segunda-feira, 26 de novembro de 2012

174. 007 CONTRA O SATÂNICO DR. NO, de Terence Young

Não é o melhor filme da série, mas o primeiro é, definitivamente, inesquecível.
Nota: 9,2

  
Título Original: Dr. No
Direção: Terence Young
Elenco: Sean Connery, Ursula Andress, Joseph Wiseman, Jack Lord, Bernard Lee, Anthony Dawson, Zena Marshall, Eunice Gayson
Roteiro: Richard Maibaum, Johanna Hardwood, Berkely Mather, Terence Young, Wolf Mankowitz e Ian Flaming (romance)
Produção: Albert R. Broccoli, Harry Saltzman e Stanley Sopel
Ano: 1962
Duração 110 min.
Gênero: Ação / Crime
+ Música Tema: “Under the Mango Tree”, composição de Monty Norman e interpretação de Diana Coupland.

ANTES DE COMEÇARMOS COM AS CRÍTICAS DE TODOS OS 23 FILMES DA SÉRIE DO AGENTE 007, UM VÍDEO APRESENTADO CADA UM DOS LONGAS OFICIAIS:

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Na primeira missão de James Bond adaptada para o cinema, o agente terá de ir até a Jamaica pra resolver o caso de um agente misteriosamente desaparecido. Ao chegar na ilha, Bond descobre que, provavelmente, o agente foi assassinado pelo temido Dr. No, um homem misterioso que comprou uma ilha próxima a Kingston e parece estar fazendo algo muito suspeito. Sendo assim, é dever do agente 007 descobrir tudo por trás do tal homem, e sair ileso para poder voltar a Londres e realizar sua próxima tarefa, afinal, o duplo-0 significa licença para matar, e não licença para morrer.
Em 1950 o inglês Ian Fleming viu seu romance “Casino Royale” se tornar um dos maiores sucessos da época, logo vieram séries televisivas e filmes, entretanto, somente em 1962, quando Harry Saltzman e Albert R. Broccoli resolveram adaptar a série para o cinema, com Sean Connory vivendo o agente especial 007, foi que a história de Fleming ganhou âmbito mundial, tornando-se, atualmente, uma das séries literárias mais vendidas da história – com mais de 100 milhões de cópias em todo o mundo- e a série cinematográfica mais lucrativa de todos os tempos – cerca de 12 bilhões de dólares. O diretor Terence Young já tinha muita experiência quando iniciou 007, o que se torna nítido em todo o filme. Claro que devemos analisar a produção toda lembrando que ela foi feita há 50 anos, logo, é inadmissível exigirmos grandes feitos, todavia, é bem isso que vemos aqui: a fotografia e a edição das belas praias jamaicanas, os desastres provocados por Bond no desfecho da trama, são alguns dos bons exemplos do filme. É claro que se peca nas representações de assassinatos e em outros momentos do filme, entretanto, nenhum desses erros é capaz de minimizar a beleza e a satisfação de se assistir ao primeiro filme de James Bond.


Sean Connory é, provavelmente, o mais natural entre todos os agentes 007 que nos seriam apresentados no decorrer dessas cinco décadas. Além de ser um grande ator, ele é sexy e sedutor na pele da personagem, além disso, representa de forma totalmente convincente um homem que vive de assassinatos e missões perigosos, sendo obrigado a ser frio e saber a hora de abandonar tudo e simplesmente desaparecer. Como veríamos em todos os outros filmes da franquia, nesse temos a primeira Bond Girl, e ninguém supera a primeira. Desde a saída de Ursula Andress do mar, com uma faca pendurada na cintura (cena que seria copiada por milhares de mulheres e tornou-se a maior característica da personagem) vemos o quanto a atriz está disposta a mostrar a que veio, sendo, ora inocente, ora provocante, ora inofensiva, ora o ser mais perigoso da terra. Por fim, mas não menos importante, não posso deixar de falar de Bernard Lee, que aqui, dá vida a M, o Chefe do departamento MI6, para o qual Bond trabalha, apesar de aparecer pouco, é essencial falar de Lee pelo simples fato de que ele aparecerá nos próximos dez filmes da série e representará o chefe de mais dois 007 além do representado por Connory.
Não se pode deixar de falar também, do inesquecível tema criado por Monty Norman e arranjado por John Barry para o agente 007, o Barry venceu 5 Oscars em sua carreira e é, sem dúvida, um dos maiores compositores e condutores da história do cinema, sendo mais que perfeita sua atribuição, em conjunto com Norman, para essa série inigualável. Apesar de ser o primeiro filme de James Bond na telona, o que temos aqui não é nenhuma apresentação do agente ou coisa parecida, é simplesmente um filme que tem por finalidade dar início a maior franquia da história do cinema, que seria acompanhada por gerações e gerações de homens e mulheres, elas, por desejarem o agente 007, eles pelo simples e real fato de desejarem ser Bond, James Bond.

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