domingo, 2 de dezembro de 2012

166. 007 CONTRA O HOMEM COM A PISTOLA DE OURO, de Guy Hamilton

Um dos primeiros filmes que despertou o amor que sinto pelo cinema.
Nota: 9,6


Título Original: The Man with the Golden Gun
Direção: Guy Hamilton
Elenco: Roger Moore, Christopher Lee, Britt Ekland, Maud Adams, Hervé Villechaize, Clifton James, Richard Loo, Soon-Tek Oh, Marc Lawrenc, Lois Maxwell, Bernard Lee
Produção: Albert R. Broccoli e Harry Saltzman
Roteiro: Richard Maibaum, Tom Mankiewicz e Ian Fleming (romance)
Ano: 1974
Duração: 125 min.
Gênero: Ação / Crime
+ Música Tema: “The Man With the Golden Gun”, composição de John Barry e Don Black e interpretação de Lulu.

James Bond é incumbido de recuperar um objeto capaz de armazenar energia através do sol, entretanto, o agente corre risco de vida, pois o assassino de aluguel Francisco Scaramanga está em seu encalço e parece não ter a mínima vontade de não cumprir sua missão. O maior problema de Bond, portanto, é descobrir quem é Scaramanga, possuindo apenas três pistas sobre seu oponente: tem um mamilo a mais, sempre usa uma pistola de ouro para fazer seus serviços e nunca deixou uma encomenda viva.
Despedimo-nos, nesse filme, de Guy Hamilton, diretor de outros três filmes do agente: “007 Contra Goldfinger” (1964), “007 Os Diamantes são Eternos” (1971) e “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1973). Mais uma vez compreendemos por que Hamilton foi escolhido, entre tantos diretos, para ser o realizador desse filme: o homem é simplesmente um gênio para o gênero em que a Saga 007 se encaixa, conseguindo adaptar cada cena de forma nítida e inconfundível, sendo sempre muito claro e conciso. As belas praias acabam sendo um trunfo para o diretor, que trabalha de forma maravilhosa tanto com as grandes explosões (primordiais para todos os filmes de Bond), quanto na épica batalha entre Bond e Scaramanga dentro da casa do vilão, com direito a espelhos e tudo o mais. No roteiro temos, novamente, a parceria entre Richard Maibaum, roteirista de 13 filmes do agente, e Tom Mankiewicz, que se despede em grande estilo ao lado de Hamilton, nos proporcionando um dos melhores roteiros até agora. Ainda na série está John Barry, compositor de mais de 100 títulos, dentre eles 12 filmes de James Bond, além de importantes produções como “A História de Elsa” (1966), “O Leão do Inverno” (1968), com Katherine Hepburn e Peter O’Toole, “Entre Dois Amores” (1985), com Meryl Streep e Robert Redford, e “Dança com Lobos” (1990), filme vencedor de 7 Oscar; Barry morreu no ano passado, mas seu legado na música cinematográfica é inestimável, inesquecível e imortal.

AS BOND GIRLS DOS 22 FILMES PROTAGONIZADOS POR JAMES BOND

Dessa vez, entretanto, o que mais interessa não é a trilha sonora ou a direção, não é o roteiro ou a Bond Girl da vez, e sim o duelo épico entre Roger Moore (James) e Christopher Lee (Scaramanga), não de suas personagens, mas sim dos próprios atores. Moore volta na pele do agente secreto James Bond da mesma forma que entrou no filme anterior: em momento algum decepciona, aliás, ele só tem a melhorar durante cada um dos sete filmes em que interpretou Bond. Lee é um assombro em toda a produção (e quando digo isso, significa que ele é o melhor vilão de todos os tempos a ter lutado contra o agente 007), o ator é simples e bem sério, mas não deixa, em momento algum, que o vilão se torne chato ou imbecil, como aconteceu com vários outros atores que encararam vilões na série. Aqui sou obrigado a lembrar de um ator que faz uma participação sem igual no filme: Hervé Villechaize, o fiel escudeiro de Scaramanga, Nick Nack, um homenzinho que nunca saberemos o quanto falso ou fiel foi ao seu patrão, mas que nos proporciona uma das atuações mais diferenciadas de toda a série, sendo, sem dúvida, único. Ao lado dos dois mestres e do pequeno homem estão as belas Britt Ekland e Maud Adams, respectivamente, as “parceiras” de Bond e Scaramanga. Além desses, continuam na franquia Bernard Lee, como o chefe de James, M, e a secretária Moneypenny, interpretada por Lois Maxwell.
Um dos primeiros filmes antigos que assisti foi “007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro” (deixando claro, eu não tinha nem dez anos, portanto, na época, tudo o que fora feito antes da década de 1980 era antigo), lembro-me de não compreender nem a metade de tudo o que acontecia na trama, até porque não assisti a todo o filme, mas lembro mais ainda de ficar fascinado não somente com o trabalho de Bond (trabalho, esse, que todo homem gostaria de ter, não importa a idade), mas com a técnica incrível empregada por Hamilton, ficando maravilhado em como um filme tão velho conseguia ser tão bem feito. Desde então, Bond e o cinema não saíram de minha cabeça, e, agora, assistindo a toda a série compreendo o porquê: “007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro” é um divisor de águas na série, pois todos os filmes a partir daqui, se exceção, só tem a melhorar tecnicamente, tornado, cada vez mais, o cinema algo mais real e fantástico.

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