sexta-feira, 20 de julho de 2012

241. BEIJOS E TIROS, de Shane Black


Uma comédia de erros divertida e assombrosa.
Nota: 7,5


Título Original: Kiss Kiss Bang Bang
Direção: Shane Black
Elenco: Robert Downey Jr., Val Kilmer, Michelle Monaghan, Corbin Bernsen, Dash Mihok, Larry Miller, Rockmond Dunbar, Shannyn Sossamon
Produção: Joel Silver, Steve Richards, Carrie Marrow, Susan Downey, Jessica Alan
Roteiro: Shane Black e Brett Halliday (romance)
Ano: 2005
Duração: 103 min.
Gênero: Comédia

Harry Lockhart é um ladrãozinho estúpido que, em uma fuga, acaba parando em um teste para um filme policial e é um dos escolhidos para o papel. A vida de Harry parecia estar se tornando ótima até ele e o amigo Gay Perry, um suposto ex-gay, presenciarem um assassinato, Harry reencontrar Harmony, a irmã de Harmony morrer e todos os envolvidos tornarem-se suspeitos em potencial até que o contrário seja provado. A partir daí, teremos uma história hilária repleta de assassinatos, intrigas, chantagens e ironias.


Shane Black já roteirizou filmes como a quadrilogia “Máquina Mortífera” (1997 / 1989 / 1992 / 1998), antes de “Beijos e Tiros” mais nada pode ser dito a respeito de sua carreira, mas agora ele está dirigindo e roteirizando o terceiro filme da série “Homem de Ferro”, que conta com Robert Downey Jr. no elenco.  Seu trabalho aqui não é grande coisa, mas é bem melhor do que muitos iniciantes, ele é criativo e as cenas de perseguição, que preenchem e dão um gás ao filme e as cenas cômicas são muito bem conduzidas. Destaco o trabalho dele como roteirista em optar por termos a personagem principal nos relatando os acontecimentos passados e presentes que levaram a tudo o que está acontecendo, apesar de não ser necessário, afinal, qualquer um é capaz de entender o filme, é um artifício bem-vindo em comédias negras. A trilha sonora fica a cargo de John Ottman, indicado ao Emmy por Fantasy Island” (1998) e ao BAFTA por “Os Suspeitos” (1995), esse último foi vencedor de dois Oscars, dois BAFTA’s e a mais uma série de prêmios para Kevin Spacey como ator coadjuvante.
Em 1991 um tal Robert Downey Jr., obviamente filho do diretor, produtor e roteirista Robert Downey, interpretou o lendário Charles Spencer Chaplin em “Chaplin”, sendo indicado a dezenas de prêmios, incluindo o Oscar. Participou de vários filmes relevantes para a última década do século passado, mas foi apenas em 2008 que se popularizou no mundo todo dando vida a Tony Stark na adaptação “Homem de Ferro”, no mesmo ano participou do filme “Trovão Tropical” e foi novamente indicado ao Oscar, com “Sherlock Holmes” (2009) venceu o Globo de Ouro na categoria melhor ator principal em comédia ou musical, o fato é que Downey é craque em comédias, ele não é nenhum piadista nato como Alec Baldwin ou Steve Martin, nem é capaz de nos fazer rir apenas por sua cara como Rowan Atkinson o faz, mas ele possui um terceiro tipo de talento para a comédia, ele é simplesmente natural, não fisicamente, mas suas feições, trejeitos e confusões compõe uma personagem ótima e muito bem interpretada. No elenco ainda temos Val Kilmer como o duvidoso Gay Perry e a bela Michelle Monaghan como a atrapalhada e sexy Harmony.


Nesse filme temos um estilo não muito querido por todos, o diretor e roteirista satiriza um dos assuntos mais delicados e misteriosos da vida: a morte. O fato de mostrar várias pessoas morrendo, como se isso fosse algo comum, torna o filme engraçado e, simultaneamente, assombroso. Não há muito que se possa refletir e retirar de digno e decente desse filme, mas ele é uma boa forma de descontrair, e um pouco de ironia nunca faz mal a ninguém.

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