quarta-feira, 28 de novembro de 2012

169. 007 A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE, de Peter R. Hunt

Chega a ser frustrante a troca de Connery por George Lazamby, mas vale a pena conferir.
Nota: 8,2


Título Original: On Her Majesty’s Secret Service
Direção: Peter R. Hunt
Elenco: Gerge Lazemby, Diana Ring, Tellys Savales, Gabriele Ferzetti, Ilse Steppat, Lois Maxwell, George Baker,
Produção: Albert R. Broccoli e Harry Saltzman
Roteiro: Simon Raven, Richard Maibaum e Ian Fleming (romance)
Ano: 1969
Duração: 142 min.
Gênero: Ação / Crime
+ Música Tema: “On Her Majesty’s Secret Service”, composição de John Barry.

Em uma praia, James Bond conhece a bela Tracy em uma praia, a partir daí começa um belo jogo de desejos entre os dois. Logo o agente descobre que a moça é filha de Draco, o líder de uma organização que pode dar a 007 informações sobre seu maior inimigo, Blofeld. Inicialmente, Bond apenas deseja liquidar seu oponente, mas ele acaba descobrindo que o homem acaba de invetar um vírus e deseja destruir toda a humanidade. James Bond terá de agir rápido para acabar com os planos do vilão e ainda poder voltar para os braços de Tracy são e salvo.
Basta dizer que esse é o primeiro filme do diretor Peter R. Hunt, bem como o primeiro trabalho de George Lazemby pra imaginar-se que ele é um fracasso total, entretanto, não tiro toda a razão dessa afirmação, mas Hunt acaba sendo uma surprese: o filme é muito bem conduzido pelo diretor, o que estraga mesmo é Lazemby. Mas há um motivo bem claro para o sucesso de Hunt: apesar de ser seu primeiro, e único, filme da franquia 007 como diretor, ele já havia trabalhado com editor da série anteriormente em outras três oportunidades, “007 Contra o Satânico Dr. No” (1962), “Moscou Contra 007” (1963) e “007 Contra Goldfinger” (1954). Além de termos cara nova da direção da produção e entre os atores, temos um roteirista que também teria sua passagem pela Saga resumida a esse filme, Simon Raven, que trabalha ao lado de Richard  Maibaum, que continuou na série por mais 20 anos e oito filmes. Ao contrário do restante do filme, que acaba por ser uma decepção (atribuo, principalmente, ao foto de ser muito longo, e não ter artifícios para se sustentar durante tanto tempo), o roteiro não é tão ruim, ficando em um meio termo entre o esperado e o insatisfatório. Apesar de tudo isso, podemos dar graças por termos John Barry na trilha sonora, em uma performance ótima.


George Lazemby se encaixa exatamente naquele dito popular que esteve na moda na virada do século: caiu de paraquedas para interpretar James Bond. A princípio pensei que era implicância minha não gostar dele por terem substituído Sean Connery, mas descobri que não era isso quando assisti a “007 Viva e Deixe Morrer”, protagonizado por Roger Moore (claro que ele não é tão perfeito quanto Connery, mas a substituição passa de decepcionante para mais que satisfatória), o fato é, portanto, que Lazemby não se encaixou na personagem, simplesmente não deu certo (tanto é que Connery voltou para o papel), Lazemby parece forçado, sem aquela vida e naturalidade que acabou se tornando exigente para o ator que vive Bond, enfim, um fracasso tão grande quanto o filme, o problema é que, quando estamos nos acostumando com o ator (seu carisma e sua tentativa de fazer o papel bem também são fatos que devem ser levados em consideração), o filme acaba. Diana Rigg interpreta a bela Bond Girl Tracy, apesar de o Bond da vez não ser grande coisa, essa é uma das Bond Girls com a qual mais simpatizei (e não posso me conter em revelar que não sabia que era essa atriz que estava ingressando na série “Game of Thrones” [2011-2012], como uma das pesonagens mais interessantes do livro). Draco é vivido por Gabriele Ferzetti, um ator simpático que dá um ar mais cômico como um pai típico: daqueles que querem se aproximar dos filhos, mas não sabem por onde, muito menos o que possa ser feito para satisfazê-los.
“007 A Serviço Secreto de Sua Majestade” é o filme da série que menos faz sentido, não apenas por parecer que George Lazemby é apenas uma substituição rápida, mas por tudo, inclusive o desfecho, serem muito vagos e terem possibilidades muito estranhas. Dessa forma, apesar de um bom roteiro, atuações ótimas (exceto a do principal, que é quase convence) e de uma edição interessante, o filme não interessa muito e só merece ser visto para que sejam conferidas as tramoias da organização Spectre, que voltará no próximo filme de Bond.

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