quarta-feira, 16 de maio de 2012

304. CARTAS PARA JULIETA, de Gary Winick

Uma história original que homenageia um dos mais belos, puros e devastadores sentimentos que inquieta o ser humano: o amor.
Nota: 8,7


Título Original: Letters to Juliet
Direção: Gary Winick
Elenco: Amanda Seyfried, Christopher Egan, Vanessa Redgrave, Gael García Bernal, Franco Nero
Produção: Ellen Barkin, Mark Canton, Eric Feig, Caroline Kaplan
Roteiro: Jose Rivera e Tim Sullivan
Ano: 2010
Duração: 105 min.
Gênero: Romance

Enquanto Shopie e Victor vão para Verona para passar sua lua de mel antes do casamento, ele se envolve com dezenas de fornecedores e projetos para seu novo restaurante em Nova York, e ela conhece as “Secretárias de Julieta”, mulheres que respondem as cartas deixadas na famosa Casa de Julieta. Shopie, então, responde a uma carta escrita há 50 anos e que está perdida em meio aos tijolos da parede onde as cartas são deixadas. Agora a dona da carta, Claire, e seu arrogante neto, Charlie, viajam da Inglaterra para a Itália a fim de encontrar o amado Lorenzo Bartollini. Enquanto Claire e Shopie estão extremamente animadas, o jovem Charlie tem medo que sua avó se fira e se decepcione em uma linda busca pelo verdadeiro amor.


Diretor das séries “Ugly Betty” (2007) e “Lipstick Jungle” (2008) e dos filmes “De Repente 30” (2004), “A Menina e o Porquinho” (2006) e “Noivas em Guerra” (2009), Gary Winick não é nenhum amador no gênero comédia, mas aqui ele se torna bem melhor que nos outros filmes, desde a abertura com imagens clássicas representando o amor (esculturas, fotografias, pinturas) o filme nos mostra o quanto homenageará o gênero. Com cenas que nos farão lembrar várias cenas clássicas dos romances mais adorados de todos os tempos e belas referências repletas de clichês, é uma comédia romântica que se tornar extremamente original e bem feita. Os roteiristas também já fizeram alguns roteiros bem significativos quanto ao teor comédia ou romance. A animadíssima trilha sonora, que se divide entre músicas já existentes e composições originais, é de Andrea Guerra, um excelente compositor italiano que já passou por vários estilos de filmes.


Não faz muito tempo, Amanda Seyfried foi revelada realmente em “Mamma Mia!” (2008), onde atuou ao lado de Meryl Streep. Como Sophie ela é doce, gentil, sonhadora, destemida e uma bela mulher à procura da felicidade com seu verdadeiro amor, ela apenas não sabe se já o encontrou. Christopher Egan é Charlie, geralmente o cavalheiro dos romances é um ator sexy e sem talento algum, aqui acontece algo diferente: o não tão belo Egan é ótimo no papel do jovem inglês criado para ser um perfeito cavaleiro, mas que nutre certas características céticas dentro de si que o tornam uma pessoa fria e com medo de nutrir sentimentos, sendo assim afunda-se em seus conflitos pessoais e não consegue demonstrar o quão bom pode ser. O ótimo Gael García Bernal faz uma participação rápida, mas eficiente como Victor, um homem que só pensa em seu trabalho e não consegue viver sem ele, deixando de lado tudo o mais em sua vida, tornando-se um homem estressado e impaciente. Seyfried parece uma garota de sorte, nesse filme ela trabalha com outra grande estrela da telona, Vanessa Redgrave é Claire. A atriz é um dos maiores nomes vivos da indústria cinematográfica, filha dos atores Rachel Kempson e Michael Redgrave e foi casada com o ator, diretor, roteirista e produtor Tony Richardosn, venceu o Oscar em 1977 pelo papel em “Júlia” (1976), primeiro filme de Meryl Streep, atuou em dezenas de diferentes gêneros de filmes, e aqui nos presenteia com a atuação de uma mulher forte, decidida e apaixonada pela vida e pelo amor, que, jamais se arrependeu do que fez, mas gostaria, depois de tantos anos, de retomar sua vida e ser feliz ao lado de que ama.


O amor é algo inexplicável, que todos sentimos um dia, mas que jamais saberemos o que realmente ele representa e como se manifesta. Ele pode ser visto de diversas formas e representações, não tendo cor, gênero, hora ou idade, está ali a vida toda, e deve ser aproveitado e admirado como um presente de Deus para os que estão na Terra. “Cartas para Julieta” não é como qualquer romance que vemos hoje em dia, apesar de enrolado como todos os outros, nós torcemos pelas personagens o tempo todo, pelos jovens e pelos velhos, afinal, não há nada no mundo tão belo e verdadeiro quanto o amor. Os conflitos de nossas personagens serão facilmente identificados como nossos conflitos, como nossos desejos e medos, como nossos receios e prazeres, por que o que se faz aqui é naturalmente simples: uma homenagem verdadeira e digna de toda a forma de amor.


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