terça-feira, 11 de dezembro de 2012

154. 007 CASSINO ROYALE, de Martin Campbell

Um bom recomeço para a série.
Nota : 8,8


Título Original : Casino Royale
Direção : Martin Campbell
Elenco : Daniel Craig, Eva Green, Mads Mikkelsen, Judi Dench, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini, Caterina Murino, Simon Abkarian, Isaach De Bankolé
Produção: Michal G. Wilson e Barbara Broccoli
Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade, Paul Haggis e Ian Fleming (roteiro)
Ano: 2006
Duração: 144 min.
Gênero: Ação / Crime
+ Música Tema: “You Know My Name”, composição de Chris Cornell e David Arnold e interpretação de Chris Cornell.

Logo que James Bond é promovido a 007, M lhe dá a missão de ir até a Ilha de Madagascar para perseguir um fabricante de bombas. No entanto, para desespero do embaixada. Com a confusão toda, Bond acaba tirando alguns dias de férias. Entretanto, obviamente, o que era para ser seus dias de descanso, torna-se uma perseguição ao banqueiro Le Chiffre, que cuida e investe o dinheiro de uma organização de bandidos. Para Bond tentar descobrir mais a respeito de toda essa trama, ele se sujeitará a disputar com Le Chiffre, entre outros, um jogo de poker, em que o vencedor leva U$$150 milhões.



Martin Campbell não é novo na história de Bond, já foi diretor de “007 Contra GoldenEye”, o filme que trouxe 007 de volta em grande estilo, e talvez essa seja a maior característica de seus dois filmes na série: ambos trazem novos intérpretes para James Bond, e o fazem de maneira tão grandiosa que até ignoramos os defeitos de ambos.  Além desses, Campbell também liderou produções bem conhecidas, como: “A Máscara do Zorro” (1998), “Amor Sem Fronteiras” (2003) e “A Lenda do Zorro” (2005). Confesso que, em “Cassino Royale” seu trabalho me surpreendeu muito, sendo uma realização nada tediosa e que foge da regra de longos filmes ao não ter praticamente nenhuma enrolação, ou seja, não é monótono e nem tem ação demais, ficando entre aquele meio termo, onde, quando enjoamos das cenas séries e complicadas, Bond é obrigado a agir e matar uma pessoa aqui e outra ali. A cena de perseguição logo depois da abertura do filme já nos dá uma noção do que está por vir. Entre os roteiristas devemos destacar Neal Purvis e Robert Wade, que entraram na série em 1999 com “007 O Mundo Não é o Bastante” e continuam até hoje com “007 Operação Skyfall”. Em cada um de seus filmes, adaptando ou não diretamente alguma história de Ian Fleming (, chegamos a ficar maravilhados com o ótimo trabalho de seus roteiros que, como disse, nunca se tornam chatos. Dessa vez, na trilha sonora está o duplamente indicado ao Emmy David Arnold, que esteve na série entre 1997, com “007 O Amanhã Nunca Morre”, até o próximo filme de Bond, “007 Quantum Of Solace” (2008).



Quando assisti pela primeira vez a esse filme (leia-se, quando ele foi lançado), de cara não simpatizei com Daniel Craig e o considerei o pior James Bond da história, após assistir aos vinte filmes da série e conferir cinco atores interpretando o agente, confesso que não vejo mais Craig como de todo ruim na pele da personagem. É claro que ele não é tão genial quanto Sean Connery ou Roger Moore, dessa forma sua atuação pode ser comparada com a Pierce Brosnan: satisfaz, mas falta uma coisa essencial para a personagem (não estou falando de sensualidade ou do tom cômico), refiro-me a pura naturalidade em ser James Bond. Eva Green é uma surpresa para mim, como a Bond Girl Vesper Lynd ela nos trás uma mulher audaciosa que deseja provar aos homens que ela, sendo mulher, também tem seu lugar no mundo, além disso, quando preciso, ela se torna sexy e poderosa, como qualquer Bond Girl deve ser. Destaco a cena em que, após presenciar um assassinato cometido por Bond, ela senta sobre o chuveiro sem saber qual rumo tomar, totalmente desnorteada após o que assistiu; destaco essa cena pelo simples fato de que, na maioria dos filmes, mulheres donas da casa vêem assassinatos terríveis e continuam sua vidinha como se nada tivesse acontecido. Mads Mikkelsen é, obviamente, mais uma surpresa no elenco do filme: a personagem está devendo milhões de dólares para bandidos que não fazem distinção entre ter seu dinheiro de volta ou a cabeça do devedor, durante a trama, Mads parece um homem sereno, calmo e sem desespero, entretanto, durante o jogo e na inédita cena de tortura de Bond, ele mostra suas garras e vemos o desespero de um homem que está quase certo de sua morte. Judi Dench, novamente como M, merece sempre destaque por trazer à personagem um ar mais maternal, e talvez por esse instinto é que ela faz questão de mostrar a força e poder de decisão de M.
É um alívio saber que a troca de atores, dessa vez, também representou a troca de personagens, ou seja, não é apenas Daniel Craig que entra na pele da personagem, ele cria um novo James, bem diferente dos demais atores que vimos, mas ainda tendo algumas características básicas, isso tudo contribui para que Craig possa tornar sua personagem mais versátil e original. “Cassino Royale”, simplesmente, trás tudo aquilo o que esperamos ver em um filme de James Bond: bandidos loucos por dinheiro, muita pancadaria inteligente e com nexo (diferente de filmes idiotas que trazem apenas homens atirando ou batendo e outros correndo e morrendo), o agente 007 em sua melhor forma, bebidas e jogatinas sendo praticadas e aprovadas por todos, e, como não podia faltar, uma Bond Girl de tirar o fôlego.


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Melhor Realizador
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Melhor Argumento
Tony Kushner, por Lincoln 
Melhor Atriz
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Melhor Ator
Daniel Day-Lewis, em Lincoln
Melhor Atriz Secundária
Sally Field, em Lincoln
Melhor Ator Secundário
Matthew McConaughey, em Bernie and Magic Mike 
Melhor Fotografia
Greig Fraser, por Zero Dark Thirty
Melhor Filme de Animação
Frankenweenie
Melhor Documentário
The Central Park Five, de Ken Burns, Sarah Burns, David McMahon
Melhor Filme Estrangeiro
Amour, de Michael Haneke
Melhor Primeiro Filme
How To Survive a Plague, de David France

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