quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

160. 007 MARCADO PARA A MORTE, de John Glen

Apesar de tudo, Timothy Dalton é melhor do que esperava.
Nota: 8,5


Título Original: The Living Daylights
Direção: John Glen
Elenco: Timothy Dalton, Maryam d’Abo, Jeroen Krabbé, Joe Don Baker, Art Malik, Andreas Wisniewski, Thomas Wheatley, Caroline Bliss, Desmond Llewelyn
Produção: Albert R. Broccoli e Michael G. Wilson
Roteiro: Richard Maibaum, Michael G. Wilson e Ian Fleming (romance)
Ano: 1987
Duração: 130 min.
Gênero: Ação / Crime
+ Música Tema: “The Living Daylights”, composição de Pal Waaktaar e John Barry e interpretação A-Ha

Enquanto James Bond cobre a fuga de um agente oficial da KGB, General Georgi Koskov, ele repara em uma violoncelista que foi contratada pela KGB para ser atiradora e acertá-lo durante a fuga. Entretanto, misteriosamente, Koskov é sequestrado e, simplesmente, some. Nesse contexto, o agente 007 é enviado para matar o General Lonid Pushkin
Costumo me referir à participação de John Glen como diretor de cinco filmes da série – “007 Somente Para Seus Olhos” (1981), “007 Contra Octopussy” (1983), “007 Na Mira dos Assassinos” (1985), “007 Marcado Para a Morte” e “007 Permissão Para Matar” (1989) – como uma tarefa para qual ele foi preparado, pois, além dessas cinco participações liderando a franquia, Glen também participou, em três produções anteriores, como editor e assistente do diretor – “007 A serviço Secreto de Sua Majestade” (1969), “007 O espião que Me Amava” (1977) e “007 Contra o Foguete da Morte” (1979). Não há muita novidade em seu trabalho, a não ser o fato de que ele deve lidar com o fato de que há um novo intérprete para o agente 007, e lidar com essas mudanças em uma série que já estava totalmente adaptada a Roger Moore como protagonista, não é fácil para ninguém. Além de Glen, ainda continuamos com os veteranos Richard Maibaum, que está em seu penúltimo trabalho como roteirista na franquia – ele apenas não trabalhou em “007 Viva e Deixe Morrer” e em “007 Contra o Foguete da Morte” (1979) -, e de Michael G. Wilson que, apesar de ter inovado bastante como roteirista, merece mais destaque para sua produção, que começou em 1979 e dura até hoje. É preciso lembrar que a história é baseada no conto original de Ian Fleming, “The Living Daylights” e, apenas por curiosidade, o último filme, antes de “Casino Royale” (2006), que teve o nome original de uma história de Bond. John Barry continua como o compositor da trilha sonora, que bem como a direção e o roteiro, não tem muitas mudanças, ou seja, continua excelente, atribuindo a cada cena um tema ou uma música perfeitos. Sou obrigado a lembrar que além de Michael G. Wilson, que produz a série desde 1979, temos a filha de Albert Broccoli (o “pai” da série no cinema), Barbara Broccoli, como produtora, e sua atitude de continuar a obra do pai é, mesmo que seja pelo lucro, algo totalmente louvável, até porque, nem mesmo o lucro era certo na época.


Alguns críticos dizem que George Lazemby e Timothy Dalton foram os James Bonds mais parecidos com os dos livros de Ian Fleming, confesso que nunca li nenhum livro da série, mas devo lembrar que isso é uma adaptação, não uma cópia, sendo necessário, devido ao fato de estarmos tratando de cinema e não de literatura, que a personagem seja interpretada de forma mais exuberante e que chame mais a tenção do que é feito tanto por Lazemby como por Danton, que interpreta Bond aqui. Não que o ator seja ruim, aliás, ele está bem acima do que eu imaginava que ele seria capaz de fazer como o agente 007, mas o fato é que ele peca na construção de sua personagem, trabalho esse que deveria ter tido uma realização mais minuciosa, afinal, a proposta do enredo até aqui é que, apesar da troca de atores, a personagem continua sendo a mesma, dessa forma, infelizmente, Dalton deveria ter trabalhado mais para ficar mais parecido com seus antecessores. A Bond girl aqui é Maryam D’Abo, que interpreta a tal garota do cello, Kara Milovy, sobre a atriz me reservo ao direito de dizer apenas uma coisa: a pior Bond Girl da história, pelo simples fato de que ela é chata, sem graça e exagerada demais, tentando fazer um papel que deveria ser sério parecer ora cômico, ora idiota. Jeroen Krabbé é o General Gerogi Koskov, apesar de simpatizar com o ator e gostar da personagem em certos momentos, Krabbé também acaba decepcionando, pelo mesmo motivo que d’Abo: querer transformar tudo em uma comédia. Para salvar o elenco, portanto, temos os medianos John Rhys-Davies, que interpreta (finalmente com seriedade) o General Leonid Pushkin e Andreas Kisniewski, que dá vida ao capanga de Pushkin Necros (mais um ator que leva a série com a dignidade que a mesma merece).
Apesar de tudo conspirar para o fracasso total desse filme, foi ele quem rendeu a maior bilheteria da série toda até aquela época: foram mais de 190 milhões de dólares de lucro, apesar de ser uma amrca bem inferior aos filmes que seriam protagonizados por Pierce Brosnan ou Daniel Craig (todos superaram os 340 milhões de dólares), é bom ver que a série só tinha a crescer na época. Além disso, nos é provado que, mesmo que a crítica não tenha ficado satisfeita com os sete filmes que vieram após esse, o público do agente 007 só aumentou, consequentemente, aumentando o público da Sétima Arte.

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