dia foram famosas e acabam sendo esquecidas (como aconteceu com Jane), ou são deixadas de lado pelas grandes produtoras (como aconteceu com Blanche). E mais: a vida decadente de duas ex estrelas que vivem em uma mansão imensa sozinhas, tendo que aturar uma a outra de forma terrível.


Foi “Baby Jane” que trouxe um novo tipo de filme para o gênero de suspense: o “psycho-biddy”, que consiste em um tipo de longa onde atrizes mais velhas fazem papeis protagonistas de mulheres velhas. Depois desse, mais de uma dezena de “psycho-biddy” foram lançados, e não há como contestar: Bette Davis e Joan Crawford foram as precursoras e as grandes protagonistas no gênero. Davis, por exemplo, ainda viria a protagonizar “Com a Maldade na Alma” (1964), “Nas Garras do Ódio” (1965) e “O Aniversário” (1968), que é, também, uma ótima comédia negra; Crawford, por sua vez, nos presentearia com “Almas Mortas” (1964), “Eu Vi que Foi Você” (1965) e “Espetáculo de Sangue” (1967). Tal “sub-gênero” de filme surgiu, especialmente, para dar lugar às atrizes mais velhas que desejavam chamar a atenção para lembrar que ainda estavam vivas, que ainda eram capazes de atuar e que não deixariam o cinema tão cedo. Tal prática tem funcionado até hoje: basta atrizes mais velhas se dedicarem a um papel de alguma mulher mais velha mais louca ou uma pessoa com um essência um pouco mais ruim e fria e pronto, Hollywood as abraça novamente. Foi isso o que aconteceu a Judi Dench em 2006 com o excelente “Notas Sobre um Escândalo” e, me atrevo a dizer, o que aconteceu também a Meryl Streep com a comédia sem sal “O Diabo Veste Prada”, onde Streep viveu uma mulher fria que não deixa os outros esquecerem quem está no poder (não tem absolutamente nada a ver com os thrillers abtuais aos quais o “psycho-biddy” se encaixa, mas foi a maldade excrachada da personagem que fez Streep torná-la tão popular).


Bette Davis tinha 54 anos na época em que esse filme foi gravado, já havia ganhado 2 Oscars de melhor atriz, e fora indicada outras 7 vezes para a estatueta na mesma categoria, por Jane Hudson, obteve sua décima indicação. Porém, desde 1955, após lançar “Lágrimas Amargas” (1952) e “A Rainha Tirana” (1955), a atriz estava encontrando dificuldades no cinema e teve de recorrer à televisão para ganhar a vida. Sendo assim, nada mais propício que ser ela uma das protagonistas desse longa. Claro que Davis nunca foi tão dissimulada quanto Jane Hudson, mas é óbvio que um pouco da atriz é carregado para a personagem, nos apresentando a melhor interpretação da carreira de Davis. Sua personagem é uma completa louca, uma degenerada, e Davis assume isso de forma incontestável, sendo debochada, sorrindo, chorando, gargalhando, cantando, dançando e falando como uma mulher cheia de distúrbios. Para mim os pontos altos da atuação de Davis são quando imita a irmã e quando recorda seu tempo de glória, além disso, a maguiagem carregada dá um tom ainda mais melancólico e a expressão triste e carrancuda é perfeita. Joan Crawford tem, em sua interpretação de Blanche Hudson, seu último grande papel, deixando de atuar em 1972. Assim como ocorreu com Davis, a partir de 1954 a carreira de Crawford tornou-se um desastre, e a atriz esteve apenas em filmes medianos, que não faziam jus ao seu talento. Dessa forma, nada mais propício que Joan estrelar esse filme ao lado de Bette Davis. A atriz está brilhante desde a primeira cena em que aparece assistindo a um de seus antigos filmes com os olhos cheios de lágrimas, mas são suas reações em relação as coisas que Jane faz contra Blanche que deixam sua atuação tão bela. O maior problema, entretanto, é a falta de reação da personagem, o que deixa Joan um pouco chata em alguns momentos, mas ver sua personagem enlouquecer ao lado da irmã torna o filme ainda mais sombrio e deprimente.



Não há como falar desse filme e não lembrar da rivalidade entre as protagonistas, sem rodeios: Davis e Crawford se odiavam. Enquanto uma (Bette) era a estrela da Wanner Bros. Pictures, a outra (Joan) era a queridinha da MGM. Davis chegou a dizer que Crawford havia dormido com todos os astros da MGM, exceto a Lassie. E mais, durante as filmagens de “Baby Jane”, Davis mandou que instalassem uma máquina da Coca-Cola no set (Joan era viúva de um dos presidentes da Pepsi), Crawford exigiu um camarim maior e ainda colocou pesos nas roupas que usava na cena em que a colega de cena tem de carregá-la. Quando Davis perdeu o Oscar de melhor atriz pelo filme para Anne Bancroft, Crawford fez questão de recebê-lo e quando Joan morreu, Bette declarou: “Não se deve falar mal de quem já se foi, só se deve falar coisas boas, como: ‘Que Bom, Joan Crawford morreu!’. Rivalidades a parte, não há como negar: Davis tem aqui a melhor atuação de sua carreira, e, podemos ter certeza, Crawford (não tão brilhante, mas ótima no papel) foi quem mais contribuiu para essa conquista, pois, provavalmente, sem o ódio que uma já nutria pela outra, nada teria sido tão belo. Por fim, destaco a beleza do desfecho do longa, quando vemos a personagem de Bette Davis rodopiando na areia enquanto sua irmã está jogada no chão, algumas pessoas a olham e, finalmente, mesmo que de uma maneira torta, Baby Jane renasce, sorrindo, e volta a ser a pequena Baby Jane Hudson que outrora encantou a todos. Mas, após tudo isso, ainda conseguimos desligar o filme e pensar se tudo aquilo era real, ficção, adaptação ou apenas mais um devaneio dessa arte tão enigmática que é o Cinema.


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sábado, 28 de setembro de 2013

063. O QUARTETO, de Dustin Hoffman

Dustin Hoffman e Maggie Smith nos apresentam o filme mais divertido do ano!
Nota: 9,5


Título Original: Quartet
Direção: Dustin Hoffman
Elenco: Maggie Smith, Tom Courtenay, Billy Connolly, Pauline Collins, Michael Gambon, Sheridan Smith, Andrew Sachs, Gwyneth Jones, Trevor Peacock, David Ryall, Michael Byrne, Ronnie Fox, Patricia Loveland, Eline Powell,, Luke Newberry
Produção: Finola Dwyer, Stewart Mackinnon
Roteiro: Ronald Harwood (roteiro e peça teatral)
Ano: 2012
Duração: 98 min.
Gênero: Comédia / Drama

Diversas personalidades da música erudita aposentadas vivem, juntas, em uma casa de repouso, cantando e tocando dia após dia. Nesse contexto, todos os anos, faz-se uma celebração musical em comemoração ao aniversário do compositor italiano Giuseppe Verdi para angariar fundos para o sustento da instituição, que mantêm os idosos em uma vida luxuosa até onde é possível. Porém, a chegada da famosa cantora de ópera Jean Horton, meche com as estruturas do local, pois ela reencontrará com seus antigos colegas: Reginald, Wilf e Cissy, que formaram, ao lado dela, um dos quartetos mais famosos de sua época. Agora, Jean será persuadida a apresentar novamente a peça Rigoletto e salvar o instituto de qualquer problema financeiro.


Dustin Hoffman foi um dos principais atores das décadas de 60, 70 e 80 no cinema americano, estando em longas como “A Primeira Noite de Um Homem” (1967), “Sob o Domínio do Medo” (1971), “Krammer vs. Kramer” (1979), “Tootsie” (1982), “Rain Man” (1988) e “Negócios de Familia” (1989), vencendo o Oscar e o Globo de Ouro de melhor ator pelos longas de 1979 e 1988. “O Quarteto” é o primeiro longa que Hoffman dirige e, mesmo com uma lista pra lá de invejável de diretores com quem trabalhou, podíamos esperar de tudo de seu trabalho. Entretanto, por mais que sua direção seja simples, o filme não decpciona em nenhum momento, e, talvez, seja essa simplicidade que torne o longa algo tão simpático e agradável. Não temos grandes cenas em teatros ou grandes momentos glamurosos como podíamos esperar, mas temos momentos igualmente belos: uma tomada ao por do sol, uma cena sobre uma árvore imensa, um momento dramático em uma pequena capela, um ensaio de todos os velhinhos que estão na casa de repouso, cafés da manhã com todos reunidos em uma sala cheia da claridade matinal e um camarin improvisado tão real quanto se possa imaginar. Não temos, durante a trama, grandes lições de vida ou algo para refletirmos por muito tempo, ao invés dessa esfera pesada, temos piadas quanto a velhice, esquecimentos pela idade – que proprocianam as melhores cenas de Michael Gambon e Pauline Collins -, conversas sobre passado, presente e futuro, muita música para divertir o espectador e piadas de um velho com mulheres mais novas – as cenas mais engraçadas de Billy Connolly. Em meio a tudo isso, todavia, o roteiro não deixa escapar um romance mal resolvido entre dois dos personagens, que já foram casados, mas contratempos fizeram com que eles se separassem. Por fim, a trilha sonora, que mistura canções originais de Dario Marianelli com a música clássica,  é mais um presente dessa produção maravilhosa.

Michael Gambon, uma das feras do longa.
Maggie Smith é a melhor atriz da história do cinema inglês, uma verdadeira dama respeitada por todos e uma das mulheres mais queridas no cinema atual. Quando li que esse filme teria direção de Dustin Hoffman e que Maggie seria a protagonista soube que não teria possibilidade de dar errado. As feições secas de Maggie, interpretando Jean, no início do longa, de uma mulher que já sofreu muito, que tem alguns arrependimentos na vida e vê seu mundo maravilhoso de cantora famosa de ópera  de sabar, contrapõe-se com as feições alegres e descontraídas que são apresentadas ao longo da história. Para completar, a simpatia de Maggie as desenvolturas de suas falas são sempre perfeitas. Pauline Collins foi indicada ao Oscar em 1989 e interpreta Cyssi, uma das personagens mais engraçadas e divertidas do ano no cinema, isso por que, Cyssi está passando por um momento difícil de sua vida e esquece muito das coisas, confunde passado e presente e não tem noção de algumas coisas. Não estou dizendo que é engraçado ver uma pessoa nessa situação, a graça está em como a personagem trata tudo isso: nunca se deixa desanimar e está sempre alegre com tudo, mostrando que o interessante é estar viva e ter amigos por perto. Tom Courtenay foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por “Doutor Jivago” (1965) e aqui nos presenteia com o papel de um homem que se desapontou muito com a esposa e vive uma vida feliz, mas que tem seus pilares abalados com a volta de Jean, a ex-esposa. Sendo assim, temos os contrapontos novamente: o Reginald animado, versus o Reginald nervoso e confusso. Billy Connelly é um dos atores mais engraçados do cinema atual, nesse filme, interpreta Wilf, o homem divertido que culpa sua idade por suas indecências, mas também uma das almas mais vivas do local, aquele que precisa sustentar os problemas de Cyssi e o ajudar Jean e Reginald a rever o passado para garantir o futuro, é o personagem mais humano de todos e Connelly nos mostra como a velhice pode ser agradável. Por fim, não posso deixar de falar sobre Michael Gambon, um dos atores mais importantes do cinema inglês hoje, é o ex-regente Cedric Livingson, um homem mandão que também está perdendo a memória, mas faz questão de não esquecer seus dias de regente, onde fazia o que queria e tratava todos como bem entendia; apesar de parecer um pouco arrogante, compreendemos logo que as pessoas o ovacionaram tanto que é difícil esquecer a época da fama e do glamour.



Somados, os 5 principais atores do filme e o diretor do longa, são quase 450 anos de idade, quase 140 vitórias em prêmios (dentre elas, 4 Oscars), 120 outras indicações (incluindo 12 indicações ao Oscar) e, pasmem, 440 produções já lançadas e mais 9 produções planejadas para os próximos anos. Sendo assim, me nego a aceitar algumas críticas que apontam esse filme como algo quase desnecessário. É claro que não são apenas os números de filmes ou prêmios que esses atores venceram que os fazem como grandes artistas, há muito mais em cada um deles – e em cada um dos outros intérpretes do restante do elenco. “O Quarteto” vem no estilo de “Crepúsculo dos Deuses” (1950), porém, os dramas vividos por Norma Desmond, os relacionados à decadência de sua bela carreira, são passados para trás pelos personagens. Jean acaba se conformando rapidamente que a vida, agora, é outra e que ela deve aproveitar ao máximo seus dias na casa de repouso, afinal, sempre viveu para trabalhar, agora chegou a hora de aproveitar a vida e apenas se divertir cantando e revivendo as memórias, sem pensar nos erros, a não ser que seja para corrigi-los. Nesse contexto, além de mostrar a importância de levar tudo com muito humor, “O Quarteto” pede para que analisemos mais nossa vida, mas jamais esqueçamos que o importante da vida, não importa a idade, é vivê-la intensamente, cada segundo como se fosse único e, principalmente, aceitar a vida como ela é, aceitar a vinda da idade como um presente por se estar na terra mais um ano!

Raramente posto fotos com o diretor do filme, mas aqui estão os 450 anos, os 140 prêmios, as 120 indicações e os quase 450 filmes: Pauline Collins, Tom Courtenay, Maggie Smith, Billy Connolly (dentre os atores faltou Gambon) e, ao centro, o diretor Dustin Hoffman.
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